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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dores de Barriga.

«The French will have a difficult job to drive us out, both from the nature of the country, want of provisions and means of transport, and the very improved state of the Portuguese army, which in itself speaks sufficiently for Beresford's exertions, and the propriety of the severe, or rather firm, conduct he went upon from the first.(...) The Portuguese army, notwithstanding the numberless difficulties to which he is constantly exposed, from imbecility and mean contemptible jealousy and intrigue, will be a sufficient testimony. I have no doubt, both in its apparent discipline and conduct before the enemy, whenever it shall be our fortune to meet him. I confess myself rather anxious for the trial. It will show us what Officers are subject to dores de barriga and enable us to get rid of them, and make examples of this worst part of their army, though now there are really many very promising young Officers, and the old ones have in great measure been got rid of. Lord W. as well as every British Officer have been very much, though agreeably, surprised at the state of our troops. I am inclined to think that had they justice done to them in the common comforts, I may say necessaries of life, clothing and food, they would make as good soldiers as any in the world. None are more intelligent or willing, or bear hardships and privation more humbly.»


William Warre, Letters From The Peninsula: 1808-1812, pag 61

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Plano para os uniformes do exercito.

SOLDADO DE INFANTARIA OU ARTILHARIA, OFICIAL DE INFANTARIA OU ARTILHARIA...Soldado d'Infanteria ou Artilharia, official d'Infanteria ou Artilharia... [Visual gráfico. - [S.l. : s.n., ca. 1800?]. - 1 gravura : água-forte, p&b. - Data provável baseada em características formais.
in Biblioteca Nacional
Esta imagem, certamente faz parte do Plano para os uniformes , alvará de 19 de Maio de 1806, no qual foram alterados os uniformes , dando origem ao primeiro “plano para os uniformes do exercito» dos Corpos das diversas armas, tanto para as tropas de linha como para as milícias, ordenanças e corpos civis. Trata-se de um diploma completíssimo e de enorme interesse.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Organização do exército a três linhas.

Com a Restauração, João IV, necessitando de se defender dos espanhóis, dá mais um passo, criando aquilo que poderá já ser considerado como um primeiro exército permanente, organizando o exército a em Distritos de Recrutamento e em Unidades Territoriais, uma vez que a sua responsabilidade era a de assegurar o recrutamento, instrução e disciplina das tropas.
Ao mesmo tempo que constituía as tropas em três escalões: o Exército de Linha, as Tropas Auxiliares e as Tropas Territoriais. Sobre esta organização , ver Categorias militares do exército português noutro excelente blog (Guerra da Restauração )
A esta nova organização militar corresponderia:

- Exército de linha: constituído pelos «soldados pagos», ou seja uma força profissional paga, que era levantada entre as ordenanças, proporcionalmente ao número de homens alistados, devendo ter cerca de 20.000 infantes e 4.000 cavaleiros, organizados em terços, sustentados pelos impostos que as Cortes permitiriam;


-Tropas auxiliares (Milicias) : constituídas pelos «soldados auxiliares», que eram os que tinham ficado excluídos das levas; composta pelas milícias e tropas auxiliares, também organizados em terços, mas de recrutamento e comando local, podendo ser usados para apoiar e reforçar as forças de primeira linha, e guarnecer fortificações;

- Tropas territoriais (Ordenanças): constituídas pelas Ordenanças às quais competia dar apoio às forças de primeira linha e substituir na guarnição das praças as tropas em campanha. Eram compostas por todos os homens válidos dos 16 aos 70 anos, e que teria meramente uma função de defesa local e de mobilização ocasional.


Esta organização passaria a ser referida e conhecida como sendo constituída por tropas de 1ª e 2ª linhas., sendo esta ultima dividida em duas ( tropas auxiliares ou Milícias e as Tropas territoriais ou Ordenanças ).

Como sempre neste Reino, a estrutura era bem organizada em termos de “papel”, mas em termos reais, não se aproximava em nada da realidade. O exército de linha nunca atingiu os efectivos previstos, salvo em raras ocasiões, e os seus efectivos eram sistematicamente completados por elementos dos terços Auxiliares (milícias) , e mesmo quando necessário, por ordenanças da zona onde operava.

Só após o fim da campanha do Rossilhão, entre 1 e 7 de Agosto de 1796 foi promulgada legislação tendente à reorganização do exército, prevendo entre outros o aumento de efectivos da cavalaria, artilharia e infantaria, a criação de regimentos de Milícia, em substituição dos Terços Auxiliares.
Efectivamente, em 7 de Agosto de 1796, tenta-se criar uma verdadeira segunda linha, dando aos terços auxiliares, agora denominados regimentos de milícias, uma organização regimental idêntica aos regimentos de primeira linha. Assim, os 43 Terços Auxiliares das comarcas passaram a ser denominados Regimentos de Milícias.
Em 1806/1807 são reorganizados os regimentos de linha, as milícias e as brigadas de ordenanças.
A estrutura da Infantaria, criada em 1640, não foi modificada significativamente até 1836, com o fim da guerra civil. Foi com base na organização original de 1640, que a arma evoluiu durante 200 anos. No entanto, na estrutura interna, o número dos seus efectivos foi evoluindo, de acordo com os acontecimentos, as necessidades, o desenvolvimento da técnica e da táctica militares.

Este apontamento serve para explicar as notas que se poderão seguir neste blog, com a indicaçãos de militares que serviram não apenas no exercito de linha ( o profissional), mas tambem nas milícias e ordenanças.