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domingo, 17 de agosto de 2008

Há 200 anos. O combate da Roliça . 17 de Agosto


«COMBATES DE ÓBIDOS E ROLIÇA. - O general francês, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar. Essa junção, porém, não se efectuou; e o exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. De Laborde, quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada" sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses da restauração.»


Carlos Selvagem , Portugal Militar, INCM.


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«Terminado a 8 desembarque da expedição, Wellesley, começou no dia imediato a avançar sobre Lisboa, contando Reunir-se em Leiria as forcas de Bernardim Freire, o que nunca chegou a efectuar-se apesar das repetidas instancias do comandante em chefe dos aliados e do coronel Trant. A condescendência do general português foi só ate ao ponto de mandar um destacamento dos seus soldados incorporar-se no exército britânico; sem isso a nossa acção na Roliça no Vimeiro teria sido absolutamente nula.
Junot, no entretanto, ia-se preparando para a resistência.
A Loison, que estava no norte, deu ordem para retirar sobre a capital, procurando juntar-se as forças de Delaborde, que marchavam ao seu encontro e, depois de efectuada a junção, que tratassem de se opor a marcha dos ingleses, dificultando-lhes o avanço. Delaborde, porem, antes de se reunir a Loison teve que se defrontar com Wellesley na Rolica onde sozinho, sustentou o choque dos aliados (17 de Agosto). Todas as vantagens da posição dos francezes, que eram realmente grandes, foram destruídas pela esmagadora diferença no numero
dos combatentes, retirando as franceses derrotados e criando alento e entusiasmo os soldados britânicos, pela sua primeira vitória na Península. […]No próprio dia do combate da Roliça foi 9 general em chefe avisado da chegada dum considerável reforço (brigada Anstruther) determinando, em consequencia disso, ir ocupar a posição do Vimeiro, donde lhe protegeria o desembarque.
No dia 18 começou a exercito inglês a deslocar-se, desembarcando o contingente 20; no outro dia mais uma brigada (Ackland) saltava em terra, elevando-se, desde então o efectivo das tropas britânicas a 18:000 homens.»


O poder maritimo na Guerra da Peninsula II - O dominio do mar durante a guerra , Matta Oliveira, RM , Junho 1909.


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Efectivamente , a15 de Agosto trocavam-se os primeiros tiros entre as avançadas das forças Anglo-Portuguesas e as do inimigo, para além das Caldas da Rainha. Na manhã seguinte, marchando pela estrada de Óbidos, Wellesley defrontava-se com as tropas de Delaborde que, tendo abandonado Alcobaça a tempo, ocupavam agora as alturas da Roliça, dominando a enorme bacia que se estende para o sul de Óbidos
O general Delaborde, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar.
Loison, ficara no entanto impedido, em virtude da defesa efectuada em Évora, que visava impedir a junção das forças de Loison com as forças de Delaborde, permitindo aos Ingleses uma superioridade numérica nos combates que se avizinhavam. Sacrificou-se assim Évora em benefício do resultado final da campanha.
A junção, não se efectuou; e o Exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as tropas avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. Delaborde, vendo-se quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses .



A batalha encontra-se descrita em The Battle of Roliça, Portugal: 17 August 1808 na Napoleon Series.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008


Combate da Roliça. Programa do Bicentenário.

Retirado do Blog " Batalha da Roliça 1808-2008" fica o programa do bicentenário desse combate.
Pequena nota: Na verdade, não foi uma batalha no sentido estrito do termo, mas antes um combate.

Programa de Actividades da Efeméride para o mês de Agosto
SÁBADO, 9 DE AGOSTO
17H00 - Inauguração de Exposição da Câmara Municipal de Lisboa. “Rio e Lisboa: construções de um império”
Local: Sede do Círculo de Cultura Musical Bombarralense
18H00 - Inauguração de Exposição de Cartografia do Estado-Maior do Exército
Local: Museu Municipal do Bombarral
19H00 - Festa Popular
Local: Adro da Igreja da Roliça

QUARTA-FEIRA, 13 DE AGOSTO
21H30 - Conferência de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
“O papel da Igreja no tempo das Invasões Francesas”
Local: Auditório Municipal do Bombarral

QUINTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO
21H00 - Chegada da Imagem peregrina de Nossa Senhora de Vila Viçosa à Igreja da Roliça.
Eucaristia e Vigília de Oração

SEXTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO
19H00 - Missa no alto da Serra do Picoto, presidida por S. Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo.
Seguir-se-á procissão até à capela da Senhora da Oliveira na Azambujeira dos Carros, culminando com momento musical e fogo de artifício

SÁBADO, 16 DE AGOSTO
09H30 - Recriação histórica da Batalha da Roliça
Será realizada na zona da Columbeira e consiste num assalto à Serra do Picoto. A acção integra figurantes de diversos países, numa organização conjunta com a Associação Napoleónica Portuguesa.
13H00 - Almoço convívio na Columbeira
18H00 - Recriação histórica da Batalha do Vimeiro

DOMINGO, 17 DE AGOSTO
10H00 - Homenagem aos mortos de todas as guerras, junto ao recém-restaurado túmulo do Tenente-coronel George Lake. Participação do Exército Português com guarda de honra e fanfarra.
10H30 - Descerramento de lápide evocativa na Serra do Picoto.
11H30 - Sessão Solene da Comemoração do Bicentenário
13H00 - Almoço convívio

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

British Historical Society of Portugal.



Foi-me indicado por outro amante das campanhas peninsulares, que a British Historical Society of Portugal realiza visitas aos locais das batalhas da Guerra Peninsular, designadamente têm um programa de 5 dias para o bicentenário do Combate da Roliça e Batalha do Vimeiro.

Ver (AQUI) A British Historical Society of Portugal e (AQUI) o programa.

Peninsular War Battlefield Tours
Roliça & Vimeiro, Bussaco and the Lines of Torres Vedras
Five day tour with anniversary celebrations (Here)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Roliça. Agosto de 1808.



G.S.M .( General Service Medal) britanica atribuida pela participação do agraciado na Roliça, Vimeiro e Corunha.

Comandante em Chefe das Forças
Tenente General Sir Arthur Wellesley

CAVALARIA
OFICIAL COMANDANTE
Tenente-coronel C.D. Taylor

20 º Regimento Britânico de Cavalaria de “Dragoons” Ligeiros 180

ARTILHARIA
OFICIAL COMANDANTE: TENENTE-CORONEL William Robe

16 Peças 15 integradas em 6 Brigadas e uma peça de 9 arráteis (libras) Independente.

220 homens no total.

1 BRIGADA- comandante o Major General Sir Rowland Hill
1º batalhão do 5º Regimento Britânico de Infantaria-Northumberland 990
1º batalhão do 9º Regimento Britânico de Infantaria-East Norfolk -East Norfolk 833
1º batalhão do 38º Regimento Britânico de Infantaria-1st Staffordshire 957
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

2 BRIGADA- comandante o Major General Ronald Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria-Herefordshire 647
1º batalhão do 40º Regimento Britânico de Infantaria-2nd Somersetshire 843
1º batalhão do 71º Regimento Britânico de Infantaria-Highland-(Infantaria Ligeira) 903
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

3 Brigada Comandante o brigadeiro Miles Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria -Worcestershire 863
1º batalhão do 82º Regimento Britânico de Infantaria-Prince of Wales’s Volunteers 991
2 peças de 6 arráteis (libras) libras

4 Brigada Comandante o brigadeiro Barnard Bowes
1º batalhão do 6º Regimento Britânico de Infantaria-1st Warwickshire 1020
1º batalhão do 32º Regimento Britânico de Infantaria-Cornwall 941
peças de 6 arráteis (libras) libras

5 Brigada Comandante o brigadeiro James Catlin Craufurd
1º batalhão do 50º Regimento Britânico de Infantaria-West Kent 1019
91º Regimento Britânico de Infantaria 917
peças de 6 arráteis (libras) libras

6 Brigada Comandante o brigadeiro Henry Fane
1º batalhão do 45º Regimento Britânico de Infantaria-Nottinghamshire 599
5º Batalhão do 60º Regimento Britânico de Infantaria-Royal American 936
2º Batalhão do 95º Regimento Britânico de Infantaria-Rifle Corps (4 companhias) 400
Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

Exército Português
Destacamento Português: Tenente-coronel Nicholas Trant
- 2.076 combatentes (não combateu)
Artilharia
Regimento de Artilharia nº4 - 210 -comandante o capitão António Bazilio de Faria.
Cavalaria:

Regimento de Cavalaria nº 6 - ( Bragança )- 104 - comandante o capitão José Pereira da Costa.
Regimento de Cavalaria nº 11 - (Almeida)- 50 - comandante o alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco.
Regimento de Cavalaria nº 12 - (Miranda)- 104 - comandante o capitão Francisco Teixeira Lobo.
Cavalaria da Guarda Real da Policia - 41

Infantaria

Regimento de Infantaria n.º 12 (Chaves)- 605 - comandante o major Francisco Bernardo da Costa.
Regimento de Infantaria n.º 21 (Valença)- 605 -- comandante o major Francisco Gomes da Cunha Rego.
Regimento de Infantaria n.º 24 (Bragança) - 304 - comandante o major Francisco Lopes da Cunha.
Batalhão de Caçadores - 569 -comandante o tenente-coronel Velho da Cunha.
Total 2:592 combatentes

NOTAS: Da infantaria portuguesa esteve no combate dá Roliça o batalhão de caçadores, na força de 569 homens, comandado pelo tenente-coronel Velho da Cunha. Quase todo o batalhão - 400 praças - foi incorporado na brigada Hill. Ocupou primeiramente a aldeia de S. Mamede e depois apossou-se do moinho em que os franceses apoiavam o seu flanco esquerdo. Combateu e teve 7 baixas.
Da coluna da direita, só constituída por portugueses. e comandada pelo Tenente-coronel Nicholas Trant, faziam parte o Regimento de Infantaria n.º 12, com 605 praças, comandado pelo major Francisco Bernardo da Costa; o Regimento de Infantaria n.º 21, com 605 praças, comandado pelo major Francisco, da Cunha Rego, e o Regimento de Infantaria n.º 24, com 304 praças, comandado pelo major Francisco José Lopes da Cunha.
Esta coluna, além da infantaria, tinha também 50 cavaleiros portugueses.
Artilharia Estiveram presentes na acção 210 praças –do Regimento de Artilharia 4, comandadas pelo capitão António Bazilio de Faria. Combateram 40 praças somente debaixo das ordens dum oficial inglês.
Cavalaria - Estiveram presentes 104 praças do Regimento de Cavalaria 6, comandadas pelo capitão José Pereira da Costa; 5 do Regimento de Cavalaria 11 sob o comando do alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco; 104 do Regimento de Cavalaria 12, comandadas pelo capitão Francisco Teixeira Lobo e 41 praças da cavalaria da policia. Combateu toda a cavalaria.