terça-feira, 18 de novembro de 2008

ROTA HISTÓRICA DAS LINHAS DE TORRES

ROTA HISTÓRICA DAS LINHAS DE TORRES
Seminário Internacional e inauguração do circuito de visita da Enxara

Com o objectivo de divulgar a especificidade do sistema militar defensivo de Lisboa, denominado por Linhas de Torres, é organizado o “Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa”, reunindo no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, nos dias 20, 21 e 22 de Novembro de 2008, alguns dos mais reputados peritos internacionais neste tipo de património.
No âmbito do programa do seminário, assinala-se ainda a inauguração do primeiro circuito de visita incluído na “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto dinamizado por uma plataforma intermunicipal que congrega todos os municípios onde se implantam as fortificações: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.
Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa
Arruda dos Vinhos, 20 a 22 de Novembro de 2008
Com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa e o apoio da Real Embaixada da Noruega, constitui o primeiro evento de visibilidade internacional promovido no âmbito da “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu.
Mais informações em www.cm-arruda.pt/seminariolinhastorres.
Inauguração do Circuito da Enxara
Serra do Socorro, 22 de Novembro de 2008
Este circuito disponibiliza à fruição do público três locais na freguesia de Enxara do Bispo, Concelho de Mafra: a Serra do Socorro, onde foi implantado o posto central de comunicações do exército anglo-luso e no qual o visitante pode conhecer o provável espaço onde se implantava o telégrafo, observar a sua réplica e ainda visitar o Centro de Interpretação e os Fortes da Enxara (obras 28 e 29).
O programa de inauguração inicia-se às 11h30 do dia 22 de Novembro na Serra do Socorro, com transporte assegurado em autocarro, ida e volta, para os fortes da Enxara.
Mais informações em http://www.cm-mafra.pt/.

Comentário do autor do Blog:
Há muito que a Linha de Torres Vedras [com todos os seus fortes e redutos], deveria estar classificada como Património Nacional, senão mesmo na Humanidade, uma vez que se trata de uma das 4 maiores obras de engenharia militar do Mundo. Ao contrário, a sua destruição continua, e já não a ameaça Massena, mas a construção civil, os moinhos eólicos e a ignorância.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa.5

Capítulo 5. A pacificação interna e do Exército.

A constante agitação militar e política em Portugal, aliada à sempre eterna crise económica, não permitira grandes inovações em termos uniformológicos, e mesmo com o novo plano de uniformes de 1848, ainda não se verificaria a introdução da túnica ou do casaco, peças de uso prático e recém chegadas às modas militares europeias.
Este plano de uniformes, decretado em 5 de Outubro de 1848, não realizou evoluções estilísticas significantes ao nível de algumas potências europeias, que introduziram novos conceitos uniformológicos, baseados sobretudo no pragmatismo.
Ao analisar-se a iconografia relativa a este plano de uniformes, detecta-se uma evidente simplificação do uniforme básico, mantendo-se, contudo, peças obsoletas como a farda, ou casaca de abas. Por esta época, a casaca de abas passara a uniforme de parada em alguns exércitos europeus, como o francês.
A imposição de padrões de disciplina surge subliminarmente nesta simplificação e padronização relativa dos fardamentos, reaproximando o exército à sua missão de defesa e procurando a sua submissão aos governos e poderes legítimos do Reino, embora tal fosse uma tarefa difícil. A farda teria de deixar de ser um símbolo de ambientes políticos explosivos, para passar a ser uma peça de uniforme de um exército pacificado.
A economia surge aqui como um dos factores mais importantes para a concepção do plano de uniformes de 1848 que, perante a leitura dos sucessivos artigos, aponta para a simplificação dos desenhos e do corte do anterior plano de 1834, mas sem concessões aos novos estilos europeus. Estilisticamente, o panorama uniformológico de Portugal e Inglaterra era similar e atrasado em relação à França, à Prússia e aos estados italianos como a Sardenha, o Piemonte, Nápoles e os inconfundíveis voluntários garibaldinos. Mas é importante também referir que outras potências, como a Rússia e a Espanha, continuavam a manter fardamentos de recorte obsoleto, não abandonando uma certa aparência de Antigo Regime.
O factor económico, no plano de 1848, denotou-se no abandono da dupla abotoadura, ou assertoado, similar ao modelo prussiano de 1815 a 1842, passando a um padrão de fila única e direita de oito botões na frente, fazendo relembrar o uniforme básico de 1806. Isto implicou uma significativa poupança em metal e despesas de punções em botões, e mesmo em tecidos, já que a farda deixou de se trespassar sobre o peito. Este trespasse manteve-se nas sobrecasacas do pequeno uniforme dos oficiais e nas versões triplas dos uniformes de caçadores. Mas à parte estas pequenas modificações, a farda, ou casaca de abas, mantinha o recorte obsoleto do plano anterior, datado de 1834.
Um elemento foi substituído com um toque de evolução e modernidade: a barretina. O modelo pesado, dispendioso e pouco cómodo da barretina de topo de sino (Bell-Toped) de 1834, deu lugar a uma cobertura mais ligeira, com similaridades ao modelo francês de 1845. Esta barretina era de formato troncónico, com a parte frontal colocada a 90º em relação ao crânio, dentro do estilo que irá evoluir para o képi, do qual Portugal se tornará usuário a partir de 1868 - 1869.
Um dos aspectos mais frequentes neste período foi a publicação de decretos em que se apontavam as contínuas faltas de disciplina e os sintomas de desleixo patentes em todos os graus hierárquicos do Exército. Criticou-se, sobretudo, a classe de oficiais, incluindo superiores, tanto pelas alterações caprichosas que faziam nos uniformes regulamentares, como por terem os seus fardamentos em mau estado e por se uniformizarem somente para os actos de serviço, fazendo a sua vida social em trajos civis. Esta situação poderia levar-nos a uma série de leituras e de questões pertinentes, passando todas por uma aparente aversão dos militares portugueses ao uniforme, em particular ao dos oficiais, cujo atavio era suposto ser exemplar. Poder-se-ia depreender que muitos oficiais, alistados nas guerras civis e posteriormente, teriam seguido a carreira das armas por necessidade ou imposição familiar, tal como muitos outros, filhos de famílias de vários estratos sociais, ingressavam na carreira eclesiástica como meio de posicionamento social e económico, mas uns e outros sem real vocação ou apego aos objectivos destas profissões.
De facto, pela leitura dos documentos, não seria difícil observar um comportamento de funcionário de repartição na classe de oficiais do exército, largando o uniforme após as horas de serviço, além das acusações de gastarem os seus proventos em vestuário civil, ao invés de o usarem na manutenção e actualização dos seus uniformes. Esta situação era mais rara nas restantes classes, sargentos e praças, devido aos regulamentos mais coercivos sobre o uso de uniforme e aos magros soldos, muitas vezes dizimados a repor peças de fardamento, precocemente desgastadas pela sua má qualidade. Mais tarde, surgirão legislaturas no sentido de interditar o uso do trajo civil aos militares, dentro e fora da unidade, salvo em condições especiais como licenças prolongadas. Desde Abril de 1810 a Outubro de 1848 são emitidas trinta e uma ordens do exército sobre o uso correcto dos uniformes em todos os graus hierárquicos. Numa época preenchida por guerras civis, golpes e contra golpes, instabilidade política e militar, a disciplina e a uniformidade militar não saíram, certamente, beneficiadas. Daí a constante insistência quanto a estes factos, obrigando o Estado e os altos comandos militares a imporem-se sobre as questões disciplinares e sobre o correcto atavio dos uniformes no Exército, independentemente dos graus hierárquicos.
No ponto nº 7 do artigo XXI, da Ordem do Exército nº 50 de 2 de Outubro de 1848, verificamos que se insiste na disciplina da uniformização do vestuário militar dos próprios oficiais. Isto implicava o corte com possíveis extravagâncias ou liberdades tomadas anteriormente, durante os anos conturbados da instabilidade política. É de notar o que foi decretado, muito antes, na ordem do Exército de 4 de Março de 1811: “O sr. Marechal observa, que apesar da ordem do dia 12 de Abril de 1810, os officiaes se vestem de todos os modos, conforme deseja a sua fantasia: s. exª não vê uniformidade alguma (…)”.
Muito mais tarde, a 7 de Junho de 1851 sai um decreto em que o Comandante em Chefe do Exército, Marechal Duque de Saldanha, adverte a classe de brigadeiros quanto ao incorrecto uso de uniformes não correspondendo a esse grau hierárquico. No caso específico, é referido que brigadeiros graduados tinham o hábito de envergar uniformes de general, quando se apresentavam em formatura com as respectivas unidades. Como é natural, tal atentava contra todos os esforços de disciplinar o exército, esforços desenvolvidos desde há longos anos, traduzidos em muitas ordens do exército e decretos a apontarem para que cada classe hierárquica se confinasse aos seus devidos uniformes, como também aos acessórios e paramentos regulamentares. Claro que as milícias e posteriormente os batalhões e guardas nacionais tentavam fugir a este tipo de imposições, usando do poder económico de muitos dos seus elementos para se uniformizarem de maneiras extravagantes ou, pelo menos, para se subtraírem às regras vestimentárias do exército de linha.
Este assunto voltaria a ser tratado em decreto de 3 de Fevereiro de 1852 na Ordem do Exército nº 12. Nela aborda-se o abuso praticado pelos oficiais do Exército em relação ao uso do traje civil que havia sido regulamentado no longínquo ano de 1819, na Ordem do Dia de 16 de Março. Este desleixo e desapego pelo uniforme, com consequente impacto na disciplina, serviria de exemplo negativo em todos os graus hierárquicos até à classe de praças. Citando alguns pontos eloquentes nesta O.E. nº 12: “Que muitos oficiais do Exercito deixem de ter o completo dos seus uniformes, ou o têem em mau estado, para comprarem e trajarem objectos de uso à paisana.
Que quasi se envergonham de apparecer com os distintivos de sua profissão, por isso que sómente nos actos puramente de serviço é que vestem os seus respectivos uniformes. Que são multiplicadas as pertenções de adiantamento de dinheiro para a compra de uniformes; allegando ora o disposto na Ordem de Exército nº 31 de 1849, ora carência dos meios sufficientes e em os cazos são sempre vistos, fora do serviço com vestuário à paisana.” (O.E. nº 12 de 3/2/1852).
A regulamentação de 3 de Fevereiro de 1852 visava, em suma, exercer um controlo sobre os hábitos de muitos militares trajarem à civil, em alturas consideradas impróprias e lesivas para a imagem do Exército perante a sociedade da época. Eram os militares, sobretudos oficiais, compelidos a reservar o traje civil para ocasiões sociais limitadas e fora dos postos de aquartelamento: “passeios ou divertimento campestre…, bailes de subscrição…” (O.E. nº 12 de 3/2/1852).
Em artigo da Revista Militar, no tomo III, do ano de 1852, mencionava-se a Ordem do Exército nº 12, datada de 1850, que já na altura proibia o uso de vestuário civil pelos militares, citando-se como exemplo a Prússia, onde os oficiais não poderiam entrar no Parlamento sem estarem uniformizados. A leitura do artigo deixa transparecer casos de negligência e de falta de atavio militar: “O despreso das insígnias é o despreso da profissão”. Isto implicava falta de disciplina nos quadros de comando e quiçá falta de motivação a vários níveis da instituição militar (Revista Militar, 1852, p. 92 - 93).
Para além destas questões de base que afectavam o exército regular, havia ainda a considerar a lentidão com que era implantado um plano de uniformes, mesmo em forças de segunda linha.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Medalhas Militares

Para quem gosta de medalhas militares, aqui fica uma bela colecção.
Poderão ver , as medalhas britanicas atribuidas durante a Guerra Peninsular, em especial a Sir Denis Pack (imagem ao lado), que serviu como oficial do Exército Português.




Trata-se do Leiloeira Spink

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa.4

Imagem biblioteca nacional
[Militar] [Visual gráfico. - [S.l. : s.n., ca. 185-?]. - 1 gravura : água-forte, color. a guache ; 32x23 cm http://purl.pt/1082. - Data atribuída segundo características formais CDU 355.1(469)"18"(084.1) 762(=1.469)"18"(084.1)


Capítulo 4. O período romântico e o triunfo liberal.



O ideário liberal trouxe novas influências à sociedade portuguesa, incluindo o Exército e, sem dúvida os seus uniformes. A aparência discreta do soldado português, em tons de azul ou castanho, foi progressivamente enriquecida com novos recortes e adornos, típicos do período romântico, sendo o plano de uniformes de 1834 o corolário destas novas tendências. Novos fardamentos, com casacas de dupla fileira de botões, mais justas ao corpo mas mais desconfortáveis, são as primeiras alterações a ser perceptíveis na iconografia que acompanhava aquele plano de uniformes, assim como a velha barretina cilíndrica, herdada dos ingleses, que foi substituída pelo novo, ornado e pesado modelo de topo de sino, de marcadas influências prussiana e francesa. Também outros adornos se tornaram mais exuberantes, como as dragonas e charlateiras, nomeadamente as dos oficiais e da cavalaria, numa profusão de canotões de fios dourados e franjas com as cores regimentais. A cavalaria, anteriormente confinada a uma aplicação táctica indefinida, foi, a partir de 1834, dividida em regimentos de cavalaria ligeira, respectivamente seis regimentos de caçadores a cavalo e dois regimentos de lanceiros. Estes últimos foram uniformizados ao melhor estilo europeu, com jaqueta curta e cintada e com a barretina de topo rectangular, característica deste tipo de tropas, denominada de Schapska, com a sua origem nos regimentos de lanceiros polacos do período napoleónico.
A artilharia também sofreu algumas alterações, tanto na aplicação táctica como nos próprios uniformes, que passaram a distinguir a artilharia de campanha, montada e a artilharia de posição ou de sítio. Mantendo as tradicionais cores e os atributos regimentais da Arma, o encarnado e as peças cruzadas que ornavam as chapas das barretinas, golas e virados das abas das casacas, os artilheiros montados passariam a usar uniformes e armas individuais similares aos da cavalaria, o que incluía sabres, pistolas e carabinas. A farda tinha abas posteriores curtas e rematava-se com um cinto de lã à cavaleiro em vez do talabarte com patrona enquanto os artilheiros a cavalo usavam boldrié com canana, com gancho para carabina. Os artilheiros apeados equipavam-se de maneira semelhante à infantaria, com casacas de abas longas, correames cruzados, com patrona e porta baionetas e eram armados com mosquetes longos de pederneira, do modelo distribuído às Armas apeadas, geralmente Brown Bess inglesas, substituindo-se a baioneta regulamentar de infantaria pelo terçado, espécie de espada curta, característica da Artilharia.
Este plano de uniformes de 1834 significou um relativo romper estilístico com todo um sistema uniformológico que perdurava desde o plano de 1806, assim como acompanhou e reflectiu paralelamente a introdução de novos conceitos tácticos, nomeadamente na cavalaria e na artilharia. É de notar que a maioria dos oficiais do novo exército liberal que saiu da Guerra Civil de 1832-1834 haviam estado emigrados na França e na Inglaterra, onde absorveram as modas militares do período romântico, contrariamente aos quadros de comando das velhas estruturas absolutistas, assumidamente tradicionalistas e impermeáveis às influências externas, atitude que lhes poderá ter provocado a derrota no campo de batalha.
Afastada, aparentemente, a ameaça do absolutismo miguelista, confrontaram-se as facções liberais, divididas entre a esquerda dura dos seguidores da Constituição de 1820 e a direita cartista, defensora da Carta Constitucional, que tinha origem na que havia sido outorgada por D. Pedro, em 1826. No meio, deambulavam os Setembristas (Golpe de Setembro de 1836), constitucionalistas moderados, que no golpe de Fevereiro de 1842 haviam sido afastados do poder por Costa Cabral (Bebiano, 1993, p. 260 - 261).
O exército regular continuava politizado e instável, dividido em várias facções, e era secundado na instabilidade política por inúmeros batalhões de voluntários, herdeiros das antigas milícias e ordenanças. Contudo, o carácter rural destas fora substituído pela componente profundamente burguesa dos referidos batalhões da Guarda Nacional e de voluntários. Estes batalhões, de grande utilidade na guerra civil de 1832-1834, tornaram-se em contingentes de duvidoso valor militar, por vezes pretexto para uma certa burguesia envergar um uniforme, de preferência vistoso, e para exibir um mosquete e uma baioneta pelas ruas. E à semelhança de algumas dessas guardas, também elas perdiam muitas vezes o entusiasmo quando enfrentadas por tropas regulares, não restando outra solução senão voltar a entregar o mosquete e volver a casa.
Para se ter uma ideia da proliferação destas unidades de voluntários, refira-se que, entre 26 de Dezembro de 1840 e 14 de Fevereiro de 1850, as Ordens do Exército (O.E.) registam oitenta e cinco batalhões e companhias de voluntários de infantaria, cavalaria e artilharia, e deste número destacam-se vinte e nove batalhões de caçadores (Brito, 1988, p. 18 - 19). Para um país pequeno como Portugal, esta quantidade inusitada de unidades era flutuante, sendo os batalhões e companhias convocados e desmobilizados, conforme a situação política do momento. As mobilizações são intensas entre 1840 - 1841, no período que antecede o golpe de Fevereiro de 1842, e depois em 1846 - 1847, com o deflagrar da guerra civil da Patuleia. É de notar a proficuidade de batalhões ou companhias de caçadores, vinte e nove num total das já referidas oitenta e cinco unidades. É compreensível, dado o sentido de elite que o uniforme de caçadores, adoptado por estas unidades, conferia ao seu usuário, mesmo que o seu desempenho militar não correspondesse ao garbo da farda. Os uniformes de caçadores continuavam, na década de 1840, a manter as características básicas que tornavam tão solicitados por muitas unidades de voluntários. Assim, mantinha-se o castanho pinhão, com adornos em negro, como cores gerais para todas as peças do uniforme, factor que iria perdurar desde 1806 até, praticamente, ao plano de uniformes de 1885.
Continua

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Remembrance Day. Poppy Day


http://www.youtube.com/watch?v=e4NtSqZcT_4&feature=related

Hoje, é o dia Remembrance Day na maioria das nações que compõem a Commonwealth .

In Flanders Fields
by John McCrae, May 1915



In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.I
f ye break faith with us who die
We shall not sleep,though poppies grow
In Flanders fields.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa.3

Capítulo 3. O período da Guerra Peninsular

Em 1806 foi decretado novo plano de uniformes, perfeitamente adaptado às modas militares da Europa e em que o obsoleto tricórnio, a véstia e a velha pantalona pelo joelho foram sustituídos pela barretina e por um fardamento mais simples e sóbrio, composto pela casaca de abas azul ferrete, agora a fechar pela cintura, e as calças, divididas em modelo de Inverno e modelo de Verão. O primeiro tipo de calça, em lã azul ferrete, apertava pelo tornozelo e complementava-se com polainas de pano grosso preto sobre a calça e o sapato. O segundo tipo era confeccionado em linho branco ou alvadio, e o seu recorte era invulgar, já que era rematada na sua parte inferior por uma pala semelhante a uma polaina que apertava entre o tacão e a sola do sapato. Os regimentos de linha eram agora diferenciados, somente, pela combinação cromática das golas, dos canhões das mangas e dos forros das casacas. Os uniformes da milícia, ou a segunda linha, eram semelhantes aos das tropas regulares e seguindo o método distintivo da primeira linha, apenas se colocando os nomes das localidades regimentais na barra inferior de latão da barretina. A terceira linha, constituída pelas ordenanças, de carácter fortemente rural, possuía fardamentos mais peculiares à base de tecidos grosseiros de cor castanha como o burel ou a saragoça, este um tecido de origens beirãs. Em 1809 a infantaria ligeira é convertida nos corpos de caçadores, assumindo por muitos anos o carácter, justificado, de tropas de élite e extremamente apreciadas pelos altos comandos britânicos durante a Guerra Peninsular. Os caçadores de infantaria caracterizavam-se pelos seus uniformes castanhos, geralmente, do já referido tecido de saragoça destinado a sargentos e praças e em tecidos mais nobres para oficiais. Indubitavelmente baseados nos regimentos de atiradores britânicos, uniformizados de verde, o 95th e o 60th Rifles Regiments, os caçadores, cuja técnica de combate se efectuava em ordem dispersa e valendo-se da perícia dos seus atiradores em alvos selectivos, ao contrário da infantaria de linha que actuava em ordem cerrada e cujo fogo se fazia maciçamente em descargas cerradas, necessitavam de uniformes que os dissimulassem na paisagem, evitando a sua detecção pelo inimigo. Este conceito foi igualmente adoptado pelos exércitos austríacos com os seus FeldJäger, fardados de cinza escuro e que foram adversários temíveis das tropas napoleónicas. Curiosamente estes últimos, apesar de possuírem caçadores a cavalo (Chasseurs à Cheval) com uma filosofia de uso de acordo com as tácticas de cavalaria ligeira, contavam com unidades de infantaria ligeira (Voltigeurs) mas desprovidos de armas raiadas, contrariamente aos portugueses e ingleses, fiéis usuários da carabina raiada de pederneira Baker, ou dos austríacos com a sua Jäger Karabine.
Ainda no contexto da Guerra Peninsular, a cavalaria e a artilharia portuguesas também se uniformizavam de azul ferrete, embora com fardamentos característicos, decretados pelo plano de uniformes de 1806, consistindo na farda curta, calção, bota e capacete de couro, tipo Tarleton, ornado com cresta de crina de cavalo para os primeiros e fardamento similar ao da infantaria para os artilheiros. As diferenciações regimentais faziam-se como na infantaria.
Apesar das profundas reorganizações levadas a cabo por Wellington e Beresford, os uniformes do Exército Português mantiveram o seu corte básico até à Guerra Civil de 1832-1834.

Continua

domingo, 9 de novembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa.2

Capítulo 2. Breve Panorâmica sobre o séc. XVIII

As primeiras referências concretas a uma unidade vestimentária nas forças armadas portuguesas surgem em 1740, na obra A Milicia Pratica de Bento Coelho, já com a representação gráfica dos fardamentos. No entanto, estes apresentavam um estilo muito aproximado às modas militares francesas, com origem nas reestruturações levadas a cabo no período de Luís XIV e demonstrando a influência que a França tinha na corte portuguesa de D. João V, ele também um déspota esclarecido. Se um regime político servia de modelo, era normal seguir-se-lhe a estrutura militar, tanto na aparência como nos equipamentos e tácticas de combate, conceito que nos acompanhará ao longo deste texto e perfeitamente adaptável à realidade militar portuguesa do século XVIII até à guerra colonial de 1961-1974.
Com a crescente ameaça espanhola e no contexto da Guerra dos Sete Anos, o Exército, que havia chegado a um estado lamentável de desleixo e abandono por parte dos poderes políticos e militares, viu-se obrigado, na década de 1760, a um esforço de reorganização rápida, pressionada pelas incursões espanholas em território português. Apesar de uma primeira tentativa de regulamentação de fardamentos em 1762, que pela primeira vez apresentou uma série de gravuras coloridas, permitindo a visualização dos uniformes, vai ser em 1764, com o comando e organização do Exército entregues ao Conde de Lippe, que os uniformes vão ser devidamente regulamentados, tanto em termos teóricos como gráficos. Na verdade, os decretos de 1764 vão-se tornar no primeiro plano de uniformes do Exército Português, com um elevado índice de uniformidade, demonstrado pela adopção de uma cor base para as casacas de abas, o azul ferrete. As diferenciações regimentais surgiam nas cores dos canhões das mangas, golas, forros e, até 1800, pelas cores das véstias e pantalonas. Sem dúvida que se fosse possível, hoje, ver uma divisão de infantaria uniformizada pelo plano de 1764, alinhada num campo de batalha, ser-nos-ia fácil constatar que, apesar das referidas cores regimentais, distribuídas por várias peças de vestuário e peças de adorno, a mancha cromática dominante seria o azul ferrete regulamentar. Isto não excluía que existissem regimentos com cores individualizadas, tais como unidades de emigrados do pós - Revolução Francesa ou mercenários Suíços que chegaram a estar ao serviço de D. José e D ª Maria I, trajando-se aqueles com casacas vermelhas, mais uma vez à semelhança dos Cent Suisses da corte francesa, ou ainda certos regimentos destacados para as colónias e cujos uniformes chegaram a ser castanhos ou verdes. Com a administração de Lippe, o Exército Português tornou-se numa máquina de guerra eficiente e bem uniformizada, com a forte influência prussiana do seu mentor, capaz de dissuadir os arremedos expansionistas da coroa espanhola. Apesar do afastamento do Conde de Lippe causado pelo omnipresente despeito de muitos oficiais, provenientes de uma larga parte de uma aristocracia amorfa e medíocre, mas hábil em intrigas palacianas e ministeriais, o mote cromático estava estabelecido - o Exército Português ir-se-ia fardar de azul ferrete até 1908, altura em que adoptou o cinzento como cor de campanha. Após Lippe, as estruturas militares voltaram a um pronunciado declínio, tristemente demonstrado na Guerra das Laranjas de 1801, em que se impôs ao Exército o comando do idoso e incapaz Duque de Lafões, inábil em levar as tropas a conter as arremetidas das tropas espanholas do valido Godoy.
Continua

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa-1

Uniformologia Militar Portuguesa
1806-1892
O Jogo das Regras e Excepções

A historiografia militar em Portugal careceu durante muitos anos da abordagem científica das características que envolvem o complexo mundo dos uniformes militares. Estes passam para além da simples análise da forma, da cor e da simbologia, entram indubitavelmente na área das ciências sociais, no momento em que se começa a abordar a relação homem/uniforme.

Capítulo 1. Contexto Geral
A uniformologia tornou-se uma ciência auxiliar da História Militar e da História em geral, dotada desde cedo com metodologias apropriadas e com extensas componentes materiais e humanas. O uniforme, no seu sentido mais lato, surge a par com o nascimento, a partir de meados do século XVII, dos regimes do despotismo esclarecido e com o estabelecimento do centralismo estatal. Mesmo os eternos mercenários, que um pouco por toda a Europa vendiam os seus talentos na espada, na alabarda e no mosquete, tiveram que abandonar a sua liberdade vestimentária, para se submeterem às regras da uniformidade, como sucedeu com a guarda suíça dos reis de França e do Papa. O colorido individualista, que caracterizava o soldado europeu desde a queda do Império Romano do Ocidente até às guerras do Renascimento, deu lugar a uma gradual uniformização, que evoluía a par com a arte e o engenho mortífero da guerra, sobretudo com o advento da pólvora e das armas de fogo. A uniformização foi inicialmente imposta a nível regimental, com particular incidência nos fins do século XVII e durante todo o século XVIII, continuando a subsistir um xadrez assaz colorido nos campos de batalha daqueles tempos, mas denotando uma uniformidade organizada e obrigatoriamente visível através dos densos lençóis do fumo da pólvora negra.
O decorrer do século XIX iria finalmente fazer com que os exércitos se uniformizassem no seu todo, à excepção de alguns corpos de élite e das guardas reais e presidenciais.
Embora se possa falar de uma moda do vestuário militar, ditada geralmente pelas grandes potências e não poucas vezes adoptada pelos exércitos de pequenos países que pela aparência nela se reviam, isso não obstava a que a eficiência em combate desses pequenos exércitos, por vezes exuberantes mas mal armados e treinados, deixasse muito a desejar nos campos de batalha, criando uma diferença prática entre a aparência e a realidade.
Em termos uniformológicos, as forças armadas portuguesas não fugiram à regra das suas congéneres europeias, embora com as condicionantes ditadas pela periferia geográfica, económica e cultural de Portugal, aliadas a uma endémica vida politíca mal gerida.
Continua

Uniformologia Militar Portuguesa.

Irei dar inicio à colocação de um excelente trabalho de Sérgio Veludo Coelho, cujo titulo é:

Uniformologia Militar Portuguesa
1806-1892
O Jogo das Regras e Excepções

Gostaria de agradecer ao autor do texto tê-lo partilhado comigo, e deste modo com os leitores do Lagos Militar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Silveira [Conde de Amarante], um estranho oficial.

Lendo o 1º volume das Colecção das Ordens do Dia , referente ao ano de 1809, constata-se em relação a Silveira [futuro Conde de Amarante] um aspecto que lhe é único, no que às Ordens do Dia diz respeito.
Trata-se de um oficial que se queixa constantemente dos oficiais sob o seu comando, e pretende por esta via, encontrar responsáveis para os seus actos e as suas falhas.
Não se compreende a sua atitude.
No fim da guerra seria acusado por Wellington do contrario. Em 1813, referindo-se à possibilidade de ver o seu exército desmembrado pelas intrigas de Silveira, diz a Stuart:
“My opinion of Silveira is very much altered. He possesses not one military quality; and he has been repeatedly guilty of (…) courting popularity with the common soldiers, by flattering their vices, and by impunity from their misconduct. Such a man will not do in this army!”, - Carta de Wellington a Stuart de 8 de Novembro de 1813, Wellington Papers, vol 1, p.381.

Mas vamos ao ano de 1809.

A primeira Ordem do Dia , é de 9 de Agosto de 1809.

«O Marechal Comandante em Chefe do Exército , achando por uma informação do Marechal de Campo Silveira, que poderia ter más consequencias a entrada do Coronel Bernardo do Carmo no Regimento de Infantaria nº 24 pelo descontentamento geral, que isto ocasionaria no mesmo Regimento ; ordenou que o Tenente-coronel conservasse o Comando deste; porem, tendo achado pelas representações , que lhe foram feitas em Almeida onde está o regimento , e pela averiguações que mandou fazer, que a informação do Marechal de Campo era muito mais forte do que pediam as circunstancias , não quer demorar-se em fazer justiça ao Coronel Bernardo do Carmo, o qual tomará o lugar no Regimento segundo a patente que tem.»

Na Ordem do Dia de 26 de Dezembro, podem ler-se duas acusações de Silveira e as respectivas sentenças do Conselho de Guerra.
A primeira acusação ao Coronel de Cavalaria Francisco Guedes de Carvalho e Menezes, Coronel do Regimento de Cavalaria 9.
Este oficial foi absolvido.
A segunda ao Tenente-Coronel agregado ao Regimento de Infantaria 12, Francisco Homem de Magalhães Pissarro [ Pizarro].
Também este oficial acabaria por ser absolvido.

Não transcrevo as acusações e sentenças pela sua extensão, mas elas falam por si do modo inconstante e pouco claro e dúbia como ele [Silveira] dava as ordens aos seus subordinados.

Estranho também tratar-se do mesmo oficial que quase foi preso por hesitar juntar-se ao levantamento contra os Franceses. Acúrcio das Neves, na sua obra publicada ainda durante a Guerra Peninsular, «Historia Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e da Restauração deste Reino» José Acúrcio das Neves, vol. 2, pp. 80-81, já fazia reparos à personalidade ambiciosa e insubordinada de Silveira. Fazia-lo nos seguintes termos:
“O tenente-coronel de cavalaria (hoje marechal de campo) Francisco da Silveira Pinto da Fonseca foi um dos oficiais militares que Sepúlveda chamou junto a si, logo desde os primeiros momentos da restauração; e Silveira, irresoluto ainda, deixou-se ficar em Vila Real, onde se achava; apenas porém ali rompeu a revolução, pôs-se à frente dela. Vila Real tomando-se a émula de Bragança, Silveira foi o competidor de Sepúlveda: fez-se independente deste general e declarou-se chefe da revolução. É assim que começou a sua carreira um general ilustre, que depois se tem assinalado por tão distintos serviços, como tem feito ao Soberano e à pátria na segunda restauração de Chaves, na defesa das províncias do Norte, na Galiza mesmo, e na Beira Alta, onde neste momento está servindo de barreira à entrada de novos reforços do inimigo, e cortando as comunicações a Massena.
Não cumpriu as determinações de Sepúlveda, e Sepúlveda chegou ao ponto de enviar o brigadeiro (hoje Tenente-general) Manuel Pinto Bacelar- para o prender. Bacelar contemporizou, pensando poder reduzir as coisas à devida ordem sem tocar os extremos: não o conseguiu”

sábado, 1 de novembro de 2008

Efectivos do Regimento de infantaria de Lagos. 1808-1814

Efectivos do Regimento de infantaria de Linha nº 2 ,
( regimento de Infantaria de Lagos),
durante a Guerra Peninsular.
Dezembro de 1809 - 1351 homens.
Dezembro de 1810 – 1521 homens.
Dezembro de 1811 - 1545 homens.
Dezembro de 1812 - 1566 homens.
Dezembro de 1813 - 1344 homens.
Dezembro de 1814 - 1555 homens.

Efectivos do Regimento de infantaria de Tavira. 1808-1814


Efectivos do Regimento de infantaria de Linha nº 14,
( regimento de Infantaria de Tavira),
durante a Guerra Peninsular.

Dezembro de 1809 - 1275 homens.
Dezembro de 1810 – 1506 homens.
Dezembro de 1811 - 1535 homens.
Dezembro de 1812 - 1530 homens.
Dezembro de 1813 - 1251 homens.
Dezembro de 1814 - 1084 homens.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A poesia durante a Guerra Peninsular.

Durante o período das invasões Francesas, muitos foram os portugueses que deram largas à sua imaginação para enaltecerem a sua Pátria, ou simplesmente como forma de elevar o espírito dos seu compatriotas, que tão humilhados se sentiam com a invasão das Forças Francesas, que alegadamente vinham libertar o Povo e acabaram por o oprimir de forma inimaginável.

Os poemas eram não só uma formidável forma de propaganda anti-francesa, como motivadora da moral do povo, das elites e dos militares.

Com tempo irei colocar alguns poemas, citados nas obras da época ou em posteriores.
Será de forma esporadicamente, pois não é a minha área, nem o blog foi criado com este fim. Será uma mera curiosidade.

O poema abaixo encontra-se no 3 volume da genial obra de Cláudio de Chaby, cujo nome é “Excerptos historicos e collecção de documentos relativos á guerra denominada da Peninsula e às anteriores de 1801 , e do Roussillon e Cataluña"


Poema

Famoso Portugal, a tua gloria
Inda se não murchou, inda persiste ;
Em eternos padrões, no Céu existe,
Dos Heroes Lusos a immortal memória :

Inda lemos, nas paginas da Historia,
Os triumphos, que tu, ó índia viste ! . . .
Ah, se agora ao Francez se não resiste,
Nós não perdemos uma só victoria ! . . .

Em apparencia de leaes verdades,
Com que um PRÍNCIPE ás vezes se convence,
Se encobriram cruéis atrocidades!

Ah. que fomos vencidos ninguém pense !
À forca de traições e falsidades.

D´ Austerlitz o Heróe Portugal vence”

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um Reino sem emenda.

Este Reino não tem emenda. "Passeando" pela Biblioteca Nacional , descobri as emendas efectuados pelo fisco á então SISA, agora IMT.
Deve ser a manutenção da mania da receita e do control do défice.
Tal como dizem os Ingleses, certo só a morte e os impostos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Há 200 anos. 29 e de Outubro de 1808.

29- Napoleão Bonaparte sai de Paris, dirigindo-se para Espanha para comandar a campanha de reconquista de Espanha.

31- Decreto criando o Real Hospício Militar do Rio de Janeiro.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Marine de Portugal .


MICHEL, H., fl. ca. 1800-1809 Marine de Portugal [Visual gráfico = Portuguese Marine / H. Michel del. ; I. Clark sculp.. - London : J.Booth, 1809. - 1 gravura : água-tinta, aguarelada http://purl.pt/5326. - Dim. da comp. sem letra: 19x16,8 cmCDU 359(=469)"18"(084.1) 762(=1.410)"18"(084.1)


Biblioteca Nacional

domingo, 26 de outubro de 2008

Há 200 anos. 25 e 26 de Outubro de 1808.

25-Decreto do príncipe regente permitindo a readmissão dos oficiais que se haviam demitido aquando da invasão francesa.
26- Tropas britânicas, comandados pelo general Baird, de reforço ao exército de Moore, começam a desembarcar na Corunha. Tinham aportado no dia 13 anterior, mas não tinham tido autorização para desembarcar.
O general Moore inicia a marcha das forças britanicas e portuguesas em direção a Espanha, no que ficaria conhecido como a Campanha da Corunha.