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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Regimento de infantaria nº 15 em Lagos.

Esta unidade militar teve como origem o 2º Regimento de Infantaria de Olivença, criado por decreto de 10 de Maio de 1763, decreto que confirmou o desdobramento do antigo Regimento de Olivença, realizado em Setembro de 1762 durante a Guerra do Pacto de Família.
Só em 19 de Maio de 1806 tomou a designação de Regimento de Infantaria n. º 15. A unidade foi dissolvida por Junot , sendo a sua força integrada na Legião Portuguesa.

Em Julho de 1808 foi reorganizado por ordem da Real Junta do Governo do Alentejo sediada em Estremoz, e em 14 de Outubro foi formalmente restabelecido. Depois da 1ª invasão francesa o Regimento de Infantaria nº 15 foi reorganizado e enviado para Vila Viçosa. Foi comandado pelo Coronel Luís Do Rego Barreto, cognominado de "O Bravo" pelo General Beresford, sendo uma das unidades que mais se notabilizou durante a Guerra Peninsular. Após a Guerra Peninsular o Regimento ficou aquartelado em Braga. A unidade foi mudando de aquartelamentos durante bastante tempo. Entre 1834 e 1901 foi dissolvido e reorganizado por diversas vezes, ora em Estremoz, ora em Lagos, em Évora ou em Faro.
Esta unidade esteve aquartelada em lagos entre 1842-1901 e 1926-1939.

Lagos 1842-1901
Foi pela reorganização do Exército de 1842, que o regimento de Lagos passou a ser número 15 assim se conservando até 1901 data em que é transferido para Tomar.

Lagos 1926-1939
Lagos volta a receber esta unidade de 1926 até 1939 data em que aquartelava definitivamente em Tomar até aos dias de hoje.


Imagem biblioteca nacional

quinta-feira, 27 de março de 2008

Exército do Algarve na sublevação 1808.

(EXÉRCITO DO SUL NA PROVÍNCIA DO ALENTEJO)
A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO DO ALGARVE

General Chefe: D. Francisco de Melo da Cunha Mendonça de Menezes, Governador de Armas do Algarve e Conde de Castro Marim, e futuro Marques de Olhão .
Marechal, comandante da Vanguarda: José Lopes de Sousa.
Ajudante General: tenente-coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira .
Ajudantes de Campo: tenente-coronel Joaquim Felipe de Landerset; major João Ribeiro Lopes, que já desempenhava também o cargo de ajudante de ordens do Governador das Armas do Algarve; capitão Belchior Drago Valente de Brito Cabreira ; tenente Agostinho Veloz o Peixoto da Silva Vaz Velho; Francisco de Melo Breiner; Domingos de Melo Breiner e Tomáz de Melo Breiner.
Quartel Mestre General: António José Vaz Velho
Engenheiros: majores Euzébio de Sousa Soares e António José Vaz Velho.
Secretário do Exército: Francisco Euzébio Pereira da Silva.
Ajudante do Secretário do Exército:** ?.
Ajudante do Quartel Mestre General: Major Euzébio de Sousa Soares.
Oficiais adidos ao Quartel General:** ?.
Auditor Geral do Exército: Gabriel de Bettencourt de Vasconcelos e Lemos.
Intendente dos Viveres: Dr. Jerónimo José Carneiro .
Intendente de Carruagens: Dr. André Urbano Xavier, Juiz de Fora em Tavira.
Físico Mór do Exército: Daniel Pessoa e Cunha, médico do Hospital Militar de Tavira.
Capelão:** ?.
Tesoureiro Geral: João Luís Nogueira, ao qual se chamou também comissário pagador
Superintendente dos Provimentos de boca para as tropas do Algarve:** Dr. Manuel José Plácido da Silva Negrão

PLANO DE DEFESA DA SERRA ALGARVIA
Confiada a defesa do centro ao coronel Joaquim José de Sousa.
Confiada a defesa do flanco direito ao Capitão Euzébio de Sousa Soares.
Confiada a defesa do flanco esquerdo ao capitão Vaz Velho.

FORÇAS DE FARO
SOB O COMANDO DO CORONEL LOPES DE SOUSA

Parque de Artilharia - 4 peças de campanha de calibre 6 e 1 obus de 6 polegadas).
O destacamento de artilheiros ia sob a direcção dos tenentes Nicolau José da Silva e José Carlos de Sequeira
Voluntários de Portimão, do comando do major Estilita.
Destacamento de 100 homens do Regimento de Artilharia 2, de Faro, comandado pelo 1º tenente António Inácio Júdice da Guerra, com 4 peças de campanha.
Destacamento de 400 homens do Regimento de Infantaria 14, de Tavira, comandado pelo major Pedro de Mascarenhas
Reforços de artilharia. Com 4 peças de calibre 6 e 1 obús e 80 artilheiros ..
Companhia de Ordenanças de Silves sob o comando do alferes Francisco Xavier da Costa- para S. Tiago de Cacém

FORÇAS DE LAGOS
Regimento de Milícias, sob o comando do tenente-coronel António Correia de Lordelo.


FORÇAS SOB O COMANDO
DO TENENTE-CORONEL SEBASTIÃO MARTINS MESTRE
Voluntários de Beja
Ordenanças de Ferreira do Alentejo, Grândola, S. Tiago de Cacém.
400 Homens de infantaria do Algarve sob comando do major Estilita
Pequena força do Regimento de Cavalaria 3, 3 e ainda 3 peças de artilharia
300 Espanhóis com algumas Ordenanças,
3 Peças de artilharia com a respectiva guarnição
Caçadores de Beja.
Caçadores do Regimento de Infantaria Infantaria 14(Tavira).
500 Espanhóis.
Seriam ao todo 1.300 homens ou 1.400 segundo informa Landerset

quinta-feira, 13 de março de 2008

Regimento de Artilharia de Lagos

Em 1705 veio da Holanda uma ponte de barcas que foi mandada para o Alentejo, constituindo-se a Companhia de Barcas com 40 a 50 homens. Por esta altura, é criada uma companhia de artilharia para o Algarve.
Em 1721 é formado o Regimento de Artilharia e Marinha do Reino do Algarve com companhias «independentes», sendo reorganizado em 1763, e toma a designação de Regimento de Artilharia de Lagos em Maio de 1763.
Em 9 de Abril de 1762 é criado o Regimento de Artilharia da Corte com quartel-general em S. Julião da Barra, e em 1763 o Regimento de Artilharia do Porto.
Em Junho de 1764 o Regimento de Artilharia de Lagos foi desta cidade para o quartel da Feitoria, em Oeiras, dando elevados contingentes para embarques.
Em 1774, o Regimento de Artilharia de Lagos fornece três companhias para o novo Regimento de Artilharia do Reino do Algarve, restabelecido em Fevereiro de 1774, em Faro.
O Regimento de Artilharia de Lagos aquartelado na Feitoria foi extinto em 1776, incorporando-se no Regimento de Artilharia da Corte.
O regimento de artilharia do Algarve, em 1806 passou a ser designado por Regimento de Artilharia n.º 2.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Regimento de Infantaria nº 2.

O regimento teve origem no Terço Novo do Algarve organizado por decreto de 14 de Agosto de 1693, derivado do desdobramento de alguns dos antigos terços.
Em Setembro de 1762, durante a Guerra do Pacto de Família, foi desdobrado formando o Regimentos do Conde do Vimeiro e de D. Diogo Monney. Em 10 de Maio de 1763 foi reagrupado.
Em 19 de Maio de 1806 tomou a designação de Regimento de Infantaria n.º 2.
Em 31 de Dezembro de 1807 foi licenciado por ordem do general Espanhol D. Francisco Solano y Ortiz de Rosas (Marquês del Socorro y de la Solana), integrando a futura Legião Portuguesa que serviu o exército Imperial Francês. Efectivamente o 4.º e 5.º Regimentos de infantaria da Legião Portuguesa foram constituídos irregularmente com os restos dos antigos regimentos de Infantaria 2, 3, 5, 7, 8, 9, 14, 17, 20, 21 e 22, dissolvidos pelo General Francês Andoche Junot (Duque de Abrantes) por Decreto de 16 de Janeiro de 1808.
Para restaurar as unidades dissolvidas pelos franceses, o exército português é restabelecido oficialmente, por decreto de 30 de Setembro de 1808.
O Regimento de Infantaria nº 2 é mandado reunir a14 de Outubro desse ano.
Este regimento acabaria por sair de Lagos em 6 de Outubro de 1832.
O regimento de Lagos teve ainda as seguintes designações:
Terço Novo do Algarve.
Regimento de Infantaria Novo do Algarve.
Regimento de Infantaria de Lagos.