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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ARMAZÉM DAS ARTES.

Desde já agradeço à Fundação o envio da presente informação, bem como do amável convite que me endereçou.

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Armazém das Artes – Fundação Cultural

Exposição ENCONTROS COM AS INVASÕES FRANCESAS 1808 - 1811

dia 31 de Janeiro às 15h



Às 16h terá lugar, no Auditório da Fundação, a conferência: “As Invasões Francesas na Beira – suas consequências económico-sociais”pelo Prof. Dr. João Nunes de Oliveira (Universidade de Coimbra)

Nos sábados seguintes ocorrerão as conferências:
Dia 7/02 – 16h:
Dr. Luís Rosa (Escritor)"Invasões: a evolução dos acontecimentos portugueses e a sua repercussão internacional, social e política"
Dia 14/02 – 16h:
Dr. Rui Rasquilho (Historiador) “Alcobaça, as Invasões Francesas, um rei no Brasil”
Dia 21/02 – 16h:
Dr. José Patena Forte (Médico Cirurgião) “Moderna Cirurgia de Guerra em 1808”
Sr. José Faria Silva (Presidente da Associação Napoliónica Portuguesa)“O armamento ligeiro na Guerra Peninsular”
Dia 28/02 – 16h:
Dr. Jorge Estrela (Fundação Mário Soares)“As Invasões Francesas na Estremadura Portuguesa”
Coronel Américo José Henriques (Coronel de Infantaria)“O povo português e a Guerra Peninsular”


ARMAZÉM DAS ARTESFUNDAÇÃO CULTURAL
ALCOBAÇA2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Corunna 200 “The March of Death”


Vale a pena dar um salto à pagina Corunna 200 “The March of Death” para ver a marcha, comemorativa dos 200 anos da batalha da Corunha, feita por estes dois amantes da Guerra Peninsular.


Um representa o 95th Rifles e outro o 79th Highland Regt .

Ver no forum NS aqui .
Em Portugal, este ano comemoram-se os 200 anos da 2ª Invasão e a batalha do Porto. Esperamos pelas comemorações na Cidade Invicta.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Há 200 anos. Dezembro de 1808.

Dezembro, 1 - Extinção do Conselho da Regência, proclamando-se oficialmente a restauração da Casa Real de Bragança.

Dezembro, 3 - O exército britânico realiza a sua concentração à roda de Salamanca, com a chegada da divisão do general Hope, que tinha entrado em Espanha, pelo fronteira do Alentejo, dirigindo-se por Madrid para aquela cidade.
Partem das possessões ao norte do Brasil forças militares destinadas à expedição no território francês do Oyapock

Dezembro, 4 - Napoleão entra em Madrid, após a assinatura da capitulação da capital espanhola.

Dezembro, 11 - É determinado o «Levantamento em Massa» da Nação portuguesa.
Convenção para o reembarque das tropas britânicas de Macau.
- O exército britânico, comandado pelo general Moore, sai de Salamanca em direcção a Toro, tentando unir-se à força de Baird, e ao mesmo tempo cortando a linha de comunicações francesa.

Dezembro, 12 – Primeiras escaramuças das forças de Moore com o Exército Francês em Rueda.

Dezembro, 13 - Forças britânicas do comando de Moore encontram-se com forças do general Baird.

Dezembro, 14 – O General Craddock assume o comando das Forças Inglesas em Portugal.

Dezembro, 19 - As tropas inglesas retiram de Macau após a assinatura de uma convenção entre o Governador e a East-India Company.

Dezembro, 20 - Decreto aprovando o novo Regulamento das Milícias.
-Aviso do vice-rei de Cantão aos mercadores europeus sobre o restabelecimento do comércio naquela cidade.

Dezembro, 22 - Napoleão Bonaparte sai de Madrid, à frente de uma parte do exército francês em perseguição do exército britânico de Moore.

Dezembro, 21 - Combate de Sahagun. A cavalaria britânica do exército de Moore, comandada pelo general Lord Paget, vence uma força francesa de cavalaria.

Dezembro, 23 - Começo da retirada de Moore, de Sahagun, para a Corunha. .

Dezembro, 29 - A cavalaria britânica vence a francesa num combate em Benavente, capturando o general de cavalaria francês Lefebvre-Desnouettes, comandante a força de cavalaria da Guarda Imperial que acompanhava as forças francesas de perseguição.

Dezembro, 30 - O corpo de exército do marechal Soult derrota o exército espanhol do general La Romana, em Mansilla, perto de Leon.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Há 200 anos. 11 de Dezembro de 1808. DECRETO DOS GOVERNADORES DO REINO MANDANDO PROCEDER AO ARMAMENTO GERAL DA NAÇÃO

A 11 de Dezembro de 1808 é publicado um decreto que determinava o armamento geral da nação[1].

Decreto dos governadores do reino mandando proceder ao armamento geral da nação
“Sendo a defesa da pátria o primeiro dever que a honra, a razão e a mesma natureza impõem a todos os homens quando uma nação barbara, desprezando os direitos mais sagrados que no mundo se conhecem, intenta reduzi-los à escravidão, roubando as suas propriedades, destruindo a sua religião, violando os templos e cometendo as maiores atrocidades que a perversidade dos costumes e a inumanidade pode fazer imaginar; e achando-se infelizmente Portugal ameaçado de sofrer todos estes males, sem que tenham os seus habitantes outro algum meio de evitar os horrores a que se vêem expostos, que não seja o de recorrer às armas para repelir pela força as perversas, sinistras, as odiosas intenções dos seus inimigos: sou servido determinar:
Que toda a nação portuguesa se armo pelo modo por que a cada um for possível;
Que todos os homens, sem excepção de pessoa ou classe, tenham uma espingarda ou pique com ponta de ferro de doze a treze palmos de comprido, e todas as mais armas que as suas possibilidades permitirem;
Que todas as cidades, vilas e povoações consideráveis se fortifiquem, tapando as entradas e ruas principais com dois, três e mais travezes, para que, reunindo-se aos seus habitantes todos os moradores dos lugares, aldeias e casais vizinhos, se defendam ali vigorosamente quando o inimigo se apresente;
Que todas as câmaras, e na cidade de Lisboa todos os ministros dos bairros, remetam no espaço de oito dias, depois da publicação deste meu real decreto, ao general governador das armas da respectiva província, uma relação das pessoas que pela sua actividade, desembaraço, bom comportamento e pela atenção dos povos, forem mais capazes para os comandar, preferindo em iguais circunstancias os que já forem oficiais de ordenanças, e declarando aqueles dos ditos oficias que pela sua idade, moléstias ou más qualidades, não deverem exercer os postos que ocupam;
Que todos os generais encarregados dos governos das armas das províncias dividam os seus governos em distritos grandes, e nomeiem um oficial de reconhecida actividade e probidade, seja de tropa de linha, milícias ou ordenanças, a quem todos os capitães móres e mais oficias de ordenanças obedecerão em virtude da mesma nomeação, para que passando às diferentes povoações do seu distrito, examinem o estado das companhias, nomeiem para oficiais delas (das pessoas escolhidas pelas câmaras) as que julgarem mais dignas e capazes, as quais começarão desde logo a exercer os seus lugares, e receberão depois as competentes nomeações dos sobreditos generais;
Que todas as companhias se reúnam nas suas povoações todos os domingos e dias santos para se exercitarem no uso das armas que tiverem e nas evoluções militares, compreendendo todos os homens de idade de quinze até sessenta anos.
Finalmente, que toda a pessoa que se não armar, recusando concorrer com a nação em geral para a defesa da pátria, seja presa e fique incursa na pena de morte, e que igualmente incorram na mesma pena de morte todos aqueles que fornecerem qualquer socorro ou auxilio aos inimigos com viveres ou de outra maneira;
Que pela mesma razão seja queimada e arrasada aquela povoação que se não defender contra os agressores deste reino, e lhes franquear a sua entrada, sem lhes fazer toda a resistência possível.
E mando a todos os generais e governadores das armas das províncias, ao intendente geral da policia e a todos os corregedores, ouvi dores, juízes de fora e ordinários, e geralmente a todos os oficiais militares, de justiça ou fazenda concorram para o cumprimento de tudo quanto neste meu real decreto vai determinado, o qual será afixado em todos os lugares públicos das cidades, vilas, lugares e povoações deste reino, para que chegue ao conhecimento de todos os seus habitantes.
O conselho de guerra o tenha assim entendido e faça executar. Pala cio do governo, em 11 de Dezembro de 1808. = (Com as rubricas dos governadores do reino.)”
[1] Cláudio Chaby, vol. 6, p.76 e Simão José da Luz Soriano, ibidem, vol 5 – 1ª parte, 2 época,, p.358.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ROTA HISTÓRICA DAS LINHAS DE TORRES

ROTA HISTÓRICA DAS LINHAS DE TORRES
Seminário Internacional e inauguração do circuito de visita da Enxara

Com o objectivo de divulgar a especificidade do sistema militar defensivo de Lisboa, denominado por Linhas de Torres, é organizado o “Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa”, reunindo no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, nos dias 20, 21 e 22 de Novembro de 2008, alguns dos mais reputados peritos internacionais neste tipo de património.
No âmbito do programa do seminário, assinala-se ainda a inauguração do primeiro circuito de visita incluído na “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto dinamizado por uma plataforma intermunicipal que congrega todos os municípios onde se implantam as fortificações: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.
Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa
Arruda dos Vinhos, 20 a 22 de Novembro de 2008
Com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa e o apoio da Real Embaixada da Noruega, constitui o primeiro evento de visibilidade internacional promovido no âmbito da “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu.
Mais informações em www.cm-arruda.pt/seminariolinhastorres.
Inauguração do Circuito da Enxara
Serra do Socorro, 22 de Novembro de 2008
Este circuito disponibiliza à fruição do público três locais na freguesia de Enxara do Bispo, Concelho de Mafra: a Serra do Socorro, onde foi implantado o posto central de comunicações do exército anglo-luso e no qual o visitante pode conhecer o provável espaço onde se implantava o telégrafo, observar a sua réplica e ainda visitar o Centro de Interpretação e os Fortes da Enxara (obras 28 e 29).
O programa de inauguração inicia-se às 11h30 do dia 22 de Novembro na Serra do Socorro, com transporte assegurado em autocarro, ida e volta, para os fortes da Enxara.
Mais informações em http://www.cm-mafra.pt/.

Comentário do autor do Blog:
Há muito que a Linha de Torres Vedras [com todos os seus fortes e redutos], deveria estar classificada como Património Nacional, senão mesmo na Humanidade, uma vez que se trata de uma das 4 maiores obras de engenharia militar do Mundo. Ao contrário, a sua destruição continua, e já não a ameaça Massena, mas a construção civil, os moinhos eólicos e a ignorância.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Há 200 anos. 29 e de Outubro de 1808.

29- Napoleão Bonaparte sai de Paris, dirigindo-se para Espanha para comandar a campanha de reconquista de Espanha.

31- Decreto criando o Real Hospício Militar do Rio de Janeiro.

domingo, 26 de outubro de 2008

Há 200 anos. 25 e 26 de Outubro de 1808.

25-Decreto do príncipe regente permitindo a readmissão dos oficiais que se haviam demitido aquando da invasão francesa.
26- Tropas britânicas, comandados pelo general Baird, de reforço ao exército de Moore, começam a desembarcar na Corunha. Tinham aportado no dia 13 anterior, mas não tinham tido autorização para desembarcar.
O general Moore inicia a marcha das forças britanicas e portuguesas em direção a Espanha, no que ficaria conhecido como a Campanha da Corunha.

domingo, 12 de outubro de 2008

Há 200 anos. 12 a 21 de Outubro de 1808.

12 de Outubro -Decreto de criação no Rio de Janeiro de um Banco Nacional, com os respectivos estatutos.
13 de Outubro -As forças inglesas sob o comando do General David Baird começam a chegar a La Corunha, ficando estacionadas ao largo.
16 de Outubro - As autoridades chinesas pressionam o Governo de Macau para forçarem a saída das tropas inglesas daquele território.
21 de Outubro - Aviso do príncipe regente tornando obrigatória a circulação da pataca espanhola de prata pelo valor de 800 réis.
Iniciam-se os distúrbios entre chineses de Macau e as forças militares inglesas ali estacionadas.

sábado, 11 de outubro de 2008

Há 200 anos. 11 de Outubro de 1808.

O exército britânico comandado pelo general Moore começa a deslocar-se para Espanha. Todas as unidades estarão em movimento no dia 18, e Moore sairá de Lisboa em 26.
O general espanhol Blake reocupa Bilbao, enquanto as forças francesas sob o comando do general Merlin retiram.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Há 200 anos. 2 a 7 de Outubro de 1808.

2 de Outubro- A guarnição francesa da praça de Almeida depõe armas.
Retiram-se de Elvas as ultimas forças francesas.

4 de Outubro -Provisão proibindo a admissão a despacho de livros e papéis impressos sem licença da Mesa de Desembargo do Paço criada no Rio de Janeiro.

7 de Outubro -Para celebrar a expulsão dos franceses manda-se libertar grande número de presos que se encontravam nas cadeias dos distritos de Lisboa e Porto.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Há 200 anos. 30 de Setembro de 1808.

O exército português é restabelecido oficialmente, por meio de uma portaria com um Edital anexo, onde se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos.

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«Para restaurar as unidades dissolvidas pelos franceses, o exército português é restabelecido oficialmente, por decreto de 30 de Setembro de 1808, no qual o Príncipe Regente ordena que se formem “todos os Corpos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, que compunham o mesmo exército no tempo que foi completamente desorganizado pelo intruso Governo Francês, e Ordenam que todos os Oficiais, Oficiais Inferiores, Tambores e Soldados se reúnam no espaço de hum mez àqueles Corpos a que pertenciam antes da sobredita desorganização, nos seus antigos Quartéis, declarados na relação junta a este edital.”[1] e, em edital anexo da mesma data, se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos.
Regimentos de infantaria números 1, 4, 10, 13 e 16 Lisboa; 7 Setúbal; 19 Cascais; 5, 7 e 22 Elvas, 3 Estremoz; 8 Castelo de Vide; 15 Vila Viçosa; 20 Campo-Maior; 2 Lagos; 14 Tavira; 11 Viseu, 23 Almeida; 6 e 18 Porto; 9 Viana 21; Valença; 12 Chaves e 24 Bragança. Regimentos de Cavalaria 1, 4 e 7 Lisboa; 10 Santarém; 8 Elvas; 2 Moura; 3 Beja; 5 Évora; 11 Almeida; 6 e 9 Chaves e 12 Bragança. Regimentos de Artilharia 1 S. Julião, 3 Estremoz, 2 Faro, 4 Porto.
Anexo ao decreto, vinha um edital com a mesma data, onde se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos,...

[1] Simão José da Luz Soriano, ibidem, vol. 1, 2º época, p.604»

domingo, 28 de setembro de 2008

Há 200 anos. 20 a 26 de Setembro de 1808.

20 -Wellesley regressa a Inglaterra, seguido de Dalrumple e Burrard, para deporem no inquérito levantado para apurar responsabilidades sobre o conteúdo da Convenção de Cintra.
D. Miguel Pereira Forjaz, assume em Lisboa a secretaria da pasta dos negócios da guerra e estrangeiros.
Convenção luso-britânica para o desembarque das tropas inglesas no território de Macau.

21 -Desembarca em Macau o almirante inglês William Drury, onde apenas permanece até Dezembro face à hostilidade da população.

24 - Nomeação interina de Cipriano Ribeiro Freire para presidente do Real Erário.

25 - Chega a Macau o novo governador Lucas José de Alvarenga.

26 - A Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, estabelecida no Porto, suspende as suas funções.

Há 200 anos. 18 de Setembro de 1808.

Na constituição da nova Regência são excluídos o principal Castro, Pedro de Melo Breyner e o conde de Sampaio, por suspeitos de excessiva colaboração com os franceses.

Uma proclamação do general britânico Hew Dalrymple, anuncia o restabelecimento da Regência, para que se possa fazer a transferência do poder em Lisboa do exército britânico para as autoridades portuguesas,declarando findo o Governo militar.

Há 200 anos.16 de Setembro de 1808.

Chega a Lisboa o general Gregório Laguna, comandante da Estremadura espanhola, para felicitar as autoridades pelas vitórias alcançadas sobre os franceses.
A "Gazeta de Lisboa" retoma a impressão com as armas reais de Portugal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CONGRESSO INTERNACIONAL E INTERDISCIPLINAR COMEMORATIVO DA GUERRA PENINSULAR

Foi há cerca de um ano que decorreu o CONGRESSO INTERNACIONAL E INTERDISCIPLINAR COMEMORATIVO DA GUERRA PENINSULAR .

Academia Portuguesa da História, o Centro de Estudos Anglo-Portugueses e a Comissão Portuguesa de História Militar realizaram nos dias 7 a 9 de Novembro de 2007 um Congresso Internacional e Interdisciplinar Comemorativo da Guerra Peninsular assinalando a passagem dos 200 anos das Invasões Napoleónicas em Portugal.

Para quem não pode estar presente, aqui fica o programa, que primou pela excelência.
Esperemos por mais organizações destas.

Foram línguas de trabalho o espanhol, o francês, o inglês e o português.
As sessões tiveram lugar em Lisboa ,na Fundação Calouste Gulbenkian.
Programa

7 Novembro 2007
09:30 – 10.00 Sessão de Abertura (Auditório 3)
10:00 – 10.30 Sessão Plenária
Moderador: Maria Leonor Machado de Sousa
António Pedro Vicente “As Guerras Peninsulares revisitadas (após dois séculos)”
10:30 – 11.00 Pausa para café
11:00 – 12.30 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: António Pedro Vicente
Auditório 3
Eurico de Ataíde Malafaia “Quais foram as determinantes influentes e o tempo de duração da guerra peninsular?”
João Vieira Borges “Portugal Militar no Início do Século XIX”
António da Silva Ribeiro “As Invasões Francesas e a Organização Superior de Defesa Nacional”
Brasil
Moderador: Gabriel Espírito Santo
Sala 2
José Miguel Sardica “Sem rei nem roque.” O apocalíptico ano de 1807’’
Carlos Baptista Valentim “A partida da Família Real para o Brasil em 1807: Estratégia e Logística Naval. Uma Abordagem da Componente Naval”
Luiz Cavalcanti Gazzaneo “A Transferência do Governo Português para o Rio de Janeiro, a Preservação da Integridade da Monarquia Portuguesa e um dos Generais Invencíveis que Napoleão Teve – O Príncipe Regente de Portugal”
Maria José Bigotte Chorão “Os Arquivos levados para o Brasil pela Corte”
A Guerra na Literatura
Moderador: Maria Leonor Machado de Sousa
Sala 3
João Almeida Flor “The Peasant of Portugal – Um Guerrilheiro Mítico no Imaginário Romântico”
Manuel Gomes da Torre “A 2ª Invasão Francesa em The Sisters of the Douro de Edward Quillinan”
Miguel Alarcão “Waiting for Junot: os Filhos da Estrela e a Serra da Lua”
12 h 30 – 14 h 30 Almoço
14:30 – 16:00 Sessões Simultâneas
História e Política
Moderador: José Baptista Pereira
Sala 1
John Villiers “Viscount Strangford and the partido inglês at the court of Lisbon, 1806-1807”
Maria de Jesus Caimoto Duarte “As reivindicações de D. Carlota Joaquina à Regência espanhola”
João Brandão Ferreira “A Primeira Invasão Francesa: por que não se lutou desde a Primeira Hora”
José Viriato Capela “A 1ª Invasão: a abertura do debate sobre as reformas para Portugal”
Insígnias e Heráldica
Moderador: Alexandre de Sousa Pinto
Sala 2
Miguel Metelo Seixas “Dinastia, Instituição, Território: a simbólica estatal portuguesa e as armas do Reino Unido, de Portugal, Brasil e Algarves”
Humberto Mendes de Oliveira “A ‘Revolução Napoleónica’ e o seu Contributo para a Revolução Falerística Portuguesa”
Miguel Sanches de Baêna e Pedroso da Silva “Influências da Guerra Peninsular na Heráldica Castrense”
Guerra e Viagens
Moderador: João Almeida Flor
Sala 3
Ana Paula Avelar “Reflexões em torno da escrita de viagem no contexto das Guerras Peninsulares”
Paulo Lowndes Marques “Diário Peninsular de Charles Crowe (1812-1813)”
Maria Leonor Machado de Sousa “Um olhar clínico sobre Portugal: Adam Neale”
16:00 – 16:30 Pausa para café
16:30 – 18.00 Sessões Simultâneas
Cinema e outras Artes
Moderador: Maria do Rosário Lupi Bello
Sala 1
Mário Avelar “A Caçada do Malhadeiro, de Quirino Simões. Alteridade e drama(s) freudiano(s)”
Foteini Vlachou “Between History and Art: Drawings, Engravings and the Interpretation of the Peninsular War”
Margarida Pina de Reffoios “Esboço de uma Gastronomia durante o Período das Invasões Francesas”
Medicina e Farmacia
Moderador: Fernando Bívar Weinhöltz
Sala 2
Ana Leonor Pereira e João Rui Pita “Saúde, Farmácia e Medicamentos no Período das Invasões Francesas”
João Martins Neto “A Farmacopeia nas Invasões Francesas”
Carlos Vieira Reis “Teodoro Ferreira de Aguiar – Criador das Reais Escolas de Cirurgia”
Guerra e Viagens
Moderador: Gabriela Gândara Terenas
Sala 3
Maria Zulmira Castanheira “Portugal, a Visão de um Militar Inglês: George Thomas Landmann”
Isabel Oliveira Martins “A Primeira Invasão: o Testemunho de James W. Ormsby”
Ana Rita Padeira “John Patterson, uma Campanha em Portugal”
20:00 Jantar
8 Novembro 2007
09:00 – 10:30 Sessões Simultâneas
História Política e Religião
Moderador: José Alberto Loureiro dos Santos
Auditório 3
Manuel Everard do Amaral “Portugal entre a França e a Inglaterra (1803-1807)”
Júlio Rodrigues da Silva “Aspectos Político-Militares e Diplomáticos da 1ª Invasão Francesa”
Aires Gameiro “Paulo de Magallon d’ Argens(1784-1859): de Capitão do Grande Exército de Napoleão a Restaurador da Ordem Hospitaleira de São João de Deus em França”
Brasil
Moderador: João Paulo Pereira da Silva
Janaina Cardoso de Mello “Reflexões sobre a Guerra nos Oitocentos (Brasil-Portugal)”
Regina Costa Dantas “A Casa do Rei: Reflexões sobre a Moradia de D. João VI no Brasil”
Nuno Simão Ferreira “A Invasão Francesa e a Partida para o Brasil da Família Real e da Corte Portuguesas Segundo as Memórias do 7º Marquês de Fronteira”
A Guerra na Literatura
Moderador: Isabel Oliveira Martins
Sala 3
António Martins Gomes “Monarquia e Jacobinismo em Carlos Malheiro Dias”
Rogério Miguel Puga “As Relações Anglo-Portuguesas durante a Guerra Peninsular em A Casa dos Fantasmas (1865), de Rebelo de Silva”
Aires Gomes Fernández “Da Baioneta à Pena: as Invasões Francesas na obra de Arnaldo Gama”
10:30 – 11:00 Pausa para café
11:00 – 12:30 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: António Azevedo Sacchetti
Auditório 3
Augusto Alves Salgado “A Importância doa Navios da Coroa de Portugal nas Invasões de 1580 e 1807”
Pedro Franco de Avilez “O Poder Militar e Naval de Portugal em 1807”
José Rodrigues Pereira “A Marinha Portuguesa no Tempo de Napoleão”
Personalidades Británicas
Moderador: David Cranmer
Sala 2
John Severn “Splendid Allies: The Duke of Wellington and the Portuguese”
Brian M. De Toy “Admiral George Berkeley and Peninsular Victory, 1809-1812”
Adrian Bridge “British port shipper John Croft's (1778-1862) role in the spying network and The Distribution”
‘Guerra de la Independencia’
Moderador: João Paulo Pereira da Silva
Sala 3
Gilbert G. Fernández “The Spanish War of Independence: The Military Formation of the Principal General of the First Carlist War”
Jesus Marin Calvarro “Viajeros forzosos por Extremadura: testimonios de soldados británicos en la Guerra de la Independencia”
Maria Teresa Corchado Pascasio “La Guerra da la Independencia en Extremadura. La visión de los militares ingleses”
Miguel Martin Mas “Jaque a Portugal! : Salamanca 1807 – 1813”
12:30 – 14:30 Almoço
14:30 – 16:00 Sessões Simultâneas
A Guerra no Cinema
Moderador: Maria de Deus Duarte
Auditório 3
David EvansGabriela Gândara TerenasMaria de Deus DuarteMaria do Rosário Lupi Bello “Representações da Guerra Peninsular: do Romance ao Ecrã”
Medicina e Farmacia
Moderador: João Martins Neto
Sala 2
Romero Bandeira, Sara Gandra e Ana Mafalda Reis “A intervenção médico-cirúrgica no terreno segundo Larrey, cirurgião-chefe de Napoleão”
Augusto Moutinho Borges “O Tratamento dos Doentes e Enfermos Militares em Portugal nos anos de 1807/1808”
Fernando Bívar Weinöltz “As Invasões Napoleónicas: Contributo para a Tiflologia”
Memórias e Relatos de Guerra
Moderador: Maria Zulmira Castanheira
Sala 3
António Ventura “A literatura de memórias francesa sobre a Guerra Peninsular”
José Luís Assis “A Entrada das Forças Napoleónicas em Portugal em 1807 segundo os relatos do Barão Thiebault, Tenente-General do Estado-Maior de Junot”
Maria da Conceição Castel-Branco “Sir Nicholas Trant em Portugal: imagens da vida pública e da vida privada durante a Guerra Peninsular”
Tereza Caillaux de Almeida “Para uma tipologia da memória relativa às Invasões Francesas”
16:00 – 16:30 Pausa para café
16:30 – 18.00 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: António Pires Ventura
Auditório 3
Manuel Pereira de Carvalho “A Raiva dos Militares do Norte quando souberam que os Franceses e Espanhóis entraram em Portugal”
José Vieira dos Santos “As Invasões Francesas. A acção das Tropas Portuguesas relatada pelo General Ribeiro Artur”
Fransisco de La Fuente “Portuguese Resistance to Napoleon: Dom Miguel Forjaz and the Mobilization of Portugal”
Guerra e Imprensa
Moderador: Gabriela Gândara Terenas
Sala 2
Maria de Fátima Nunes “Invasões Francesas: transferência de saberes e de práticas culturais”
Fernanda Sousa Maia e Isilda Costa Monteiro “O Sentido da Comemoração – As Invasões Francesas e o 1º Centenário”
Ana Vicente “The Duke of Wellington’s Funeral as reported by my great-grandmother Bessie Rayner Parkes”
Imprensa e História Literaria
Moderador: Maria Zulmira Castanheira
Sala 3
Isabel Nobre Vargues “A Emergência da Imprensa nas Invasões Francesas”
João Paulo Pereira da Silva“Ecos e Representações da Guerra Peninsular numa Revista Inglesa do Porto”
Patricia Odber de Baubetta “Women and Literary History in the 19th Century”
9 Novembro 2007
09:00 – 10:30 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: Guilherme Belchior Vieira
Auditório 3
Rogério Pereira Borralheiro “A 1ª Invasão e a Mobilização Concelhia para a Defesa da Fronteira Transmontana”
Henrique Martins de Matos “O Norte de Portugal e a Galiza em luta contra os Invasores”
Jorge Martins Ribeiro “A cidade do Porto e a Invasão Franco-Espanhola de 1807-1808”
Antonio Moliner Prada “La Revolución de 1808 en España y Portugal en la obra del Dr. José Ferreira Cardoso da Costa”
Economia e Direito
Moderador: Maria de Fátima Nunes
Sala 2
António Alves Caetano “A Guerra Peninsular e a Economia Portuguesa”
Daniel Ribeiro Alves “A Guerra Peninsular e o mundo dos negócios: o caso de João Ferreira Troca”
Anete Costa Ferreira “O Movimento Alfandegário nos portos de Portugal no início do século XIX”
Bibliografia e História Literária
Moderador: Maria da Conceição Castel-Branco
Sala 3
Maria Graciete Silva “Entre ventos e marés: o Portugal literário de Sané, ou de como Filinto Elísio é chamado a servir a causa napoleónica”
Juan Zarandona “Portugal en la History of the Peninsular War (1822-1832) de Robert Southey (1774-1843): la redención por el heroísmo”
João da Rocha Pinto “Short-cuts. Ensaio Crítico sobre a Bibliografia da Guerra Peninsular (1793-1814), incidindo principalmente sobre a 1ª Invasão Francesa (1808)”
10:30 – 11:00 Pausa para café
11:00 – 12:30 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: José Lopes Alves
Auditório 3
Teresa Fonseca “Elvas na Primeira Invasão Francesa”
Jorge Fonseca “O saque de Montemor-o-Novo e Évora por Loison em Julho de 1808”
Francisco Vaz “O Saque de Évora pelo Exército Napoleónico em 1808 – O Testemunho de D. Frei Manuel do Cenáculo”
Manuel Canaveira “Frei Manuel do Cenáculo e Loison”
Legislação e Diplomacia
Moderador: António de Jesus Bispo
Sala 2
José Pérez-Prendes Muñoz-Arraco “Los principios contenidos en la legislación de José Bonaparte”
Remédios Morán Martín “Proyectos de abolición del régimen señorial en la legislación de José Bonaparte”
Fernando Martins de Almeida “O Desempenho da Diplomacia na 1ª Década do século XIX”
Ana Leal de Faria “O ‘caso’ Silvestre Pinheiro Ferreira em Berlim”
Ecos da Guerra fora da Península
Moderador: Miguel Alarcão
Sala 3
Mendo Castro Henriques “As Campanhas Portuguesas do Uruguai 1801-1821”
José Baptista de Sousa “The Hollands, Portugal and Peninsular War (1808-1809)”
Dimitris Michalopoulous “Portugal et Belgique: Des cas analogues”
12:30 – 14:30 Almoço
14:30 – 16:00 Sessões Simultâneas
História Militar
Moderador: António Martins Barrento
Auditório 3
Nick Hallidie “The British Cemetery, Elvas, Portugal”
Paulo da Cunha Oliveira “Na senda de Soult – os assaltos populares aos Mosteiros de S. Bento”
António Rosa Mendes “Olhão e o Algarve na revolta de 1808”
A Guerra nas Artes
Moderador: Ana Rita Padeira
Sala 2
Maria Cristina Moreira e Sérgio Veludo Coelho “Sinais da Primeira Invasão Francesa na Escultura Portuguesa em Espaço Público”
Justino Mendes de Almeida “Um Monumento a Hércules nas Linhas de Torres”
Manuela Synek “Elementos Iconográficos e Monumentos Escultóricos que representam os Heróis da Guerra Peninsular em Portugal”
História Militar
Moderador: Rogério de Oliveira
Sala 3
Rui Carita “A ocupação da Madeira pelos Ingleses em 1807”
Paulo Miguel Rodríguez “Um bastião britânico: a Ilha da Madeira durante a Guerra Peninsular”
Nuno Valdez dos Santos “A Passagem das Talhadas”
16:00 – 16:30 Pausa para café
16:30 – 18.00 Sessões Simultâneas
Música
Moderador: David Evans
Auditório 3
David Cranmer “A Batalha do Bussaco: Um Retrato Musical”
Célia Pereira da Costa “Consequências da Guerra Peninsular na Música Militar Portuguesa”
Richard Long eJohn King “Music of the Early 19th Century for the Machete and Guitar”
Personalidades Francesas
Moderador: Ana Paula Avelar
Sala 2
Donald H. Barry “General Louis Loison and the Three Invasions of Portugal”
Donald D. Horward “Marshal Masséna and Portugal; The third Invasion, 1810”
Jackson Sigler “The French Expatriates”
História Militar
Moderador: João Azevedo Araújo Geraldes
Sala 3
Mark Gerges “Manage Them the Best You Can: Integrating Allied Cavalry During the Peninsular War”
Maria Helena Rua “Análise Histórica e Território – Contributo para o estudo da defesa da cidade de Lisboa – as Guerras Peninsulares”
José Moreira Freire “Beresford e a reconstrução do exército português em tempo de guerra”
18:00 Sessão de Encerramento

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Congresso Histórico" OLHÃO, O ALGARVE & PORTUGAL NO TEMPO DAS INVASÕES FRANCESAS"


Pelo meu amigo Moises, outro "soldado voluntário " destas guerras , soube do Congresso Histórico OLHÃO, O ALGARVE & PORTUGAL NO TEMPO DAS INVASÕES FRANCESAS, a ter lugar em Olhão nos dias 14, 15 e 16 de Novembro.
Vêr programa AQUI.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Há 200 anos. Batalha do Vimeiro. 21 de gosto de 1808.

Mapa retirado do britishbattles.com AQUI

Os exercitos após o combate da Roliça , ajustam os seus dispositivos no sentido de se reencontrarem.


Dispositivo Anglo-Português.
O dispositivo adoptado por Wellesley no Vimeiro tinha em mente a protecção do desembarque .


Assim, posicionou seis brigadas na região de Portelas. Formou duas linhas, uma primeira, que da esquerda para a direita, era constituída pela 3ª Brigada (Nightingale), 5ª Brigada (Crawford) e a 1ª Brigada (Hill). Uma segunda linha constituída pela 2ª Brigada (Fergusson), 4ª Brigada (Bowes) e a 8ª Brigada (Ackland). Estas brigadas tinham consigo 8 peças de Artilharia, destacando na estrada para S. Pedro da Cadeira, os seus postos avançados.
Na colina a sul da povoação do Vimeiro estavam a 6ª Brigada (Fane) e a 7ª Brigada (Anstruther) apoiadas por 6 peças de artilharia. A brigada de Anstruther ocupava na esquerda a Igreja e o antigo cemitério, interceptando o caminho que seguia de Carrascais até à povoação do Vimeiro. Na povoação estava a reserva e no vale, imediatamente a oeste do Vimeiro, estava a Cavalaria.
Junto à povoação de Maceira estava a infantaria portuguesa e uma parte da cavalaria. Por ser considerado o lado menos provável de aproximação do inimigo, Wellesley deixou o flanco nordeste, correspondente à estrada que vai do Vimeiro à Lourinhã por Fonte de Lima e Ventosa, guarnecido somente com um piquete da Infantaria portuguesa e alguns soldados britânicos. Wellesley decidiu não empregar a pouca cavalaria que tinha em missões de vigilância


Dispositivo Francês.
Na frente do dispositivo estava a divisão do General Delaborde com as brigadas contíguas e em coluna, à direita a 1ª brigada, do General Brenier, e na esquerda, a 2ª brigada, do General Thómieres. À retaguarda desta divisão seguia a do General Loison com o mesmo dispositivo: na direita a brigada do General Solignac e na esquerda a brigada do General Charlot. Na retaguarda, sob o comando do General Kellerman, vinham dois regimentos de granadeiros que constituíam a reserva. A cavalaria vinha dividida em dois corpos, um a flanquear a direita da brigada de Brenier, ou seja, a direita do dispositivo, e um outro que marchava junto à reserva de Kellerman.
Junot decide efectuar o ataque principal no centro do dispositivo inglês e um ataque secundário no flanco nordeste dos Ingleses.


Dispositivos retirados da pagina da internet viriatus.


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Depois de almoçar, Junot, sem ter mandado sequer reconhecer a fortíssima posição escolhida pelas forças Anglo-portuguesas no Vimeiro, ordena o ataque geral.
Os franceses efectuam, como era hábito, o ataque frontal [ Laborde Kellerman e Loison] o qual foi tentado três vezes, mas das três vezes foi repelido.
O ataque de flanco não foi simultâneo com o ataque frontal, e os generais Solignac e Brennier, que sucessivamente o tentaram, foram inteiramente derrotados.
Wellesley, aproveitando esse erro, mandou reforçar as posições da sua esquerda. Todos os ataques franceses foram brilhantemente repelidos e contra-atacados. Ao cabo de duas horas de combate, Junot, ao ver as suas tropas contra-atacadas e quase envolvidas, considerando a batalha perdida, deu ordem de retirada e abandonou o comando a Thiebault.
Os franceses retiraram sobre Torres Vedras, e depois sobre Mafra a caminho de Lisboa, com enormes perdas de pessoal e de material.


Para mais descrições da batalha ver
BritishBattles.com AQUI
peninsularwar.org AQUI
Napoleonic Wars: War comes to the Iberian Peninsula AQUI

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Batalha do Vimeiro . 21 Agosto de 1808.

Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa

A Força Portuguesa que combateu na Batalha do Vimeiro era igual à que fora formada por ocasião do Combate da Roliça. Ver Ordem de Batalha da Roliça AQUI.

A diferença existe apenas no número de homens, pois teremos de retirar as baixas havidas no Combate da Roliça. No que respeita ao Exército Português, há que retirar 7 baixas no batalhão de caçadores do Porto (erradamente numerado [ Caçadores 6] na vasta bibliografia existente, pois os batalhões de caçadores como unidades independentes apenas iriam ser formadas no ano seguinte).
Quando se fala em “Caçadores do Porto”, certamene estamos perante a unificação das companhias de caçadores que existiam como parte dos regimentos de infantaria e que actuavam como um batalhão .
Caçadores do Porto interveio na Roliça com 569 homens e no Vimeiro com 562.


As unidades britânicas, claro está, tiveram mais baixas na Roliça, no entanto foram reforçadas.
NaRoliça a força total britânica foi de 13.307, enquanto no Vimeiro foi de 16.778.


Força Anglo-Portuguesa na batalha do Vimeiro.

Comandante em Chefe das Forças: General Sir Arthur Wellesley Conde de Wellington
Quartel-Mestre General :Tenente-Coronel W. H. De Lancey
General Adjunto: Tenente-Coronel Lord Aylmer ao comando
Comandante da Artilharia: Tenente-Coronel H. Framingham
Comandante da Engenharia: Coronel R. Fletcher


CAVALARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel C.D. Taylor

20 Regimento de Dragões 240


ARTILHARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel W. Robe

2 baterias e meia 226 homens 16 peças

1 Brigada Comandada pelo Major General Sir Rowland Hill
1/5º Regimento Britânico de Infantaria 944
1/9º Regimento Britânico de Infantaria 761
1/38º Regimento Britânico de Infantaria º Regimento Britânico de Infantaria 953

2 Brigada Comandada pelo Major General R. Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria 591
1/40º Regimento Britânico de Infantaria 923
1/71º Regimento Britânico de Infantaria 935

3 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General M. Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria 616
1/82º Regimento Britânico de Infantaria 904

4 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General B. Bowes
1/6º Regimento Britânico de Infantaria 943
1/32º Regimento Britânico de Infantaria 870

5 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General C. Craufurd
1/45º Regimento Britânico de Infantaria 915
91º Regimento Britânico de Infantaria 917

6 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General Henry Fane
1/50º Regimento Britânico de Infantaria 945
5/60º Regimento Britânico de Infantaria [Rifles] 604
2/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 4 companhias 456

7 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General R. Anstruther
2/9º Regimento Britânico de Infantaria 633
2/43º Regimento Britânico de Infantaria 721
2/5º Regimento Britânico de Infantaria 2 654
2/97º Regimento Britânico de Infantaria 695

8 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General W. Acland
2º Regimento Britânico de Infantaria 731
20º Regimento Britânico de Infantaria 7'/2 companhias 401
1/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 2 companhias 200

Força britanica : 16.778


DESTACAMENTO PORTUGUÊS: TENENTE-CORONEL NICOLAS TRANT


6 Regimento de Cavalaria 104
11. Regimento de Cavalaria 50
12 Regimento de Cavalaria 104
Cavalaria da polícia de Lisboa 41
4 Regimento de Artilharia Portuguesa 210
12 Regimento de Infantaria 605
21 Regimento de Infantaria 605
24 Regimento de Infantaria 304
Batalhão de Caçadores do Porto 562


Forças Portuguesas: 2.585
Forças Anglo-Portuguesas: 19.363