Chega a Lisboa o general Gregório Laguna, comandante da Estremadura espanhola, para felicitar as autoridades pelas vitórias alcançadas sobre os franceses.
A "Gazeta de Lisboa" retoma a impressão com as armas reais de Portugal.
Notas relativas às unidades militares que estiveram aquarteladas na Cidade de Lagos seus militares e campanhas em que participaram. Algumas notas sobre o exército português entre 1790 e 1820 e a guerra peninsular tambem conhecida pelo período das invasões francesas.


Foi com uma agradável surpresa que recebi como presente o relatório e contas 2007 da companhia de seguros Lusitânia [Grupo Montepio]. Os documentos contabilísticos encontram-se num CD , junto à capa.
O Livro, esse, é dedicado exclusivamente ao período das invasões francesas. Digo Invasões francesas porque não inclui os anos posteriores a 1810, nas quais o exército operou fora do território nacional.
Para meu mal, e em especial para o Jorge Quinta-Nova, o general Lecor, sem dúvida o melhor oficial do exercito português que operou no exercito anglo português, não faz parte da lista do que os autores consideram ser “ oficiais generais portugueses que mais se distinguiram nas campanhas da guerra peninsular”, mas a omissão inclui a exclusão de oficiais como Agostinho Luís Da Fonseca, Manuel Pamplona Rangel, José Cardoso De Meneses Souto-Maior, D. Luís Inocêncio Benedito De Castro - Conde Resende, ou José De Vasconcelos e Sá.

Foto Francisco Castelo.
A própria data de construção não é certa, e as múltiplas transformações por que passou ao longo da sua existência, determinaram a adulteração completa da disposição original interna. Logo em 1755, aquando do grande terramoto, o forte sofreu pesados danos, desmoronando-se algumas paredes. O processo de reconstrução que se seguiu foi, ao que tudo indica, demasiado demorado e a fortificação nunca mais atingiu a importância que se crê ter estado na sua origem. Dez anos após o tremor de terra, uma notícia indica não existir ainda quartel e armazém para a pólvora no seu interior. Parece mesmo que a reconstrução definitiva do forte apenas teve lugar quarenta anos depois de 1755, nas vésperas do país ser invadido pelas tropas francesas.Fosse como fosse, o certo é que logo na terceira década do século XIX o forte estava destruído e abandonado. Uma relação de trabalhos elaborada nos anos quarenta de Oitocentos indica que os trabalhos de reconstrução a realizar seriam de grande vulto, neles se integrando a desobstrução de grande parte das muralhas, indicador de que era já estrutural o abandono da fortaleza. Pelo final do século, o espaço passou para a Alfândega de Faro, que aqui instalou um ponto de fiscalização da sua Guarda. Ao longo do século XX, as várias tentativas para se rentabilizar (e preservar convenientemente) o espaço debateram-se com a inércia das instituições. Uma proposta de adaptação a unidade turística, sugerida pela DGEMN, não foi concretizada e, no presente, o pequeno forte mantém uma guarnição da Guarda Fiscal no interior, ao mesmo tempo que as velhas muralhas, de boa construção militar, se vão degradando, apresentando já perigosos sinais de desagregação, junto a alguns cunhais.
