terça-feira, 5 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

O Exército Portugues no Verão de 1808.

«A NORTE

A 22 de Julho fora decretada a organização total do exército, que se dividiu em três corpos:
PRIMEIRO - Denominado exército de operações da Estremadura, sob comando do general Bernardim Freire de Andrade, e concentrado em Coimbra, com 7.618 homens;
SEGUNDO - O pequeno corpo de observação das Beiras e Trás-os-Montes denominado exército de operações nas províncias da Beira e Trás-os-Montes, sob comando do general Manuel Pinto Bacelar, reunido em Castelo Branco, com 2.000 homens;
TERCEIRO - corpo de reserva em Coimbra.
Unidades destinadas ao bloqueio de Almeida, a guarnecer o Porto e outras povoações, com 2.000 homens.

Do exército do Norte: Comandante Bernardim Freire de Andrade. Sob seu comando ficavam: Francisco da Silveira Pinto da Fonseca; Manuel Pinto Bacellar; Nuno Freire de Andrade. O general Manuel Pinto Bacelar fora nomeado pelo general Sepúlveda, comandante interino das tropas do distrito do Douro, nomeação aprovada pela junta provisional do supremo governo do Porto por portaria de 1 de Julho. Após o levantamento de Viseu, a Junta Provisional conferiu a 18 Julho a Bacelar o encargo de general das armas daquela província.
A SUL

As tropas do sul, porém, manobravam de forma independente, sendo nomeados para os respectivos comandos:
O exército do Sul, formado pela junção das tropas do general Francisco de Paula Leite e marquês de Olhão, em Évora e Setúbal com 6.000 homens, dos quais mais de 3.000 sob o comando do general Paula Leite.
Do exército do Sul: tenente-general D. Francisco José da Cunha de Mendonça e Menezes, conde de Castro Marim·.
Governador das armas do Alentejo: tenente-general Francisco de Paula Leite.
Corte da Estremadura tenente-general D. António Soares de Noronha.

No entanto os números apresentados, não contém soldados equipados e armados, mas sim homens mal equipados, não tendo a maioria armas de fogo. No corpo de corpo de observação das Beiras e Trás-os-Montes apenas 600 tinham armas. »

in O exército português na Guerra Peninsular, vol 1.

Imagem do site T H E P E N I N S U L A R W A R 1 8 0 8 - 1 8 1 4 .

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O desembarque das forças de Weleslley.

Corpo de Wellesley

Comandante da Força.:Tenente-general Wellesley
Segundo no comando: Major General Hill

Brigada de Hill, comandada temporariamente pelo Major-General Ferguson
1º Batalhão do 5º Regimento
1º Batalhão do 9º Regimento
1º Batalhão do 38º Regimento

Brigada Ligeira, comandada pelo Brigadeiro-General Fane
1º Batalhão do 60º Regimento
4 Companhias do 2º Batalhão do 95º Regimento
4º Batalhão do Royal Veteran

Brigada Highland comandada pelo Brigadeiro-General Craufurd
1º Batalhão do 40º Regimento
1º Batalhão do 71º Regimento
1º Batalhão do 91º Regimento

Iriam desembracar ainda as companhias [Geary e Raynsford ] da Real Artilharia sob comando do Coronel Robe, e o 20º regimento de cavalaria de Light Dragoons.

O 4º Batalhão do Royal Veteran permaneceu embarcado para ser enviado a Gibraltar.

Foram enviados em Julho 6 morteiros de ferro de 10 polegadas e 5 morteiros de bronze de 5,5 polegadas , sendo incorporadas em cada brigada ( a 3 de Agosto) um obus e 3 peças de artilharia. As peças de 9 libras foram incorporadas na Brigada de Ferguson e as restantes ficaram na artilharia de reserva O 1º batalhão do 36º Regimento foi incorporado na Brigada de Craufurd e o 1º batalhão do 45º Regimento na brigada de Fane.


Corpo de Spencer

O Corpo de Spencer que partira de Gibraltar , chegou no dia 6 de Agosto , iniciando o seu desembarque , o qual levou 2 dias.Trazia consigo cerca de 5.400 homens.

29º Regimento
1º Batalhão do 32º Regimento
1º Batalhão do 50º Regimento
1º Batalhão do 82º Regimento
Metade de uma companhia de artilharia [Lawson's] com 4 peças de 6 libras e 2 obuses de 5.5 polegadas.
O brigadeiro Barnard Bowes acompanhava o corpo de Spencer , com 0 6º regimento de Guarnição de Gibraltar.

Há 200 anos. 1 de Agosto 1808



Inicio do desembarque, em Lavos (margem sul da foz do Mondego e em frente da Figueira da Foz), do corpo expedicionário inglês (13.500 soldados) comandado pelo general Arthur Wellesley.O Desembarque prolongar-se-á até dia 5 desse mês.

Carta militar das principaes estradas de Portugal

CARTA MILITAR DAS PRINCIPAES ESTRADAS DE PORTUGAL
Carta militar das principaes estradas de Portugal [Material cartográfico / grv. Romão Eloy de Almeida. - Escala [ca 1:470000]. - [Lisboa : s.n., 1808]. - 1 carta em 2 f. : p&b ; 72x135 cm cada f http://purl.pt/6302. - O exemplar com a cota C.C. 1226 R. encontra-se seccionado em quadrados e colado em tela.CDU 656.11(469)(084.3) 912"18"(084.3) 914.69(084.3)


Biblioteca Nacional

terça-feira, 29 de julho de 2008

Há 200 anos. 29 de Julho 1808. O Saque e chacina de Évora.


«Dia horroroso! Não me demorarei em contar as suas atrocidades. O sucesso não podia ser duvidoso; mas não foi senão depois de muitas horas de carniceria que os franceses ficaram senhores das ruas e das praças daquela infeliz capital, todas desertas de vivos, mas cobertas de cadáveres. Entraram então pelas casas e pelos templos, exercitando por toda a parte as suas crueldades, e conduziram ainda 140 vítimas para o Prado, onde foram barbaramente assassinados na noite imediata. E vós, magistrados, vós, soldados, que tanto tínheis forcejado para conter o povo, que remorsos não sentistes, ao ouvir os lamentos destes desgraçados, ao ver o clarão das tochas que alumiavam o suplício.»

José ACÚRSIO DAS NEVES
“...no dia fatal de 29 de Julho fomos atacados pelo numeroso exercito de nove para dez mil homens francezes, commandados pelo general em chefe conde do Imperio, Loison, [...] Corri para a minha cathedral e no meio do confuso alarido, do estrondo dos canhões mandei propôr capitulação; [...] Então foi que elles á vista das minhas humilhações e supplicas deram indicios de que mudavam o parecer em que vinham [...]”

Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas

«O assalto e a ocupação de Évora pelo exército francês foi talvez o episódio mais atroz da Guerra Peninsular ocorrido em território português. »

Excerto retirado do interessante trabalho de Manuel Canaveira - MNEMOHISTÓRIA DA GUERRA PENINSULAR: Frei Manuel do Cenáculo e a ocupação de Évora pelo exército de Loison (Julho/Agosto de 1808)

Évora
Combate de Évora, entre uma divisão francesa, comandada pelo general Loison, e forças regulares portuguesas e espanholas. Francisco de Paula Leite envia para Montemor-o-novo 150 infantes, 50 cavalos, 4 peças e dois obuses sob o comando do coronel Aniceto Simão Borges, sendo mais tarde reforçado por mais 400 infantes e duas peças . As forças aliadas são dispersadas e o exército francês saqueia a cidade, provocando uma chacina no qual morreram cerca de mil pessoas, quer em combate, quer em posteriores execuções sumárias. Entre as vitimas contava-se D. Jacinto Carlos da Silveira, antigo bispo do Maranhão.



Forças militares envolvidas na defesa de Évora
Portuguesas.

Legião de voluntários de Estremoz 380 homens
Companhia de miqueletes de Vila Viçosa 100
Companhia de caçadores de Évora 100
Companhia de cavalaria de Évora 60
Companhia de cavalaria organizada com éguas 60
Total 700

Espanholas
Legião de voluntários 400
Duas companhias de granadeiros 200
Uma companhia de tropas ligeiras 100
Cavalaria 250
Artilharia a cavalo 90
Artilharia de guarnição 30
Total 1.070

In Accursio das Neves

Não contabilizadas por este autor.
Restos de infantaria 3 e Artilharia do regimento nº3.

Sobre o combate de Évora ver nestes links

domingo, 27 de julho de 2008

Lagos- Armazém do Espingardeiro.


A Oficina do Espingardeiro localiza-se na secção meridional do burgo medieval de Lagos, sendo, mesmo, um dos mais interessantes edifícios pré-pombalinos da cidade.
Edifício construído em 1665 [constante de uma inscrição colocada no edifício] pelo Conde de Avintes, Governador do Reino do Algarve , e que marca os derradeiros momentos do primeiro mandato de Nuno da Cunha Ataíde, enquanto Governador da Praça Forte de Lagos. Funcionou inicialmente como selaria integrada no complexo de edifícios designados por Quartel da Coroa e posteriormente como oficina do espingardeiro, e até há pouco tempo como armazém.
De planta quadrangular [igualmente relacionável com a do Armazém Regimental] com vãos de acesso nas duas fachadas voltadas para a via pública, apresentando em pedra o escudo real e a chancela do Conde [de Avintes] no cunhal de cantaria aparelhada. Apresenta ainda um telhado de tesouro. O interior apresenta um espaço bastante amplo (com uma área de aproximadamente 160m2).

Ao longo dos séculos teve outras funcionalidades, opções que, todavia, não contribuíram para uma substancial alteração da sua traça original.

Por esta data, e pelas muitas semelhanças construtivas para com o Armazém Regimental, na Praça principal da cidade, é possível perceber serem edifícios integrados no mesmo processo de desenvolvimento e racionalização das estruturas de apoio à guarnição militar, analogia reforçada pela presença de uma pedra heráldica, em tudo semelhante à que identifica a ampla fachada do Armazém Regimental, sobrepujada por um brasão com as armas de Portugal.

Ao longo dos séculos, as diversas funcionalidades de selaria, oficina e arrecadação determinaram uma progressiva degradação do imóvel, o qual actualmente se encontra a ser recuperado.
Imagens antes e depois dos restauros.

Há 200 anos. 27 de Julho 1808

Chega a Londres uma deputação da Junta do Porto a solicitar auxílio financeiro e armamento contra os franceses.
Publica-se no Porto a periódico mensal "O Leal Português".

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Há 200 anos. 25 de Julho 1808



A sublevação em Évora e outras terras do Alentejo forçam a envio de forças militares francesas ,de Lisboa com destino a Évora, comandadas pelo general Loison [o maneta].

Louis Henri Loison 1771/ 1816
(General de Divisão)
Conde do Império.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Há 200 anos. 22 de Julho 1808. Bicentenário da batalha de Bailén.

Bicentenário da batalha de Bailén.


Em Espanha.
O exército francês comandado por Dupont, cercado em Bailén, no sul de Espanha, desde o dia 19, e após um pequeno combate, rende-se ao exército espanhol, comandado pelo general Castaños * ( que recebeu o titulo de Duque de Bailén).
É a primeira grande derrota das águias Imperiais , após 7 anos de vitórias que deram a fama aos franceses de invencíveis. A batalha teve o seu inicio a 19 de Julho, Dupont capitula a 20 e rende-se a 21. O efeito moral desta derrota do exercito frances teve consequencias dentro das suas fileiras, e levantava o animo aos inimigos da França, pois mostrava que os exercitos imperiais não eram invenciveis. Era o início da úlcera.

Em Portugal.
Decreta-se a organização total do Exercito, dividido em dois corpos comandados par Pinto Bacelar e Bernardim Freire de Andrade.



* Francisco Javier Castaños Aragorri Urioste y Olavide, 1º Duque de Bailén.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Há 200 anos. 20 de Julho 1808

Julho, 20
-José Bonaparte nomeado rei de Espanha pelo irmão Napoleão, chega a Madrid.
-Depois de cometerem todo o tipo de desacatados, as forças do general Loison [o maneta] regressam a Lisboa.
-Chega a Corunha, Espanha, a expedição militar inglesa sob o comando de Sir Arthur Wellesley.
-Évora insurge-se e forma uma junta suprema presidida por Frei Manuel do Cenáculo.



« D.Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas Anes de Carvalho nasceu em (Lisboa, a 1 de Março de 1724, tendo vindo a falecer em Évora, a 26 de Janeiro de 1814).
Era de origem modesta e professou na Ordem Terceira de São Francisco. Estudou na Universidade de Coimbra, onde veio também a ser professor e membro da Junta Reformadora da Universidade, onde desempenhou um importante papel na reforma do ensino naquela instituição. Foi indicado à presidência da Real Mesa Censória pelo Marquês de Pombal, a quem sugeriu a criação biblioteca nacional. Em 1770, o Papa Clemente XIV resolveu restaurar a antiga Diocese de Beja, escolhendo Frei Manuel do Cenáculo para seu primeiro Bispo. Em Beja a sua acção pastoral ficou marcada pela organização da restaurada diocese e pela promoção da disciplina do Clero. Foi ainda naquela cidade que D.Manuel do Cenáculo juntou uma importante colecção de peças arqueológicas, tendo sido o pioneiro dos museus em Portugal. A sua carreira eclesiástica não se ficou por primeiro Bispo da restaurada Beja, pois em 3 de Março de 1802, D.Manuel do Cenáculo foi nomeado para Arcebispo Metropolitano de Évora, já com 72 anos de idade. Em Évora teve de suportar todos os desmandos das Invasões Francesas, especialmente da primeira, que devastou humana, cultural e materialmente as suas cidade e arquidiocese. Foram assassinadas centenas de pessoas, entre populares, sacerdotes e até o próprio Bispo Auxiliar da Arquidiocese, D.Jacinto Carlos da Silveira (que veio a ser sepultado na famosa Capela dos Ossos do Convento de São Francisco.) Para além disto D.Manuel do Cenáculo assistiu ao roubo de inúmeras peças de ourivesaria da Catedral e de todas as igrejas, não tendo a hecatombe sido maior porque o próprio Arcebispo interveio junto dos invasores. A D.Manuel do Cenáculo Évora deve ainda a fundação da Biblioteca Pública, cujas primeiras colecções foram os livros privados do culto Arcebispo
Biografia detalhada no Instituto Camões (AQUI)

Há 200 anos. 19 de Julho 1808

Julho, 19 - Novos tumultos em Bragança contra as autoridades ali estabelecidas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Há 200 anos. 16 de Julho 1808


Julho, 16 - Forças militares portugueses, compostas de tropas regulares e de milicianos, comandadas pelo tenente-coronel Francisco de Magalhães Pizarro, bloqueiam a fortaleza de Almeida.