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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Há 200 anos. Batalha do Vimeiro. 21 de gosto de 1808.

Mapa retirado do britishbattles.com AQUI

Os exercitos após o combate da Roliça , ajustam os seus dispositivos no sentido de se reencontrarem.


Dispositivo Anglo-Português.
O dispositivo adoptado por Wellesley no Vimeiro tinha em mente a protecção do desembarque .


Assim, posicionou seis brigadas na região de Portelas. Formou duas linhas, uma primeira, que da esquerda para a direita, era constituída pela 3ª Brigada (Nightingale), 5ª Brigada (Crawford) e a 1ª Brigada (Hill). Uma segunda linha constituída pela 2ª Brigada (Fergusson), 4ª Brigada (Bowes) e a 8ª Brigada (Ackland). Estas brigadas tinham consigo 8 peças de Artilharia, destacando na estrada para S. Pedro da Cadeira, os seus postos avançados.
Na colina a sul da povoação do Vimeiro estavam a 6ª Brigada (Fane) e a 7ª Brigada (Anstruther) apoiadas por 6 peças de artilharia. A brigada de Anstruther ocupava na esquerda a Igreja e o antigo cemitério, interceptando o caminho que seguia de Carrascais até à povoação do Vimeiro. Na povoação estava a reserva e no vale, imediatamente a oeste do Vimeiro, estava a Cavalaria.
Junto à povoação de Maceira estava a infantaria portuguesa e uma parte da cavalaria. Por ser considerado o lado menos provável de aproximação do inimigo, Wellesley deixou o flanco nordeste, correspondente à estrada que vai do Vimeiro à Lourinhã por Fonte de Lima e Ventosa, guarnecido somente com um piquete da Infantaria portuguesa e alguns soldados britânicos. Wellesley decidiu não empregar a pouca cavalaria que tinha em missões de vigilância


Dispositivo Francês.
Na frente do dispositivo estava a divisão do General Delaborde com as brigadas contíguas e em coluna, à direita a 1ª brigada, do General Brenier, e na esquerda, a 2ª brigada, do General Thómieres. À retaguarda desta divisão seguia a do General Loison com o mesmo dispositivo: na direita a brigada do General Solignac e na esquerda a brigada do General Charlot. Na retaguarda, sob o comando do General Kellerman, vinham dois regimentos de granadeiros que constituíam a reserva. A cavalaria vinha dividida em dois corpos, um a flanquear a direita da brigada de Brenier, ou seja, a direita do dispositivo, e um outro que marchava junto à reserva de Kellerman.
Junot decide efectuar o ataque principal no centro do dispositivo inglês e um ataque secundário no flanco nordeste dos Ingleses.


Dispositivos retirados da pagina da internet viriatus.


» «


Depois de almoçar, Junot, sem ter mandado sequer reconhecer a fortíssima posição escolhida pelas forças Anglo-portuguesas no Vimeiro, ordena o ataque geral.
Os franceses efectuam, como era hábito, o ataque frontal [ Laborde Kellerman e Loison] o qual foi tentado três vezes, mas das três vezes foi repelido.
O ataque de flanco não foi simultâneo com o ataque frontal, e os generais Solignac e Brennier, que sucessivamente o tentaram, foram inteiramente derrotados.
Wellesley, aproveitando esse erro, mandou reforçar as posições da sua esquerda. Todos os ataques franceses foram brilhantemente repelidos e contra-atacados. Ao cabo de duas horas de combate, Junot, ao ver as suas tropas contra-atacadas e quase envolvidas, considerando a batalha perdida, deu ordem de retirada e abandonou o comando a Thiebault.
Os franceses retiraram sobre Torres Vedras, e depois sobre Mafra a caminho de Lisboa, com enormes perdas de pessoal e de material.


Para mais descrições da batalha ver
BritishBattles.com AQUI
peninsularwar.org AQUI
Napoleonic Wars: War comes to the Iberian Peninsula AQUI

domingo, 17 de agosto de 2008

Há 200 anos. O combate da Roliça . 17 de Agosto


«COMBATES DE ÓBIDOS E ROLIÇA. - O general francês, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar. Essa junção, porém, não se efectuou; e o exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. De Laborde, quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada" sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses da restauração.»


Carlos Selvagem , Portugal Militar, INCM.


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«Terminado a 8 desembarque da expedição, Wellesley, começou no dia imediato a avançar sobre Lisboa, contando Reunir-se em Leiria as forcas de Bernardim Freire, o que nunca chegou a efectuar-se apesar das repetidas instancias do comandante em chefe dos aliados e do coronel Trant. A condescendência do general português foi só ate ao ponto de mandar um destacamento dos seus soldados incorporar-se no exército britânico; sem isso a nossa acção na Roliça no Vimeiro teria sido absolutamente nula.
Junot, no entretanto, ia-se preparando para a resistência.
A Loison, que estava no norte, deu ordem para retirar sobre a capital, procurando juntar-se as forças de Delaborde, que marchavam ao seu encontro e, depois de efectuada a junção, que tratassem de se opor a marcha dos ingleses, dificultando-lhes o avanço. Delaborde, porem, antes de se reunir a Loison teve que se defrontar com Wellesley na Rolica onde sozinho, sustentou o choque dos aliados (17 de Agosto). Todas as vantagens da posição dos francezes, que eram realmente grandes, foram destruídas pela esmagadora diferença no numero
dos combatentes, retirando as franceses derrotados e criando alento e entusiasmo os soldados britânicos, pela sua primeira vitória na Península. […]No próprio dia do combate da Roliça foi 9 general em chefe avisado da chegada dum considerável reforço (brigada Anstruther) determinando, em consequencia disso, ir ocupar a posição do Vimeiro, donde lhe protegeria o desembarque.
No dia 18 começou a exercito inglês a deslocar-se, desembarcando o contingente 20; no outro dia mais uma brigada (Ackland) saltava em terra, elevando-se, desde então o efectivo das tropas britânicas a 18:000 homens.»


O poder maritimo na Guerra da Peninsula II - O dominio do mar durante a guerra , Matta Oliveira, RM , Junho 1909.


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Efectivamente , a15 de Agosto trocavam-se os primeiros tiros entre as avançadas das forças Anglo-Portuguesas e as do inimigo, para além das Caldas da Rainha. Na manhã seguinte, marchando pela estrada de Óbidos, Wellesley defrontava-se com as tropas de Delaborde que, tendo abandonado Alcobaça a tempo, ocupavam agora as alturas da Roliça, dominando a enorme bacia que se estende para o sul de Óbidos
O general Delaborde, com forças inferiores às de Wellesley, retirou sobre Óbidos, indo ocupar definitivamente as posições de Roliça e Columbeira, tentando tomar contacto com a divisão Loison que devia reforçá-lo, vindo de Tomar.
Loison, ficara no entanto impedido, em virtude da defesa efectuada em Évora, que visava impedir a junção das forças de Loison com as forças de Delaborde, permitindo aos Ingleses uma superioridade numérica nos combates que se avizinhavam. Sacrificou-se assim Évora em benefício do resultado final da campanha.
A junção, não se efectuou; e o Exército Anglo-Português, depois de um breve combate, a 15, em Óbidos, com as tropas avançadas francesas, a 17 defrontou-se com as posições de Roliça, que mandou atacar por seis colunas, envolvendo-as pelo flanco direito dos franceses, para cortá-los de qualquer eventual reforço da divisão Loison. Delaborde, vendo-se quase envolvido e com graves perdas em oficiais, soldados e artilharia, deu ordem de retirada sobre Torres Vedras e Runa. O renhido combate da Roliça era o primeiro revés dos franceses em Portugal e o baptismo de fogo dos bisonhos soldados portugueses .



A batalha encontra-se descrita em The Battle of Roliça, Portugal: 17 August 1808 na Napoleon Series.

sábado, 16 de agosto de 2008

Há 200 anos. 16 de Agosto 1808

Wellesley manda fazer um alto para se assegurar das praias de Nazaré.

As tropas de Loison marcham sobre Alcoentre.

Proclamação de Junot aos habitantes de Lisboa antes de sair da capital ao encontro das forças anglo-portuguesas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Há 200 anos. 15 de Agosto 1808

O exército Britânico e o Português entram nas Caldas da Rainha.

O general Beresford recebe ordens para sair da Madeira com destino a Portugal.

Alcácer do Sal é saqueada pelos franceses.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Roliça. Agosto de 1808.



G.S.M .( General Service Medal) britanica atribuida pela participação do agraciado na Roliça, Vimeiro e Corunha.

Comandante em Chefe das Forças
Tenente General Sir Arthur Wellesley

CAVALARIA
OFICIAL COMANDANTE
Tenente-coronel C.D. Taylor

20 º Regimento Britânico de Cavalaria de “Dragoons” Ligeiros 180

ARTILHARIA
OFICIAL COMANDANTE: TENENTE-CORONEL William Robe

16 Peças 15 integradas em 6 Brigadas e uma peça de 9 arráteis (libras) Independente.

220 homens no total.

1 BRIGADA- comandante o Major General Sir Rowland Hill
1º batalhão do 5º Regimento Britânico de Infantaria-Northumberland 990
1º batalhão do 9º Regimento Britânico de Infantaria-East Norfolk -East Norfolk 833
1º batalhão do 38º Regimento Britânico de Infantaria-1st Staffordshire 957
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

2 BRIGADA- comandante o Major General Ronald Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria-Herefordshire 647
1º batalhão do 40º Regimento Britânico de Infantaria-2nd Somersetshire 843
1º batalhão do 71º Regimento Britânico de Infantaria-Highland-(Infantaria Ligeira) 903
2 Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

3 Brigada Comandante o brigadeiro Miles Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria -Worcestershire 863
1º batalhão do 82º Regimento Britânico de Infantaria-Prince of Wales’s Volunteers 991
2 peças de 6 arráteis (libras) libras

4 Brigada Comandante o brigadeiro Barnard Bowes
1º batalhão do 6º Regimento Britânico de Infantaria-1st Warwickshire 1020
1º batalhão do 32º Regimento Britânico de Infantaria-Cornwall 941
peças de 6 arráteis (libras) libras

5 Brigada Comandante o brigadeiro James Catlin Craufurd
1º batalhão do 50º Regimento Britânico de Infantaria-West Kent 1019
91º Regimento Britânico de Infantaria 917
peças de 6 arráteis (libras) libras

6 Brigada Comandante o brigadeiro Henry Fane
1º batalhão do 45º Regimento Britânico de Infantaria-Nottinghamshire 599
5º Batalhão do 60º Regimento Britânico de Infantaria-Royal American 936
2º Batalhão do 95º Regimento Britânico de Infantaria-Rifle Corps (4 companhias) 400
Peças de 6 arráteis (libras) libras e um obus

Exército Português
Destacamento Português: Tenente-coronel Nicholas Trant
- 2.076 combatentes (não combateu)
Artilharia
Regimento de Artilharia nº4 - 210 -comandante o capitão António Bazilio de Faria.
Cavalaria:

Regimento de Cavalaria nº 6 - ( Bragança )- 104 - comandante o capitão José Pereira da Costa.
Regimento de Cavalaria nº 11 - (Almeida)- 50 - comandante o alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco.
Regimento de Cavalaria nº 12 - (Miranda)- 104 - comandante o capitão Francisco Teixeira Lobo.
Cavalaria da Guarda Real da Policia - 41

Infantaria

Regimento de Infantaria n.º 12 (Chaves)- 605 - comandante o major Francisco Bernardo da Costa.
Regimento de Infantaria n.º 21 (Valença)- 605 -- comandante o major Francisco Gomes da Cunha Rego.
Regimento de Infantaria n.º 24 (Bragança) - 304 - comandante o major Francisco Lopes da Cunha.
Batalhão de Caçadores - 569 -comandante o tenente-coronel Velho da Cunha.
Total 2:592 combatentes

NOTAS: Da infantaria portuguesa esteve no combate dá Roliça o batalhão de caçadores, na força de 569 homens, comandado pelo tenente-coronel Velho da Cunha. Quase todo o batalhão - 400 praças - foi incorporado na brigada Hill. Ocupou primeiramente a aldeia de S. Mamede e depois apossou-se do moinho em que os franceses apoiavam o seu flanco esquerdo. Combateu e teve 7 baixas.
Da coluna da direita, só constituída por portugueses. e comandada pelo Tenente-coronel Nicholas Trant, faziam parte o Regimento de Infantaria n.º 12, com 605 praças, comandado pelo major Francisco Bernardo da Costa; o Regimento de Infantaria n.º 21, com 605 praças, comandado pelo major Francisco, da Cunha Rego, e o Regimento de Infantaria n.º 24, com 304 praças, comandado pelo major Francisco José Lopes da Cunha.
Esta coluna, além da infantaria, tinha também 50 cavaleiros portugueses.
Artilharia Estiveram presentes na acção 210 praças –do Regimento de Artilharia 4, comandadas pelo capitão António Bazilio de Faria. Combateram 40 praças somente debaixo das ordens dum oficial inglês.
Cavalaria - Estiveram presentes 104 praças do Regimento de Cavalaria 6, comandadas pelo capitão José Pereira da Costa; 5 do Regimento de Cavalaria 11 sob o comando do alferes Nicolau de Abreu Castelo Branco; 104 do Regimento de Cavalaria 12, comandadas pelo capitão Francisco Teixeira Lobo e 41 praças da cavalaria da policia. Combateu toda a cavalaria.

Há 200 anos. 12 de Agosto 1808

Chegam a Leiria as tropas de Wellesley, que se unem as forças portuguesas.

Dá-se um combate em Abrantes, no qual participam forças do Regimento de Infantaria nº 24.
A guarnição francesa é obrigada a render-se perante o ataque conduzido pelo capitão de cavalaria Manuel de Castro Correia de Lacerda à frente de alguns soldados do regimento de Infantaria 24, de ordenanças e populares armados.

As forças do general [françês] Delaborde retiram de Alcobaça para Óbidos.


Parte da cronologia inserida no Blog foi retirada do livro "Da crise do antigo regime à revolução Liberal 1799-1820" de Fernando de Castro Brandão, eurpress, 2005.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Há 200 anos. 11 de Agosto 1808

Saem de Lisboa forças francesas para libertarem Setúbal, sitiada par populares. Loison parte de Abrantes indo nesse dia pernoitar em Tomar.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O desembarque das forças de Weleslley.

Corpo de Wellesley

Comandante da Força.:Tenente-general Wellesley
Segundo no comando: Major General Hill

Brigada de Hill, comandada temporariamente pelo Major-General Ferguson
1º Batalhão do 5º Regimento
1º Batalhão do 9º Regimento
1º Batalhão do 38º Regimento

Brigada Ligeira, comandada pelo Brigadeiro-General Fane
1º Batalhão do 60º Regimento
4 Companhias do 2º Batalhão do 95º Regimento
4º Batalhão do Royal Veteran

Brigada Highland comandada pelo Brigadeiro-General Craufurd
1º Batalhão do 40º Regimento
1º Batalhão do 71º Regimento
1º Batalhão do 91º Regimento

Iriam desembracar ainda as companhias [Geary e Raynsford ] da Real Artilharia sob comando do Coronel Robe, e o 20º regimento de cavalaria de Light Dragoons.

O 4º Batalhão do Royal Veteran permaneceu embarcado para ser enviado a Gibraltar.

Foram enviados em Julho 6 morteiros de ferro de 10 polegadas e 5 morteiros de bronze de 5,5 polegadas , sendo incorporadas em cada brigada ( a 3 de Agosto) um obus e 3 peças de artilharia. As peças de 9 libras foram incorporadas na Brigada de Ferguson e as restantes ficaram na artilharia de reserva O 1º batalhão do 36º Regimento foi incorporado na Brigada de Craufurd e o 1º batalhão do 45º Regimento na brigada de Fane.


Corpo de Spencer

O Corpo de Spencer que partira de Gibraltar , chegou no dia 6 de Agosto , iniciando o seu desembarque , o qual levou 2 dias.Trazia consigo cerca de 5.400 homens.

29º Regimento
1º Batalhão do 32º Regimento
1º Batalhão do 50º Regimento
1º Batalhão do 82º Regimento
Metade de uma companhia de artilharia [Lawson's] com 4 peças de 6 libras e 2 obuses de 5.5 polegadas.
O brigadeiro Barnard Bowes acompanhava o corpo de Spencer , com 0 6º regimento de Guarnição de Gibraltar.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Há 200 anos. 29 de Julho 1808. O Saque e chacina de Évora.


«Dia horroroso! Não me demorarei em contar as suas atrocidades. O sucesso não podia ser duvidoso; mas não foi senão depois de muitas horas de carniceria que os franceses ficaram senhores das ruas e das praças daquela infeliz capital, todas desertas de vivos, mas cobertas de cadáveres. Entraram então pelas casas e pelos templos, exercitando por toda a parte as suas crueldades, e conduziram ainda 140 vítimas para o Prado, onde foram barbaramente assassinados na noite imediata. E vós, magistrados, vós, soldados, que tanto tínheis forcejado para conter o povo, que remorsos não sentistes, ao ouvir os lamentos destes desgraçados, ao ver o clarão das tochas que alumiavam o suplício.»

José ACÚRSIO DAS NEVES
“...no dia fatal de 29 de Julho fomos atacados pelo numeroso exercito de nove para dez mil homens francezes, commandados pelo general em chefe conde do Imperio, Loison, [...] Corri para a minha cathedral e no meio do confuso alarido, do estrondo dos canhões mandei propôr capitulação; [...] Então foi que elles á vista das minhas humilhações e supplicas deram indicios de que mudavam o parecer em que vinham [...]”

Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas

«O assalto e a ocupação de Évora pelo exército francês foi talvez o episódio mais atroz da Guerra Peninsular ocorrido em território português. »

Excerto retirado do interessante trabalho de Manuel Canaveira - MNEMOHISTÓRIA DA GUERRA PENINSULAR: Frei Manuel do Cenáculo e a ocupação de Évora pelo exército de Loison (Julho/Agosto de 1808)

Évora
Combate de Évora, entre uma divisão francesa, comandada pelo general Loison, e forças regulares portuguesas e espanholas. Francisco de Paula Leite envia para Montemor-o-novo 150 infantes, 50 cavalos, 4 peças e dois obuses sob o comando do coronel Aniceto Simão Borges, sendo mais tarde reforçado por mais 400 infantes e duas peças . As forças aliadas são dispersadas e o exército francês saqueia a cidade, provocando uma chacina no qual morreram cerca de mil pessoas, quer em combate, quer em posteriores execuções sumárias. Entre as vitimas contava-se D. Jacinto Carlos da Silveira, antigo bispo do Maranhão.



Forças militares envolvidas na defesa de Évora
Portuguesas.

Legião de voluntários de Estremoz 380 homens
Companhia de miqueletes de Vila Viçosa 100
Companhia de caçadores de Évora 100
Companhia de cavalaria de Évora 60
Companhia de cavalaria organizada com éguas 60
Total 700

Espanholas
Legião de voluntários 400
Duas companhias de granadeiros 200
Uma companhia de tropas ligeiras 100
Cavalaria 250
Artilharia a cavalo 90
Artilharia de guarnição 30
Total 1.070

In Accursio das Neves

Não contabilizadas por este autor.
Restos de infantaria 3 e Artilharia do regimento nº3.

Sobre o combate de Évora ver nestes links

domingo, 27 de julho de 2008

Há 200 anos. 27 de Julho 1808

Chega a Londres uma deputação da Junta do Porto a solicitar auxílio financeiro e armamento contra os franceses.
Publica-se no Porto a periódico mensal "O Leal Português".

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Há 200 anos. 25 de Julho 1808



A sublevação em Évora e outras terras do Alentejo forçam a envio de forças militares francesas ,de Lisboa com destino a Évora, comandadas pelo general Loison [o maneta].

Louis Henri Loison 1771/ 1816
(General de Divisão)
Conde do Império.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Há 200 anos. 24 de Julho 1808. Combate de Malpartida.


Julho, 24-
Combate em Espanha, no lugar de Malpartida, contra os franceses e em que participaram forças portuguesas do Regimento de Infantaria 24.

Sob ordens do General Dupont, o general Vedel também se rende às forças espanholas.

Na Catalunha, os generais Duhesne e Reille iniciam o cerco a Gerona.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Há 200 anos. 22 de Julho 1808. Bicentenário da batalha de Bailén.

Bicentenário da batalha de Bailén.


Em Espanha.
O exército francês comandado por Dupont, cercado em Bailén, no sul de Espanha, desde o dia 19, e após um pequeno combate, rende-se ao exército espanhol, comandado pelo general Castaños * ( que recebeu o titulo de Duque de Bailén).
É a primeira grande derrota das águias Imperiais , após 7 anos de vitórias que deram a fama aos franceses de invencíveis. A batalha teve o seu inicio a 19 de Julho, Dupont capitula a 20 e rende-se a 21. O efeito moral desta derrota do exercito frances teve consequencias dentro das suas fileiras, e levantava o animo aos inimigos da França, pois mostrava que os exercitos imperiais não eram invenciveis. Era o início da úlcera.

Em Portugal.
Decreta-se a organização total do Exercito, dividido em dois corpos comandados par Pinto Bacelar e Bernardim Freire de Andrade.



* Francisco Javier Castaños Aragorri Urioste y Olavide, 1º Duque de Bailén.