segunda-feira, 22 de junho de 2009

“Operações Militares no Norte de Portugal durante as Invasões Francesas”


A Área Metropolitana do Porto, o Arquivo Distrital do Porto, o Exército Português e a Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto organizaram a Exposição “Operações Militares no Norte de Portugal durante as Invasões Francesas”, nas instalações do Arquivo Distrital do Porto, Rua das Taipas, 90, Porto.

sábado, 20 de junho de 2009

Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent

1-3-1813
There is one regiment of the Caçadores that is the constant astonishment of the English. Badly paid, no new clothes for the last two years, almost in rags this winter, and yet scarcely a man has been 'sick. I wish this was the case with them all. Our men are getting their clothes much better than last year, but still many are sick.
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 64

28.6.1813
The 23rd and 11th Portuguese regiments, who behaved in the field on the 23rd as well as any British did or could do, are on the march, though smaller animals, most superior. They were cheerful, orderly, and steady. The English troops were fagged, [half tipsy, weak, disorderly, and unsoldierlike; and yet the Portuguese suffer greater real hardships, for they have no tents, and only bivouac, and have a worse commissariat.
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 168

3.8.1813
(…)The Portuguese behaved in general most inimitably, the 4th, 10th, and 12th regiments in particular. The 10th did, indeed, once give way, but rallied; and the 4th charged twice, I think, on the 27th June, in good English style.-
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 209

21.7.1813
Lord Wellington, talking of the Portuguese, said that it was extraordinary just now, to observe their conduct; that no troops could behave better; that they never had now a notion of turning; and that nothing could equal their forwardness now, and willing, ready them-
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 196

23.8.1813
Nothing can look better than the condition of the Portuguese troops. They are cleaner than our men; or look so, at least. - They are better clothed now by far, for they have taken the best care of their clothes; they are much gayer, and have an air, and a je ne sais quoi, particularly the Caçadores both the officers and private men, quite new in a Portuguese. It is curious to observe the effects of good direction and example, how soon it tells. -
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 241

11.2.1814
Some of our old regiments have scarcely a man in the hospital, except the wounded, and it is astonishing how well some of the Portuguese regiments stand it, who are more exposed than our men. The last month' s rest, and the new clothes, which most regiments have now received, will revive the army amazingly; some who are still without their clothes are, to be sure, absolutely in rags, or like the king of the beggars. -
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 389

18.2.1814-
There are also about six thousand Portuguese ready to join in Portugal, but who remain for want of transport, as I am told: this is unlucky, as they were well-seasoned recruits.It is curious that even latterly, ever since we left the mountains, almost all our advanced troops-the advanced line have been Portuguese; they not only stop our deserters, but go off very much less themselves.
Francis Seymour Larpent, The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 395

13.6.1814-On stopping at the village of Fignan, to give my horses some corn, I was very glad to find the inhabitants regretting the departure of the Portuguese regiment which had been quartered there, as they had behaved so well. They told me the people cried when they crossed the water, and the next day so many soldiers carne back to take another farewell of their new friends, that the officers were compelled to place a guard to prevent it.-
Francis Seymour Larpent -The Private Journal Of Judge-Advocate Larpent, pág 545

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Forte da Meia Praia

Aqui fica mais um texto retirado do Correio de Lagos sobre o Forte da Meia-Praia.

"Percurso histórico do Forte da Meia Praia
O forte da Meia Praia deverá ter sido construído entre os anos de 1671 a 1675.Em 1755, os fortes abalos sísmicos arrasaram uma quarta parte da sua extensão ficando rodeado por um areal.
Só depois de quarenta anos passados, a 15 de Setembro de 1796, após os terramotos, foram empreendidas obras de restauro, chegando ao ano de 1821 em bom estado de conservação.Foi abandonado como fortificação, sendo integrado na Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, sem atribuição de valor patrimonial, até 1873. Nesta data, foi cedido à Câmara Municipal de Lagos e esta, por sua vez, cedeu-o à Alfândega de Lagos para ali estabelecer um posto fiscal.O relato histórico atrás referido consta do livro de Carlos Pereira Calisto “História das Fortificações Marítimas da Praça de Guerra de Lagos”, editado pela Câmara Municipal em 1922.A narração que segue tem por fim prosseguir a divulgação do aproveitamento que teve aquele forte, desde 1873 até 25 de Janeiro de 2000, ano em que voltou a ficar abandonado.Assim, tudo indica que desde o ano de 1821 o forte se manteve bem conservado até à cedência à Câmara Municipal em 1873.De referir que ao forte da Meia Praia, durante aquele período de tempo, algo deve ter acontecido que lhe provocou a queda de parte da muralha no canto Sul/Oeste e ainda uma racha a meio da muralha do lado Oeste e outra racha na frente norte e na abóbada do armazém sob o terrapleno do mesmo lado, alterações estas que até a data do abandono, em 2000, ainda se mantinham.Em 1873, a Alfândega ao receber o forte estabeleceu ali um posto fiscal ao lado esquerdo da entrada do mesmo, no terrapleno por cima da casa de habitação do guarda da Alfândega, com 4 divisões: um corredor, dois quartos e uma camarata, ficando o armazém a servir de cozinha, foi guarnecido pela polícia fiscal civil dessa época.Desde esta data (1873), o forte nunca mais esteve abandonado, embora não tenha sofrido qualquer reparação para melhorar a sua apresentação.Em 1922, ficou concluída a linha dos caminhos-de-ferro “Ramal Lagos” que ocupou parte do areal na frente norte do forte.Para permitir o acesso à praia e ao forte, foi ali construída uma passagem de nível, uma casa para o guarda da passagem de nível e um apeadeiro. (Actualmente só existe o apeadeiro e a passagem de nível).Em 1944, foi o posto fiscal entregue à Guarda-Fiscal por cedência da Fazenda Publica, com o valor patrimonial de 5.500$00 (€27,50) inscrito na respectiva matriz.Foi guarnecido com (1) um 2º Cabo e quatro (4 soldados), ficando subordinados à Secção da Guarda-Fiscal de Lagos.O posto fiscal foi sofrendo várias reparações para se manter em condições de funcionamento e conforto para o pessoal que ali prestava serviço.Não tinha luz eléctrica, nem água canalizada, nem telefone. Dispunha de um poço com água potável, existente no recinto interior do forte, que ainda se mantém.Em 1962 sofreu uma reparação mais profunda. Foi colocado um telhado novo; as paredes interiores e exteriores foram rebocadas e caiadas; foi instalado um telefone, luz eléctrica e uma pequena casa de banho em cima da muralha junto à camarata; no poço foi colocada uma bomba manual com volante para tirar a água e elevá-la para um pequeno depósito de fibrocimento colocado em cima da casa de banho; foi construída uma fossa céptica no areal no lado oeste do forte para receber os esgotos da casa de banho que seguiam por um cano instalado na parte superior da muralha e mergulhava na racha existente na abóbada do armazém e saía pela racha da muralha do lado oeste. Do lado sul, foi colocada uma porta de madeira e uma fechadura e o espaço deixado pela queda da muralha foi vedado com fiadas de arame farpado para impedir a entrada de animais e pessoas estranhas.Um pouco mais tarde, foram colocados blocos de cimentos no areal para servirem de passadeira no acesso ao forte. Algum tempo depois, um empreiteiro de obras de construção civil foi despejando carradas de entulho desde o caminho-de-ferro até à parede do forte construindo assim um largo espaço para estacionamento de viaturas que ainda se encontra em bom estado de conservação.Com o tempo, a bomba manual com volante para tirar a água do poço avariou e foi substituída por uma bomba eléctrica. Mais tarde, foi instalada água canalizada da rede pública de abastecimento, por meio de um cano, saindo de próximo do apeadeiro até ao forte, entrando neste pelo canto da muralha do lado esquerdo da porta de entrada.Em 1982 o posto fiscal foi desguarnecido. Contudo não ficou abandonado. O posto fiscal foi adaptado a funcionar como casa de veraneio dos S.S.G.F. até 2/12/85, ano em que voltou a ser guarnecido.Finalmente, em 25/1/2000 foi posto fiscal desactivado e devolvido à Fazenda Pública com auto de entrega na Repartição de Finanças de Lagos.Durante o tempo em que o posto fiscal esteve ocupado, o forte não recebeu do Estado qualquer importância para a sua manutenção.Deixo aqui duas quadras em despedida do Posto Fiscal e do Forte:
O Forte da Meia PraiaQuando lá passardes olhai e vedesSó lá verão as paredesÀ espera que tudo caia
Terá um mais feliz finalCaindo devagarinhoLeva consigo o posto fiscalPara não cair sozinho
Posteriormente, ao abandono do posto fiscal e, por tabela, do forte, por curiosidade fui dar-lhe uma olhadela.Fiquei desolado. Não havia portas nem janelas; tudo vandalizado; tacos e azulejos arrancados e lixo por todo o lado.Num local aprazível, sossegado, donde se pode mirar toda a baía de Lagos, desde a ponta de João de Aréns até à ponta da Piedade merecia melhor sorte.Prevendo-se para breve um grande desenvolvimento turístico para a zona da Meia Praia, poderia aparecer alguém que se interessasse em manter aquela forte assim como a casa que serviu de posto fiscal em boas condições de funcionamento, para não ficar ali um ponto negro no areal da praia que é uma das melhores do nosso país senão da Europa ou do Mundo.Se o forte se manteve sem grande desfiguração durante quase dois séculos e o Estado não tenha gasto ali qualquer verba na sua manutenção, talvez, agora, se pudesse dar-lhe atenção, corrigindo alguns pontos, como erguer a parte da muralha caída, cujos restos deverão estar ali enterrados na areia; completar o terrapleno; tapar as rachas da muralha e da abóbada do armazém; colocar uma porta na entrada do forte; caiar as paredes exteriores e interiores da casa do ex-posto fiscal e torná-la habitável; ligar os esgotos à rede pública.Com um bom acesso de que já dispõe, ficaria ali um ponto turístico a visitar como miradouro ou outras actividades que possam vir a ser implantadas.Se for agora reparado, possivelmente durará ainda mais um século ou dois sem pedir nada à Fazenda Pública para a sua manutenção.J.V.G."

quarta-feira, 17 de junho de 2009

RECRIAÇÃO HISTÓRIA - O EXÉRCITO NAPOLEÓNICO EM MAFRA. UM CONVENTO OCUPADO


No próximo dia 21 de Junho, o Palácio Nacional de Mafra será “ocupado” pelo Exército Napoleónico, evocando o Bicentenário das Invasões Francesas. A Recriação Histórica promovida pela Câmara Municipal de Mafra decorrerá entre as 14h00 e as 16h30, entrada livre.
Para mais informações: http://www.cm-mafra.pt/.

sábado, 6 de junho de 2009

65º aniversário do desembarque da Normandia.

Hoje comemora-se o 65º aniversário do desembarque da Normandia.

O mundo não deve esquecer que a unidade dos homens não se faz com a força, mas pela vontade , que não há homens superiores , há apenas homens.

Dedico este post ao jovens e homens que há 65 anos perante um inimigo formidável, tudo deram para que eu, hoje, possa ser um homem livre numa terra livre.

A todas as nações que se uniram para que a vitoria fosse possivel. Que eu possamos ser dignos do sacrificio de tantos.

A maior honra que se pode dar esta geração, é apoiar todos aqueles que hoje lutam pela paz do mundo e pelos direitos humanos.