quinta-feira, 13 de março de 2008

Regimento de Artilharia de Lagos

Em 1705 veio da Holanda uma ponte de barcas que foi mandada para o Alentejo, constituindo-se a Companhia de Barcas com 40 a 50 homens. Por esta altura, é criada uma companhia de artilharia para o Algarve.
Em 1721 é formado o Regimento de Artilharia e Marinha do Reino do Algarve com companhias «independentes», sendo reorganizado em 1763, e toma a designação de Regimento de Artilharia de Lagos em Maio de 1763.
Em 9 de Abril de 1762 é criado o Regimento de Artilharia da Corte com quartel-general em S. Julião da Barra, e em 1763 o Regimento de Artilharia do Porto.
Em Junho de 1764 o Regimento de Artilharia de Lagos foi desta cidade para o quartel da Feitoria, em Oeiras, dando elevados contingentes para embarques.
Em 1774, o Regimento de Artilharia de Lagos fornece três companhias para o novo Regimento de Artilharia do Reino do Algarve, restabelecido em Fevereiro de 1774, em Faro.
O Regimento de Artilharia de Lagos aquartelado na Feitoria foi extinto em 1776, incorporando-se no Regimento de Artilharia da Corte.
O regimento de artilharia do Algarve, em 1806 passou a ser designado por Regimento de Artilharia n.º 2.

Gonçalo António da Fonseca e Sá

Natural do Lagos, filho do tenente de artilharia Jeronymo da Fonseca e Sá , e D. Anna Matilde Pascha Pessinga ,nasceu a 20 de Dezembro de 1747. Assentou praça de cadete no regimento de infantaria de Lagos em 21 de Março de 1759; foi promovido a 2.º tenente de artilharia da mesma praça em 7 de Novembro de 1763, e nesta patente fez a campanha da América em 1774, onde foi encarregado da disciplina de um regimento de infantaria. Cursou os estudos de matemática, em que se distinguiu; e obteve o posto de capitão no regimento de artilharia da Corte cm 1780. Por decreto de 17 de Setembro de 1797 passou em capitão tenente para a brigada da marinha: fez vários embarques para o Brasil, Itália, e Inglaterra, portando-se sempre com distinção, e desempenhando com acerto e capacidade diferentes incumbências teóricas e praticas da sua profissão. Acompanhou a família real para o Brasil em 1807 sendo capitão de mar e guerra, e comandante da 2ª divisão da mesma brigada: ali continuou no serviço e foi nomeado em 8 de Agosto comandante dos voluntários Reais de S. Paulo , onde faleceu no posto de marechal de campo no ano de 1812.

«Corografia ou Memoria Económica, estadística e topográfica do Reino do Algarve
Por João Baptista da Silva Lopes. 1841, Typ.da Academia [R.das Sciencias de Lisboa]»

quarta-feira, 12 de março de 2008

Regimento de Infantaria nº 2.

O regimento teve origem no Terço Novo do Algarve organizado por decreto de 14 de Agosto de 1693, derivado do desdobramento de alguns dos antigos terços.
Em Setembro de 1762, durante a Guerra do Pacto de Família, foi desdobrado formando o Regimentos do Conde do Vimeiro e de D. Diogo Monney. Em 10 de Maio de 1763 foi reagrupado.
Em 19 de Maio de 1806 tomou a designação de Regimento de Infantaria n.º 2.
Em 31 de Dezembro de 1807 foi licenciado por ordem do general Espanhol D. Francisco Solano y Ortiz de Rosas (Marquês del Socorro y de la Solana), integrando a futura Legião Portuguesa que serviu o exército Imperial Francês. Efectivamente o 4.º e 5.º Regimentos de infantaria da Legião Portuguesa foram constituídos irregularmente com os restos dos antigos regimentos de Infantaria 2, 3, 5, 7, 8, 9, 14, 17, 20, 21 e 22, dissolvidos pelo General Francês Andoche Junot (Duque de Abrantes) por Decreto de 16 de Janeiro de 1808.
Para restaurar as unidades dissolvidas pelos franceses, o exército português é restabelecido oficialmente, por decreto de 30 de Setembro de 1808.
O Regimento de Infantaria nº 2 é mandado reunir a14 de Outubro desse ano.
Este regimento acabaria por sair de Lagos em 6 de Outubro de 1832.
O regimento de Lagos teve ainda as seguintes designações:
Terço Novo do Algarve.
Regimento de Infantaria Novo do Algarve.
Regimento de Infantaria de Lagos.