segunda-feira, 23 de junho de 2008

Há 200 anos. 23 de Junho 1808

Os soldados franceses expulsos do Algarve procuram em Beja viveres e outros requisitos. Os habitantes do Porto requerem ao principe regente a convocação das Cortes. Levantamento de Coimbra. Em Coimbra é aclamado a principe regente e presa a guarnigção militar francesa. Forma-se na Universidade de Coimbra um batalhao academico comandado por Bernardo António Zagalo, sargento de artilharia e, ao mesmo tempo, estudante da Universidade de Coimbra, para ajudar a combater as tropas francesas de Junot. O Batalhão Académico propôs-se libertar a foz do Mondego, atacabdo e tomando o Forte de Santa Catarina da Figueira da Foz aos franceses , de modo a abrir as portas aos navios ingleses que, dizia-se, transportariam para essa região as forças aliadas que nos iriam ajudar a expulsar definitivamente os invasores. Foi com esse propósito que o Reitor da Universidade de Coimbra, encarregou Bernardo Zagalo, que partiu de Coimbra a 25 de Junho de 1808, acompanhado por cerca de 40 voluntários, 25 dos quais estudantes daquela Universidade. Este grupo dividir-se-ia em dois destacamentos, o primeiro comandado pelo próprio académico Zagalo e o segundo dirigido por António Inácio Caiola, sargento do Regimento de Peniche, seguindo cada um, respectivamente, pelas margens direita e margem esquerda do rio Mondego.

sábado, 21 de junho de 2008

Há 200 anos. 21 de Junho 1808

Os militares franceses fugitivos do Algarve reunem-se em Mertola.
Nomeação de uma Junta de Governo do Algarve, presidida pelo conde de Castro Marim.
A força de Loison, tendo passado o rio Douro na Régua, é atacada por membros das Milícias e das Ordenanças de Trás-os-Montes, nos Padrões de Teixeira, perto de Mesão Frio.
O ataque fez com que a força que dirigia atravessasse precipitadamente o rio e recuasse para Lamego, sendo obrigado a regressar a Almeida.

"Um rebuçado". Gravura de Romanos e Lusitanos.

Fora de contexto aqui fica uma excelente infrogravura.
Romanos e Lusitanos.
Infogragura de Sergio Veludo Coelho.




Praça de Infantaria 1885 -1892.

Praça de Infantaria 1885 -1892.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

UNIFORME PARA ARTILHARIA DE POSICAO

UNIFORME PARA ARTILHARIA DE POSICAO Uniforme para artilheria de posição [Visual gráfico : serventes a pé do 1º regimento. - [S.l. : s.n., 1848] ([Lisboa] : Lit. da Imp. Nac.. - 1 gravura : litografia, p&b. - Dim. da comp. sem letra: 20x34 cmCDU 358-051(=1.469)"1848"(084.1) 763(=1.469)"18"(084.1)

Biblioteca Nacional

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Há 200 anos. 19 de Junho 1808

Instituição da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, no Paço Episcopal do Porto, sob a presidência do bispo D. António José de Castro, bispo do Porto em consequência da revolta contra os franceses.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Comemorações da tomada do forte de Sta. Catarina na Figueira da Foz

Acabo de receber este comunicado da ANP (aqui) . Para aqueles que estiverem perto , valerá a pena assistir a esta recriação.

«Caros amigos,
Vai a Associação Napoleónica Portuguesa, em colaboração com a Câmara Municipal da Figueira da Foz, realizar, no próximo Domingo 29 de Junho, naquela cidade, a recriação histórica da tomada do forte de Santa Catarina, recordando, no mesmo local, os acontecimentos de há 200 anos, dos quais juntamos relato.
As cerimónias de descerramento da lápide, alusiva ao bicentenário, estão previstas para as 10h30 e a recriação histórica para as 11h30.
Vão estar em campo umas dezenas de recriadores históricos da ANP de Lisboa e Porto e do grupo de recriação histórica de Almeida.
Convidamos todos os que se interessam pela nossa história a assistir.
Cumprimentos,
Faria e Silva
Presidente ANP»
Conforme amaável comentário do "post" aqui fica o link com as imagens da recriação.

Muralhas e torreões de Lagos.

Em 1253, aquando da conquista definitiva do Barlavento algarvio, o castelo de Lagos tinha já um passado islâmico, como ponto de defesa da costa e um dos acessos privilegiados à cidade-capital de Silves. Infelizmente, desse primitivo reduto islâmico, que se pensa poder recuar aos primeiros anos da época califal, quando toda a península islâmica foi sujeita por Abd al-Rahmman III, nenhum elemento material foi, até agora, identificado, e as muitas obras por que toda a cidade passou, nos séculos seguintes, determinaram a destruição deste castelo e o seu sucessivo melhoramento.As obras patrocinadas pelos nossos primeiros monarcas são também bastante desconhecidas. Sabemos que elas se iniciaram logo no reinado de D. Afonso III, mas notícias mais ou menos fidedignas dão conta da continuação do estaleiro pelos reinados de D. Afonso IV e de D. Fernando, pelo menos, esta última notícia relacionada, provavelmente, com uma campanha modernizadora, em plena crise europeia da Guerra dos Cem anos.No reinado de D. Manuel empreendeu-se o mais ambicioso projecto de arquitectura militar da praça, reconstruindo-se grande parte da cerca medieval e alargando-se o seu perímetro, para albergar os numerosos fogos que cresceram como arrabaldes do burgo. Da campanha então executada, constava uma segunda cerca de muralhas e, mais importante, quatro baluartes, situados nas zonas mais sensíveis da fortaleza, precisamente aquela virada ao mar e à ria. Desses fortes, apenas se conserva o da Porta da Vila, a Sudoeste das muralhas, tendo os restantes sido suprimidos pela expansão urbana em direcção à ribeira, restando apenas o seu topónimo em algumas ruas, como as da Barroca e da Porta de Portugal.
Em 1556 D. João III ordenou a conclusão das obras iniciadas por seu pai, mas conferiu especial atenção à muralha ocidental, por oposição ao projecto manuelino, orientado no sentido de fortificar as secções meridional e nascente. Esta alteração dotou a fortaleza de mais dez baluartes, tornando-a a primeira muralha plenamente abaluartada do território nacional .Da grandiosa fortificação então construída restam alguns interessantes baluartes, que revelam bem a qualidade da construção e a importância militar que detinham. O baluarte da Alcaria, o mais saliente do perímetro ocidental, é um poderoso recinto quadrangular elevado, ligado às muralhas por uma rampa, e protegido por dois grandes orelhões. Os baluartes da Porta dos Quartos e de São Francisco, que fecham a muralha pelo lado poente, mantêm ainda os parapeitos concebidos para as máquinas de artilharia.Apesar deste dispositivo militar, a cidade de Lagos não conseguiu resistir ao ataque de Francis Drake, em 1587, no âmbito da guerra entre Espanha e Inglaterra. Perante este facto, Filipe I ordenou a reconstrução e modernização da praça militar, campanha que decorreu nos anos seguintes, com algumas interrupções e até um relativo arrastamento das obras. Durante o domínio espanhol, a cidade de Lagos foi objecto de uma especial atenção. Em 1621, a secção medieval mais fortificada, onde se localiza o actual Castelo dos Governadores, foi transformada em residência do alcaide do castelo, procedendo-se, então, a obras de adaptação desse espaço.Nos séculos seguintes, Lagos entrou em relativa decadência e as obras efectuadas limitaram-se a consolidar as antigas estruturas e a reforçar a linha costeira, com novos fortins na orla. No século XX, no âmbito das Comemorações dos Centenários, organizadas pelo Estado Novo, Lagos foi um dos pontos fundamentais. Intimamente ligada à figura do Infante D. Henrique, a cidade foi parcialmente reformulada, destacando-se a abertura da Avenida das Descobertas (que regularizou o traçado urbano junto ao mar), e as suas muralhas restauradas e, mais importante, desobstruídas de construções anexas. Na actualidade, as beneficiações continuam, como no caso do Baluarte da Porta da Vila, recentemente adaptado a observatório astronómico.

Fonte : IPPAR

Há 200 anos. 18 de Junho 1808

Dá-se no Porto um segundo levantamento contra as forças ocupantes. O depósito de armas deixada no Porto pelos franceses e arrombado e saqueado pelos populares.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Vila do Olhão da Restauração.


Alvará de 15 de Novembro de 1808


«Eu O Príncipe Regente. Faço saber aos que o presente Alvará com força de Lei virem que merecendo a Minha Real Consideração, e Estima os Meus fiéis Vassalos habitadores do Logar de Olhão no Reino do Algarve pelo patriotismo, amor e lealdade, com que no dia 16 de Junho do corrente ano se deliberaram com heróico valor, e intrepidez muito própria da valerosa e sempre leal Nação Portuguesa a sacudir o pesado, e intolerável jugo Francês, com que se viam oprimidos, e vexados, dando o sinal da Restauração da sua liberdade, tiranizada com factos injustos, e violências insofríveis, rompendo com vivas à Minha Augusta Pessoa, e a toda a Real Família, arvorando a Bandeira Portuguesa, e propondo-se sustentar com as armas na mão, e à custa do seu sangue a Causa da Religião, e do Trono, com tanta perfídia invadido: E Querendo Eu Dar um testemunho de quão bem aceitos por Mim foram estes relevantes Serviços, praticados com tanto brio, honra e valor, que foram o primeiro sinal para se restaurar a Monarquia de que se tinha apoderado o inimigo comum da tranquilidade da Europa, com manifesta usurpação, e ultrage dos Meus Reais Direitos, e da Augusta e Real Família; e ao mesmo tempo Distinguir entre os presentes, e vindouros o referido Logar de Olhão, e seus Habitantes, Hei por bem, e Me Praz Erigilo em Vila; e Ordenar, que da publicação deste em diante se denomine Vila do Olhão da Restauração; e que tenha, e goze de todos os Privilégios, Liberdades, Franquezas, Honras e Izenções, de que gozam as Vilas mais Notáveis do Reino; e Permito outro-sim, que os Habitantes dela usem de uma Medalha, na qual esteja gravada a letra - O - com a legenda - Viva a Restauração e o Príncipe Regente Nosso Senhor - . Pelo que; Mando à Mesa do Desembargado do Paço, e da Consciência e Ordens; Presidente do Meu Real Erario; Regedor da Casa da Suplicação; e a todos os Tribunais, e Ministros, a que o seu conhecimento pertencer, o cumpram, e façam cumprir, como nele se contem, não obstante quaisquer Leis, Alvarás, Regimentos, Decretos, ou Ordens em contrário, porque todas Hei por derrogadas para este efeito somente, como se delas fizesse expressa e individual menção, ficando aliás sempre em seu vigor: e este valerá como Carta passada pela Chancelaria, ainda que por ela não há-de passar, e que o seu efeito haja de durar mais de um ano, sem embargo da Ordenação em contrário: Registando-se em todos os logares onde se costume registar semelhantes Alvarás. Dado no Palácio do Rio de Janeiro em quinze de Novembro de mil oitocentos e oito. - PRINCIPE - D. Fernando José de Portugal »



Imagem da Junta de Freguesia de Olhão

Há 200 anos. 16 de Junho 1808

-Sublevação de Olhão e Vila Real de Santo António , dirigida pelo antigo capitão-general e governador das armas do Algarve, o conde de Castro Marim, Monteiro-mor do Reino.
-Procissão do Corpo de Deus em Lisboa com a participação de Junot.
-O Corpo de Dupont abandona Córdova, evitando ser cercado pelo exército espanhol comandado pelo general Castaños.

2008 - Comemoração 2º Centenário da Revolta Olhanense .

Para mais informação sobre a Revolta de Olhão, ver o Blog "Guerra Peninsular - As Invasões Francesas" aqui (Olhão 1) e aqui (Olhão 2) .

sábado, 14 de junho de 2008

Etat general des troupes portugaises sur pié en 1759


FRIDRICH, Jacob Andreas, 1714-1779

Etat general des troupes portugaises sur pié en 1759 [Visual gráfico / gravé par Jacques André Frederic. - Augsbourg : se vend chez lui meme, [1759]. - 1 gravura : água-forte, p&b http://purl.pt/11835. - Dim. da matriz: 50,5x20



Biblioteca Nacional