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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Há 200 anos. Março de 1809.

Março, 3 - Madison é empossado como Presidente dos Estados Unidos da América, substituindo Jefferson.
Estancia em Bragança o General Bernardim Freire de Andrade após visitar alguns postos militares avançados.

Março, 6 – Combate da Ponte de Vilaça, com participação do RI 21 e 24.
Em Gironda (Espanha) dá-se um combate contra os franceses com participação do RI 24.

Março, 7 - O general Wellesley, futuro duque de Wellington, aconselhou o governo britânico a defender Portugal, demonstrando a maneira de o realizar.

Março, 8 - O general britânico Beresford é nomeado comandante em chefe do Exército português com o posto de Marechal do Exército.

Março, 10 - O corpo de exército de Soult, tendo subido o rio Minho desde a foz até Orense e dirigindo-se depois para a fronteira portuguesa, entra em Portugal pela veiga de Chaves. Começa assim a 2.ª Invasão Francesa.
A cidade de Chaves é sitiada pelas tropas Soult. A defesa de Chaves é efectuada pelo RI 12 e 24 e RArt 4, em conjunto com a Milícia e populares. Assume o Comando da defesa o Cor Pissaro

Março, 11 – Combate de Silveira (Chaves) com participação militar portuguesa. RArt 4.
Chaves capitula às forças do general Soult, que ali estabelece o seu quartel­-general.

Março, 12 - Tropas inglesas iniciam o desembarque em Lisboa.
Soult dirige-se para o Porto, por Braga.

Março, 14 - Nomeação de Diogo Inácio de Pina Manique chanceler-mor do Reino.

Março, 15 - O marechal Beresford assume o comando do exército português.
Salamonde da Cabreira é ocupada pela guarda avançada francesa, comandada pelo general Franceschi, após a derrota das forças portuguesas.

Março, 16 - Combate de Salto [Espanha] com participação de portugueses.

Março, 17 - O general Bernardim Freire de Andrade foi massacrado perto de Braga, por populares que o acusavam de traição. A actuação do Barão Eben é questionada e ficará marcada para sempre como uma das grandes dúvidas da Guerra Peninsular.
Combate da Ponte de Nossa Senhora do Porto com a participação de soldados portugueses da Leal Legião Portuguesa.
O corpo de exército de Soult vence as forças portuguesas que defendiam Braga em Carvalho d'Este. Combate com a participação de tropas portuguesas da mesma unidade e RArt 4.

Março, 18 a 20 - Combate de Povoa de Lanhoso, com participação ddo RI 9 e dois batalhões da LLL.
Decreto impondo rigorosas penas aos populares que pegassem em armas a favor dos franceses.
Tropas francesas vandalizam o Bom Jesus de Braga.
A Regência publica alguns decretos tendentes a consciencializar as populações da necessidade de se unirem contra o invasor.
Entrada dos franceses na cidade de Braga.
Tumultos em Braga contra os ocupantes franceses.

Março, 21 - O brigadeiro Silveira, comandante da divisão que defendia Trás-os-Montes, reocupou Chaves com o RI 12 e 24 e RArt 4.
Tumultos populares na cidade do Porto durante os quais se arrombaram as cadeias.
Reocupação de Chaves (Sitio Forte de S. Francisco) por tropas portuguesas do general Silveira Pinto da Fonseca.
Combate de Santi Espiritus (Espanha), com participação de portugueses da LLL.

Março, 22 - Chega ao Tejo uma fragata inglesa trazendo Sir Arthur Wellesley.

Março, 23 - Napoleão Bonaparte recusa receber o embaixador austríaco em Paris, Metternich, provocando a ruptura entre os dois países.

Março, 25 - O brigadeiro Silveira conquistou o forte de S. Francisco, de Chaves, aprisionando a guarnição francesa.
Combate da Barca de Trofa, com participação do RArt 4.
De Braga o general Soult decide reiniciar a marcha das suas tropas sobre o Porto.

Março, 27 - Proclamação do arquiduque Carlos, comandante do exército austríaco e irmão do imperador, convidando os alemães à insurreição contra a França de Napoleão Bonaparte.
Resistência estóica dos moradores de Santo Tirso às investidas francesas.
Combate de Ciudad Rodrigo (Espanha), com participação de militares portugueses da LLL.

Março, 27 a 29 - O Porto é atacado, conquistado e saqueado, pelo exército francês de Soult. A defesa do Porto foi efectuada pelos RI 6, 9, 18, 21, Cav 12 e militares da LLL.

Março, 28 - Batalhas de Medellin e de Ciudad Real: os corpo de exército comandados pelo marechal Victor e pelo general Sebastiani derrotam os exército espanhóis da Extremadura, comandado pelo general Cuesta, e do Centro comandado pelo general Cartaojal.

Março, 29 - Resultante do feroz ataque francês ao Porto , com a fuga de muitos populares, dá-se a tragédia da ponte das Barcas com perca de muitas vidas.

Março, 31 - Uma brigada de cavalaria do exército de Soult, comandada pelo general Caulaincourt, ocupa Penafiel, dirigindo-se para a ponte de Canaveses que tenta atravessar, sendo rechaçado por forças militares portuguesas.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Há 200 anos. Fevereiro de 1809.

Fevereiro, 2 - Pastoral do arcebispo de Évora, D. Frei Manuel do Cenáculo proibindo ao clero o uso das armas.

Fevereiro, 5 – O general Bernardim Freire Andrade sai de Braga para Ponte de Lima no comando de forças militares.

Fevereiro, 8 – Parte de Santiago de Compostela o general Soult rumo a Portugal.

Fevereiro, 10 – Combate de Ledesma (Espanha) contra os franceses, participando o regimento Portugues de Cavalaria 11, com 101 homens.
O general Soult chega a La Guardia, na fronteira galega com Portugal.

Fevereiro, 13 - As forças do comando do marechal francês Soult tentam atravessar o rio Minho em Vila Nova de Cerveira.

Fevereiro, 15 – Nomeação do brigadeiro Francisco Pinto da Fonseca como governador de Armas da província de Trás-os-Montes.
As forças do tenente-coronel José Joaquim Champalimaud, vindas de Valença, chegam a Caminha, preparando-se para defender a passagem do Minho dos ataques franceses.

Fevereiro, 16 - As tropas comandadas por Soult chegam a Tuy.
O exército francês tenta nova travessia do Minho em Caminha, na foz do rio.
Combate de Caminha, com participação do RI 21 e RArt 4.

Fevereiro, 21 - Capitulação de Saragoça.

Fevereiro, 28 - Assinatura do Tratado de Aliança e Comércio entre o príncipe regente D. João e Jorge III de Inglaterra

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Há 200 anos. Janeiro de 1809.

Janeiro, 1 - Entre Benavente e Astorga, Napoleão Bonaparte recebe despachos avisando-o dos preparativos de guerra da Áustria.

Janeiro, 2 - O príncipe regente confirma o Governo a exercer funções em Lisboa nomeado pelo general Dalrymple: era constituído pelo Patriarca eleito de Lisboa, o marques das Minas, o conde de Castro Marim e outros. [Decreto de nomeação da Junta de Regência].

Janeiro, 3 - Em Astorga, Napoleão Bonaparte entrega o comando das forças franceses, que perseguiam o exército britânico do general Moore, em retirada para a Corunha, ao marechal Soult. Os franceses atacam a retaguarda das Forças Britânicas comandadaos por Moore.

Janeiro, 5- Combate de Constantino entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 7 –Invasão e inicio da ocupação da Guiana francesa por tropas portuguesas no Brasil, em represália pela invasão de Portugal pelas forças napoleónicas. O exército português desembarca na Guiana a, tomando sucessivamente os portos de Diamante e Degrasdes-Cannes.

Janeiro, 9 - D. Rodrigo de Sousa Coutinho, secretário de estado dos negócios estrangeiros e da guerra, no Brasil, envia um ofício ao embaixador português em Londres, D. Domingos de Sousa Coutinho, encarregando-o de escolher um general britânico para comandar o exército português.
Instruções do conde de Linhares para D. Pedro de Sousa e Holstein, Enviado Especial e ministro Plenipotenciário junto do Governo Central de Espanha, sobre a questão de Olivença.

- Combate de Lugo entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.
- Tratado de paz e aliança entre a Grã-Bretanha e a Espanha.

Janeiro, 10 - Caiena, capital da Guiana francesa, a Norte do Brasil, é conquistada pelo exército português.
Combate de Betanzos entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 11 - O exército britânico de Moore chega à Corunha, mas a frota que transportaria o exército ainda não tinha chegado.

Janeiro, 12 - Capitulação das autoridades da Guiana francesa as força dos Exércitos Reais.

Janeiro, 13 – as Forças Francesas sob o comando de Victor derrotam em Ucles as forças espanholas sob o comando de Infantado.

Janeiro, 14 – A esquadra naval inglesa chega à Corunha.

Janeiro, 16 - Batalha de Corunha. O exército britânico, comandado pelo general Moore, venceu o exército francês, comandado pelo marechal Soult. A vitória de Moore, que morreu no decurso da batalha, permitiu que a força britânica embarcasse com toda a segurança nos navios que a esperavam, e que levaram as tropas de regresso à Grã-Bretanha.

Janeiro, 17 - Napoleão Bonaparte parte de Valladolid para França. Chegará a Paris a 23.

Janeiro, 18- A forças inglesas, agora comandadas pelo General Hope, terminam de ser evacuadas da Corunha .

Janeiro, 19 – Na abertura do Parlamento inglês o monarca manifesta viva satisfação pelos êxitos militares logrados na Península contra os franceses, mas desaprova alguns artigos contemplados na Convenção de Sintra.

Janeiro, 20 - Combate de Calzadilla (Espanha) contra os franceses e em que participaram soldados portugueses do Regimento de Cavalaria 11.

Janeiro, 21 – Em Portugal -Proclamação de incitamentos a união de todos os portugueses e ao Governo legitimo.
Festejos no Rio de Janeiro para celebrar a restauração do Reino com a saída dos franceses.

Janeiro, 22 - José Bonaparte, nomeado rei de Espanha pelo irmão, regressa a Madrid.

Janeiro, 28 - o general Soult recebe ordens para invadir Portugal pela fronteira da Galiza

Janeiro, 30 - O general Bernardim Freire de Andrade, comandante do Exército de
Operações do Norte, encarregue da defesa do Porto, do Minho e de Trás-os-Montes, sai do Porto dirigindo-se para Braga.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Há 200 anos. Dezembro de 1808.

Dezembro, 1 - Extinção do Conselho da Regência, proclamando-se oficialmente a restauração da Casa Real de Bragança.

Dezembro, 3 - O exército britânico realiza a sua concentração à roda de Salamanca, com a chegada da divisão do general Hope, que tinha entrado em Espanha, pelo fronteira do Alentejo, dirigindo-se por Madrid para aquela cidade.
Partem das possessões ao norte do Brasil forças militares destinadas à expedição no território francês do Oyapock

Dezembro, 4 - Napoleão entra em Madrid, após a assinatura da capitulação da capital espanhola.

Dezembro, 11 - É determinado o «Levantamento em Massa» da Nação portuguesa.
Convenção para o reembarque das tropas britânicas de Macau.
- O exército britânico, comandado pelo general Moore, sai de Salamanca em direcção a Toro, tentando unir-se à força de Baird, e ao mesmo tempo cortando a linha de comunicações francesa.

Dezembro, 12 – Primeiras escaramuças das forças de Moore com o Exército Francês em Rueda.

Dezembro, 13 - Forças britânicas do comando de Moore encontram-se com forças do general Baird.

Dezembro, 14 – O General Craddock assume o comando das Forças Inglesas em Portugal.

Dezembro, 19 - As tropas inglesas retiram de Macau após a assinatura de uma convenção entre o Governador e a East-India Company.

Dezembro, 20 - Decreto aprovando o novo Regulamento das Milícias.
-Aviso do vice-rei de Cantão aos mercadores europeus sobre o restabelecimento do comércio naquela cidade.

Dezembro, 22 - Napoleão Bonaparte sai de Madrid, à frente de uma parte do exército francês em perseguição do exército britânico de Moore.

Dezembro, 21 - Combate de Sahagun. A cavalaria britânica do exército de Moore, comandada pelo general Lord Paget, vence uma força francesa de cavalaria.

Dezembro, 23 - Começo da retirada de Moore, de Sahagun, para a Corunha. .

Dezembro, 29 - A cavalaria britânica vence a francesa num combate em Benavente, capturando o general de cavalaria francês Lefebvre-Desnouettes, comandante a força de cavalaria da Guarda Imperial que acompanhava as forças francesas de perseguição.

Dezembro, 30 - O corpo de exército do marechal Soult derrota o exército espanhol do general La Romana, em Mansilla, perto de Leon.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Há 200 anos. 11 de Dezembro de 1808. DECRETO DOS GOVERNADORES DO REINO MANDANDO PROCEDER AO ARMAMENTO GERAL DA NAÇÃO

A 11 de Dezembro de 1808 é publicado um decreto que determinava o armamento geral da nação[1].

Decreto dos governadores do reino mandando proceder ao armamento geral da nação
“Sendo a defesa da pátria o primeiro dever que a honra, a razão e a mesma natureza impõem a todos os homens quando uma nação barbara, desprezando os direitos mais sagrados que no mundo se conhecem, intenta reduzi-los à escravidão, roubando as suas propriedades, destruindo a sua religião, violando os templos e cometendo as maiores atrocidades que a perversidade dos costumes e a inumanidade pode fazer imaginar; e achando-se infelizmente Portugal ameaçado de sofrer todos estes males, sem que tenham os seus habitantes outro algum meio de evitar os horrores a que se vêem expostos, que não seja o de recorrer às armas para repelir pela força as perversas, sinistras, as odiosas intenções dos seus inimigos: sou servido determinar:
Que toda a nação portuguesa se armo pelo modo por que a cada um for possível;
Que todos os homens, sem excepção de pessoa ou classe, tenham uma espingarda ou pique com ponta de ferro de doze a treze palmos de comprido, e todas as mais armas que as suas possibilidades permitirem;
Que todas as cidades, vilas e povoações consideráveis se fortifiquem, tapando as entradas e ruas principais com dois, três e mais travezes, para que, reunindo-se aos seus habitantes todos os moradores dos lugares, aldeias e casais vizinhos, se defendam ali vigorosamente quando o inimigo se apresente;
Que todas as câmaras, e na cidade de Lisboa todos os ministros dos bairros, remetam no espaço de oito dias, depois da publicação deste meu real decreto, ao general governador das armas da respectiva província, uma relação das pessoas que pela sua actividade, desembaraço, bom comportamento e pela atenção dos povos, forem mais capazes para os comandar, preferindo em iguais circunstancias os que já forem oficiais de ordenanças, e declarando aqueles dos ditos oficias que pela sua idade, moléstias ou más qualidades, não deverem exercer os postos que ocupam;
Que todos os generais encarregados dos governos das armas das províncias dividam os seus governos em distritos grandes, e nomeiem um oficial de reconhecida actividade e probidade, seja de tropa de linha, milícias ou ordenanças, a quem todos os capitães móres e mais oficias de ordenanças obedecerão em virtude da mesma nomeação, para que passando às diferentes povoações do seu distrito, examinem o estado das companhias, nomeiem para oficiais delas (das pessoas escolhidas pelas câmaras) as que julgarem mais dignas e capazes, as quais começarão desde logo a exercer os seus lugares, e receberão depois as competentes nomeações dos sobreditos generais;
Que todas as companhias se reúnam nas suas povoações todos os domingos e dias santos para se exercitarem no uso das armas que tiverem e nas evoluções militares, compreendendo todos os homens de idade de quinze até sessenta anos.
Finalmente, que toda a pessoa que se não armar, recusando concorrer com a nação em geral para a defesa da pátria, seja presa e fique incursa na pena de morte, e que igualmente incorram na mesma pena de morte todos aqueles que fornecerem qualquer socorro ou auxilio aos inimigos com viveres ou de outra maneira;
Que pela mesma razão seja queimada e arrasada aquela povoação que se não defender contra os agressores deste reino, e lhes franquear a sua entrada, sem lhes fazer toda a resistência possível.
E mando a todos os generais e governadores das armas das províncias, ao intendente geral da policia e a todos os corregedores, ouvi dores, juízes de fora e ordinários, e geralmente a todos os oficiais militares, de justiça ou fazenda concorram para o cumprimento de tudo quanto neste meu real decreto vai determinado, o qual será afixado em todos os lugares públicos das cidades, vilas, lugares e povoações deste reino, para que chegue ao conhecimento de todos os seus habitantes.
O conselho de guerra o tenha assim entendido e faça executar. Pala cio do governo, em 11 de Dezembro de 1808. = (Com as rubricas dos governadores do reino.)”
[1] Cláudio Chaby, vol. 6, p.76 e Simão José da Luz Soriano, ibidem, vol 5 – 1ª parte, 2 época,, p.358.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Há 200 anos. 29 e de Outubro de 1808.

29- Napoleão Bonaparte sai de Paris, dirigindo-se para Espanha para comandar a campanha de reconquista de Espanha.

31- Decreto criando o Real Hospício Militar do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Há 200 anos. 25 e 26 de Outubro de 1808.

25-Decreto do príncipe regente permitindo a readmissão dos oficiais que se haviam demitido aquando da invasão francesa.
26- Tropas britânicas, comandados pelo general Baird, de reforço ao exército de Moore, começam a desembarcar na Corunha. Tinham aportado no dia 13 anterior, mas não tinham tido autorização para desembarcar.
O general Moore inicia a marcha das forças britanicas e portuguesas em direção a Espanha, no que ficaria conhecido como a Campanha da Corunha.

domingo, 12 de outubro de 2008

Há 200 anos. 12 a 21 de Outubro de 1808.

12 de Outubro -Decreto de criação no Rio de Janeiro de um Banco Nacional, com os respectivos estatutos.
13 de Outubro -As forças inglesas sob o comando do General David Baird começam a chegar a La Corunha, ficando estacionadas ao largo.
16 de Outubro - As autoridades chinesas pressionam o Governo de Macau para forçarem a saída das tropas inglesas daquele território.
21 de Outubro - Aviso do príncipe regente tornando obrigatória a circulação da pataca espanhola de prata pelo valor de 800 réis.
Iniciam-se os distúrbios entre chineses de Macau e as forças militares inglesas ali estacionadas.

sábado, 11 de outubro de 2008

Há 200 anos. 11 de Outubro de 1808.

O exército britânico comandado pelo general Moore começa a deslocar-se para Espanha. Todas as unidades estarão em movimento no dia 18, e Moore sairá de Lisboa em 26.
O general espanhol Blake reocupa Bilbao, enquanto as forças francesas sob o comando do general Merlin retiram.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Há 200 anos. 2 a 7 de Outubro de 1808.

2 de Outubro- A guarnição francesa da praça de Almeida depõe armas.
Retiram-se de Elvas as ultimas forças francesas.

4 de Outubro -Provisão proibindo a admissão a despacho de livros e papéis impressos sem licença da Mesa de Desembargo do Paço criada no Rio de Janeiro.

7 de Outubro -Para celebrar a expulsão dos franceses manda-se libertar grande número de presos que se encontravam nas cadeias dos distritos de Lisboa e Porto.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Há 200 anos. 30 de Setembro de 1808.

O exército português é restabelecido oficialmente, por meio de uma portaria com um Edital anexo, onde se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos.

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«Para restaurar as unidades dissolvidas pelos franceses, o exército português é restabelecido oficialmente, por decreto de 30 de Setembro de 1808, no qual o Príncipe Regente ordena que se formem “todos os Corpos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, que compunham o mesmo exército no tempo que foi completamente desorganizado pelo intruso Governo Francês, e Ordenam que todos os Oficiais, Oficiais Inferiores, Tambores e Soldados se reúnam no espaço de hum mez àqueles Corpos a que pertenciam antes da sobredita desorganização, nos seus antigos Quartéis, declarados na relação junta a este edital.”[1] e, em edital anexo da mesma data, se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos.
Regimentos de infantaria números 1, 4, 10, 13 e 16 Lisboa; 7 Setúbal; 19 Cascais; 5, 7 e 22 Elvas, 3 Estremoz; 8 Castelo de Vide; 15 Vila Viçosa; 20 Campo-Maior; 2 Lagos; 14 Tavira; 11 Viseu, 23 Almeida; 6 e 18 Porto; 9 Viana 21; Valença; 12 Chaves e 24 Bragança. Regimentos de Cavalaria 1, 4 e 7 Lisboa; 10 Santarém; 8 Elvas; 2 Moura; 3 Beja; 5 Évora; 11 Almeida; 6 e 9 Chaves e 12 Bragança. Regimentos de Artilharia 1 S. Julião, 3 Estremoz, 2 Faro, 4 Porto.
Anexo ao decreto, vinha um edital com a mesma data, onde se informam os oficiais, os sargentos e os soldados dos locais onde se estão a reorganizar os antigos corpos,...

[1] Simão José da Luz Soriano, ibidem, vol. 1, 2º época, p.604»

domingo, 28 de setembro de 2008

Há 200 anos. 20 a 26 de Setembro de 1808.

20 -Wellesley regressa a Inglaterra, seguido de Dalrumple e Burrard, para deporem no inquérito levantado para apurar responsabilidades sobre o conteúdo da Convenção de Cintra.
D. Miguel Pereira Forjaz, assume em Lisboa a secretaria da pasta dos negócios da guerra e estrangeiros.
Convenção luso-britânica para o desembarque das tropas inglesas no território de Macau.

21 -Desembarca em Macau o almirante inglês William Drury, onde apenas permanece até Dezembro face à hostilidade da população.

24 - Nomeação interina de Cipriano Ribeiro Freire para presidente do Real Erário.

25 - Chega a Macau o novo governador Lucas José de Alvarenga.

26 - A Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, estabelecida no Porto, suspende as suas funções.

Há 200 anos. 18 de Setembro de 1808.

Na constituição da nova Regência são excluídos o principal Castro, Pedro de Melo Breyner e o conde de Sampaio, por suspeitos de excessiva colaboração com os franceses.

Uma proclamação do general britânico Hew Dalrymple, anuncia o restabelecimento da Regência, para que se possa fazer a transferência do poder em Lisboa do exército britânico para as autoridades portuguesas,declarando findo o Governo militar.

Há 200 anos.16 de Setembro de 1808.

Chega a Lisboa o general Gregório Laguna, comandante da Estremadura espanhola, para felicitar as autoridades pelas vitórias alcançadas sobre os franceses.
A "Gazeta de Lisboa" retoma a impressão com as armas reais de Portugal.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Há 200 anos. 2 e 3 de Setembro de 1808.

Encontrava-se no Tejo, desde 3 de Novembro de 1807, uma esquadra russa [ composta de 7 navios de linha e uma fragata ] proveniente do Mediterrâneo quando no dia 2 de Setembro de 1808 entram no Tejo os primeiros navios da esquadra britânica enviada a Portugal [ composta de 15 navios de linha e 10 fragatas ].

No dia seguinte, 3 de Setembro, os almirantes Charles Cotton, por parte da Inglaterra e Dmitri Seniavin por parte da Rússia assinam uma convenção separada da convenção de Sintra, na qual a Esquadra Russa é entregue à custódia das Forças Inglesas, devendo as tripulações serem enviadas para casa , com as despesas suportadas pela Inglaterra.

sábado, 30 de agosto de 2008

Há 200 anos. 30 de Agosto 1808-Convenção de Sintra estabelecida entre os exércitos francês e britânico

Após a derrota das forças francesas no combate da Roliça (17 Agosto) e na Batalha do Vimeiro (21 Agosto), o General Junot propôs a Wellesley um armistício. Após as negociações decorridas em Sintra, chegou-se à forma final do documento pelo qual se permitia a retirada das tropas francesas, embarcadas em navios ingleses, transportando as suas armas, bagagens e o produto dos saques efectuados em Portugal.
O acordo traduzia-se em benefícios mútuos: Junot, sem linhas de comunicação com a França, retirava suas tropas sem maiores perdas e em segurança. Os ingleses ganhavam o controle da capital, Lisboa, e da temida linha de defesa da barra do Rio Tejo, sem necessidade de combate.
A 30 de Agosto de 1808 era assinado, no Palácio de Queluz, o tratado para a evacuação de Portugal do exército francês, que ficou conhecido, impropriamente, como Convenção de Sintra (porque de Sintra só foi enviada por Dalrymple uma cópia ao seu governo), pondo termo à primeira invasão francesa em Portugal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Há 200 anos. 25 de Agosto 1808. Força do Tenente-General John Moore.

O Corpo do general Sir John Moore inicia o desembarque na praia da Maceira, elevando o exercito britânico a quase 30.000 homens.
Setúbal e libertada da ocupação francesa.

Força do Tenente-General John Moore

Divisão do Tenente-General Mackenzie Fraser
1º batalhão 4º Regimento
1º batalhão 28º Regimento
1º batalhão 79º Regimento
1º batalhão 92ºRegimento

Divisão do Major-General Murray
1º batalhão de Linha King’s German Legion
2 º batalhão de Linha King’s German Legion
5º batalhão de Linha King’s German Legion
7ª batalhão de Linha King’s German Legion

Divisão do Major-General E. Paget
1º batalhão 52º Regimento
3 Companhias 1 batalhão 95º Regimento
1º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
2 º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
3º regimento de cavalaria de Dragões Ligeiros King’s German Legion
Companhia de Guarnição King’s German Legion
Artilharia
Tenente-Coronel George Wood e Major Julius Hartmann com:
2ª Companhia [Tieling] King’s German Legion
4ª Companhia [Heise] King’s German Legion
Companhia Drummond do 3º Batalhão
Companhia Wilmotdo 3º Batalhão