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domingo, 20 de abril de 2008

É levantado o castigo à brigada do Algarve.

Tal como referimos noutro texto, a brigada do Algarve fora castigada por Ordem do dia de 20 de Maio de 1809. Nesta Ordem do dia de 23 de Dezembro do mesmo ano, que citamos hoje, é restabelecida a honra da brigada do Algarve.
“Quartel general de Tomar, 23 de Dezembro de 1809
ORDEM DO DIA

O marechal, comandante em chefe do exército, viu ontem a brigada composta dos regimentos de infantaria nºs 2 e 14, que se acha debaixo das imediatas ordens do tenente-coronel Mesurier, e tanto na disciplina, e exercício debaixo de armas, como na aparência da tropa, e cuidados empregados na economia interior destes corpos, eles não cedem a nenhum dos mais, que tem visto, e os oficiais e soldados merecem a aprovação do marechal Os dois regimentos têm permissão de darem licença a oito homens por companhia, e por causa da grande distancia em que se acham dos seus lares, essa licença será de vinte e seis dias - O numero de homens licenciados é em proporção da força destes regimentos com a dos que tem merecido mais a aprovação do marechal A boa conduta destes regimentos, e o seu estado de disciplina, lhes dão merecimento, para que o Marechal suspenda todas as consequências da primeira ordem do dia de 20 de Maio ultimo, e terá grande prazer de recomendar a sua alteza real a promoção dos oficiais destes corpos, que tanto têm sabido merecer isto -Assinado pelo Sr. marechal -Ajudante general, Mosinho »

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Castigo à Brigada do Algarve.

Regimento Nº 2 corresponde a Lagos e o Nº 14 a Tavira.
«Quartel-General do Ginço, 20 de Maio de 1809

SEGUNDA ORDEM DO DIA
O Marechal Comandante em Chefe, achando que a precipitação e velocidade da fuga do inimigo (pungido com a ideia das suas derrotas e abatimento total, resultado dos ataques que sofreu pelas forças comandadas em pessoa pelo Marechal-General Sir A Wellesley, não lhe dão esperança alguma de o alcançar com a coluna do seu imediato Comando, e que de persegui-lo nada mais se segue do que a fadiga das suas Tropas, tem determinado fazer entrar estas em Portugal. O Marechal não pode deixar passar esta ocasião sem dar à parte das Tropas, que se acham com ele, aquela aprovação, que ele crê terem merecido. O Marechal dá os seus agradecimentos ao Marechal-de-campo Bacelar pelo zelo e atenção que tem mostrado, ainda que o mesmo Marechal-de-campo reconhece, que as Tropas do seu comando não tem correspondido aos seus cuidados e intenções Igualmente agradece ao Conde de Sampaio a exactidão e zelo, com que tem cumprido os desejos do Comandante em Chefe e dá ao Brigadeiro Sir Robert Wilson a sua perfeita aprovação, assim como aos dois Corpos que este tem consigo, o primeiro Batalhão do Regimento Nº 9 e o Batalhão de Caçadores Nº 3, cuja exacta observância de disciplina e regularidade de marcha acreditam tanto o Comandante como as Tropas, seguindo-se achar-se o Comandante com Tropas muito aptas para se arrostarem ao inimigo, quando havia esperança de ser alcançado nesta Vila, por terem elas seguido os seus desejos, o que faz honra às mesmas Tropas e à sua Pátria. O Marechal não pode deixar de contrastar esta conduta com a da Brigada do Algarve, composta dos Regimentos Nº 2 e 14 , os quais estando em boa disciplina antes do princípio da marcha, não merecem desculpa alguma pela sua conduta a mais irregular e vergonhosa, que os punha inteiramente fora do Estado de se mostrarem ao inimigo; e o que o Marechal pode dizer destes dois Regimentos é, que depois de Amarante, à medida que se aproximavam ao inimigo, era menor o seu desejo de avançar, e ontem não faziam mais do que demorar a Brigada da retaguarda, e impedi-la de avançar. O Marechal tomará bastante cuidado em punir estes dois Regimentos pela sua conduta, e ordena ao Marechal-de-campo José Lopes de Sousa, que até nova determinação em toda a parte onde se achar esta Brigada a faça marchar todos os dias, que chover. a duas léguas do seu Quartel, e voltar para o mesmo Quartel, não permitindo aos soldados nestas marchas, que se cubram com os seus capotes, e fará que marchem na melhor ordem, e que os Oficiais marchem nos seus lugares, até que estes tenham energia suficiente para verem e cuidarem em que os soldados não se apartem das suas filas e fileiras, e não haverá nenhuma promoção nos Oficiais destes Regimentos, até que o Marechal veja, que eles fazem o seu dever, que dão exemplo, e que obrigam os seus soldados ao menos a não temerem a chuva; porque o Marechal não pode pôr uma grande confiança em soldados, que não somente temem molharem-se, mas que absolutamente não se atrevem a expor-se a isso, e tais se têm mostrado os destes dois Regimentos. Estes dois Regimentos não serão mesmo mandados contra o inimigo, senão depois que o Marechal tiver a segurança de que ousam arrostar. se à chuva, e ao mau tempo, e até esta época eles não lhe servirão senão de peso, ainda que lhe faz a justiça de dizer, que enquanto fazia sol eles mostravam bastante ardor para se medirem com o inimigo; porém o Marechal tem precisão de soldados, que não se abatam com o mau tempo. O Marechal dá os seus agradecimentos ao Coronel Talbot do Regimento 14 dos Dragões Ingleses. pelo seu zelo e actividade, e aos Oficiais e Soldados do Regimento 60 Inglês, que se acham neste Exército; e ao Coronel D'Urban, Quartel-Mestre-General do Exército, faz o Marechal os elogios merecidos pelo maior zelo, actividade e inteligência, e aos outros Oficiais do seu Estado-maior. Aos Capitães May e Arentschild dá também o Marechal os seus agradecimentos pelo grandíssimo trabalho, com que fizeram avançar a Artilharia; e ao Segundo Tenente, que fez, avançar de Chaves para S. Milão na noite de 18 para 19 do corrente as quatro peças três, pela energia que mostrou a este respeito, serviço pelo qual o Marechal o faz Primeiro-tenente, entrando já neste Posto, e vencendo o soldo que lhe corresponde. - Assinada pelo Senhor Marechal.”

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Algarve Brigade is not surpassed by any in the army.

«Fourteenth regiment of the line. — The fourteenth regiment of infantry of the line was embodied at Tavira, in Algarve, and Is, I believe, faking it altogether, the finest regiment in the service. When I saw this regiment at Chamusca, in February last, it mustered about two thousand five hundred men, upon parade. The fourteenth has been formed, and altogether organised, by lieutenant-colonel Le Mesurier of his majesty's twenty-first regiment. I have already observed that this regiment forms, with the second, what it called the Algarve brigade. The men appear in general to be much stronger, and, in my opinion, a more martial race, than the inhabitants of Portugal. They have more of the Spanish than Portuguese character and on that account, I think, make better soldiers; and certainly the Algarve Brigade is not surpassed by any in the army.»

In "The Royal Military Chronicle: Or, British Officers Monthly Register", November 1811, Printed by and for J . Davis.

O Regimento de infantaria nº 14, aquartelava em Tavira e formava com o 2º de Lagos a Brigada do Algarve.
Havilland Le Mesurier, era um oficial britanico que ingressou no exercito portugues até a data da sua morte na batalha dos Pirineus em Julho de 1813. Quando ingressou como a Tenente Coronel do Regimento de Tavira referiu: “In the 19th Line regiment seven officers were over sixty, and in one cavalry regiment 'the three eldest cornets [alferes] make up near 180 years.”. Pretendia com esta crítica descrever o Estado envelhecido das unidades portuguesas e incapacidade do quadro de oficiais, velhos e pouco profissionais.
Le Mesurier é citado por JohnGreham em "Wellington´s fighting cocks: the portuguese army in the península" – inserido na obra “The Peninsular War, Aspects of the Struggle for the Iberian Península» ; Staplehurst Spellmount, 1998, p. 174.


quinta-feira, 27 de março de 2008

Exército do Algarve na sublevação 1808.

(EXÉRCITO DO SUL NA PROVÍNCIA DO ALENTEJO)
A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO DO ALGARVE

General Chefe: D. Francisco de Melo da Cunha Mendonça de Menezes, Governador de Armas do Algarve e Conde de Castro Marim, e futuro Marques de Olhão .
Marechal, comandante da Vanguarda: José Lopes de Sousa.
Ajudante General: tenente-coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira .
Ajudantes de Campo: tenente-coronel Joaquim Felipe de Landerset; major João Ribeiro Lopes, que já desempenhava também o cargo de ajudante de ordens do Governador das Armas do Algarve; capitão Belchior Drago Valente de Brito Cabreira ; tenente Agostinho Veloz o Peixoto da Silva Vaz Velho; Francisco de Melo Breiner; Domingos de Melo Breiner e Tomáz de Melo Breiner.
Quartel Mestre General: António José Vaz Velho
Engenheiros: majores Euzébio de Sousa Soares e António José Vaz Velho.
Secretário do Exército: Francisco Euzébio Pereira da Silva.
Ajudante do Secretário do Exército:** ?.
Ajudante do Quartel Mestre General: Major Euzébio de Sousa Soares.
Oficiais adidos ao Quartel General:** ?.
Auditor Geral do Exército: Gabriel de Bettencourt de Vasconcelos e Lemos.
Intendente dos Viveres: Dr. Jerónimo José Carneiro .
Intendente de Carruagens: Dr. André Urbano Xavier, Juiz de Fora em Tavira.
Físico Mór do Exército: Daniel Pessoa e Cunha, médico do Hospital Militar de Tavira.
Capelão:** ?.
Tesoureiro Geral: João Luís Nogueira, ao qual se chamou também comissário pagador
Superintendente dos Provimentos de boca para as tropas do Algarve:** Dr. Manuel José Plácido da Silva Negrão

PLANO DE DEFESA DA SERRA ALGARVIA
Confiada a defesa do centro ao coronel Joaquim José de Sousa.
Confiada a defesa do flanco direito ao Capitão Euzébio de Sousa Soares.
Confiada a defesa do flanco esquerdo ao capitão Vaz Velho.

FORÇAS DE FARO
SOB O COMANDO DO CORONEL LOPES DE SOUSA

Parque de Artilharia - 4 peças de campanha de calibre 6 e 1 obus de 6 polegadas).
O destacamento de artilheiros ia sob a direcção dos tenentes Nicolau José da Silva e José Carlos de Sequeira
Voluntários de Portimão, do comando do major Estilita.
Destacamento de 100 homens do Regimento de Artilharia 2, de Faro, comandado pelo 1º tenente António Inácio Júdice da Guerra, com 4 peças de campanha.
Destacamento de 400 homens do Regimento de Infantaria 14, de Tavira, comandado pelo major Pedro de Mascarenhas
Reforços de artilharia. Com 4 peças de calibre 6 e 1 obús e 80 artilheiros ..
Companhia de Ordenanças de Silves sob o comando do alferes Francisco Xavier da Costa- para S. Tiago de Cacém

FORÇAS DE LAGOS
Regimento de Milícias, sob o comando do tenente-coronel António Correia de Lordelo.


FORÇAS SOB O COMANDO
DO TENENTE-CORONEL SEBASTIÃO MARTINS MESTRE
Voluntários de Beja
Ordenanças de Ferreira do Alentejo, Grândola, S. Tiago de Cacém.
400 Homens de infantaria do Algarve sob comando do major Estilita
Pequena força do Regimento de Cavalaria 3, 3 e ainda 3 peças de artilharia
300 Espanhóis com algumas Ordenanças,
3 Peças de artilharia com a respectiva guarnição
Caçadores de Beja.
Caçadores do Regimento de Infantaria Infantaria 14(Tavira).
500 Espanhóis.
Seriam ao todo 1.300 homens ou 1.400 segundo informa Landerset

quarta-feira, 26 de março de 2008

Brigada do Algarve (1809-1814)

A brigada conhecida por brigada do Algarve, a que correspondeu o nº 2 ( Brigada nº2 ) pela Ordem Geral de 12 de Agosto de 1813, foi levantada em 16 Abril 1809, sendo seu primeiro comandante José Lopes de Sousa, cujo comando não agradou nem Wellington nem a Beresford.
Consistia a Brigada nos Regimentos de Infantaria 2º (Lagos)e 14º (Tavira) .
Nela nunca se integraria um Batalhão de Caçadores, como aconteceu nas outras brigadas.
Foi a única brigada que era designada pelo seu território, Brigada do Algarve ( Algarve Brigade - como era citada dos ofícios e documentos ingleses da época).
Mesmo hoje em dia, 200 anos depois, a brigada continua a ser conhecida pelo mesmo nome na vasta literatura que vai sendo publicada.
Inicialmente actuou de forma independente. Foi integrada na Divisão Portuguesa em 16 de Dezembro de 1809 , Divisão que integrava também a 4ª Brigada (Regimentos de Infantaria 4 e 10 e batalhão de caçadores 10)
A Divisão Portuguesa sempre actuou com a 2ª Divisão sob as ordens do general Rowland Hill sendo comandada por John Hamilton até 22 de Março 1813. Silveira, Conde de Amarante, comandou-a até resignar no dia 3 de Setembro 1813, quando Campbell, da 4ª Brigada a assumiu temporariamente. Hamilton estava no comando da Divisão ao tempo da Batalha de Nivelle. O general Carlos Frederico Lecor assumiu o comando da Divisão a 3 Dezembro e permaneceu à frente da mesma até ao fim da guerra.
Os comandantes da Brigada serão indicados futuramente.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Um belo ar marcial.

«The grenadiers of the brigade of Algarve particularly attracted my notice: they were all fine-sized, soldier-like men ; and their brown complexions, black mustachios, and large dark eyes, gave them a truly martial appearance.»

Moyle Sherer, Recollections of the Peninsula , 1824 , ed. Longman , Hurst, Rees, Orme, and Brown p.104

O Regimento de Infantaria nº 2 em «The Royal Military Chronicle» de 1811

«Second regiment of the line - The second regiment of infantry of the line was raised in the small kingdom of Algarve, and embodied at Lagos. It forms one of the most efficient corps in the army; being not only complete in point of numbers, but composed of a very fine body of men, and in the best state of discipline. The second and fourteenth regiments are brigaded together, and form what Is called the Algarve brigade. General Hamilton appears to have paid very great attention to these two regiments; and they also owe a great deal to lieutenant-colonel Le Mesurier, an officer well known in the British army, and who commands the fourteenth regiment. The Algarve brigade is commanded by brigadier-general Fonseca, a very distinguished Portuguese officer. It is attached to the second division of the British army, and behaved with great gallantry at Albuera.»


In The Royal Military Chronicle: Or, British Officers Monthly Register, Novembro de 1811, Printed by and for J . Davis.


Na data em que foi publicada esta obra faltavam faltavam 3 anos para terminar a Guerra Peninsular, a qual apenas veria seu fim em meados de 1814.