sexta-feira, 24 de outubro de 2008

UM OFICIAL INGLÊS EM LEIRIA -3

O casamento de William Chartres com Ana Bárbara Soares Barbosa.
William Chartres foi baptizado em Leiria, pelo rito católico, a 3 de Julho de 1815, de modo a poder casar-se no dia seguinte, na Sé Catedral de Leiria com Ana Bárbara Soares Barbosa tendo o padre grafado o seu nome como Guilherme Chartres. Ana Bárbara Soares Barbosa (1788 - 22 de Agosto de 1868) era filha do Dr. Luís Soares Barbosa, médico, e de Joana Tomásia de Ceia Fortes.
Com este casamento este oficial inglês consegue ligar-se a algumas famílias mais importantes de Leiria. Talvez por se sentir numa posição tão segura, económica e social, se poderá compreender que tenha começado a ter problemas no exército no ano em que se casa.
O sogro, o Dr. Luís Soares Barbosa era de Ansião e as suas outras 3 filhas foram casadas com homens ricos e influentes como abastado Conselheiro José de Faria Gomes de Oliveira, de que se dizia "De quem é Leiria? – Do Hospital e do Faria!", ou um lente de Medicina de Coimbra o Dr. Aureliano Pereira Frazão de Aguiar, ou ainda com André Lúcio Ferreira Simões que foi um dos poucos industriais de Leiria em meados do século XIX, tendo instalado uma fábrica de louça em algumas dependências do extinto Convento de S. Francisco, no ano de 1857.
Quanto à consorte do Dr. Luís Soares Barbosa - Joana Tomásia de Ceia Fortes era filha do médico Manuel de Matos, crismado na Pederneira a 2 de Setembro de 1732. Por sua vez, o Dr. Manuel de Matos era cunhado de José da Cunha Ceia. Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, José da Cunha Ceia foi casado com Gabriela Inácia Pinto do Rego, sendo pai de Cristóvão da Cunha Pinto do Rego (que tomou o hábito da Ordem de Cristo em 1800) e do Capitão de Milícias Honorato da Cunha Pinto do Rego Ceia Trigueiros. Honorato da Cunha Pinto do Rego Ceia Trigueiros (falecido em 1828) foi o pai do Dr. Venâncio Pinto do Rego Ceia Trigueiros, Barão de Porto de Mós que por casamento foi proprietário da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, e foi senhor dos antigos morgadios da Canoeira e da Ribeira da Azóia. Amigo dos irmãos Costa Cabral e membro da Maçonaria, o Dr. Venâncio Pinto do Rego Ceia Trigueiros envolveu-se activamente na política nacional, tendo sido Senador, passando a Par do Reino por Carta Régia de 1842. Foi ainda feito Fidalgo Cavaleiro da Casa Real em 1845 e Conselheiro e Presidente do Tribunal de Contas. O Barão de Porto de Mós foi um dos 40 maiores contribuintes do Concelho de Leiria em meados do século XIX.
O Dr. Luís Soares Barbosa, sogro do Tenente-coronel Guilherme Charters, estudou Medicina em Coimbra. Tomou capelo a 20 de Maio de 1767, tendo sido médico dos partidos da Câmara, Cabido e Hospital da Guarda e Castelo Branco. Foi sócio correspondente do Instituto Vacínico da Academia Real de Ciências e Professor Régio de Filosofia e publicou várias obras. A 1 de Agosto de 1785 o Dr. Luís Soares Barbosa é nomeado médico do partido de Leiria.
O Dr. Luís Soares Barbosa teve dois notáveis irmãos e consequentemente tios da mulher do Tenente-coronel William Chartres.
Um deles foi o Pe. António Soares Barbosa que nasceu em Ansião, Professor de Lógica no Colégio das Artes (Coimbra), professor de Lógica na Faculdade de Filosofia, Director da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra e fundador e sócio da Academia Real das Ciências (em 1779). Deputado da Junta da Directoria Geral de Estudos em 1799. Precursor do Iluminismo em Portugal, contribuiu de forma significativa para a mudança de mentalidades que se operou no nosso país, na viragem do Antigo Regime para a Idade Contempo­rânea. Escreveu muitas obras, algumas delas publicadas em "Memórias" da Academia Real das Ciências.
O outro o Pe. Jerónimo Soares Barbosa, que nasceu igualmente em Ansião, professor de Retórica e Poética na Universidade de Coimbra, cargo que exerceu até à sua jubilação, em 1790. Em 1789 passou a ser sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. Filólogo, humanista e latinista, a sua principal obra foi a Gramática Filosófica da Língua Portuguesa, somente publicada seis anos após a sua morte e justamente considerada a mais completa exposição gramatical da língua portuguesa até então editada.
Vemos assim que este oficial inglês se integra, pelo seu casamento, na sociedade do distrito de Leiria, ficando ligado a várias famílias economicamente importantes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

UM OFICIAL INGLÊS EM LEIRIA -2

Biografia militar de William Chartres
William Chartres assentou praça em 1803, num regimento escocês (quando Berwick-upon-Tweed pertencia à Escócia), entrando ao serviço do Exército Britânico no Regimento de Infantaria "26", chamado "the Cameronians" - Scottish Riffles, no posto de Alferes. Foi promovido a Tenente a 21 de Março de 1805.
O "26th Foot" esteve somente durante um curto período de tempo na Guerra Peninsular e deixou a Península Ibérica pouco depois da batalha da La Coruña, no início de 1809. Deve ter sido por essa data que William Chartres foi destacado no Exército Português (na 2ª Companhia de Granadeiros do Regimento de Infantaria n.º 11) participando na Guerra Peninsular de Maio de 1809 a 1812. William Chartres esteve nas batalhas de Roliça (17 de Agosto de 1808), La Coruña (16 de Janeiro de 1809), Buçaco (27 de Setembro de 1810), Albuera (16 de Maio de 1811) e Badajoz (6 de Abril de 1812). Aquele destacamento permitia-lhe ter o posto de oficial no exército britânico ao mesmo tempo que era graduado num posto acima no exército português, recebendo dos dois lados!
William Chartres, ou Charters, manteve-se ao serviço activo no Exército Britânico até Dezembro de 1816, data a partir da qual "passou a poder continuar somente ao serviço do Exército Português".
Na British Army List de 1817, William Chartres aparece na secção dos oficiais ao serviço dos exércitos portugueses e espanhóis, tendo passado a meio-soldo desde 25 de Dezembro de 1816. William Chartres continua a surgir na mesma situação em listas subsequentes. Somente na edição de 1826 das listas aparece na secção intitulada "Casualties since the last publication" na subsecção "Retirements and Resignations".
Na edição de 1835 é indicado como Major, com meio-soldo. De facto, William Chartres era Capitão quando iniciou a sua actividade no Exército Português, embora a 7 de Setembro de 1817 tenha sido promovido a Major no Exército Britânico. No Exército Português, foi Capitão agregado ao Regimento de Infantaria n.º 11, a partir de 16 de Agosto de 1809, passando a efectivo em 16 de Maio de 1810. Foi depois Capitão de Granadeiros da 2ª Companhia do mesmo Regimento em 11 de Fevereiro de 1811, Sargento-mor do Regimento de Infantaria n.º 22 (em Vila Real) e Tenente-coronel em 1819 (ao serviço no Regimento de Infantaria n.º 15, em Braga). Reformou-se, após 22 anos de serviço, com o posto de Tenente-coronel do Exército português por decreto de 26 de Janeiro de 1826, com um terço do soldo. Foi agraciado Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada a 9 de Outubro de 1834.
O Comandante do Regimento de Infantaria n.º 22 em Almeida (Coronel Manuel António Cardoso), na avaliação referente ao primeiro semestre de 1813, alude a William Chartres como "conhecedor dos Regulamentos e Ordens do Dia e capaz de manobrar bem o Regimento no campo, cumprindo com zelo os seus deveres militares, tendo uma boa conduta militar".
A sua saúde não estava muito bem nessa época. Para gozar das águas sulfurosas de Moledo, William Chartres obteve 20 dias de licença, que a Junta de Saúde de Lamego lhe concedeu em 13 de Julho de 1813.
Entretanto, a 1 de Julho de 1815, António de Lacerda Silveira, posterior Coronel Comandante do Regimento de Infantaria n.º 22, em Almeida, declarou que William Chartres tinha "boa disposição física e má saúde nos últimos tempos (teve sezões durante 33 dias e venéreas durante 62 dias) porém actualmente se restabeleceu e está capaz para todo o serviço".
Contudo, William Chartres era também visado negativamente nesse relatório de António de Lacerda Silveira, no item "conduta civil": encontra-se "mais moderado do que tenho dito em informações antecedentes por se ter abstido das bebidas espirituosas que davam motivo a que não tratasse bem os habitantes do país e mesmo alguns oficiais". Em outros pontos dos relatórios deste comandante, alude-se novamente à conduta militar: "é boa se se abstém das referidas bebidas, não desconhece as manobras e tem desejos pelo serviço". No item "aplicação a estudos", refere-se: "tem lido livros, não sei se militares, porém creio que a sua maior aplicação tem sido na história e romances". Mais adiante diz-se: "É aplicado ao serviço e tem bons desejos pela perfeição do Regimento, a que seria útil se conservasse sempre o mesmo senso". No seu juízo final, o comandante afirma que "este oficial se se soubesse sempre moderar, seria muito bom, porém facilmente perde a cabeça, ainda que beba pouco vinho, e não pode inteiramente abster-se dele e nesse estado é incómodo aos camaradas e habitantes do país, pelo mau modo com que os trata; espero contudo que continuando a moderar-se como lhe convém e ultimamente tem feito não deixe de ser útil no serviço".
Nos relatórios do segundo semestre de 1815, o Coronel António Lacerda Pinto da Silveira (Comandante do Regimento de Infantaria n.º 22) volta a referir o facto de William Chartres "gostar de bebidas espirituosas e de vinho" e, como consequência, "não tratar bem os habitantes do país e mesmo alguns oficiais". Apesar disso, tece-lhe elogios: "boa conduta militar, aplicado ao serviço, tem bons desejos pela perfeição do Regimento [...], não desconhece os Regulamentos e as Ordens do Dia e é capaz de manobrar com o Regimento no campo".
Como seria de supor, esta conduta militar de William Chartres, que surge somente após o seu casamento com uma senhora de uma família rica de Leiria, veio a criar-lhe problemas. Na informação semestral referente ao início de 1816, é indicado que William Chartres tinha tido 121 dias de prisão no ano anterior. Efectivamente, em finais de 1815 foi presente ao Conselho de Guerra. Foi também julgado a 23 de Fevereiro de 1820, tendo-lhe sido imposta, a 25 de Agosto desse ano, uma pena de 100 dias sem vencimento. No relatório do Coronel Comandante do Regimento diz-se que tudo sucedeu "por falta de respeito aos seus superiores, tendo atacado o Tenente-coronel inteiramente desarmado; tendo ele, Major, espada e pistola; desobedecendo às vozes de prisão que o Coronel comandante lhe deu".

Continua.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nada de novo!


UM OFICIAL INGLÊS EM LEIRIA -1

O Tenente-coronel William Charters.

Um dos oficiais britânicos que integrou o exército anglo-luso durante a Guerra Peninsular foi William Chartres (ou Charters). William Chartres nasceu em 1783 na cidade de Berwick-upon-Tweed, situada no estuário do rio Tweed, costa este da Inglaterra e da Escócia, facto que o torna em parte escocês, em parte inglês.
O Tenente-coronel William Chartres era filho de Robert Charters (ou Chartres) e de Barbara Middlemist (nascida a 8 de Março de 1757 em Coldstream - Roxburghshire), casados em Berwick-upon-Tweed a 7 de Setembro de 1776. Roberto Charters trabalhava em cobre e foi aprendiz na oficina do seu irmão, tendo depois sido admitido como mestre na Cooperação. Instalou-se por conta própria por volta de 1780, uns anos antes de William ter nascido.
William Chartres era neto paterno de um outro William Charters (que aparece igualmente com a grafia Chartres) e de sua mulher Margareth Middlemist, naturais de Duns, no Berwickshire. Era neto materno de Thomas Middlemist e de sua mulher Elisabeth Davison casados em Janeiro de 1750, naturais de Coldstream.
Nas listas de antiguidades da British Army, o oficial inglês aparece com o apelido "Chartres", mas, por exemplo no “Succession Register” do 26th Foot de 1813 aparece com o apelido de Charters e nos documentos do Exército Português (arquivados no Arquivo Histórico Militar) foi usado na maioria das vezes "Charters" em vez de "Chartres". No entanto, William Charters, em todos os requerimentos escritos pelo seu punho após o seu baptismo pelo rito católico em 1815, assina "Charters", adoptando igualmente "Guilherme" para seu primeiro nome. Nos registos paroquiais de seus filhos, a partir de 1815, já aparece com o apelido Charters. William Chartres teve 6 irmãos, todos mais novos, a excepção de um com o mesmo nome que ele e que morreu á nascença. A sua irmã, Elizabeth Chartres, casou-se em 11 de Julho de 1805 com Richard Shortney. Tiveram sete filhos: Barbara, Anne Maria, Margareth, Thomas, Elizabeth, Robert e Richard. Antes de 1824, toda esta família encontra-se já a residir em Regueira de Pontes (Leiria), supomos que por ter sido convidada a fixar-se na região de Leiria, pelo irmão e tio William Chartres (Sobre mais pormenores genealógicos ver:
Continua.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

William Charters por Ricardo Charters d’Azevedo.

Irei dar início à colocação de um texto realizado por Ricardo Manuel Monteiro Charters d'Azevedo, relativo a um seu antepassado, oficial de origem inglesa (William Charters) que prestou serviço como oficial do exército português e que acabou por escolher esta Pátria Portuguesa como a sua .
O texto será colocado em partes como vem sendo habitual neste blog.

O texto é um resumo adaptado do conteúdo de parte dos Cap. I e II do livro “Villa Portela – os Charters d’Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX)de Francisco Queiroz, Ana Margarida Portela e Ricardo Charters d’Azevedo, Lisboa, Gradiva (http://www.gradiva.pt/), Novembro de 2007

Aqui fica uma pequena biografia do autor do texto.
Ricardo Manuel Monteiro Charters d'Azevedo nasceu em 1942 em Lisboa. Engenheiro electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico, condecorado com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, foi alto funcionário da Comissão Europeia e Director Geral no Ministério da Educação.
Docente de diversas cadeiras no domínio da Electrónica e das Telecomunicações no Instituto Superior Técnico e na Academia Militar, é autor e co-autor de diversos artigos e livros sobre a educação, formação profissional e as telecomunicações.
Agradeço antecipadamente o Engº Ricardo Charters d’Azevedo por esta preciosa colaboração.

domingo, 19 de outubro de 2008

Ordem do dia de 18 de Agosto de 1809.

«Quartel General de Salvaterra 18 de Agosto de 1809
O Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Marechal Beresford me encarrega de fazer constar, que ele não pode deixar de se admirar muito de haverem os Senhores Oficiais mandado com a bagagem os Livros das Ordens, quando os devem trazer sempre consigo , para não lhes virem a faltar nas ocasiões , em que lhes são mais precisos ; e recomenda muito, que daqui em diante os Senhores Oficiais não separem jamais de si os seus Livros de Ordens.
Ajudante General Mozinho»
Digam ao Senhor Marechal que o autor deste blog nunca se separa dos dele.

sábado, 18 de outubro de 2008

Colecção das Ordens do Dia... e Compilação das Ordens do dia...

Só há poucos dias pude constatar, que existem, essencialmente, duas obras sobre as Ordens do dia, as quais pensava eu, serem a mesma obra.
A primeira, é a conhecida como
Colecção das Ordens do Diavariando o texto seguinte.

A outra, mais rara , com o título de Compilação das Ordens do dia do Quartel General do exercito português , concernentes á organização, disciplina e economia ,militares na campanha
São 6 pequenos volumes de bolso [ 1 por cada ano 1809, 1810, 1811, 1812, 1813 e 1814] , em papel extremamente leve, contendo as ordens do dia , nas quais foram retiradas todos os textos que não tenham a ver com “…organização, disciplina e economia ,militares …”.
A obra contem no fim de cada volume um apêndice com a legislação militar aplicavel ( designadamente os artigos de guerra de 1764), um resumo da força militar em cada ano e um índice por temas.

Trata-se de uma obra extraordinária.
Irei colocar dois posts sobre ambas as obras, as as imagens e descrição física das mesmas.

Compilação das Ordens do dia

Compilação das Ordens do dia do Quartel General do exercito português , concernentes á organização, disciplina e economia ,militares na campanha de 1809
[etc até 1814 ]
Lisboa, na impressão regia, anno 1811, acha-se na Loja da Impressão Regia, debaixo da arcada do Terreiro do Paço e na de Carvalho , aos Martyres .
Descrição física. 9 x 14,5

Colecção das Ordens do Dia do Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor Guilherme Carr Beresford ...

São algumas as variantes desta obra, a qual contem vários volumes.
Aqui ficam alguns volumes da Colecção..:

Colecção das Ordens do Dia do Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor Guilherme Carr Beresford , commmandante em chefe dos exércitos de S.A.R. o Príncipe Regente Nosso Senhor
Anno 1809
Lisboa , por António Nunes dos Santos,
Vende-se na Rua- Nova do Almada nº44

Descrição física. 14 x 19,5


Colecção das Ordens do Dia do Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor Guilherme Carr Beresford , commmandante em chefe dos exércitos de S.A.R. o Príncipe Regente Nosso Senhor
Anno 1814
Lisboa , por Manoel Pedro de Lacerda,
Impressor do Quartel General , com Licença
Vende-se na Travessa de S.m Nicolao ao Pote das Almas , nº67.

Descrição física. 14 x 19,5

Colecção das Ordens do Dia do Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor Marechal General , Marquez de Campo Maior, commmandante em chefe do exército de Sua Majestade Fidellíssima El Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve
Anno de 1820
Lisboa , por Manoel Pedro de Lacerda,
Impressor do Quartel General , com Licença
Vende-se na Calçada do Combro , nº55

Descrição física. 14 x 19,5

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fora de contexto-O Último Duelo em Portugal.

Enquanto assistia à história do último duelo à morte na Escócia, entre Landale e Morgan, lembrei-me do último duelo à morte em Portugal, no qual participou um familiar.
O duelo, entre António Centeno (monárquico e capitalista) e António Beja da Silva (republicano, vereador e vice-presidente da CML) teve lugar no Campo Grande, alegando ambos os duelistas motivos de honra. Se a memória não me falha, António Beja da Silva, morreu de ataque cardíaco. António Centeno era um grande esgrimista, e já anteriormente participara em duelos .

Foto de um duelo à espada.

domingo, 12 de outubro de 2008

Há 200 anos. 12 a 21 de Outubro de 1808.

12 de Outubro -Decreto de criação no Rio de Janeiro de um Banco Nacional, com os respectivos estatutos.
13 de Outubro -As forças inglesas sob o comando do General David Baird começam a chegar a La Corunha, ficando estacionadas ao largo.
16 de Outubro - As autoridades chinesas pressionam o Governo de Macau para forçarem a saída das tropas inglesas daquele território.
21 de Outubro - Aviso do príncipe regente tornando obrigatória a circulação da pataca espanhola de prata pelo valor de 800 réis.
Iniciam-se os distúrbios entre chineses de Macau e as forças militares inglesas ali estacionadas.

Soldados armados da Legião, [Lisboa, 1806]


SOLDADOS ARMADOS DA LEGIAO Soldados armados da Legião [Visual gráfico. - [Lisboa : s.n., 1806]. - 1 gravura : buril, p&b ; 37x22 cm http://purl.pt/6104. - Data atribuída segundo o Plano de Uniformes de 19 de Maio de 1806 (cf. com M. P. -Uniformes de Caçadores : 1808 a 1910. Ms. BN E.A. 114 P.). - Farda da Legião Portuguesa sob o comando do Marquês de Alorna desde 1795CDU 355.1(469)"1806"(084.1)


Biblioteca Nacional.

sábado, 11 de outubro de 2008

Há 200 anos. 11 de Outubro de 1808.

O exército britânico comandado pelo general Moore começa a deslocar-se para Espanha. Todas as unidades estarão em movimento no dia 18, e Moore sairá de Lisboa em 26.
O general espanhol Blake reocupa Bilbao, enquanto as forças francesas sob o comando do general Merlin retiram.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cavalerie da Novion, ou de Police à Lisbone.



MICHEL, H., fl. ca. 1800-1809 Cavalerie da Novion, ou de Police à Lisbone [Visual gráfico = Novion, or Lisbon Police Cavalry / H. Michel del. ; I. Clark sculp.. - London : J.Booth, 1809. - 1 gravura : água-tinta, aguarelada http://purl.pt/5219. - Dim. da comp. sem letra: 18,5x19 cmCDU 357(=469)"18"(084.1) 762(=1.410)"18"(084.1)


biblioteca nacional

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Filme : The Four Feathers - 2002.

«You may be lost, but not forgotten. Those who have journey far, to fight, for a land, know that the soldiers greatest comfort is to have is friends close at hand in the heat of battle, It ceases to be an idea for which we fight for the flag. Rather we fight for the man on our left, And we fight for the man on our right. When all the armies have scattered, And when all the empires fall away, All that remains is the memory of those precious moments We spent side by side.»
Tradução livre:
Podem estar perdidos, mas não esquecidos. Aqueles que viajaram longe para lutar em terras estranhas, sabem que o maior consolo do soldado é ter os amigos por perto. No calor da refrega, da batalha, nós deixamos de nos bater por um ideal ou por uma bandeira. Em vez disso, lutamos pelo homem à nossa esquerda, e lutamos pelo homem à nossa direita. Depois dos exércitos serem licenciados, depois da queda dos impérios, tudo o que resta é a lembrança daqueles instantes preciosos, passados lado a lado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Há 200 anos. 2 a 7 de Outubro de 1808.

2 de Outubro- A guarnição francesa da praça de Almeida depõe armas.
Retiram-se de Elvas as ultimas forças francesas.

4 de Outubro -Provisão proibindo a admissão a despacho de livros e papéis impressos sem licença da Mesa de Desembargo do Paço criada no Rio de Janeiro.

7 de Outubro -Para celebrar a expulsão dos franceses manda-se libertar grande número de presos que se encontravam nas cadeias dos distritos de Lisboa e Porto.