sábado, 30 de agosto de 2008

Há 200 anos. 30 de Agosto 1808-Convenção de Sintra estabelecida entre os exércitos francês e britânico

Após a derrota das forças francesas no combate da Roliça (17 Agosto) e na Batalha do Vimeiro (21 Agosto), o General Junot propôs a Wellesley um armistício. Após as negociações decorridas em Sintra, chegou-se à forma final do documento pelo qual se permitia a retirada das tropas francesas, embarcadas em navios ingleses, transportando as suas armas, bagagens e o produto dos saques efectuados em Portugal.
O acordo traduzia-se em benefícios mútuos: Junot, sem linhas de comunicação com a França, retirava suas tropas sem maiores perdas e em segurança. Os ingleses ganhavam o controle da capital, Lisboa, e da temida linha de defesa da barra do Rio Tejo, sem necessidade de combate.
A 30 de Agosto de 1808 era assinado, no Palácio de Queluz, o tratado para a evacuação de Portugal do exército francês, que ficou conhecido, impropriamente, como Convenção de Sintra (porque de Sintra só foi enviada por Dalrymple uma cópia ao seu governo), pondo termo à primeira invasão francesa em Portugal.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Recriação histórica do Cerco de Almeida 2008.

Recriação histórica do Cerco de Almeida 2008.
Programa aqui .
Fotografias aqui.

El juego de la gallina ciega

El juego de la gallina ciega.
Fecha entre 1812-1814]
Descripción Física 1 estampa huella de la plancha 154 x 243 mm
Descripción Inscripción en la parte superior: "Bonaparte ciego de sobervia no sabe que Potencia ha de coger ó el juego de la gallina ciega"
Inscripción al pie dela imagen: "1 España 2 Inglaterra 3 Portugal 4 Suecia 5 Austria 6 Turquia 7 Napoleon"
Catálogo del Gabinete de Estampas del Museo Municipal de Madrid. 1, Estampas españolas 173-14
Estampas: cinco siglos de imagen impresa 998
Revolución, Contrarrevolución e Independencia. Madrid, 1989 p. 47
Materia España Historia 1808-1814 (Guerra de la Independencia)
Dibujos, grabados y fotografías
Grabados satíricos
Grabados calcográficos
Napoleón I , Emperador de Francia

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Los Despojos del Aguila Francesa entre España y Portugal

Los Despojos del Aguila Francesa entre España y Portugal

Fecha - 1814?]
Descripción Física - 1 mapa 18 x 27 cm en h. de 26,5 x 36,5 cm
Descripción - Sobre la imagen cartográfica, pequeños textos referidos a las batallas ganadas por los aliados, indicando fecha, lugar y nombre de los generales franceses que participaron en cada una de ellas. Las victorias se reflejan por el número de plumas arrancadas al águila francesa
Clave numérica indicando la situación de los barcos españoles e ingleses que defienden las costas. - Ciudades representadas por conjuntos de edificaciones según su importancia. - Divisiones administrativas delimitadas por líneas de color. - Costas sombreadas
La fecha de publicación corresponde a la del fin de la Guerra de la Independencia
En el mapa aparecen las figuras de un lobo y un león, que representan a los ejércitos aliados, despojando a un águila, símbolo del Imperio francés.


Biblioteca Nacional de España

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Há 200 anos. 25 de Agosto 1808. Força do Tenente-General John Moore.

O Corpo do general Sir John Moore inicia o desembarque na praia da Maceira, elevando o exercito britânico a quase 30.000 homens.
Setúbal e libertada da ocupação francesa.

Força do Tenente-General John Moore

Divisão do Tenente-General Mackenzie Fraser
1º batalhão 4º Regimento
1º batalhão 28º Regimento
1º batalhão 79º Regimento
1º batalhão 92ºRegimento

Divisão do Major-General Murray
1º batalhão de Linha King’s German Legion
2 º batalhão de Linha King’s German Legion
5º batalhão de Linha King’s German Legion
7ª batalhão de Linha King’s German Legion

Divisão do Major-General E. Paget
1º batalhão 52º Regimento
3 Companhias 1 batalhão 95º Regimento
1º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
2 º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
3º regimento de cavalaria de Dragões Ligeiros King’s German Legion
Companhia de Guarnição King’s German Legion
Artilharia
Tenente-Coronel George Wood e Major Julius Hartmann com:
2ª Companhia [Tieling] King’s German Legion
4ª Companhia [Heise] King’s German Legion
Companhia Drummond do 3º Batalhão
Companhia Wilmotdo 3º Batalhão

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Há 200 anos. Batalha do Vimeiro. 21 de gosto de 1808.

Mapa retirado do britishbattles.com AQUI

Os exercitos após o combate da Roliça , ajustam os seus dispositivos no sentido de se reencontrarem.


Dispositivo Anglo-Português.
O dispositivo adoptado por Wellesley no Vimeiro tinha em mente a protecção do desembarque .


Assim, posicionou seis brigadas na região de Portelas. Formou duas linhas, uma primeira, que da esquerda para a direita, era constituída pela 3ª Brigada (Nightingale), 5ª Brigada (Crawford) e a 1ª Brigada (Hill). Uma segunda linha constituída pela 2ª Brigada (Fergusson), 4ª Brigada (Bowes) e a 8ª Brigada (Ackland). Estas brigadas tinham consigo 8 peças de Artilharia, destacando na estrada para S. Pedro da Cadeira, os seus postos avançados.
Na colina a sul da povoação do Vimeiro estavam a 6ª Brigada (Fane) e a 7ª Brigada (Anstruther) apoiadas por 6 peças de artilharia. A brigada de Anstruther ocupava na esquerda a Igreja e o antigo cemitério, interceptando o caminho que seguia de Carrascais até à povoação do Vimeiro. Na povoação estava a reserva e no vale, imediatamente a oeste do Vimeiro, estava a Cavalaria.
Junto à povoação de Maceira estava a infantaria portuguesa e uma parte da cavalaria. Por ser considerado o lado menos provável de aproximação do inimigo, Wellesley deixou o flanco nordeste, correspondente à estrada que vai do Vimeiro à Lourinhã por Fonte de Lima e Ventosa, guarnecido somente com um piquete da Infantaria portuguesa e alguns soldados britânicos. Wellesley decidiu não empregar a pouca cavalaria que tinha em missões de vigilância


Dispositivo Francês.
Na frente do dispositivo estava a divisão do General Delaborde com as brigadas contíguas e em coluna, à direita a 1ª brigada, do General Brenier, e na esquerda, a 2ª brigada, do General Thómieres. À retaguarda desta divisão seguia a do General Loison com o mesmo dispositivo: na direita a brigada do General Solignac e na esquerda a brigada do General Charlot. Na retaguarda, sob o comando do General Kellerman, vinham dois regimentos de granadeiros que constituíam a reserva. A cavalaria vinha dividida em dois corpos, um a flanquear a direita da brigada de Brenier, ou seja, a direita do dispositivo, e um outro que marchava junto à reserva de Kellerman.
Junot decide efectuar o ataque principal no centro do dispositivo inglês e um ataque secundário no flanco nordeste dos Ingleses.


Dispositivos retirados da pagina da internet viriatus.


» «


Depois de almoçar, Junot, sem ter mandado sequer reconhecer a fortíssima posição escolhida pelas forças Anglo-portuguesas no Vimeiro, ordena o ataque geral.
Os franceses efectuam, como era hábito, o ataque frontal [ Laborde Kellerman e Loison] o qual foi tentado três vezes, mas das três vezes foi repelido.
O ataque de flanco não foi simultâneo com o ataque frontal, e os generais Solignac e Brennier, que sucessivamente o tentaram, foram inteiramente derrotados.
Wellesley, aproveitando esse erro, mandou reforçar as posições da sua esquerda. Todos os ataques franceses foram brilhantemente repelidos e contra-atacados. Ao cabo de duas horas de combate, Junot, ao ver as suas tropas contra-atacadas e quase envolvidas, considerando a batalha perdida, deu ordem de retirada e abandonou o comando a Thiebault.
Os franceses retiraram sobre Torres Vedras, e depois sobre Mafra a caminho de Lisboa, com enormes perdas de pessoal e de material.


Para mais descrições da batalha ver
BritishBattles.com AQUI
peninsularwar.org AQUI
Napoleonic Wars: War comes to the Iberian Peninsula AQUI

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Batalha do Vimeiro . 21 Agosto de 1808.

Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa

A Força Portuguesa que combateu na Batalha do Vimeiro era igual à que fora formada por ocasião do Combate da Roliça. Ver Ordem de Batalha da Roliça AQUI.

A diferença existe apenas no número de homens, pois teremos de retirar as baixas havidas no Combate da Roliça. No que respeita ao Exército Português, há que retirar 7 baixas no batalhão de caçadores do Porto (erradamente numerado [ Caçadores 6] na vasta bibliografia existente, pois os batalhões de caçadores como unidades independentes apenas iriam ser formadas no ano seguinte).
Quando se fala em “Caçadores do Porto”, certamene estamos perante a unificação das companhias de caçadores que existiam como parte dos regimentos de infantaria e que actuavam como um batalhão .
Caçadores do Porto interveio na Roliça com 569 homens e no Vimeiro com 562.


As unidades britânicas, claro está, tiveram mais baixas na Roliça, no entanto foram reforçadas.
NaRoliça a força total britânica foi de 13.307, enquanto no Vimeiro foi de 16.778.


Força Anglo-Portuguesa na batalha do Vimeiro.

Comandante em Chefe das Forças: General Sir Arthur Wellesley Conde de Wellington
Quartel-Mestre General :Tenente-Coronel W. H. De Lancey
General Adjunto: Tenente-Coronel Lord Aylmer ao comando
Comandante da Artilharia: Tenente-Coronel H. Framingham
Comandante da Engenharia: Coronel R. Fletcher


CAVALARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel C.D. Taylor

20 Regimento de Dragões 240


ARTILHARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel W. Robe

2 baterias e meia 226 homens 16 peças

1 Brigada Comandada pelo Major General Sir Rowland Hill
1/5º Regimento Britânico de Infantaria 944
1/9º Regimento Britânico de Infantaria 761
1/38º Regimento Britânico de Infantaria º Regimento Britânico de Infantaria 953

2 Brigada Comandada pelo Major General R. Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria 591
1/40º Regimento Britânico de Infantaria 923
1/71º Regimento Britânico de Infantaria 935

3 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General M. Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria 616
1/82º Regimento Britânico de Infantaria 904

4 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General B. Bowes
1/6º Regimento Britânico de Infantaria 943
1/32º Regimento Britânico de Infantaria 870

5 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General C. Craufurd
1/45º Regimento Britânico de Infantaria 915
91º Regimento Britânico de Infantaria 917

6 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General Henry Fane
1/50º Regimento Britânico de Infantaria 945
5/60º Regimento Britânico de Infantaria [Rifles] 604
2/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 4 companhias 456

7 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General R. Anstruther
2/9º Regimento Britânico de Infantaria 633
2/43º Regimento Britânico de Infantaria 721
2/5º Regimento Britânico de Infantaria 2 654
2/97º Regimento Britânico de Infantaria 695

8 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General W. Acland
2º Regimento Britânico de Infantaria 731
20º Regimento Britânico de Infantaria 7'/2 companhias 401
1/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 2 companhias 200

Força britanica : 16.778


DESTACAMENTO PORTUGUÊS: TENENTE-CORONEL NICOLAS TRANT


6 Regimento de Cavalaria 104
11. Regimento de Cavalaria 50
12 Regimento de Cavalaria 104
Cavalaria da polícia de Lisboa 41
4 Regimento de Artilharia Portuguesa 210
12 Regimento de Infantaria 605
21 Regimento de Infantaria 605
24 Regimento de Infantaria 304
Batalhão de Caçadores do Porto 562


Forças Portuguesas: 2.585
Forças Anglo-Portuguesas: 19.363

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Incontornável. Vimeiro 1808- Wellesley’s first victory in the Peninsular.

Incontornável, a leitura neste bicentenário da batalha do Vimeiro, da obra de René Chartrand “Vimeiro 1808 - Wellesley’s first victory in the Peninsular”, da Osprey.

Retirado da Osprey:
«About this book
On 2 August 1808 a British army of 14,000 men began landing north of Lisbon under the command of Sir Arthur Wellesley, the future Duke of Wellington. They were coming to assist the Portuguese, Britain's oldest ally, to liberate their country from its French occupiers. Within a month Wellesley was to win two victories over the French at the battles of Roliça and Vimeiro. General Andoche Junot, the French commander, was forced to surrender and evacuate Portugal. René Chartrand examines the first of Wellesley's string of victories in the Peninsular War.
Contents
Origins of the Campaign
Chronology
Opposing Commanders
Opposing Armies
Opposing Plans
Junots French invasion and occupation of Portugal
The 1808 Revolt
Wellesley arrives
The Battle of Rolia

The battle of Vimiero
Aftermath
the Convention of Cintra
The Battlefields today
Bibliography
Index
Paperback; September 2001; 96 pages; ISBN: 9781841763095
»

Rene Chartrand é autor da já conhecida triologia “The Portuguese Army of the Napoleonic Wars».

Ver aqui um post deste blog




Forças Britanicas na Batalha do Vimeiro.

Corpo de Wellesley na Batalha do Vimeiro

Comandante da Força Tenente General Sir Arthur Wellesley
Segundo Comandante Major General Sir Brent Spencer
Quartel-Mestre General : Tenente-Coronel W. H. De Lancey ao comando
General Adjunto: Tenente-Coronel Lord Aylmer ao comando
Deputado Quartel- Mestre General Tenente-coronel graduado James Bathurst
Deputado General Adjunto Tenente-coronel graduado George Tucker
Artilharia Tenente-coronel William Robe
Cavalaria Tenente-Coronel C.D. Taylor
Comandante da Artilharia: Tenente-Coronel H. Framingham
Comandante da Engenharia: Coronel R. Fletcher

1º Brigada
Brigada Comandada pelo Major General Sir Rowland Hill
1º Batalhão do 5° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Northumberland
1º Batalhão do 9° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Norfolk
1º Batalhão do 38° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 1º Staffordshire
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

2º Brigada
Brigada Comandada pelo Major General Ronald Ferguson

36° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Herefordshire
1º Batalhão do 40° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 2º Somersetshire
1º Batalhão do 71° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Highland Light Infantry
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

3º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Miles Nightingall
29° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Worcestershire Regiment
1º Batalhão do 82° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Prince of Wale´s Volunteers
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

4º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Barnard Bowes

1º Batalhão do 6° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 1º Warwickshire Regiment
1º Batalhão do 32° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Cornwall
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

5º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro James Catlin Craufurd
1º Batalhão do 45° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Nottinghamshire
1º Batalhão do 91° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Argyllshire Highlanders
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

6º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Henry Fane
1º Batalhão do 50° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- West Kent
5 Companhias, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American
4 Companhias 2º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps

7º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Robert Anstruther
2º Batalhão do 9° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Norfolk
2º Batalhão do 43° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Monmouthshire Light Infantry
2º Batalhão do 52° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Oxfordshire Light Infantry
97° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queens Own German

8º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Wroth Palmer Acland
2° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queen’s Regiment
20° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Devonshire
2 Companhias 1º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps

INDEPENDENTES

20° Regimento Britânico de Cavalaria “Light Dragoon”


*
* *

Uma Ordem Geral de 21 Agosto, emitida depois da batalha de Vimeiro, determinou e ordenou que duas companhias do 1º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps fossem integradas na 6ª Brigada e determinou que uma Companhia do 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American fossem integradas nos 7º e 8ª Brigadas, deixando só três companhias assim com a 6ª Brigada.
Em 21 Agosto, o Coronel John Harding chegou para comandar a artilharia.
Uma Ordem Geral de 22 Agosto ordenou a transferência do 97° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queens Own German para a 8ª Brigada.

A 22 Agosto, o Tenente General Dalrymple chega e assume o comando do exército.
Ele imediatamente suspende as operações, concordando com a uma suspensão de hostilidades e começou a negociar uma convenção para a retirada de forças francesas de Portugal, a infame Convenção de Cintra.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ribombar dos canhões marcou reconstituição histórica da Batalha do Vimeiro .

Ver notícias em "Tinta Fresca. (aqui)

Mais noticias em Batalhas Napoleonicas (aqui ) e RCL (aqui ).

Programa ( aqui).

Bicentenário. Batalha do Vimeiro.

ESQUIOPPETTA, Domingo, fl. 1800-1850Batalha do Vimeiro [Visual gráfico / D. Schioppetta delin. ; J. Cardini esculp.. - [S.l. : s.n., entre 1810 e 1812]. - 1 gravura : água-forte, p&b http://purl.pt/5296. - Data baseada na inscrição e período de actividade dos gravadores. - Dim. da matriz: 33x44,1 cm. - Soares, E. - Hist. grav., nº 427)CDU 355.48 Batalha do Vimeiro(084.1) 94(469)"1808"(084.1) 762(=1.450)"18"(084.1).
Imagem Biblioteca Nacional

domingo, 17 de agosto de 2008

Há 200 anos. O combate da Roliça . 17 de Agosto


«COMBATES DE ÓBIDOS E ROLIÇA. - O general francês, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar. Essa junção, porém, não se efectuou; e o exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. De Laborde, quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada" sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses da restauração.»


Carlos Selvagem , Portugal Militar, INCM.


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«Terminado a 8 desembarque da expedição, Wellesley, começou no dia imediato a avançar sobre Lisboa, contando Reunir-se em Leiria as forcas de Bernardim Freire, o que nunca chegou a efectuar-se apesar das repetidas instancias do comandante em chefe dos aliados e do coronel Trant. A condescendência do general português foi só ate ao ponto de mandar um destacamento dos seus soldados incorporar-se no exército britânico; sem isso a nossa acção na Roliça no Vimeiro teria sido absolutamente nula.
Junot, no entretanto, ia-se preparando para a resistência.
A Loison, que estava no norte, deu ordem para retirar sobre a capital, procurando juntar-se as forças de Delaborde, que marchavam ao seu encontro e, depois de efectuada a junção, que tratassem de se opor a marcha dos ingleses, dificultando-lhes o avanço. Delaborde, porem, antes de se reunir a Loison teve que se defrontar com Wellesley na Rolica onde sozinho, sustentou o choque dos aliados (17 de Agosto). Todas as vantagens da posição dos francezes, que eram realmente grandes, foram destruídas pela esmagadora diferença no numero
dos combatentes, retirando as franceses derrotados e criando alento e entusiasmo os soldados britânicos, pela sua primeira vitória na Península. […]No próprio dia do combate da Roliça foi 9 general em chefe avisado da chegada dum considerável reforço (brigada Anstruther) determinando, em consequencia disso, ir ocupar a posição do Vimeiro, donde lhe protegeria o desembarque.
No dia 18 começou a exercito inglês a deslocar-se, desembarcando o contingente 20; no outro dia mais uma brigada (Ackland) saltava em terra, elevando-se, desde então o efectivo das tropas britânicas a 18:000 homens.»


O poder maritimo na Guerra da Peninsula II - O dominio do mar durante a guerra , Matta Oliveira, RM , Junho 1909.


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Efectivamente , a15 de Agosto trocavam-se os primeiros tiros entre as avançadas das forças Anglo-Portuguesas e as do inimigo, para além das Caldas da Rainha. Na manhã seguinte, marchando pela estrada de Óbidos, Wellesley defrontava-se com as tropas de Delaborde que, tendo abandonado Alcobaça a tempo, ocupavam agora as alturas da Roliça, dominando a enorme bacia que se estende para o sul de Óbidos
O general Delaborde, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar.
Loison, ficara no entanto impedido, em virtude da defesa efectuada em Évora, que visava impedir a junção das forças de Loison com as forças de Delaborde, permitindo aos Ingleses uma superioridade numérica nos combates que se avizinhavam. Sacrificou-se assim Évora em benefício do resultado final da campanha.
A junção, não se efectuou; e o Exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as tropas avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. Delaborde, vendo-se quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses .



A batalha encontra-se descrita em The Battle of Roliça, Portugal: 17 August 1808 na Napoleon Series.

sábado, 16 de agosto de 2008

A Guarda Real de Polícia. A batalha do Vimeiro.

A Guarda de Polícia em Lisboa é criada durante as reformas militares executadas entre 1797 a 1807, nascendo da decisão de D. Rodrigo de Sousa Coutinho ,sendo suborninada a unidade ao Intendente-Geral da Polícia da Corte e Reino, o qual caberá a Pina Manique até 1803.
No fim de 1801, mais concretamente a 10 de Dezembro de 1801, levantou-se o corpo da Guarda Real da Policia, de pé e de cavalo, sendo a organização e o comando da guarda confiados ao conde de Novion, um dos franceses emigrados residentes em Lisboa.
Em 1807, após a partida da família real, a Guarda Real recebeu ordens de permanecer em Portugal e receber o general francês Junot, desde Sacavém até Lisboa. As funções da instituição mantiveram-se as mesmas durante a presença francesa na cidade de Lisboa e o conde de Novion chegou a ser nomeado Governador das Armas da cidade. Os soldados que se recusaram a colaborar foram demitidos.
Quarenta e um soldados da Guarda, comandados pelo capitão da 1. ª companhia, Elizário de Carvalho, participaram na batalha do Vimeiro, tendo o seu comandante morrido durante a carga da cavalaria britânica e portuguesa, que se deu no final da batalha, sendo a única unidade que combateu no Vimeiro com reconhecida audácia e valentia.
Foram seus comandantes: o coronel conde de Novion, de 1801 a 1808; o coronel Filipe de Sousa Canavarro (major do Regimento de Cavalaria n.º 9, de Chaves) de 1808 a 1813 e o coronel D. Joaquim da Câmara, de 1813 a 1817.

Recriação histórica do Cerco de Almeida 2008

Programa
22 de Agosto, Sexta-feira (tarde)

Seminário: Memória, Mito e História: O Sacrifício de Almeida
Local: C.E.A.M.A. – Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, nas Portas Exteriores de Santo António.
14.30 – Abertura do Seminário e Recepção de Boas-Vindas, pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Almeida.
14.45 – O Jogo do Cerco de Almeida – Apresentação do trabalho produzido pelos alunos do Clube de História e Arqueologia da Escola EB 2,3 e Secundária de Vilar Formoso e coord. pelos Profs. Isabel Magalhães e Carlos Teles.
15.15 – António de Sousa Júnior – Almeida, Fortaleza Mártir de Galharda Epopeia.
15.40 – Prof. Doutora Teresa Cailloux de Almeida – O Cerco de Almeida na Memória dos Franceses de Então e de Agora.
16.05 – Prof. Doutor José D´Encarnação – Sertório, General Romano – Guerrilheiro ou Mito?
16.30 – Prof. Doutor Adriano Vasco Rodrigues – A Legião Portuguesa no Período Napoleónico de Almeida.
16.55 – Pausa para café.
17.30 – Dr. Miguel Angel Martin Mas – William Cox, un Hombre Solo.
17.55 – Coronel Mestre Manuel Jorge Pereira de Carvalho – A Leal Legião Lusitana, Força de Cobertura do Exército de Portugal, e a Praça de Almeida como Ponto de Projecção, em 1809.
18.20 – D. Manuel Felício, Bispo da Guarda – O mito dos ideais da Revolução Francesa e a memória da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão, há dois séculos.
18.45 – Prof. Doutora Maria Helena Carvalho dos Santos – Os Mitos: entre a voz do povo e os sentimentos de honra..
19.10 – Prof. Doutor Francisco Ribeiro da Silva – As respostas dos concelhos das “três Províncias do Norte” à imposição da Contribuição de Guerra de 1808.
19.35 – Debate
19.45 – Encerramento dos trabalhos.
21.30 – VOX ANGELIS – Requiem aos Mortos (Homenagem às Vítimas do Desastre de 26 de Agosto de 1810).
Local: Igreja Matriz de Almeida.
23.00 - 24.00 – Ronda de Sentinelas e Patrulhas nas Portas de S. Francisco e Bastiões da Fortaleza. Surtidas francesas à Vila, com resposta de fogo das baterias e fuzis a partir do Baluarte de S. Pedro. (Actividade que pretende reconstituir os momentos de tensão de um cerco e da eminência do contacto com o inimigo).
00.00 – DEOLINDA – (“Cantar a tristeza rindo” é o lema dos Deolinda)
Local: Escadaria dos Paços do Concelho de Almeida


23 de Agosto, Sábado
9.30 - Hastear das bandeiras dos países participantes.
Local: Câmara Municipal Almeida
11.00 – Evocação da Batalha de Fuentes de Oñoro. (Recriação do combate que, entre o dia 3 e 4 de Maio de 1811, opôs Anglo-Lusos e Franceses nas Ruas a Norte de Fuentes de Oñoro e da Ribeira de Dos Casas).
Local: Vilar Formoso/ Fuentes de Oñoro.
*Haverá transporte assegurado desde o Largo 25 de Abril (Portas Exteriores de S. Francisco) com meia hora de antecedência, e após a recriação em Vilar Formoso.
15.30 - Inauguração da Exposição “ A Fronteira da Beira e a Defesa do Território, Cartografia, Fortificação e Arquitectura Militar”, pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, com apresentação do T. Cor. Berger.
Local: Portas Interiores de Santo António.
16.00 – Workshop 1 – “O Projecto do Município para a Regeneração da Zona do Castelo”
TEMAS EM DISCUSSÃO:
- O Arranjo Urbanístico do Alto da Cidadela
- A Importância Arqueológica e sua Integração
- O Projecto do Miradouro da Praça-Forte
Local: C.E.A.M.A. – Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, Portas Exteriores de Santo António, com início junto à Torre do Relógio para visita e primeiros comentários no local.
17.30 – Workshop 2 – “O 1º Simpósio de Artes de Almeida: um Programa de Escultura para o Concelho”
TEMAS EM DISCUSSÃO:
- O Memorial do Sacrifício de Almeida e os 200 Anos da Guerra Peninsular
- O Memorial do 25 de Abril e as outras Intervenções de Arte Pública como momentos de renovação urbanística a assinalar
Local: C.E.A.M.A. – Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, Portas Exteriores de Santo António.
(Exposição/venda de publicações com edição da Câmara Municipal de Almeida e outros artigos alusivos às Comemorações no C.E.A.M.A., Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, e no Posto de Turismo).
19.00 – CONCLUSÃO DO SIMPÓSIO DE ESCULTURA, com entrega de diplomas pelo Presidente da Câmara Municipal
22.00 - 24.00 – Combate Nocturno com fogo de Artilharia e de mosquete de Infantaria nas muralhas e baluartes da Praça-Forte de Almeida.
(Um dos momentos altos do evento, onde no enlace entre a escuridão e a luz difusa das tochas, o inimigo tenta forçar a entrada na Praça de Almeida, dando origem a um renhido combate de fuzilaria, bala rasa e lanterneta de canhão e terçar de baionetas. Por entre as portas de S. Francisco, a Rua da Muralha, os Baluartes de S. Pedro, a culminar no Baluarte de St.º António, as tropas Portuguesas e Inglesas resistem às arremetidas dos Batalhões Franceses e os nossos aguentam mais uma noite.)
23.00 – MELECH MACHAYA (FANFARRA)
Local: Palco do Hospital de Sangue

24 de Agosto, Domingo
9.30 - Hastear das bandeiras dos países participantes, seguido de desfile até à Praça Alta para Cerimónia de Homenagem aos Mortos do Cerco de Almeida e a John Beresford.
(Actividade formal de tributo, por parte da Autarquia e do seu Presidente, aos tombados na defesa de Almeida e do território Português, incluindo os nossos Aliados; é um momento forte de comoção a que se convida à participação da população de Almeida e onde será deposta uma coroa de flores no monumento da Praça Alta).
11.00 – Recriação da Batalha do Cerco de Almeida com combates entre as Portas de Santo António; explosão do paiol, rendição da Praça de Almeida.
(Momento alto das Comemorações do Cerco de Almeida, onde numa batalha final, demonstrativa de algumas tácticas de guerra da época, Tropas Anglo-Lusas, Milícias e Ordenanças Portuguesas e Tropas Napoleónicas se defrontam ferozmente, e quando tudo parece apontar para um sucesso Nacional, o paiol do castelo explode destruindo a capacidade defensiva da Praça e levando à sua rendição, que será feita formalmente pelo Comando da guarnição da Praça e pelo Comando Francês, seguindo as leis e regras de honra de guerra da época).
12.00 – Missa
Local: Igreja Paroquial
14.00 – Animação de Rua com episódios recriados pelos VIV´ARTE em sintonia com ARRUADAS, músicas e bailias da época pelos ANDARILHOS.

Há 200 anos. 16 de Agosto 1808

Wellesley manda fazer um alto para se assegurar das praias de Nazaré.

As tropas de Loison marcham sobre Alcoentre.

Proclamação de Junot aos habitantes de Lisboa antes de sair da capital ao encontro das forças anglo-portuguesas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008


Combate da Roliça. Programa do Bicentenário.

Retirado do Blog " Batalha da Roliça 1808-2008" fica o programa do bicentenário desse combate.
Pequena nota: Na verdade, não foi uma batalha no sentido estrito do termo, mas antes um combate.

Programa de Actividades da Efeméride para o mês de Agosto
SÁBADO, 9 DE AGOSTO
17H00 - Inauguração de Exposição da Câmara Municipal de Lisboa. “Rio e Lisboa: construções de um império”
Local: Sede do Círculo de Cultura Musical Bombarralense
18H00 - Inauguração de Exposição de Cartografia do Estado-Maior do Exército
Local: Museu Municipal do Bombarral
19H00 - Festa Popular
Local: Adro da Igreja da Roliça

QUARTA-FEIRA, 13 DE AGOSTO
21H30 - Conferência de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
“O papel da Igreja no tempo das Invasões Francesas”
Local: Auditório Municipal do Bombarral

QUINTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO
21H00 - Chegada da Imagem peregrina de Nossa Senhora de Vila Viçosa à Igreja da Roliça.
Eucaristia e Vigília de Oração

SEXTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO
19H00 - Missa no alto da Serra do Picoto, presidida por S. Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo.
Seguir-se-á procissão até à capela da Senhora da Oliveira na Azambujeira dos Carros, culminando com momento musical e fogo de artifício

SÁBADO, 16 DE AGOSTO
09H30 - Recriação histórica da Batalha da Roliça
Será realizada na zona da Columbeira e consiste num assalto à Serra do Picoto. A acção integra figurantes de diversos países, numa organização conjunta com a Associação Napoleónica Portuguesa.
13H00 - Almoço convívio na Columbeira
18H00 - Recriação histórica da Batalha do Vimeiro

DOMINGO, 17 DE AGOSTO
10H00 - Homenagem aos mortos de todas as guerras, junto ao recém-restaurado túmulo do Tenente-coronel George Lake. Participação do Exército Português com guarda de honra e fanfarra.
10H30 - Descerramento de lápide evocativa na Serra do Picoto.
11H30 - Sessão Solene da Comemoração do Bicentenário
13H00 - Almoço convívio

Há 200 anos. 15 de Agosto 1808

O exército Britânico e o Português entram nas Caldas da Rainha.

O general Beresford recebe ordens para sair da Madeira com destino a Portugal.

Alcácer do Sal é saqueada pelos franceses.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

British Historical Society of Portugal.



Foi-me indicado por outro amante das campanhas peninsulares, que a British Historical Society of Portugal realiza visitas aos locais das batalhas da Guerra Peninsular, designadamente têm um programa de 5 dias para o bicentenário do Combate da Roliça e Batalha do Vimeiro.

Ver (AQUI) A British Historical Society of Portugal e (AQUI) o programa.

Peninsular War Battlefield Tours
Roliça & Vimeiro, Bussaco and the Lines of Torres Vedras
Five day tour with anniversary celebrations (Here)

Há 200 anos. 13 de Agosto 1808

O exército espanhol de Castaños entra em Madrid.
Loison a as suas tropas estacionam em Santarém por dois dias.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Roliça. Agosto de 1808.



G.S.M .( General Service Medal) britanica atribuida pela participação do agraciado na Roliça, Vimeiro e Corunha.

Comandante em Chefe das Forças
Tenente General Sir Arthur Wellesley

CAVALARIA
OFICIAL COMANDANTE
Tenente-coronel C.D. Taylor

20 º Regimento Britânico de Cavalaria de “Dragoons” Ligeiros 180

ARTILHARIA
OFICIAL COMANDANTE: TENENTE-CORONEL William Robe

16 Peças 15 integradas em 6 Brigadas e uma peça de 9 arráteis (libras) Independente.

220 homens no total.

1 BRIGADA- comandante o Major General Sir Rowland Hill
1º batalhão do 5º Regimento Britânico de Infantaria-Northumberland 990
1º batalhão do 9º Regimento Britânico de Infantaria-East Norfolk -East Norfolk 833
1º batalhão do 38º Regimento Britânico de Infantaria-1st Staffordshire 957
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

2 BRIGADA- comandante o Major General Ronald Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria-Herefordshire 647
1º batalhão do 40º Regimento Britânico de Infantaria-2nd Somersetshire 843
1º batalhão do 71º Regimento Britânico de Infantaria-Highland-(Infantaria Ligeira) 903
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

3 Brigada Comandante o brigadeiro Miles Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria -Worcestershire 863
1º batalhão do 82º Regimento Britânico de Infantaria-Prince of Wales’s Volunteers 991
2 peças de 6 arráteis (libras) libras

4 Brigada Comandante o brigadeiro Barnard Bowes
1º batalhão do 6º Regimento Britânico de Infantaria-1st Warwickshire 1020
1º batalhão do 32º Regimento Britânico de Infantaria-Cornwall 941
peças de 6 arráteis (libras) libras

5 Brigada Comandante o brigadeiro James Catlin Craufurd
1º batalhão do 50º Regimento Britânico de Infantaria-West Kent 1019
91º Regimento Britânico de Infantaria 917
peças de 6 arráteis (libras) libras

6 Brigada Comandante o brigadeiro Henry Fane
1º batalhão do 45º Regimento Britânico de Infantaria-Nottinghamshire 599
5º Batalhão do 60º Regimento Britânico de Infantaria-Royal American 936
2º Batalhão do 95º Regimento Britânico de Infantaria-Rifle Corps (4 companhias) 400
Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

Exército Português
Destacamento Português: Tenente-coronel Nicholas Trant
- 2.076 combatentes (não combateu)
Artilharia
Regimento de Artilharia nº4 - 210 -comandante o capitão António Bazilio de Faria.
Cavalaria:

Regimento de Cavalaria nº 6 - ( Bragança )- 104 - comandante o capitão José Pereira da Costa.
Regimento de Cavalaria nº 11 - (Almeida)- 50 - comandante o alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco.
Regimento de Cavalaria nº 12 - (Miranda)- 104 - comandante o capitão Francisco Teixeira Lobo.
Cavalaria da Guarda Real da Policia - 41

Infantaria

Regimento de Infantaria n.º 12 (Chaves)- 605 - comandante o major Francisco Bernardo da Costa.
Regimento de Infantaria n.º 21 (Valença)- 605 -- comandante o major Francisco Gomes da Cunha Rego.
Regimento de Infantaria n.º 24 (Bragança) - 304 - comandante o major Francisco Lopes da Cunha.
Batalhão de Caçadores - 569 -comandante o tenente-coronel Velho da Cunha.
Total 2:592 combatentes

NOTAS: Da infantaria portuguesa esteve no combate dá Roliça o batalhão de caçadores, na força de 569 homens, comandado pelo tenente-coronel Velho da Cunha. Quase todo o batalhão - 400 praças - foi incorporado na brigada Hill. Ocupou primeiramente a aldeia de S. Mamede e depois apossou-se do moinho em que os franceses apoiavam o seu flanco esquerdo. Combateu e teve 7 baixas.
Da coluna da direita, só constituída por portugueses. e comandada pelo Tenente-coronel Nicholas Trant, faziam parte o Regimento de Infantaria n.º 12, com 605 praças, comandado pelo major Francisco Bernardo da Costa; o Regimento de Infantaria n.º 21, com 605 praças, comandado pelo major Francisco, da Cunha Rego, e o Regimento de Infantaria n.º 24, com 304 praças, comandado pelo major Francisco José Lopes da Cunha.
Esta coluna, além da infantaria, tinha também 50 cavaleiros portugueses.
Artilharia Estiveram presentes na acção 210 praças –do Regimento de Artilharia 4, comandadas pelo capitão António Bazilio de Faria. Combateram 40 praças somente debaixo das ordens dum oficial inglês.
Cavalaria - Estiveram presentes 104 praças do Regimento de Cavalaria 6, comandadas pelo capitão José Pereira da Costa; 5 do Regimento de Cavalaria 11 sob o comando do alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco; 104 do Regimento de Cavalaria 12, comandadas pelo capitão Francisco Teixeira Lobo e 41 praças da cavalaria da policia. Combateu toda a cavalaria.

Há 200 anos. 12 de Agosto 1808

Chegam a Leiria as tropas de Wellesley, que se unem as forças portuguesas.

Dá-se um combate em Abrantes, no qual participam forças do Regimento de Infantaria nº 24.
A guarnição francesa é obrigada a render-se perante o ataque conduzido pelo capitão de cavalaria Manuel de Castro Correia de Lacerda à frente de alguns soldados do regimento de Infantaria 24, de ordenanças e populares armados.

As forças do general [françês] Delaborde retiram de Alcobaça para Óbidos.


Parte da cronologia inserida no Blog foi retirada do livro "Da crise do antigo regime à revolução Liberal 1799-1820" de Fernando de Castro Brandão, eurpress, 2005.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

D. João VI, Rei de Portugal, Brasil e Algarves.

MESQUITA, João de, fl. ca. 1816D. João VI, Rey de Portugal, Brazil e Algarves [Visual gráfico / Mesquita dezenhou em 1816 ; Quinto gravou em 1817. - [S.l : s.n., 1817]. - 1 gravura : água-forte e ponteado, p&b ; 27x16,7 cm (imagem com letra) http://purl.pt/5866. - Dim. da f. truncada (sem margens): 28x17 cm PTBN E. 1534 V.. - Dim. da f.: 31x20 cm PTBN E. 4974 P.. - Provável prova de estado, em cujo círculo de enquadramento do escudo-de-armas de Portugal falta o desenho da esfera armilar PTBN E. 4974 P.. - Soares, E. - Dic. icon., nº 1542-P2)

Há 200 anos. 9 de Agosto 1808

O general Loison ocupa militarmente Abrantes.

Há 200 anos. 7 de Agosto 1808

Wellesley encontra-se com Bernardim Freire de Andrade em Montemor-o-Novo. As forças do general Loison atravessam o Tejo dirigindo-se para Abrantes.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O desembarco em Lavos e as campanhas de Wellington na Radio.

Acabo de saber atraves do Napoleon Series desta série de programas de radio da BBC referentes à Guerra Peninsular.

Aqui fica o link At War with Wellington


Ficam tambem umas belas fotografias do desembarque de Wellesley e suas forças, uma das quais é colocada neste post.
"News of the british landings in Portugal along with all the commemorative events, battles and of course the BBC radio 4 series. "


domingo, 3 de agosto de 2008

O Exército Portugues no Verão de 1808.

«A NORTE

A 22 de Julho fora decretada a organização total do exército, que se dividiu em três corpos:
PRIMEIRO - Denominado exército de operações da Estremadura, sob comando do general Bernardim Freire de Andrade, e concentrado em Coimbra, com 7.618 homens;
SEGUNDO - O pequeno corpo de observação das Beiras e Trás-os-Montes denominado exército de operações nas províncias da Beira e Trás-os-Montes, sob comando do general Manuel Pinto Bacelar, reunido em Castelo Branco, com 2.000 homens;
TERCEIRO - corpo de reserva em Coimbra.
Unidades destinadas ao bloqueio de Almeida, a guarnecer o Porto e outras povoações, com 2.000 homens.

Do exército do Norte: Comandante Bernardim Freire de Andrade. Sob seu comando ficavam: Francisco da Silveira Pinto da Fonseca; Manuel Pinto Bacellar; Nuno Freire de Andrade. O general Manuel Pinto Bacelar fora nomeado pelo general Sepúlveda, comandante interino das tropas do distrito do Douro, nomeação aprovada pela junta provisional do supremo governo do Porto por portaria de 1 de Julho. Após o levantamento de Viseu, a Junta Provisional conferiu a 18 Julho a Bacelar o encargo de general das armas daquela província.
A SUL

As tropas do sul, porém, manobravam de forma independente, sendo nomeados para os respectivos comandos:
O exército do Sul, formado pela junção das tropas do general Francisco de Paula Leite e marquês de Olhão, em Évora e Setúbal com 6.000 homens, dos quais mais de 3.000 sob o comando do general Paula Leite.
Do exército do Sul: tenente-general D. Francisco José da Cunha de Mendonça e Menezes, conde de Castro Marim·.
Governador das armas do Alentejo: tenente-general Francisco de Paula Leite.
Corte da Estremadura tenente-general D. António Soares de Noronha.

No entanto os números apresentados, não contém soldados equipados e armados, mas sim homens mal equipados, não tendo a maioria armas de fogo. No corpo de corpo de observação das Beiras e Trás-os-Montes apenas 600 tinham armas. »

in O exército português na Guerra Peninsular, vol 1.

Imagem do site T H E P E N I N S U L A R W A R 1 8 0 8 - 1 8 1 4 .

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O desembarque das forças de Weleslley.

Corpo de Wellesley

Comandante da Força.:Tenente-general Wellesley
Segundo no comando: Major General Hill

Brigada de Hill, comandada temporariamente pelo Major-General Ferguson
1º Batalhão do 5º Regimento
1º Batalhão do 9º Regimento
1º Batalhão do 38º Regimento

Brigada Ligeira, comandada pelo Brigadeiro-General Fane
1º Batalhão do 60º Regimento
4 Companhias do 2º Batalhão do 95º Regimento
4º Batalhão do Royal Veteran

Brigada Highland comandada pelo Brigadeiro-General Craufurd
1º Batalhão do 40º Regimento
1º Batalhão do 71º Regimento
1º Batalhão do 91º Regimento

Iriam desembracar ainda as companhias [Geary e Raynsford ] da Real Artilharia sob comando do Coronel Robe, e o 20º regimento de cavalaria de Light Dragoons.

O 4º Batalhão do Royal Veteran permaneceu embarcado para ser enviado a Gibraltar.

Foram enviados em Julho 6 morteiros de ferro de 10 polegadas e 5 morteiros de bronze de 5,5 polegadas , sendo incorporadas em cada brigada ( a 3 de Agosto) um obus e 3 peças de artilharia. As peças de 9 libras foram incorporadas na Brigada de Ferguson e as restantes ficaram na artilharia de reserva O 1º batalhão do 36º Regimento foi incorporado na Brigada de Craufurd e o 1º batalhão do 45º Regimento na brigada de Fane.


Corpo de Spencer

O Corpo de Spencer que partira de Gibraltar , chegou no dia 6 de Agosto , iniciando o seu desembarque , o qual levou 2 dias.Trazia consigo cerca de 5.400 homens.

29º Regimento
1º Batalhão do 32º Regimento
1º Batalhão do 50º Regimento
1º Batalhão do 82º Regimento
Metade de uma companhia de artilharia [Lawson's] com 4 peças de 6 libras e 2 obuses de 5.5 polegadas.
O brigadeiro Barnard Bowes acompanhava o corpo de Spencer , com 0 6º regimento de Guarnição de Gibraltar.

Há 200 anos. 1 de Agosto 1808



Inicio do desembarque, em Lavos (margem sul da foz do Mondego e em frente da Figueira da Foz), do corpo expedicionário inglês (13.500 soldados) comandado pelo general Arthur Wellesley.O Desembarque prolongar-se-á até dia 5 desse mês.

Carta militar das principaes estradas de Portugal

CARTA MILITAR DAS PRINCIPAES ESTRADAS DE PORTUGAL
Carta militar das principaes estradas de Portugal [Material cartográfico / grv. Romão Eloy de Almeida. - Escala [ca 1:470000]. - [Lisboa : s.n., 1808]. - 1 carta em 2 f. : p&b ; 72x135 cm cada f http://purl.pt/6302. - O exemplar com a cota C.C. 1226 R. encontra-se seccionado em quadrados e colado em tela.CDU 656.11(469)(084.3) 912"18"(084.3) 914.69(084.3)


Biblioteca Nacional