segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Biografias .


Desde que dei início a este blog, têm chegado à minha caixa de correio inúmeros comentários, perguntas e algumas biografias com bastante interesse. Com autorização dos autores, darei início à colocação de dois tipos de biografias.
Uma respeitante a oficiais que prestaram serviço no Exército Português durante as campanhas da Guerra Peninsular. Outra relativa a pessoas que nasceram ou viveram na cidade de Lagos.
Em Portugal está por realizar uma obra com a envergadura da Oxford Dictionary of National Biography .

sábado, 6 de setembro de 2008

Dmitri Seniavin e a esquadra Russa doTejo. Parte 4

Post 4
"Após a derrota das tropas francesas em Vimieiro, a 9 de Agosto de 1808, Junot vê-se obrigado a abandonar Portugal e o almirante Seniavin, que já tinha estabelecido contactos com o comando da armada inglesa que bloqueava Lisboa em meados de Julho, tentou agora fazer tudo para que a sua armada não fosse apreendida pelas autoridades de Londres, pois a Rússia e a Inglaterra continuavam formalmente em estado de guerra. Argumentando a sua posição numa carta dirigida ao almirante inglês Cotton, Seniavin escreve: “O meu comportamento durante os dez meses de permanência em Lisboa, as minhas recusas constantes de participar mesmo que da forma mais mínima nas medidas hostis que me eram propostas [contra os ingleses]... todos esses motivos convencem-me firmemente que Vossa Excelência terá em atenção as circunstâncias acima assinaladas e que a situação neutra legal seja observada em relação à minha esquadra, enquanto ele estiver no rio Tejo”. A armada russa acabou por ser conduzida para o porto inglês de Portsmouth e, em 1809, os oficiais e marinheiros russos regressaram ao seu país, deixando os navios em Inglaterra, tal como exigiram as autoridades de Londres. E não obstante o Governo de Londres ter, em 1812, devolvido alguns dos navios e pago por aqueles que ficaram em Inglaterra, o czar russo acusou o almirante de ter “entregue” a esquadra ao “inimigo”. Caído em desgraça, o almirante Seniavin, em 1820, vê-se obrigado a dar explicações às autoridades sobre os boatos de que ele pertenceria a uma “sociedade secreta”. Em Novembro desse mesmo ano, Dmitri Seniavin vai a casa do ministro do Interior da Rússia, Victor Kotchubei, para esclarecer a situação. O ministro respondeu que “não esconde do almirante” que ouviu falar dessa sociedade, mas que não acusava Seniavin, pois estava convencido que “não podia imaginar que semelhante iniciativa tonta, vil e hedionda pudesse caber na cabeça de um nobre russo”. Não foram até hoje encontrados documentos que provem que Dmitri Seniavin tenha sido membro de alguma sociedade secreta ou tenha tido contacto com os dezembristas, mas há vários testemunhos que mostram que alguns dos revoltosos pensaram no seu nome para dirigir a Rússia depois do êxito da revolta. O nome do almirante foi várias vezes citado durante os interrogatórios a que os dezembristas foram sujeitos na prisão. Piotr Pestel, um dos dirigentes da revolta de Dezembro de 1825, declarou à Comissão de Investigação: “Bestujev-Riumin, depois de se encontrar em Kiev com o príncipe Trubetskoi e o coronel Briguin, veio depois ter comigo a Lintsi e disse-me que ele soube, através de Trubetskoi e Briguin, da intenção da Sociedade do Norte nomear os almirantes Mordvinov e Seniavin membros do governo provisório”. “No que respeita à nomeação pela Sociedade do Norte dos almirantes Mordvinov e Seniavin para o governo provisório, posso afirmar que o príncipe S. Trubetskoi era da mesma opinião, mas não sei se todos os membros da Sociedade do Norte a partilhavam” – declarou Serguei Muraviov-Apostol no interrogatório". (Fim)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dmitri Seniavin e a esquadra Russa doTejo. Parte 3


«Dmitri Seniavin responde imediatamente, começando por sublinhar que ele compreende muito bem o seu dever, que consiste em cumprir à risca as ordens de Napoleão, mas arranja nova argumentação para evitar isso. Desta vez, o almirante russo alega que, caso ele desembarcasse na margem esquerda do Tejo, teria de combater não só contra os ingleses, mas também contra os insurrectos portugueses, coisa de que não tinha sido incumbido. Além disso, considerava que era mais útil para os monarcas francês e russo não atacar a esquadra inglesa, mas continuar no mesmo lugar. Junot ficava cada vez mais furioso e, a 26 de Julho, foi visitar Seniavin ao navio “Tverdii” (“Firme”) para tentar uma vez mais convencê-lo, mas em vão. Dois dias depois, escreve uma nova carta: “Senhor almirante, visto que a situação em que encontro se torna dia a dia cada vez mais complicada, considero ser meu dever e uma questão de minha honra conhecer positivamente as vossas intenções e saber se posso esperar receber de Vossa Excelência alguma ajuda. Este é o meu dever, visto que o Imperador, o meu Senhor, considera que significativa esquadra que o Imperador russo colocou à sua disposição deve, obrigatoriamente, em circunstâncias tão críticas, ajudar com todos os meios o seu exército terrestre, tal como o exèrcito terrestre deve ajudar a esquadra”. Na mesma missiva, Junot passa para o campo das ameaças: “É necessário que o meu Senhor e o vosso saibam que a esquadra russa não desejou prestar-me a mínima ajuda. É preciso que os militares, que irão analisar a minha situação, saibam que eu não estive apenas cercado por todos os lados de inimigos, mas que a esquadra aliada da França, que se encontra em guerra contra Inglaterra, se declarou neutra no momento mais decisivo perante a esquadra inimiga e no momento do desembarque substancial de tropas inglesas, e que o seu comportamento foi para mim mais prejudicial do que se ela estivesse contra mim”. A ira do general Junot é tão grande que começa a referir-se a Seniavin, na mesma carta, na terceira pessoa: “Se o senhor almirante Seniavin se encontra realmente em estado de guerra com os ingleses, como pode ele pensar um só momento que a sua armada não cairá nas mãos deles caso tomem Lisboa? Se o senhor almirante Seniavin tem algum acordo com o almirante inglês, se ele recebeu de alguma forte garantias para a sua armada, será que a honra lhe permitirá abandonar o aliado sem aviso?”. O almirante russo respondeu à missiva no mesmo dia, reafirmando a sua obediência a Napoleão e negando qualquer acordo com os ingleses. Porém, continua a considerar que é inútil fazer desembarcar os seus homens não só porque são menos de mil, mas também porque os russos não compreendem português!"

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Dmitri Seniavin e a esquadra Russa doTejo. Parte 2



"As relações entre Seniavin e Junot tornavam-se cada vez mais tensas, pois os franceses necessitavam de mostrar à Europa a solidez da aliança russo-francesa. Tanto mais num momento em que a guerra popular contra Napoleão em Espanha tomava formas cada vez mais abertas e a Áustria se armava. A entrada em acção da armada russa ancorada em Lisboa contra os ingleses seria um sinal para todos aqueles que consideravam a aliança russo-francesa uma utopia. Mas o comandante russo não estava disposto a sacrificar a vida dos seus homens e os seus navios em nome da defesa dos interesses franceses em Portugal e, por isso, recorre a um subterfúgio para tentar adiar ou mesmo evitar totalmente o cumprimento das ordens de Napoleão: alega falta de armamentos e homens. Tendo recebido um relatório enviado por Dmitri Seniavin, datado de 21 de Abril de 1808, Napoleão dá-lhe algumas ordens: estar pronto para sair para o mar a qualquer momento e, para isso, “manter a tripulação em estado de alerta”. E vendo que o navio “São Rafael” não se encontrava devidamente equipado, o Imperador francês ordenou ao almirante russo que contactasse Junot para que este recrutasse marinheiros suecos e outros que se encontravam em Lisboa. Além disso, se faltassem munições, pólvora ou quaisquer outros materiais, deveria conseguir tudo isso em Lisboa. Mas o oficial russo consegue, sob os mais variados pretextos, manter a neutralidade, explicando a sua posição numa missiva enviada ao czarAlexandre I: “Uns dias antes de me encontrar com o duque [Junot], recebi informação segura de que a Espanha se fez inimiga clara da França e as armas espanholas tinham vencido em várias ocasiões, ao mesmo tempo que as províncias setentrionais de Portugal começaram a fugir do poder dos franceses... e a mais insistente exigência do duque para o reforçar com soldados convenceu-me da situação fraca das tropas francesas em Portugal. Eu, encontrando-me em situação tão difícil, considerei: se tomar o lado dos franceses e assim me ver claramente envolvido em medidas hostis contra os portugueses, ingleses e espanhóis, ficarei sem qualquer meio para salvar a esquadra de Vossa Alteza Imperial do poder desses povos unidos...” Junot passa dos pedidos pessoais para as exigências formais a fim de obrigar Seniavin a cumprir as ordens vindas de Paris e São Petersburgo. A 3 de Julho de 1808, o general francês escreve ao oficial russo: “Senhor almirante, nas difíceis circunstâncias em que me encontro e que advêm nomeadamente da necessidade de defender a esquadra de Sua Alteza, o Imperador Russo, eu penso que o nosso dever comum, bem como o interesse dos nossos senhores, consiste em chegar a um acordo sobre os meios possíveis de ajuda mútua”. O objectivo era conseguir fazer com que Seniavin desembarcasse com as suas tropas na margem esquerda do Tejo para defendê-la dos ingleses: “o efeito colossal dessa medida seria incalculável”.

Campanha de 1808.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dmitri Seniavin e a esquadra Russa doTejo. Parte 1

Quadro de Aleksey Bogolyubov (1824-96). Frota Russa a pós a Batalha de Athos.19 Junho de 1807.


Transcrevo este excelente texto que se encontra no Blog “ Da Rússia” de Jose Milhazes, que pode ser visto [aqui ].
Trata-se de um texto excelente a não perder, pelo que aqui vai .

Post 1


O almirante russo amigo dos portugueses

Em 2007 e 2008, celebram-se os 200 anos da luta dos portugueses contra as tropas napoleónicas que invadiram Portugal. Ao escrever a minha tese de doutoramento, deparei com a história do almirante russo Dmitri Seniavin e a sua aventura no porto de Lisboa durante as invasões francesas. Publico aqui, por capítulos, este facto curioso para dar a conhecer aos meus leitores o nome e a obra de um dos maiores almirantes russos.

"Em 3 de Novembro de 1807, a esquadra do almirante russo Dmitri Seniavin entrou na foz do Tejo para fugir a uma forte tempestade no mar, mas ficou aí retida durante quase um ano devido à tempestuosa situação internacional.
A 7 de Julho desse ano, a Rússia e a França de Napoleão tinham assinado um Tratado de Paz e Amizade em Tilzit e a Corte de São Petersburgo rompera as relações diplomáticas com Londres. A 17 de Novembro, depois da fuga da família real portuguesa para o Brasil e da ocupação do país pelas tropas francesas, a armada inglesa fechou a barra do Tejo não só aos navios franceses, mas também aos dos aliados de Paris.
O almirante Seniavin viu-se numa situação muito complicada. Por um lado, não podia deixar de cumprir as ordens do czar Alexandre I, mas, por outro lado, as suas simpatias estavam do lado dos ingleses e portugueses.
O almirante Seniavin, porém,conseguiu cumprir essa difícil tarefa. Ele compreendeu rapidamente que o general Junot, que havia ocupado Portugal, iria tentar de todas as formas cumprir a vontade de Napoleão, ou seja, provocar a guerra entre a Rússia e Inglaterra pelas mãos do comandante da esquadra russa.
Mas o facto é que, não obstante o corte de relações com Londres, o czar Alexandre não pretendia na realidade entrar em conflito aberto com os ingleses.
Dmitri Seniavin escreveu ao seu comandante supremo depois do primeiro encontro com Junot: “Consegui compreender de algumas palavras por ele ditas que o governo francês não quer perder a oportunidade que lhe dá a permanência da esquadra de Vossa Alteza aqui, para aumentar as dúvidas do governo inglês sobre as intenções de Vossa Majestade Imperial, e numerosos dos oficiais navais franceses que se encontram aqui dizem abertamente que serão nomeados para a esquadra que me foi confiada para o lugar dos oficiais de origem inglesa”.
Alexandre I tarda em enviar instruções, mas Seniavin continua a sua política de evitar o envolvimento dos seus barcos e homens no confronto anglo-francês, o que irrita fortemente o imperador gaulês.
Napoleão tenta fazer com que o almirante deixe de receber ordens de São Petersburgo e passe a cumprir ordens do conde Tolstoi, embaixador russo em Paris, que funcionaria como uma “correia de transmissão” sua.
“A esquadra do almirante Seniavin chegou a Lisboa – escrevia Napoleão a Alexandre a 7 de Dezembro de 1807 – Felizmente, as minhas tropas já se devem encontrar lá. Seria bom se Vossa Alteza incumbisse o conde Tolstoi de ter poder sobre essa esquadra e sobre as suas tropas, para que, em caso de necessidade, possam ser utilizadas sem esperar ordens directas de Petersburgo. Penso também que este poder directo do embaixador de Vossa Alteza teria boa influência no sentido em que poria fim à desconfiança que por vezes revelam os comandantes face aos sentimentos de França”.
A pressão sobre o almirante Seniavin aumenta através da instrução da Corte Russa, enviada no início de 1808, recebida por Andrei Dubatchevski, representante diplomático russo em Lisboa, e dirigida a todos os militares russos: “Em relação ao governo que irá existir em Portugal, é necessário que os vossos actos correspondam em tudo à disposição amiga actualmente existente entre a Rússia e a França”.
E, por fim, a 1 de Março do mesmo ano, Alexandre I envia uma ordem aos três comandantes de armadas russas que se encontravam no estrangeiro, entre as quais estava a comandada por Seniavin: “Reconhecendo como útil para o êxito da causa comum e para que seja feito o maior prejuízo ao inimigo colocar as nossas forças navais que se encontram fora da Rússia à disposição de Sua Alteza, o Imperador dos Franceses, ordeno-vos que, em conformidade com isso... o cumprimento indiscutivelmente mais preciso de todas as ordens que vos forem dadas por Sua Alteza, o Imperador Napoleão”.»
( Continua)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Há 200 anos. 2 e 3 de Setembro de 1808.

Encontrava-se no Tejo, desde 3 de Novembro de 1807, uma esquadra russa [ composta de 7 navios de linha e uma fragata ] proveniente do Mediterrâneo quando no dia 2 de Setembro de 1808 entram no Tejo os primeiros navios da esquadra britânica enviada a Portugal [ composta de 15 navios de linha e 10 fragatas ].

No dia seguinte, 3 de Setembro, os almirantes Charles Cotton, por parte da Inglaterra e Dmitri Seniavin por parte da Rússia assinam uma convenção separada da convenção de Sintra, na qual a Esquadra Russa é entregue à custódia das Forças Inglesas, devendo as tripulações serem enviadas para casa , com as despesas suportadas pela Inglaterra.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Há 200 anos. 30 de Agosto 1808-Convenção de Sintra estabelecida entre os exércitos francês e britânico

Após a derrota das forças francesas no combate da Roliça (17 Agosto) e na Batalha do Vimeiro (21 Agosto), o General Junot propôs a Wellesley um armistício. Após as negociações decorridas em Sintra, chegou-se à forma final do documento pelo qual se permitia a retirada das tropas francesas, embarcadas em navios ingleses, transportando as suas armas, bagagens e o produto dos saques efectuados em Portugal.
O acordo traduzia-se em benefícios mútuos: Junot, sem linhas de comunicação com a França, retirava suas tropas sem maiores perdas e em segurança. Os ingleses ganhavam o controle da capital, Lisboa, e da temida linha de defesa da barra do Rio Tejo, sem necessidade de combate.
A 30 de Agosto de 1808 era assinado, no Palácio de Queluz, o tratado para a evacuação de Portugal do exército francês, que ficou conhecido, impropriamente, como Convenção de Sintra (porque de Sintra só foi enviada por Dalrymple uma cópia ao seu governo), pondo termo à primeira invasão francesa em Portugal.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Recriação histórica do Cerco de Almeida 2008.

Recriação histórica do Cerco de Almeida 2008.
Programa aqui .
Fotografias aqui.

El juego de la gallina ciega

El juego de la gallina ciega.
Fecha entre 1812-1814]
Descripción Física 1 estampa huella de la plancha 154 x 243 mm
Descripción Inscripción en la parte superior: "Bonaparte ciego de sobervia no sabe que Potencia ha de coger ó el juego de la gallina ciega"
Inscripción al pie dela imagen: "1 España 2 Inglaterra 3 Portugal 4 Suecia 5 Austria 6 Turquia 7 Napoleon"
Catálogo del Gabinete de Estampas del Museo Municipal de Madrid. 1, Estampas españolas 173-14
Estampas: cinco siglos de imagen impresa 998
Revolución, Contrarrevolución e Independencia. Madrid, 1989 p. 47
Materia España Historia 1808-1814 (Guerra de la Independencia)
Dibujos, grabados y fotografías
Grabados satíricos
Grabados calcográficos
Napoleón I , Emperador de Francia

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Los Despojos del Aguila Francesa entre España y Portugal

Los Despojos del Aguila Francesa entre España y Portugal

Fecha - 1814?]
Descripción Física - 1 mapa 18 x 27 cm en h. de 26,5 x 36,5 cm
Descripción - Sobre la imagen cartográfica, pequeños textos referidos a las batallas ganadas por los aliados, indicando fecha, lugar y nombre de los generales franceses que participaron en cada una de ellas. Las victorias se reflejan por el número de plumas arrancadas al águila francesa
Clave numérica indicando la situación de los barcos españoles e ingleses que defienden las costas. - Ciudades representadas por conjuntos de edificaciones según su importancia. - Divisiones administrativas delimitadas por líneas de color. - Costas sombreadas
La fecha de publicación corresponde a la del fin de la Guerra de la Independencia
En el mapa aparecen las figuras de un lobo y un león, que representan a los ejércitos aliados, despojando a un águila, símbolo del Imperio francés.


Biblioteca Nacional de España

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Há 200 anos. 25 de Agosto 1808. Força do Tenente-General John Moore.

O Corpo do general Sir John Moore inicia o desembarque na praia da Maceira, elevando o exercito britânico a quase 30.000 homens.
Setúbal e libertada da ocupação francesa.

Força do Tenente-General John Moore

Divisão do Tenente-General Mackenzie Fraser
1º batalhão 4º Regimento
1º batalhão 28º Regimento
1º batalhão 79º Regimento
1º batalhão 92ºRegimento

Divisão do Major-General Murray
1º batalhão de Linha King’s German Legion
2 º batalhão de Linha King’s German Legion
5º batalhão de Linha King’s German Legion
7ª batalhão de Linha King’s German Legion

Divisão do Major-General E. Paget
1º batalhão 52º Regimento
3 Companhias 1 batalhão 95º Regimento
1º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
2 º Batalhão de Infantaria Ligeira King’s German Legion
3º regimento de cavalaria de Dragões Ligeiros King’s German Legion
Companhia de Guarnição King’s German Legion
Artilharia
Tenente-Coronel George Wood e Major Julius Hartmann com:
2ª Companhia [Tieling] King’s German Legion
4ª Companhia [Heise] King’s German Legion
Companhia Drummond do 3º Batalhão
Companhia Wilmotdo 3º Batalhão

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Há 200 anos. Batalha do Vimeiro. 21 de gosto de 1808.

Mapa retirado do britishbattles.com AQUI

Os exercitos após o combate da Roliça , ajustam os seus dispositivos no sentido de se reencontrarem.


Dispositivo Anglo-Português.
O dispositivo adoptado por Wellesley no Vimeiro tinha em mente a protecção do desembarque .


Assim, posicionou seis brigadas na região de Portelas. Formou duas linhas, uma primeira, que da esquerda para a direita, era constituída pela 3ª Brigada (Nightingale), 5ª Brigada (Crawford) e a 1ª Brigada (Hill). Uma segunda linha constituída pela 2ª Brigada (Fergusson), 4ª Brigada (Bowes) e a 8ª Brigada (Ackland). Estas brigadas tinham consigo 8 peças de Artilharia, destacando na estrada para S. Pedro da Cadeira, os seus postos avançados.
Na colina a sul da povoação do Vimeiro estavam a 6ª Brigada (Fane) e a 7ª Brigada (Anstruther) apoiadas por 6 peças de artilharia. A brigada de Anstruther ocupava na esquerda a Igreja e o antigo cemitério, interceptando o caminho que seguia de Carrascais até à povoação do Vimeiro. Na povoação estava a reserva e no vale, imediatamente a oeste do Vimeiro, estava a Cavalaria.
Junto à povoação de Maceira estava a infantaria portuguesa e uma parte da cavalaria. Por ser considerado o lado menos provável de aproximação do inimigo, Wellesley deixou o flanco nordeste, correspondente à estrada que vai do Vimeiro à Lourinhã por Fonte de Lima e Ventosa, guarnecido somente com um piquete da Infantaria portuguesa e alguns soldados britânicos. Wellesley decidiu não empregar a pouca cavalaria que tinha em missões de vigilância


Dispositivo Francês.
Na frente do dispositivo estava a divisão do General Delaborde com as brigadas contíguas e em coluna, à direita a 1ª brigada, do General Brenier, e na esquerda, a 2ª brigada, do General Thómieres. À retaguarda desta divisão seguia a do General Loison com o mesmo dispositivo: na direita a brigada do General Solignac e na esquerda a brigada do General Charlot. Na retaguarda, sob o comando do General Kellerman, vinham dois regimentos de granadeiros que constituíam a reserva. A cavalaria vinha dividida em dois corpos, um a flanquear a direita da brigada de Brenier, ou seja, a direita do dispositivo, e um outro que marchava junto à reserva de Kellerman.
Junot decide efectuar o ataque principal no centro do dispositivo inglês e um ataque secundário no flanco nordeste dos Ingleses.


Dispositivos retirados da pagina da internet viriatus.


» «


Depois de almoçar, Junot, sem ter mandado sequer reconhecer a fortíssima posição escolhida pelas forças Anglo-portuguesas no Vimeiro, ordena o ataque geral.
Os franceses efectuam, como era hábito, o ataque frontal [ Laborde Kellerman e Loison] o qual foi tentado três vezes, mas das três vezes foi repelido.
O ataque de flanco não foi simultâneo com o ataque frontal, e os generais Solignac e Brennier, que sucessivamente o tentaram, foram inteiramente derrotados.
Wellesley, aproveitando esse erro, mandou reforçar as posições da sua esquerda. Todos os ataques franceses foram brilhantemente repelidos e contra-atacados. Ao cabo de duas horas de combate, Junot, ao ver as suas tropas contra-atacadas e quase envolvidas, considerando a batalha perdida, deu ordem de retirada e abandonou o comando a Thiebault.
Os franceses retiraram sobre Torres Vedras, e depois sobre Mafra a caminho de Lisboa, com enormes perdas de pessoal e de material.


Para mais descrições da batalha ver
BritishBattles.com AQUI
peninsularwar.org AQUI
Napoleonic Wars: War comes to the Iberian Peninsula AQUI

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Há 200 anos. Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa na Batalha do Vimeiro . 21 Agosto de 1808.

Ordem de Batalha Anglo-Portuguesa

A Força Portuguesa que combateu na Batalha do Vimeiro era igual à que fora formada por ocasião do Combate da Roliça. Ver Ordem de Batalha da Roliça AQUI.

A diferença existe apenas no número de homens, pois teremos de retirar as baixas havidas no Combate da Roliça. No que respeita ao Exército Português, há que retirar 7 baixas no batalhão de caçadores do Porto (erradamente numerado [ Caçadores 6] na vasta bibliografia existente, pois os batalhões de caçadores como unidades independentes apenas iriam ser formadas no ano seguinte).
Quando se fala em “Caçadores do Porto”, certamene estamos perante a unificação das companhias de caçadores que existiam como parte dos regimentos de infantaria e que actuavam como um batalhão .
Caçadores do Porto interveio na Roliça com 569 homens e no Vimeiro com 562.


As unidades britânicas, claro está, tiveram mais baixas na Roliça, no entanto foram reforçadas.
NaRoliça a força total britânica foi de 13.307, enquanto no Vimeiro foi de 16.778.


Força Anglo-Portuguesa na batalha do Vimeiro.

Comandante em Chefe das Forças: General Sir Arthur Wellesley Conde de Wellington
Quartel-Mestre General :Tenente-Coronel W. H. De Lancey
General Adjunto: Tenente-Coronel Lord Aylmer ao comando
Comandante da Artilharia: Tenente-Coronel H. Framingham
Comandante da Engenharia: Coronel R. Fletcher


CAVALARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel C.D. Taylor

20 Regimento de Dragões 240


ARTILHARIA
Oficial ao Comando : Tenente-Coronel W. Robe

2 baterias e meia 226 homens 16 peças

1 Brigada Comandada pelo Major General Sir Rowland Hill
1/5º Regimento Britânico de Infantaria 944
1/9º Regimento Britânico de Infantaria 761
1/38º Regimento Britânico de Infantaria º Regimento Britânico de Infantaria 953

2 Brigada Comandada pelo Major General R. Ferguson
36º Regimento Britânico de Infantaria 591
1/40º Regimento Britânico de Infantaria 923
1/71º Regimento Britânico de Infantaria 935

3 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General M. Nightingall
29º Regimento Britânico de Infantaria 616
1/82º Regimento Britânico de Infantaria 904

4 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General B. Bowes
1/6º Regimento Britânico de Infantaria 943
1/32º Regimento Britânico de Infantaria 870

5 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General C. Craufurd
1/45º Regimento Britânico de Infantaria 915
91º Regimento Britânico de Infantaria 917

6 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General Henry Fane
1/50º Regimento Britânico de Infantaria 945
5/60º Regimento Britânico de Infantaria [Rifles] 604
2/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 4 companhias 456

7 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General R. Anstruther
2/9º Regimento Britânico de Infantaria 633
2/43º Regimento Britânico de Infantaria 721
2/5º Regimento Britânico de Infantaria 2 654
2/97º Regimento Britânico de Infantaria 695

8 Brigada Comandada pelo Brigadeiro General W. Acland
2º Regimento Britânico de Infantaria 731
20º Regimento Britânico de Infantaria 7'/2 companhias 401
1/95º Regimento Britânico de Infantaria(Rifle Corps) [Rifles] 2 companhias 200

Força britanica : 16.778


DESTACAMENTO PORTUGUÊS: TENENTE-CORONEL NICOLAS TRANT


6 Regimento de Cavalaria 104
11. Regimento de Cavalaria 50
12 Regimento de Cavalaria 104
Cavalaria da polícia de Lisboa 41
4 Regimento de Artilharia Portuguesa 210
12 Regimento de Infantaria 605
21 Regimento de Infantaria 605
24 Regimento de Infantaria 304
Batalhão de Caçadores do Porto 562


Forças Portuguesas: 2.585
Forças Anglo-Portuguesas: 19.363

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Incontornável. Vimeiro 1808- Wellesley’s first victory in the Peninsular.

Incontornável, a leitura neste bicentenário da batalha do Vimeiro, da obra de René Chartrand “Vimeiro 1808 - Wellesley’s first victory in the Peninsular”, da Osprey.

Retirado da Osprey:
«About this book
On 2 August 1808 a British army of 14,000 men began landing north of Lisbon under the command of Sir Arthur Wellesley, the future Duke of Wellington. They were coming to assist the Portuguese, Britain's oldest ally, to liberate their country from its French occupiers. Within a month Wellesley was to win two victories over the French at the battles of Roliça and Vimeiro. General Andoche Junot, the French commander, was forced to surrender and evacuate Portugal. René Chartrand examines the first of Wellesley's string of victories in the Peninsular War.
Contents
Origins of the Campaign
Chronology
Opposing Commanders
Opposing Armies
Opposing Plans
Junots French invasion and occupation of Portugal
The 1808 Revolt
Wellesley arrives
The Battle of Rolia

The battle of Vimiero
Aftermath
the Convention of Cintra
The Battlefields today
Bibliography
Index
Paperback; September 2001; 96 pages; ISBN: 9781841763095
»

Rene Chartrand é autor da já conhecida triologia “The Portuguese Army of the Napoleonic Wars».

Ver aqui um post deste blog




Forças Britanicas na Batalha do Vimeiro.

Corpo de Wellesley na Batalha do Vimeiro

Comandante da Força Tenente General Sir Arthur Wellesley
Segundo Comandante Major General Sir Brent Spencer
Quartel-Mestre General : Tenente-Coronel W. H. De Lancey ao comando
General Adjunto: Tenente-Coronel Lord Aylmer ao comando
Deputado Quartel- Mestre General Tenente-coronel graduado James Bathurst
Deputado General Adjunto Tenente-coronel graduado George Tucker
Artilharia Tenente-coronel William Robe
Cavalaria Tenente-Coronel C.D. Taylor
Comandante da Artilharia: Tenente-Coronel H. Framingham
Comandante da Engenharia: Coronel R. Fletcher

1º Brigada
Brigada Comandada pelo Major General Sir Rowland Hill
1º Batalhão do 5° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Northumberland
1º Batalhão do 9° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Norfolk
1º Batalhão do 38° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 1º Staffordshire
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

2º Brigada
Brigada Comandada pelo Major General Ronald Ferguson

36° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Herefordshire
1º Batalhão do 40° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 2º Somersetshire
1º Batalhão do 71° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Highland Light Infantry
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

3º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Miles Nightingall
29° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Worcestershire Regiment
1º Batalhão do 82° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Prince of Wale´s Volunteers
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

4º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Barnard Bowes

1º Batalhão do 6° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- 1º Warwickshire Regiment
1º Batalhão do 32° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Cornwall
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

5º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro James Catlin Craufurd
1º Batalhão do 45° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Nottinghamshire
1º Batalhão do 91° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Argyllshire Highlanders
1 Companhia, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American

6º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Henry Fane
1º Batalhão do 50° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- West Kent
5 Companhias, 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American
4 Companhias 2º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps

7º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Robert Anstruther
2º Batalhão do 9° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Norfolk
2º Batalhão do 43° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Monmouthshire Light Infantry
2º Batalhão do 52° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Oxfordshire Light Infantry
97° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queens Own German

8º Brigada
Brigada Comandada pelo Brigadeiro Wroth Palmer Acland
2° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queen’s Regiment
20° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- East Devonshire
2 Companhias 1º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps

INDEPENDENTES

20° Regimento Britânico de Cavalaria “Light Dragoon”


*
* *

Uma Ordem Geral de 21 Agosto, emitida depois da batalha de Vimeiro, determinou e ordenou que duas companhias do 1º Batalhão do 95° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Rifle Corps fossem integradas na 6ª Brigada e determinou que uma Companhia do 5º Batalhão do 60º [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Royal American fossem integradas nos 7º e 8ª Brigadas, deixando só três companhias assim com a 6ª Brigada.
Em 21 Agosto, o Coronel John Harding chegou para comandar a artilharia.
Uma Ordem Geral de 22 Agosto ordenou a transferência do 97° [Foot] Regimento Britânico de Infantaria- Queens Own German para a 8ª Brigada.

A 22 Agosto, o Tenente General Dalrymple chega e assume o comando do exército.
Ele imediatamente suspende as operações, concordando com a uma suspensão de hostilidades e começou a negociar uma convenção para a retirada de forças francesas de Portugal, a infame Convenção de Cintra.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ribombar dos canhões marcou reconstituição histórica da Batalha do Vimeiro .

Ver notícias em "Tinta Fresca. (aqui)

Mais noticias em Batalhas Napoleonicas (aqui ) e RCL (aqui ).

Programa ( aqui).

Bicentenário. Batalha do Vimeiro.

ESQUIOPPETTA, Domingo, fl. 1800-1850Batalha do Vimeiro [Visual gráfico / D. Schioppetta delin. ; J. Cardini esculp.. - [S.l. : s.n., entre 1810 e 1812]. - 1 gravura : água-forte, p&b http://purl.pt/5296. - Data baseada na inscrição e período de actividade dos gravadores. - Dim. da matriz: 33x44,1 cm. - Soares, E. - Hist. grav., nº 427)CDU 355.48 Batalha do Vimeiro(084.1) 94(469)"1808"(084.1) 762(=1.450)"18"(084.1).
Imagem Biblioteca Nacional