domingo, 20 de abril de 2008

É levantado o castigo à brigada do Algarve.

Tal como referimos noutro texto, a brigada do Algarve fora castigada por Ordem do dia de 20 de Maio de 1809. Nesta Ordem do dia de 23 de Dezembro do mesmo ano, que citamos hoje, é restabelecida a honra da brigada do Algarve.
“Quartel general de Tomar, 23 de Dezembro de 1809
ORDEM DO DIA

O marechal, comandante em chefe do exército, viu ontem a brigada composta dos regimentos de infantaria nºs 2 e 14, que se acha debaixo das imediatas ordens do tenente-coronel Mesurier, e tanto na disciplina, e exercício debaixo de armas, como na aparência da tropa, e cuidados empregados na economia interior destes corpos, eles não cedem a nenhum dos mais, que tem visto, e os oficiais e soldados merecem a aprovação do marechal Os dois regimentos têm permissão de darem licença a oito homens por companhia, e por causa da grande distancia em que se acham dos seus lares, essa licença será de vinte e seis dias - O numero de homens licenciados é em proporção da força destes regimentos com a dos que tem merecido mais a aprovação do marechal A boa conduta destes regimentos, e o seu estado de disciplina, lhes dão merecimento, para que o Marechal suspenda todas as consequências da primeira ordem do dia de 20 de Maio ultimo, e terá grande prazer de recomendar a sua alteza real a promoção dos oficiais destes corpos, que tanto têm sabido merecer isto -Assinado pelo Sr. marechal -Ajudante general, Mosinho »

Arthur Wellesley - Duque da Victoria .


AGUILAR, Manuel Marques de, 1767-1816
Arthur Wellesley Prº Duque da Victoria [Visual gráfico / Aguilar sculp., Vlissipone anno D. 1814. - Vlissipone : [s.n.], 1814. - 1 gravura : água-forte e buril, p&b. - Dim. da matriz: 42,6x32 cm. - Soares, E. - Dic. icon., nº 3476 O)CDU 355.1 Wellington, 1º Duque(084.1) 929.7 Wellington, 1º Duque (084.1) 762(=1.469)"18"(084.1)
Bibliteca Nacional
Outra imagem de Wellington «Lord Wellington, terror hostium Lusitaniae»

sábado, 19 de abril de 2008

Comandantes do Regimento de infantaria nº 15 em Lagos- Parte 2


Comandantes do Regimento 1926-1939
Cor António Ezequiel David (1926 a 1927)
Gen Joaquim M. Cabeçadas (1928 a 1929)
Cor António Vaz da Palma (1929 a 1930)
Cor Ernesto Júdice de Oliveira (1934 a 1935)
Cor Mário S. R. de Menezes (1935 a 1936)
Cor G. F. de Abreu (1936 a 1937)
Cor Francisco G. Velhinho (1938 a 1939)

Infogravura de Sérgio Veludo Coelho

Alvará de 21 de Outubro de 1807. Organização das ordenanças.

Por alvará de 21 de Outubro de 1807, foram fixados os limites dos sete Governos Militares do Reino e seus limites: governo da Província do Minho, de Trás-os-Montes, do partido do Porto, da Província da Beira, da Estremadura, do Alentejo e do Algarve. Estes foram divididos em 24 brigadas de ordenanças,ou seja, 24 áreas de recrutamento, a cada uma das quais correspondiam 2 regimentos de milícias e 1 regimento de linha. Ao Algarve ficou atribuida uma brigada de Ordenanças.
Alvará de 21 de Outubro de 1807.

“Eu PRÍNCIPE REGENTE Faço saber aos que este Alvará virem, que Tendo consideração ao muito que convém à boa e fácil administração de todos os ramos do serviço Militar, principalmente ao importante objecto do recrutamento dos Corpos de Linha e de Milícias do Meu Exército, designar de um modo claro e livre da confusão, em que actualmente se acham os Limites dos Governos Militares do Reino, e proporcionar, quanto possível seja; a força da sua Povoação com a necessidade e distribuição do recrutamento dos referidos Corpos: Por todos estes motivos Sou servido a Determinar o seguinte:

I - Que os sete Governos Militares; em que o Reino e o Algarve sé acham divididos, sejam daqui em diante circunscritos pelos limites designados na Lista, que baixa com este, assinada por, António de Araújo de Azevedo, do Meu Conselho de Estado; Ministro e Secretario de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. II - Que toda a extensão destes Reinos será dividida em vinte e quatro partes iguais em Povoação; que se chamarão Brigadas de Ordenanças, das quais o Algarve compreenderá uma; o Alentejo duas; a Beira cinco; Estremadura seis; o Partido do Porto quatro; o Minho quatro; e Trás-os-Montes duas. III - Que em cada Brigada haverá dois Regimentos de Milícias; que tirarão os seus nomes das terras Chefes de lugar da sua residência. IV - Que às Brigadas de Ordenanças, sendo, destinadas para fornecer cada uma, o recrutamento para um Regimento de Infantaria de Linha, serão designadas pelo número correspondente ao respectivo Regimento, ajuntando-lhe as denominações dos dois Regimentos de Milícias, que nela se compreendem; dizendo-se primeira Brigada Lisboa e Termo Oriental; segunda Brigada Lagos e Tavira; terceira brigada Feira e Porto; e assim as outras, tudo como foi já indicado no projecto para os Uniformes do Exército que baixou com o Plano e Decreto de dezanove de Maio de mil oitocentos e seis. V - Que sendo necessário, para que esta distribuição regular e uniforme dos Corpos de Milícias, e do recrutamento dos do Exército, possa ter lugar: abolir algum Corpos de Milícias actualmente existentes, e criar outros de novo naqueles Lugares, em que até agora os não havia, ficarão pela regulação do presente Alvará extintos e abolidos no Algarve o Regimento Milícias de Faro; no Alentejo os de Campo de Ourique, Estremoz, Avis e Crato; na Beira o segundo da Guarda; na Estremadura o de Alcobaça; e em Trás-os-Montes o de Moncorvo. VI - Que na Província da Beira se Levantarão de novo os Regimentos de Milícias de Idanha Nova, Covilhã, Arganil, Tondela, Arouca; na Estremadura, os de Lisboa Oriental, Lisboa Ocidental, Alcácer do Sal, Lousã e Soure; no Partido do Porto os de Oliveira de Azeméis, Figueira e Feira. VII Que sendo indispensável, para a facilidade e melhor ordem de execução, que este sistema se vá pondo em pratica progressivamente pelas Províncias e Reino do Algarve; os Regimentos de Milícias compreendidos no parágrafo sexto se irão abolindo em cada uma Província, ao mesmo tempo que nela for tendo lugar a criação dos novos regimentos, e as mais Disposições do presente Alvará; tudo debaixo da Direcção e Ordens dos Generais encarregados do Governo das Armas, e em conformidade das Instruções que para este efeito serão dadas. Pelo que: Mando ao Concelho de Guerra; Mesa do Desembargo do Paço; Regedor da Casa da Suplicação; Senado da Câmara de Lisboa; Junta da Casa de Bragança; Concelho da Casa e Estado das Rainhas; Junta da Casa do Infantado; Mesa Prioral do Crato; Governador -da Relação e Casa do Porto, e aos mais Tribunais, Governadores e Comandantes das Províncias, Câmaras, Ministros e Julgadores: destes Reinos, a quem o conhecimento deste haja de pertencer, o cumpram, e guardem, e façam cumprir e guardar como nele se contém, não obstantes quaisquer Leis, Regimentos, Ordenanças, Alvarás ou Resoluções em contrário, porque todos e todas Hei por derrogadas, como se deles e delas fizesse aqui expressa e especial menção, em quanto forem opostas ao sobredito Regulamento, ficando aliás em seu vigor E este valerá como Carta passada pela Chancelaria, posto que por ela não há-de passar, e ainda que o seu efeito haja de durar um e muitos anos, sem embargo das Ordenações que o contrario determinam Dado no Palácio de Mafra aos vinte e um de Outubro de mil oitocentos e sete PRINCIPE»

O Alvará de 21 de Outubro de 1807 , que determina os limites dos sete governos militares do reino, bem como outra legislação militar , poderá ser consultada em João Centeno, O Exército Portugues na Guerra Peninsular, vol 1, Ed. Prefacio, 2008.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Comandantes do Regimento de infantaria nº 15 em Lagos- Parte 1.


Comandantes do Regimento 1842-1901

-Cor José Quinteno Dias (1843 a 1846)
-Cor António C. França (1846 a 1847)
-Brig Granadeiro J. C. Horta (1857 a 1860)
-Cor Carlos F. Buyo (1870 a 1872)
-Cor José Freire de Andrade (1872 a 1873)
-Cor José M. Lobos S. Ávila (1879 a 1886)
-Cor Francisco P. L. P. Real (1886 a 1886)
** ? (1886 a 1901)


Infogravura de Sérgio Veludo Coelho

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Regimento de infantaria nº 15 em Lagos.

Esta unidade militar teve como origem o 2º Regimento de Infantaria de Olivença, criado por decreto de 10 de Maio de 1763, decreto que confirmou o desdobramento do antigo Regimento de Olivença, realizado em Setembro de 1762 durante a Guerra do Pacto de Família.
Só em 19 de Maio de 1806 tomou a designação de Regimento de Infantaria n. º 15. A unidade foi dissolvida por Junot , sendo a sua força integrada na Legião Portuguesa.

Em Julho de 1808 foi reorganizado por ordem da Real Junta do Governo do Alentejo sediada em Estremoz, e em 14 de Outubro foi formalmente restabelecido. Depois da 1ª invasão francesa o Regimento de Infantaria nº 15 foi reorganizado e enviado para Vila Viçosa. Foi comandado pelo Coronel Luís Do Rego Barreto, cognominado de "O Bravo" pelo General Beresford, sendo uma das unidades que mais se notabilizou durante a Guerra Peninsular. Após a Guerra Peninsular o Regimento ficou aquartelado em Braga. A unidade foi mudando de aquartelamentos durante bastante tempo. Entre 1834 e 1901 foi dissolvido e reorganizado por diversas vezes, ora em Estremoz, ora em Lagos, em Évora ou em Faro.
Esta unidade esteve aquartelada em lagos entre 1842-1901 e 1926-1939.

Lagos 1842-1901
Foi pela reorganização do Exército de 1842, que o regimento de Lagos passou a ser número 15 assim se conservando até 1901 data em que é transferido para Tomar.

Lagos 1926-1939
Lagos volta a receber esta unidade de 1926 até 1939 data em que aquartelava definitivamente em Tomar até aos dias de hoje.


Imagem biblioteca nacional

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Sargento-Mor.

O posto de Sargento-Mor, até ao fim do século XVIII, inicio do XIX, correspondia ao actual posto de Major. Pouco a pouco a designação de Sargento-Mor, foi sendo substituída pela designação de Major, pela influência Britânica que se fazia sentir já no nosso exército. Na lei que estabelece o levantamento da Legião de Tropas Ligeiras( 7 de Agosto de 1796) , o posto de oficial aparece a designação de Major. No entanto, anos mais tarde, no plano de uniforme do exercito, de 19 de Maio de 1806, tal posto volta a ter a designação de Sargento-Mor ( Artigo II, §II). Com a junção do exercito português e inglês num único, definitivamente passa a designação para Major ( oficial superior) , para não haver confusão com o Sargento-Mor britânico ( Sergeant–Major), da classe dos Sargentos. Quando o Conde de Lippe se refere ao Sargento-Mor , refere-se a um oficial superior, o Major.
Não se pode confundir este Sargento-Mor (Major) com o Sargento Mor de Batalha ( que era um oficial general, designação extinta pelas reformas do Conde de Lippe, mudando o nome para Marechal de Campo , por sua vez extinto em 1863 dando lugar ao actual Major General).
Volto a tocar neste post porque pude ler um comentario de Steven H. Smith no Forum do Napoleon Series sobre este posto. Nele refere esse autor:
«Sargento mayor: Rango inmediatamente inferior al de Maestre de Campo en los tercios españoles de los siglos XVI y XVII. Inicialmente segundo al mando del Coronel en una coronelía, el Sargento Mayor pasó a ser segundo del maestre de campo tras la creación de los tercios en 1534. Se ocupaba de la instrucción táctica, seguridad y alojamiento de las tropas del tercio. También transmitía las órdenes del Maestre de Campo o del Capitán General a los oficiales inferiores.
http://es.wikipedia.org/wiki/Sargento_Mayor »
Ver ainda o post Postos do exército português (12) - o sargento-mor no Blogue «Guerra da Restauração»

Quartel de Lagos.

Em 1715-16 foi construído um edifício para albergar o Trem de artilharia, passando pouco tempo depois para o Regimento de Artilharia e Marinha do Reino do Algarve. Em 1755 o tremor de terra destruiu o edifício.
Por Decreto de 17 de Julho de 1793 foi restabelecido o Trem de Artilharia.
O actual quartel foi construído em 1795, no lugar da antiga ermida de Santa Bárbara, sob a porta de São Gonçalo, sendo destinado ao Regimento de Lagos. A sua construção foi ordenada pelo Governador, Nuno José Fulgêncio de Mendonça e Moura, Conde do Vale de Reis.
Trata-se de um edifício de arquitectura militar de linhas simples, sendo composto de vários corpos de 1 e 2 pisos que encerram a parada militar. Tem a sua entrada pela Rua Castelo dos Governadores, sendo esta a que se encontra na fotografia.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Novo livro. As divisões e as brigadas de infantaria do exército Anglo-Português.

O próximo livro terá por título: «A ORGANIZAÇÃO DO EXÉRCITO DO EXÉRCITO ANGLO-PORTUGUÊS 1808 – 1814. As Divisões e as Brigadas Portuguesas de infantaria.» Encontra-se em fase final, sendo o seu índice provisório o seguinte:

I- AS EVOLUÇÕES MILITARES DO SEC. XVIII
-CORPOS E DIVISÕES
-O EXÉRCITO FRANCÊS
-O EXÉRCITO BRITÂNICO
-O EXÉRCITO PORTUGUÊS
II- INTEGRAÇÃO DOS EXÉRCITO PORTUGUÊS E BRITÂNICO E SUA ADAPTAÇÃO AO SERVIÇO DE CAMPANHA
-O EXÉRCITO PORTUGUÊS
-O EXÉRCITO BRITÂNICO
III- HISTÓRICO DAS DIVISÕES
-INTEGRAÇÃO DOS EXÉRCITOS
-AS BRIGADAS BRITÂNICAS
IV- ORGANIZAÇÃO DO EXÉRCITO ANGLO PORTUGUÊS EM DIVISÕES
-A FORMAÇÃO DAS DIVISÕES
-O COMANDO
-INTEGRAÇÃO DAS BRIGADAS PORTUGUESAS
V- COMANDO E CONTROLE DO EXÉRCITO ANGLO-PORTUGUÊS
VI- ESTADO-MAIOR DAS DIVISÕES E BRIGADAS
-DIVISÕES
-AS BRIGADAS
VII- ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO PORTUGUÊS
VIII- HISTÓRICO DAS DIVISÕES
IX- AS BRIGADAS PORTUGUESAS
-GÉNESE DAS BRIGADAS PORTUGUESAS
-HISTÓRICO DAS BRIGADAS DE INFANTARIA PORTUGUESAS
X- BIOGRAFIAS
-BIOGRAFIA DOS OFICIAIS GENERAIS COMANDANTES DAS DIVISÕES
-BIOGRAFIA DOS OFICIAIS COMANDANTES DAS BRIGADAS PORTUGUESAS
XI-APÊNDICES
-A ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS-MAIORES
-ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO INGLÊS
-ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO PORTUGUÊS
-THE GENERAL ORDERS
-GENERAL REGULATIONS AND ORDERS FOR THE ARMY
-MEDALHAS E CONDECORAÇÕES DA GUERRA PENINSULAR
-ANEXOS
-BIBLIOGRAFIA

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lagos na Segunda Guerra Mundial.

Durante a segunda guerra mundial, Lagos integrou com o seu Batalhão de Caçadores Nº 4 a 4ª Região Militar.
Em 1940/45 o Exército Português tinha como unidades permanentes de infantaria: 16 Regimentos de Infantaria ( 1 a 16), 3 Batalhões Independentes de Infantaria nas ilhas ( 17 a 19) e 10 Batalhões de Caçadores ( 1 a 10). A organização no final da 2ª Guerra Mundial não deveria ser muito diferente da que resultava da organização do Exército de 1927.
Com base neste dispositivo o Exército Português mobilizou durante a 2ª Guerra Mundial um corpo de Exército com três divisões e forças de defesa das ilhas.

4ª Região Militar com Quartel-General em Évora.
Regimento de Infantaria Nº 3 (Beja)
Regimento de Infantaria Nº 4 (Faro)
Regimento de Infantaria Nº 16 (Évora)
Batalhão de Caçadores Nº 1 (Portalegre)
Batalhão de Caçadores Nº 4 (Lagos)
Regimento de Artilharia Ligeira Nº 1 (Évora)
Regimento de Cavalaria Nº 3 (Estremoz)
Escola Prática de Artilharia (Vendas Novas)
Hospital Militar Regional Nº 4 (Évora)

Comando Militar da Praça de Elvas (integrado na 4ª Região Militar) com Quartel-General em Elvas
Batalhão de Caçadores Nº 8 (Elvas)
Regimento de Lanceiros Nº 1 (Elvas)
Hospital Militar da Praça de Elvas (Elvas)

domingo, 13 de abril de 2008

Oficiais Comandantes das Ordenanças. Parte 2

Lagos

-MANUEL, DE AZEVEDO COUTINHO, Capitão de Ordenanças da Companhia de cavalos, por morte de outro( sic). Em 28-VI-1759.
-ANTÓNIO DA COSTA PAIVA, Sargento-Mor de Ordenanças, vago pela promoção de Valentim de Aguiar e Sousa a Sargento-Mor de Auxiliares. Em 07-I-1762.
-JOSÉ DA GUARDA, FRAGOSO, Capitão de Ordenanças na Companhia que foi de Manuel de Azevedo Coutinho. Em 07-IX-1762.
-ANTÓNIO MEXIA BARROSA, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de João Guterres Liote. Em 20-IX-1764.
-JOSÉ MARREIROS AREZ, Capitão de Ordenanças da Companhia de cavalos, que vagou por Francisco Pereira da Cunha Côrte-real passar a servir os lugares de letras. Em 11-VII-1765.
-ANTÓNIO TAVARES LIOTE, Capitão de Ordenanças, que vagou por baixa que se deu a Nicolau de Ataíde Mascarenhas. Em 23-IX-1765.
-VICENTE BORGES, Capitão de Ordenanças da gente marítima, que vagou por baixa que teve Diogo Rebelo. Em 17-X-1765,
-JOÃO DE VILLALOBOS, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de António Mexia Barbosa. Em 13-IV-l771.
-MANOEL JOSÉ CORDEIRO, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de Joao de Vilalobos. Em 18-III-1782.
-JOSÉ DA COSTA FRANCO, Capitão de Ordenanças da gente marítima, que vagou por morte de Vicente Borges Simões. Em 08-IV-1782. Reformado no posto de Sargento-mor de Ordenanças em 20-VII-1807.
-JOÃO CORREIA, Capitão de Ordenanças da Companhia formada nos distritos de Bordeira, Carrapateira e Pedralva, termo da cidade de Lagos, que vagou por morte de Manuel de Jesus. Em 15-XI-1782.
-HENRIQUE PEREIRA DA CUNHA DE AZEVEDO CORTE-REAL, Capitão-Mor de Ordenanças, que foi criado de novo. Em 27-IX-1784,
-FERNANDO JOSÉ PEREIRA, Capitão de Ordenanças, que vagou pela promoção de António Tavares Liote a Capitão do Terço de Infantaria Auxiliar da comarca de Lagos. Em 08-I-1787.
-LAZARO MOREIRA LANDEIRO CORTE-REAL, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de José Marreiros. Em 23-IX-1793.
-LAZARO MOREIRA LANDEIRO CORTE-REAL, Sargento-Mor de Ordenanças, posto criado de novo. Em 10-IV-1794.
-VICENTE DE AZEVEDO MAGALHÃES, Capitão de Ordenanças que vagou pelo acesso de Henrique Pereira da Cunha Azevedo Corte-Real. Em l5-VII-1794.
-JOSÉ DE MELO, Sargento-Mor de Ordenanças, que vagou pela promoção de Lazaro Moreira Landeiro Corte-Real a Capitão-Mor de Vila do Bispo. Em 11-VII-1795.
-FRANCISCO RODRIGUES DE OLIVEIRA PRADO, Capitão de Ordenanças da Companhia de Cavalos, que vagou pela promoção de Lazaro Moreira Landeiro Corte-Real. Em 20-1-1796.
-JOAQUIM MANUEL. PIMENTA, Capitão de Ordenanças da freguesia de São Sebastião, da cidade de Lagos, que vagou por morte de Fernando José Pereira. Em 01-III-1805. Reformado no posto de Sargento-Mor de Ordenanças em 17-VIII-1807.
-PEDRO ALVARES DE ATAÍDE, Capitão de Ordenanças da Companhia de cavalos, que vagou por morte de Francisco Rodrigues de Oliveira Prado. Em 29-VIII-1805.
-JOAQUIM DE AZEVEDO, Capitão de Ordenanças da freguesia de Santa Maria da cidade de Lagos, que vagou pela reforma de Manuel José Cordeiro. Em 16-IX-1805.
-JOÃO SILVESTRE DE MACEDO, Sargento-mor de Ordenanças agregado, para entrar em efectivo quando vagar o actual. Em 02-V-1806.
-JOSÉ CORREIA TELLO, reformado no posto de Sargento-Mor de Ordenanças. Em 02-II-1809.
-JOÃO DE MELLO, Capitão-Mor de Ordenanças, que vagou pela reforma de Vicente de Azevedo Magalhães. Em 21-VIII-1810.
-MATIAS DA LUZ, Sargento-mor de Ordenanças agregado. Em 13-IX-1810.
-FRANCISCO FLORIANO DE AZEVEDO, Capitão da 1ª Companhia de Ordenanças. Em 06-IV-1830.
-PEDRO TAVARES, Capitão-Mor do Terço de Ordenanças de Lagos. Em 11-VIII-1830.
-TOMÁS JOSÉ DE ANDRADE PIMENTEL., Capitão da 4: Companhia de Ordenanças, que vagou pela reforma de António Joaquim Ferreira Braklamy, que recusou o mesmo posto. Em 03-II-1831.
-DOMINGOS JOSÉ DA CUNHA, Capitão da 2ª Companhia de Ordenanças, sendo Alferes da 4: Companhia. Em 30-VII-1831.
-MANUEL DIAS SEABRA DA CUNHA, Capitão de Ordenanças da Companhia montada, sendo Ajudante das mesmas Ordenanças. Em 14-XT-1831.
-VICENTE VIEIRA GALVÃO, Sargento-Mor de Ordenanças, sendo Capitão Comandante das mesmas. Em 20-IV-1830.
-JOAO DIAS CORREIA, Capitão de Ordenanças da Companhia marítima. Em 27-IX-1832.
-JOÃO MANUEL GOMES, Capitão da 3: Companhia de Ordenanças, sendo Alferes da mesma. Em 01-III-1833.


Lista retirada de Nuno Gonçalo Pereira Borrego, As Ordenanças e as Milícias em Portugal-Subsídios para o seu Estudo , Guarda-Mor ,2006 p 152-153.

sábado, 12 de abril de 2008

Oficiais Comandantes das Ordenanças. Parte 1

Barão de São João

-SALVADOR FERNANDES DA COSTA, Capitão de Ordenanças da Companhia formada nos lugares de Barão de S. João e Barão de S. Miguel, distrito de Lagos, que vagou por morte de Diogo Correia. Em 15-X-1764.
-JOÃO SILVESTRE DE MACEDO, Capitão de Ordenanças de Barão de São João, termo de Lagos, que vagou por morte de Salvador Fernandes da Costa. Em 02-VII-1802.
Bensafrim

-PEDRO DA COSTA, Capitão de Ordenanças do lugar de Bensafrim, distrito de Lagos, que vagou por morte de Manuel Jacques de Paiva, Em 15-X-1764.
Luz
-FRANCISCO XAVIER FERREIRA, Capitão de Ordenanças da freguesia de ossa Senhora da Luz, termo da cidade de Lagos, que vagou por morte de Pedro da Costa. Em l5-XI-1782.
-JOSÉ FRANCISCO GREGO, Capitão de Ordenanças da freguesia de Nossa Senhora da Luz, que vagou por morte de Francisco Xavier Ferreira. Em 05-X-1805.

Infogravura de Sergio Veludo Coelho

Lista retirada de Nuno Gonçalo Pereira Borrego, As Ordenanças e as Milícias em Portugal-Subsídios para o seu Estudo , Guarda-Mor ,2006 p 152-153.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Plano para os uniformes do exercito.

SOLDADO DE INFANTARIA OU ARTILHARIA, OFICIAL DE INFANTARIA OU ARTILHARIA...Soldado d'Infanteria ou Artilharia, official d'Infanteria ou Artilharia... [Visual gráfico. - [S.l. : s.n., ca. 1800?]. - 1 gravura : água-forte, p&b. - Data provável baseada em características formais.
in Biblioteca Nacional
Esta imagem, certamente faz parte do Plano para os uniformes , alvará de 19 de Maio de 1806, no qual foram alterados os uniformes , dando origem ao primeiro “plano para os uniformes do exercito» dos Corpos das diversas armas, tanto para as tropas de linha como para as milícias, ordenanças e corpos civis. Trata-se de um diploma completíssimo e de enorme interesse.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Castigo à Brigada do Algarve.

Regimento Nº 2 corresponde a Lagos e o Nº 14 a Tavira.
«Quartel-General do Ginço, 20 de Maio de 1809

SEGUNDA ORDEM DO DIA
O Marechal Comandante em Chefe, achando que a precipitação e velocidade da fuga do inimigo (pungido com a ideia das suas derrotas e abatimento total, resultado dos ataques que sofreu pelas forças comandadas em pessoa pelo Marechal-General Sir A Wellesley, não lhe dão esperança alguma de o alcançar com a coluna do seu imediato Comando, e que de persegui-lo nada mais se segue do que a fadiga das suas Tropas, tem determinado fazer entrar estas em Portugal. O Marechal não pode deixar passar esta ocasião sem dar à parte das Tropas, que se acham com ele, aquela aprovação, que ele crê terem merecido. O Marechal dá os seus agradecimentos ao Marechal-de-campo Bacelar pelo zelo e atenção que tem mostrado, ainda que o mesmo Marechal-de-campo reconhece, que as Tropas do seu comando não tem correspondido aos seus cuidados e intenções Igualmente agradece ao Conde de Sampaio a exactidão e zelo, com que tem cumprido os desejos do Comandante em Chefe e dá ao Brigadeiro Sir Robert Wilson a sua perfeita aprovação, assim como aos dois Corpos que este tem consigo, o primeiro Batalhão do Regimento Nº 9 e o Batalhão de Caçadores Nº 3, cuja exacta observância de disciplina e regularidade de marcha acreditam tanto o Comandante como as Tropas, seguindo-se achar-se o Comandante com Tropas muito aptas para se arrostarem ao inimigo, quando havia esperança de ser alcançado nesta Vila, por terem elas seguido os seus desejos, o que faz honra às mesmas Tropas e à sua Pátria. O Marechal não pode deixar de contrastar esta conduta com a da Brigada do Algarve, composta dos Regimentos Nº 2 e 14 , os quais estando em boa disciplina antes do princípio da marcha, não merecem desculpa alguma pela sua conduta a mais irregular e vergonhosa, que os punha inteiramente fora do Estado de se mostrarem ao inimigo; e o que o Marechal pode dizer destes dois Regimentos é, que depois de Amarante, à medida que se aproximavam ao inimigo, era menor o seu desejo de avançar, e ontem não faziam mais do que demorar a Brigada da retaguarda, e impedi-la de avançar. O Marechal tomará bastante cuidado em punir estes dois Regimentos pela sua conduta, e ordena ao Marechal-de-campo José Lopes de Sousa, que até nova determinação em toda a parte onde se achar esta Brigada a faça marchar todos os dias, que chover. a duas léguas do seu Quartel, e voltar para o mesmo Quartel, não permitindo aos soldados nestas marchas, que se cubram com os seus capotes, e fará que marchem na melhor ordem, e que os Oficiais marchem nos seus lugares, até que estes tenham energia suficiente para verem e cuidarem em que os soldados não se apartem das suas filas e fileiras, e não haverá nenhuma promoção nos Oficiais destes Regimentos, até que o Marechal veja, que eles fazem o seu dever, que dão exemplo, e que obrigam os seus soldados ao menos a não temerem a chuva; porque o Marechal não pode pôr uma grande confiança em soldados, que não somente temem molharem-se, mas que absolutamente não se atrevem a expor-se a isso, e tais se têm mostrado os destes dois Regimentos. Estes dois Regimentos não serão mesmo mandados contra o inimigo, senão depois que o Marechal tiver a segurança de que ousam arrostar. se à chuva, e ao mau tempo, e até esta época eles não lhe servirão senão de peso, ainda que lhe faz a justiça de dizer, que enquanto fazia sol eles mostravam bastante ardor para se medirem com o inimigo; porém o Marechal tem precisão de soldados, que não se abatam com o mau tempo. O Marechal dá os seus agradecimentos ao Coronel Talbot do Regimento 14 dos Dragões Ingleses. pelo seu zelo e actividade, e aos Oficiais e Soldados do Regimento 60 Inglês, que se acham neste Exército; e ao Coronel D'Urban, Quartel-Mestre-General do Exército, faz o Marechal os elogios merecidos pelo maior zelo, actividade e inteligência, e aos outros Oficiais do seu Estado-maior. Aos Capitães May e Arentschild dá também o Marechal os seus agradecimentos pelo grandíssimo trabalho, com que fizeram avançar a Artilharia; e ao Segundo Tenente, que fez, avançar de Chaves para S. Milão na noite de 18 para 19 do corrente as quatro peças três, pela energia que mostrou a este respeito, serviço pelo qual o Marechal o faz Primeiro-tenente, entrando já neste Posto, e vencendo o soldo que lhe corresponde. - Assinada pelo Senhor Marechal.”

terça-feira, 8 de abril de 2008

Comandantes das milícias de Lagos.

Foram comandantes do Regimento de Milícias de Lagos:

-JOSÉ FRANCISCO DE CARVALHO VISEU, mestre-de-campo ?;
-HENRIQUE PEREIRA DA CUNHA AZEVEDO CORTE-REAL, capitão-mor das Ordenanças da cidade de Lagos, mestre-de-campo em 17 de Março de 1794;
-BERNARDO ANTÓNIO DE MENDONÇA, tenente-coronel do regimento de Milícias de Faro, coronel em 3 de Janeiro de 1805;
-ANTÓNIO CORREIA DE LORDELO, tenente-coronel 1808;
-MANUEL ANTÓNIO DOS REIS LIMPO DE LACERDA, Tenente Coronel em 21/04/1810 no regimento de milícias de Lagos
-LÁZARO MOREIRA LANDEIRO, coronel, 22 de Julho de 1810;
-JOSÉ DE MENDONÇA DE ALMEIDA CORTE-REAL, coronel do regimento de Milícias de Alagoas (Brasil), coronel em 29 de Setembro de 1823.

A lista foi parcialmente retirada de Manuel Amaral in «O exército Português em Finais do Antigo Regime» pagina que se encontrava disponibilzada na internet e que entretanto desapareceu.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Organização do exército a três linhas.

Com a Restauração, João IV, necessitando de se defender dos espanhóis, dá mais um passo, criando aquilo que poderá já ser considerado como um primeiro exército permanente, organizando o exército a em Distritos de Recrutamento e em Unidades Territoriais, uma vez que a sua responsabilidade era a de assegurar o recrutamento, instrução e disciplina das tropas.
Ao mesmo tempo que constituía as tropas em três escalões: o Exército de Linha, as Tropas Auxiliares e as Tropas Territoriais. Sobre esta organização , ver Categorias militares do exército português noutro excelente blog (Guerra da Restauração )
A esta nova organização militar corresponderia:

- Exército de linha: constituído pelos «soldados pagos», ou seja uma força profissional paga, que era levantada entre as ordenanças, proporcionalmente ao número de homens alistados, devendo ter cerca de 20.000 infantes e 4.000 cavaleiros, organizados em terços, sustentados pelos impostos que as Cortes permitiriam;


-Tropas auxiliares (Milicias) : constituídas pelos «soldados auxiliares», que eram os que tinham ficado excluídos das levas; composta pelas milícias e tropas auxiliares, também organizados em terços, mas de recrutamento e comando local, podendo ser usados para apoiar e reforçar as forças de primeira linha, e guarnecer fortificações;

- Tropas territoriais (Ordenanças): constituídas pelas Ordenanças às quais competia dar apoio às forças de primeira linha e substituir na guarnição das praças as tropas em campanha. Eram compostas por todos os homens válidos dos 16 aos 70 anos, e que teria meramente uma função de defesa local e de mobilização ocasional.


Esta organização passaria a ser referida e conhecida como sendo constituída por tropas de 1ª e 2ª linhas., sendo esta ultima dividida em duas ( tropas auxiliares ou Milícias e as Tropas territoriais ou Ordenanças ).

Como sempre neste Reino, a estrutura era bem organizada em termos de “papel”, mas em termos reais, não se aproximava em nada da realidade. O exército de linha nunca atingiu os efectivos previstos, salvo em raras ocasiões, e os seus efectivos eram sistematicamente completados por elementos dos terços Auxiliares (milícias) , e mesmo quando necessário, por ordenanças da zona onde operava.

Só após o fim da campanha do Rossilhão, entre 1 e 7 de Agosto de 1796 foi promulgada legislação tendente à reorganização do exército, prevendo entre outros o aumento de efectivos da cavalaria, artilharia e infantaria, a criação de regimentos de Milícia, em substituição dos Terços Auxiliares.
Efectivamente, em 7 de Agosto de 1796, tenta-se criar uma verdadeira segunda linha, dando aos terços auxiliares, agora denominados regimentos de milícias, uma organização regimental idêntica aos regimentos de primeira linha. Assim, os 43 Terços Auxiliares das comarcas passaram a ser denominados Regimentos de Milícias.
Em 1806/1807 são reorganizados os regimentos de linha, as milícias e as brigadas de ordenanças.
A estrutura da Infantaria, criada em 1640, não foi modificada significativamente até 1836, com o fim da guerra civil. Foi com base na organização original de 1640, que a arma evoluiu durante 200 anos. No entanto, na estrutura interna, o número dos seus efectivos foi evoluindo, de acordo com os acontecimentos, as necessidades, o desenvolvimento da técnica e da táctica militares.

Este apontamento serve para explicar as notas que se poderão seguir neste blog, com a indicaçãos de militares que serviram não apenas no exercito de linha ( o profissional), mas tambem nas milícias e ordenanças.

domingo, 6 de abril de 2008

Acções militares em que tomou parte o Regimento de Lagos durante a Guerra Peninsular.

Combates Teixeira e Régua 22/5/1808
Batalha do Bussaco 27/9/1810
Combate do Bussaco 28/9/1810
Combate de Bucalho 28/10/ 1810
Combate da Redinha 12/3/1811
Combate de Campo Maior 25/3/1811
Sítio da Praça de Olivença 9 a 15/4/1811
1º Sítio da Praça de Badajoz 5 a 16/5/1811
Batalha De Albuera 16/5/1811
Combate no Bosque em Albuera 18/05/1811
2º Sítio da Praça de Badajoz 19 a 17/6/1811
3º Sítio da Praça de Badajoz 16/3 a 7/4/1812
Assalto e tomada da Praça de Badajoz 6/4/1812
Defesa da passagem do Tormes 8 a 14/11/1812
Batalha De Vitoria 21/6/1813
Bloqueio da Praça de Pamplona 30/6 a 31/10/1813
Combate de Porto da Maia 7/7/1813
Combate de Porto da Maia 8/7/1813
Combate do Porto de Arriete 25/7/1813
Combate de Porto da Maya 25/7/1813
Batalha Dos Pirineus 27/7/1813
Batalha de Sorauren e Beunza (Pirinéus) 30/7/1813
Combate de Banca 1/10/1813
Batalha De Nivelle 10/11/1813
Batalha de St. Pierre 13/12/1813
Batalha De Nive 9 a 13/12/1813
Combate de Garriz 15/2/1814
Combate de Sauveterre 18/2/1814
Batalha De Orthes 27/2/1814
Combate de Aire-Sur-l´Adour 2/3/1814
Combate de Viella 13/3/1814
Combate de Tarbes 20/3/1814
Batalha De Toulouse 10/4/1814

sábado, 5 de abril de 2008

« Praças fortalezas e baterias do reyno do Algarve .»

VASCONCELOS, José de Sande, 1730-1808
Mappa da configuração de todas as praças fortalezas e baterias do reyno do Algarve [Material cartográfico] / Joze de Sande Vascos.. - 44 plantas : manuscritas, color. ; 57x50 cm http://purl.pt/762. - Este atlas terá sido elaborado, provavelmente, em 1788, em conformidade com: Brabo, F. A. D. (2004) "José de Sande Vasconcelos: engenheiro militar e cartógrafo no Algarve nos finais do séc. XVIII". Stilus, nº 6-7 (Jan.-Dez.), pp. 145-176

Fortalezas e baterias de:
Alvor
Meia-Praia
Ponta do Pau da Bandeira
Pinhão
Porto-de-Mós
Biblioteca Nacional

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Algarve Brigade is not surpassed by any in the army.

«Fourteenth regiment of the line. — The fourteenth regiment of infantry of the line was embodied at Tavira, in Algarve, and Is, I believe, faking it altogether, the finest regiment in the service. When I saw this regiment at Chamusca, in February last, it mustered about two thousand five hundred men, upon parade. The fourteenth has been formed, and altogether organised, by lieutenant-colonel Le Mesurier of his majesty's twenty-first regiment. I have already observed that this regiment forms, with the second, what it called the Algarve brigade. The men appear in general to be much stronger, and, in my opinion, a more martial race, than the inhabitants of Portugal. They have more of the Spanish than Portuguese character and on that account, I think, make better soldiers; and certainly the Algarve Brigade is not surpassed by any in the army.»

In "The Royal Military Chronicle: Or, British Officers Monthly Register", November 1811, Printed by and for J . Davis.

O Regimento de infantaria nº 14, aquartelava em Tavira e formava com o 2º de Lagos a Brigada do Algarve.
Havilland Le Mesurier, era um oficial britanico que ingressou no exercito portugues até a data da sua morte na batalha dos Pirineus em Julho de 1813. Quando ingressou como a Tenente Coronel do Regimento de Tavira referiu: “In the 19th Line regiment seven officers were over sixty, and in one cavalry regiment 'the three eldest cornets [alferes] make up near 180 years.”. Pretendia com esta crítica descrever o Estado envelhecido das unidades portuguesas e incapacidade do quadro de oficiais, velhos e pouco profissionais.
Le Mesurier é citado por JohnGreham em "Wellington´s fighting cocks: the portuguese army in the península" – inserido na obra “The Peninsular War, Aspects of the Struggle for the Iberian Península» ; Staplehurst Spellmount, 1998, p. 174.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Exército Português na Guerra Peninsular.

Este livro nasceu por impulso do Dr. Manuel Amaral, autor de “Olivença, 1801. Portugal em Guerra do Guadiana ao Paraguai”, e Prof. Mendo Castro Henriques autor de “Salamanca 1812, Companheiros de Honra” , ambos reputados estudiosos desta época com provas dadas.
Muito tenho de agradecer ao Comandante Augusto Salgado, autor de «Os Navios de Portugal na Grande Armada” publicado pela Prefácio, editora que me abriu os braços na pessoa do seu editor, Dr. Nuno de Carvalho.
Muito contribuíram os estímulos, desafios e paciência dos meus amigos Sérgio Veludo Coelho, João Luís Lopes dos Reis entretanto falecido, e Paulo Cruz Almeida.
Finalmente e mais importante. Tenho de agradecer aos meus pais, que nunca me abandonam ,estando sempre ao meu lado ; e à minha mulher e filhos que, com amor, me vêm partir em “campanha” rumo ao passado, suportando longas viagens à Praças Militares e locais das batalhas..