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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

domingo, 27 de julho de 2008

Lagos- Armazém do Espingardeiro.


A Oficina do Espingardeiro localiza-se na secção meridional do burgo medieval de Lagos, sendo, mesmo, um dos mais interessantes edifícios pré-pombalinos da cidade.
Edifício construído em 1665 [constante de uma inscrição colocada no edifício] pelo Conde de Avintes, Governador do Reino do Algarve , e que marca os derradeiros momentos do primeiro mandato de Nuno da Cunha Ataíde, enquanto Governador da Praça Forte de Lagos. Funcionou inicialmente como selaria integrada no complexo de edifícios designados por Quartel da Coroa e posteriormente como oficina do espingardeiro, e até há pouco tempo como armazém.
De planta quadrangular [igualmente relacionável com a do Armazém Regimental] com vãos de acesso nas duas fachadas voltadas para a via pública, apresentando em pedra o escudo real e a chancela do Conde [de Avintes] no cunhal de cantaria aparelhada. Apresenta ainda um telhado de tesouro. O interior apresenta um espaço bastante amplo (com uma área de aproximadamente 160m2).

Ao longo dos séculos teve outras funcionalidades, opções que, todavia, não contribuíram para uma substancial alteração da sua traça original.

Por esta data, e pelas muitas semelhanças construtivas para com o Armazém Regimental, na Praça principal da cidade, é possível perceber serem edifícios integrados no mesmo processo de desenvolvimento e racionalização das estruturas de apoio à guarnição militar, analogia reforçada pela presença de uma pedra heráldica, em tudo semelhante à que identifica a ampla fachada do Armazém Regimental, sobrepujada por um brasão com as armas de Portugal.

Ao longo dos séculos, as diversas funcionalidades de selaria, oficina e arrecadação determinaram uma progressiva degradação do imóvel, o qual actualmente se encontra a ser recuperado.
Imagens antes e depois dos restauros.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Muralhas e torreões de Lagos.

Em 1253, aquando da conquista definitiva do Barlavento algarvio, o castelo de Lagos tinha já um passado islâmico, como ponto de defesa da costa e um dos acessos privilegiados à cidade-capital de Silves. Infelizmente, desse primitivo reduto islâmico, que se pensa poder recuar aos primeiros anos da época califal, quando toda a península islâmica foi sujeita por Abd al-Rahmman III, nenhum elemento material foi, até agora, identificado, e as muitas obras por que toda a cidade passou, nos séculos seguintes, determinaram a destruição deste castelo e o seu sucessivo melhoramento.As obras patrocinadas pelos nossos primeiros monarcas são também bastante desconhecidas. Sabemos que elas se iniciaram logo no reinado de D. Afonso III, mas notícias mais ou menos fidedignas dão conta da continuação do estaleiro pelos reinados de D. Afonso IV e de D. Fernando, pelo menos, esta última notícia relacionada, provavelmente, com uma campanha modernizadora, em plena crise europeia da Guerra dos Cem anos.No reinado de D. Manuel empreendeu-se o mais ambicioso projecto de arquitectura militar da praça, reconstruindo-se grande parte da cerca medieval e alargando-se o seu perímetro, para albergar os numerosos fogos que cresceram como arrabaldes do burgo. Da campanha então executada, constava uma segunda cerca de muralhas e, mais importante, quatro baluartes, situados nas zonas mais sensíveis da fortaleza, precisamente aquela virada ao mar e à ria. Desses fortes, apenas se conserva o da Porta da Vila, a Sudoeste das muralhas, tendo os restantes sido suprimidos pela expansão urbana em direcção à ribeira, restando apenas o seu topónimo em algumas ruas, como as da Barroca e da Porta de Portugal.
Em 1556 D. João III ordenou a conclusão das obras iniciadas por seu pai, mas conferiu especial atenção à muralha ocidental, por oposição ao projecto manuelino, orientado no sentido de fortificar as secções meridional e nascente. Esta alteração dotou a fortaleza de mais dez baluartes, tornando-a a primeira muralha plenamente abaluartada do território nacional .Da grandiosa fortificação então construída restam alguns interessantes baluartes, que revelam bem a qualidade da construção e a importância militar que detinham. O baluarte da Alcaria, o mais saliente do perímetro ocidental, é um poderoso recinto quadrangular elevado, ligado às muralhas por uma rampa, e protegido por dois grandes orelhões. Os baluartes da Porta dos Quartos e de São Francisco, que fecham a muralha pelo lado poente, mantêm ainda os parapeitos concebidos para as máquinas de artilharia.Apesar deste dispositivo militar, a cidade de Lagos não conseguiu resistir ao ataque de Francis Drake, em 1587, no âmbito da guerra entre Espanha e Inglaterra. Perante este facto, Filipe I ordenou a reconstrução e modernização da praça militar, campanha que decorreu nos anos seguintes, com algumas interrupções e até um relativo arrastamento das obras. Durante o domínio espanhol, a cidade de Lagos foi objecto de uma especial atenção. Em 1621, a secção medieval mais fortificada, onde se localiza o actual Castelo dos Governadores, foi transformada em residência do alcaide do castelo, procedendo-se, então, a obras de adaptação desse espaço.Nos séculos seguintes, Lagos entrou em relativa decadência e as obras efectuadas limitaram-se a consolidar as antigas estruturas e a reforçar a linha costeira, com novos fortins na orla. No século XX, no âmbito das Comemorações dos Centenários, organizadas pelo Estado Novo, Lagos foi um dos pontos fundamentais. Intimamente ligada à figura do Infante D. Henrique, a cidade foi parcialmente reformulada, destacando-se a abertura da Avenida das Descobertas (que regularizou o traçado urbano junto ao mar), e as suas muralhas restauradas e, mais importante, desobstruídas de construções anexas. Na actualidade, as beneficiações continuam, como no caso do Baluarte da Porta da Vila, recentemente adaptado a observatório astronómico.

Fonte : IPPAR

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Tomas António da Guarda Cabreira , Conde de Lagos (1792-1834)

Titulo concedido por D. Miguel em 1834 (juntamente com o título de Visconde de Vale da Mata) a Tomás António da Guarda Cabreira.
Natural de Castro-Marim, onde nasceu em 12.10.1792, viria a falecer em Faro em 20.11.1834. Era filho do Tenente-Coronel João da Guarda Cabreira. Foi casado, e o seu filho, com o mesmo nome, também atingiu o generalato. Participou na Guerra Peninsular, fazendo parte do Regimento de Infantaria n° 14, tendo alcançado a patente de Tenente Ajudante no final do conflito.
Em 1817 era Capitão. Aparece na lista de militares condecorados com a cruz de guerra peninsular como pertencendo ao regimento de infantaria nº 23, com o posto de Capitão (1820). Depois da Revolução Liberal, aderiu a causa miguelista, tendo sido forçado e emigrar para Espanha, em 1826.
Só regressou a Portugal em 1828. Era Capitão graduado em Major, quando foi nomeado para desempenhar funções no Regimento de Infantaria de Tavira, por decreto de 3 de Dezembro de 1831. Foi promovido a Major para o 2° Regimento de Infantaria de Elvas, por decreto de 22 de Fevereiro de 1832, a Tenente-Coronel em 14 de Setembro de 1833 e a Coronel em 21 de Outubro do mesmo ano. Por decreto de 20 de Janeiro de 1834 e promovido a Brigadeiro. Em 27 de Janeiro de 1834 foi nomeado Ajudante de Campo do Rei D. Miguel , com honras de Marechal de Campo, e comandante das forças no Algarve.
Por decreto de 11 de Maio de 1834 é promovido a Marechal de Campo. No início de Março de 1834, foi enviado para o Algarve, comandando cerca de 2.000 homens, para combater Sá da Bandeira, que desembarcara em Lagos.
Deu combate às forças comandadas por Sá da Bandeira em S. Bartolomeu de Messines, derrotando-as. Continuou depois no Algarve, como Comandante das forças miguelistas naquela região ate a convenção de Evora-Monte. Após a derrota das forças miguelistas, foi preso, acabando por ser morto pelos seus rivais políticos na Cadeia de Faro. Foi condecorado com a Cruz de Ouro das Campanhas da Guerra Peninsular, por cinco campanhas (algarismo 5), com a medalha batalha de Albuera e com a Medalha Militar de Fidelidade ao Rei e a Pátria.
O título nunca foi reconhecido na vigência da Monarquia Liberal.