quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Medalha Comemorativa da Tomada de Caiena



Perfil de D. João VI.


Esta medalha comemora a tomada de Caiena, sede da administração francesa na Guiana, invadida por D. João VI em represália à invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal.
Possivelmente é a primeira medalha de campanhas portuguesa e foi criada por Carta Régia de 16 de agosto de 1809 .
Existe uma obra sobre esta medalha. «Tomada de Caiena. A criação da primeira medalha comemorativa e do primeiro distintivo de cunho militar» de Alvaro da Veiga Coimbra. 1949.
A medalha da imagem foi vendida por uma loja da especialidade [Liverpool Medla] há poucos meses.

A tomada da Caiena AQUI.

Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824.


Como referi, está para breve o livro de Paulo Estrela, «Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824 ».

"Esta monografia aborda uma temática pouco conhecida da Guerra Peninsular: a Falerística. As Ordens de mérito, Condecorações, Medalhas e Insígnias criadas e/ou concedidas neste período, são quase sempre reproduzidas de uma forma confusa, sem rigor na sua designação e, sem se compreender o que significavam nem, tão pouco, como as insígnias eram na realidade.
De igual forma foi um período em que se permutaram condecorações com os aliados britânicos e espanhóis e que igualmente importa conhecer, até porque, por vezes, estas são confundidas com as portuguesas, mesmo nos documentos oficiais da época.
A regência e o reinado de D. João VI marcam uma verdadeira revolução falerística em Portugal. Além da abordagem à Ordem da Torre e Espada (ordem cimeira nacional) de que se comemoram os 200 anos, procuramos com esta obra apresentar todas as condecorações existentes ou criadas ao longo da Guerra Peninsular, mas de igual forma aquelas criadas para premiar operações fora da Peninsula Ibérica, como é o caso da conquista da Guiana francesa ou das campanhas Cisplatinas, na América meridional.
Também não foi esquecida a polémica participação da Legião Portuguesa junto do Exército francês, que viu dezenas dos seus militares agraciados com condecorações francesas.
Mas porque a Guerra Peninsular acarretou consequências sociais e politicas que se prolongaram muito além do seu término, apresentam-se igualmente aquelas referentes a dois episódios históricos – Vila Francada e Abrilada – que indiciavam a Guerra Civil que se avizinhava a passos largos...
Ainda uma breve referência a outras formas de reconhecimento público do mérito, o que nos levará a breves incursões por disciplinas como a Heráldica, a Vexilologia ou a Armaria.
Estes vários espiódios históricos são complementados com centenas de imagens recolhidas em coleções particulares e públicas, portuguesas e estrangeiras, e por listas nominais de milhares de agraciados com as várias condecorações abordadas. No fim, um indíce remissivo por nomes e títulos nobiliárquicos (mesmo concedidos mais tarde) poderá servir de ferramenta para outros trabalhos de Genealogia e de História militar em geral."

Tribuna da História

Há 200 anos. Dezembro de 1808.

Dezembro, 1 - Extinção do Conselho da Regência, proclamando-se oficialmente a restauração da Casa Real de Bragança.

Dezembro, 3 - O exército britânico realiza a sua concentração à roda de Salamanca, com a chegada da divisão do general Hope, que tinha entrado em Espanha, pelo fronteira do Alentejo, dirigindo-se por Madrid para aquela cidade.
Partem das possessões ao norte do Brasil forças militares destinadas à expedição no território francês do Oyapock

Dezembro, 4 - Napoleão entra em Madrid, após a assinatura da capitulação da capital espanhola.

Dezembro, 11 - É determinado o «Levantamento em Massa» da Nação portuguesa.
Convenção para o reembarque das tropas britânicas de Macau.
- O exército britânico, comandado pelo general Moore, sai de Salamanca em direcção a Toro, tentando unir-se à força de Baird, e ao mesmo tempo cortando a linha de comunicações francesa.

Dezembro, 12 – Primeiras escaramuças das forças de Moore com o Exército Francês em Rueda.

Dezembro, 13 - Forças britânicas do comando de Moore encontram-se com forças do general Baird.

Dezembro, 14 – O General Craddock assume o comando das Forças Inglesas em Portugal.

Dezembro, 19 - As tropas inglesas retiram de Macau após a assinatura de uma convenção entre o Governador e a East-India Company.

Dezembro, 20 - Decreto aprovando o novo Regulamento das Milícias.
-Aviso do vice-rei de Cantão aos mercadores europeus sobre o restabelecimento do comércio naquela cidade.

Dezembro, 22 - Napoleão Bonaparte sai de Madrid, à frente de uma parte do exército francês em perseguição do exército britânico de Moore.

Dezembro, 21 - Combate de Sahagun. A cavalaria britânica do exército de Moore, comandada pelo general Lord Paget, vence uma força francesa de cavalaria.

Dezembro, 23 - Começo da retirada de Moore, de Sahagun, para a Corunha. .

Dezembro, 29 - A cavalaria britânica vence a francesa num combate em Benavente, capturando o general de cavalaria francês Lefebvre-Desnouettes, comandante a força de cavalaria da Guarda Imperial que acompanhava as forças francesas de perseguição.

Dezembro, 30 - O corpo de exército do marechal Soult derrota o exército espanhol do general La Romana, em Mansilla, perto de Leon.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Novos Livros

Acabo de receber, via forum das Guerra Liberais [AQUI], a notícia de um novo livro. «As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril.»
As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril, obra da autoria da Comissão da História das Transmissões (Exército), com o apoio da Liga de Amigos do Arquivo Histórico Militar editada pela Comissão Portuguesa de História Militar.
VER AQUI
Soube tambem que irá sair em breve o Livro «Ordens e Condecorações Portuguesas…» de Paulo Estrela, editado pela «Tribuna da História» , livro que certamente será excelente.

sábado, 3 de janeiro de 2009

John Scott Lillie

O Major John Scott Lillie [CB] prestou serviço do Exército Português de Dezembro 1808 a Abril 1814.

Este oficial foi autor da obra: " A narrative of the Campaigns of the Loyal Lusitanian Legion, under Brigadier General Sir Robert Wilson... : with some Account of the Military Operations in Spain and Portugal during the years 1809, 1810 & 1811" editado por T. Egerton, 1812.

Recentemente foi leiloado o conjunto de medalhas e condecorações que lhe foram atribuidas, atingindo as mesmas o valor de £33,350 ($47,624).

A sua folha de serviço pode ser consultada aqui na Hart's Annual Army List ; aqui na THE PEERAGE, BARONETAGE, ..., THE NEW ARMY LIST ;

A pintura do seu retrato com as medalhas postas sobre o seu uniforme de caçadores 7 pode ser visto no National Army Museum, em Londres, ou na Página 8 do 2 volume da Obra de Chartrand, The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (2) da Osprey.

Pode ser visto o lote na CHRISTIE´S aqui.
Aqui fica a descrição do conjunto .

The Highly Impressive C.B. and Peninsular War Group of Eight to Lieutenant-Colonel Sir John Lillie, Grenadier Guards, Late 6th and 60th Regiments, and Onetime Commanding Officer of the 7th Cacadores (Previously the Loyal Lusitanian Legion) and a Major-General in the Portuguese Army, Who Was Thrice Wounded, Latterly Being Left for Dead for 48 Hours on the Battlefield of Toulouse.
Lot Description
The Highly Impressive C.B. and Peninsular War Group of Eight to Lieutenant-Colonel Sir John Lillie, Grenadier Guards, Late 6th and 60th Regiments, and Onetime Commanding Officer of the 7th Cacadores (Previously the Loyal Lusitanian Legion) and a Major-General in the Portuguese Army, Who Was Thrice Wounded, Latterly Being Left for Dead for 48 Hours on the Battlefield of Toulouse
(a) The Most Honourable Order of the Bath, Companion's (C.B.), Military Division, breast Badge, gold and enamel (Hallmarks for London, 1815), complete with original gold wide swivel-ring suspension and riband buckle
(b) Army Gold Cross for Pyrenees, Nivelle, Orthes and Toulouse (Major I.S. Lillie, 7th Cacadores), lacking additional riband suspension bar, as worn
(c) Field Officer's Small Army Gold Medal for the Pyrenees, three clasps, Nivelle, Orthes, Toulouse (Major I.S. Lillie, 7th Cacadores), complete with original gold riband buckle
(d) Military General Service, seven clasps, Roleia, Vimiera, Busaco, Badajoz, Salamanca, Vittoria, Nive (Sir J.S. Lillie, C.B., Lt., 6th Ft., Capt., Lusitn. Legn., Maj., 7th Cac.),
(e) Portugal, Order of the Tower and Sword, Knight's breast Badge, 50 x 39mm., gold and enamel, the obverse bearing the head of King John IV facing right
(f) Portugal, Commander's Cross for Five Actions: Pyrenees, Nivelle, Nive, Orthes and Toulouse, 53 x 49mm., gold and enamel, the obverse and reverse centres bearing the laureate head of King John IV facing left
(g) Portugal, Campaign Cross for 4 Years, a 'Portuguese pattern' variation with 'IV' in the obverse centre, 35mm., gold and enamel
(h) France, Decoration of the Lily, 36 x 14mm., silver, enamel work slightly chipped in places but generally extremely fine and the Portuguese insignia of the highest quality (8)

Lot Notes
Lieutenant-Colonel Sir John Scott Lillie, C.B., who was born in 1789, was commissioned Ensign without purchase into the 1/6th Foot on 31.3.1807, and embarked shortly afterwards with the Regiment, under Sir Brent Spencer, for service in the Peninsula. After cruising off Barbary, Cadiz and the Tagus, the 1/6th joined the Army under Arthur Wellesley and Lillie was duly present at Roleia on 17.8.1808 and Vimeira on 21.8.1808. In the autumn of 1808, Lillie was attached to the 1st Battalion, Loyal Lusitanian Legion, a Portuguese Corps of three Infantry Battalions raised under Sir Robert Wilson (see A Very Slippery Fellow, The Life of Sir Robert Wilson, 1777-1849, by Michael Glover) and financed by the exiled Portuguese Regency. He served briefly on Wilson's Staff, being promoted Lieutenant in the Legion during the period of recruitment in the North near Oporto. On 27.9.1810, he was present with the Legion at the Battle of Busaco, and in May 1811, when the Legion's Battalions were taken into the Portuguese Army as the 7th, 8th and 9th Cacadores, Lillie continued with the 7th Cacadores. He was subsequently present with that Corps at Redinta, Pombal, the capture of Campo Mayor, the sieges of Oliveria, and between March and April 1812, the assaults and capture of Badajoz. On 22.7.1812, Lillie was present with the 7th Cacadores at the Battle of Salamanca, 'where he is reputed to have captured personally the Colours of the 116th French Line Regiment during the struggle for the Arapiles'. And in the following year he participated in the actions of Aldea de Ponte and Osma, where he was wounded on 19.6.1813, the Battle of Vittoria on 21.6.1813, and the blockade of Pamplona. Promoted to the command of the 7th Cacadores, he was next present at the Battle of the Pyrenees, the actions of Irun, St. Martial, the capture of St. Sebastian, the passage of the Bidossa, and the Battle of Nivelle, where he was again wounded on 10.11.1813. On the same day he was advanced to Captain without purchase in the 60th Rifles having been promoted Lieutenant in the 6th Foot in March 1810. Lillie next commanded the 7th Cacadores at Orthes on 27.2.1814 and at Toulouse on 10.4.1814, where he was very severely wounded and 'left on the battlefield for 48 hours, his comrades thinking him dead'. In respect of these wounds he was awarded a pension of £250 per annum commencing 1815 or 1816, and received accelerated promotion to Brevet Major.In March 1816, Lillie was knighted by patent, being ineligible for a K.C.B., and, being a Captain in the British Army (substantive), not eligible for a C.B. He finally attained the rank of Major, without purchase, in June 1817 and was placed on Half-Pay with the reduction of the additional Battalion on 24.12.1818. Returning to Full-Pay in the 46th Foot, then in India, in 1827, 'but being unable from the nature of his wounds to serve in a tropical climate', he returned to Half-Pay in the 31st Regiment in 1828.In 1831, Lillie was appointed by Don Pedro of Portugal a Major-General in the Portuguese Army and ordered to organise and command an expedition of British and French volunteers to assist him in his struggle for the Government of Portugal. And in September 1831, he was created a C.B. in William IV's Coronation Honours. Prior to his retirement from the Army in 1855, Lillie was a Lieutenant-Colonel in the Grenadier Guards. Interestingly, back in 1812, with Lieutenant-Colonel William Mayne, he had co-authored the Narrative of the Campaigns of the Loyal Lusitanian Legion.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Estado do Regimento de Lagos em 1811.

ESTADO MAIOR
Coronel lugar vago
Tenente-Coronel João Telles de Menezes e Mello
Major John MacDonald
Major Lourenço Martins Pegado
Ajudante Tenente Pedro José Pereira
Ajudante Tenente José de Mello de Brito
Quartel-Mestre Tenente João Nepomuceno de Attaide
Secretario -
Capelão Padre José Maurício

ESTADO MENOR
CirurgiãoMor Capitão António José da Costa Lima
Ajudante de Cirurgião Tenente José Joaquim Franco
Ajudante de Cirurgião Tenente Luís José Rodrigues
Ajudante de Cirurgião Tenente José Romão Pereira Nillo
Ajudante de Cirurgião Tenente Nicolau Joaquim Aguas
Ajudante de Cirurgião -
Ajudante de Cirurgião -
Tambor-Mór -
Cabo de tambores -
Espingardeiro -
Coronheiro -

MÚSICOS
Mestre de Musica -
Segundo Mestre -
Musico -
Musico -
Musico -
Musico -
Musico -
Musico -
Bombo -
Rufo -


CAPITÃES
Capitão 1ª Companhia Dugald Campbell
Capitão 2ª Companhia -
Capitão 3ª Companhia João Rosendo Mendonça
Capitão 4ª Companhia Francisco de Paula Biker
Capitão 5ª Companhia Francisco Correia Leote
Capitão 6ª Companhia -
Capitão 7ª Companhia Dugald McGibon
Capitão 8ª Companhia Lazaro Soares de Almeida
Capitão Companhia 2ª Granadeiros António Correia Leote
Capitão Companhia 1ª Granadeiros Robert Ray


TENENTES
Tenente 1ª Companhia António Maria Pinto
Tenente 2ª Companhia Ludovico José da Rosa
Tenente 3ª Companhia Francisco Rebello de Moura
Tenente 4ª Companhia José Cândido de Mendonça
Tenente 5ª Companhia João de Almeida
Tenente 6ª Companhia José Anacleto Cabrita
Tenente 7ª Companhia Simão Manoel de Azevedo
Tenente 8ª Companhia Joaquim Manoel da Fonseca e Sousa
Tenente 1ª Granadeiros Joaquim Anastácio Lobo
Tenente 2ª Granadeiros Manoel Alexandrino Pereira

ALFERES
Alferes 1ª Granadeiro Manoel de Abreu Madeira
Alferes 2ª Granadeiro Joaquim Leonardo de Mendonça


Alferes 1ª Companhia Gaspar Villa Lobos
Joaquim Carlos Viana
Alferes 2ª Companhia Francisco Hipólito
Alferes 3ª Companhia João da Silva Fragoso
José Maria da Nobrega
Alferes 4ª Companhia José Pedro Tavares
Alferes 5ª Companhia José Roberto Botelho
Alferes 6ª Companhia Bento José Tavares
Alferes 7ª Companhia Francisco Correia da Silva
Henrique Luís da Fonseca
Alferes 8ª Companhia Theotonio Borges da Silva
António Silvestre de Sousa

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

INFAME PROCEDIMENTO DE DOM PEDRO DE ALMEIDA, MARQUEZ DE ALORNA.


TENDO VISTO SUA ALTEZA REAL... O INFAME PROCEDIMENTO DE DOM PEDRO DE ALMEIDA, MARQUEZ DE ALORNA... MANDA O PRINCIPE REGENTE NOSSO SENHOR DECLARAR O DITO PEDRO DE ALMEIDA REO DE LESA MAGESTADE DE PRIMEIRA CABECA……Tendo visto Sua Alteza Real... o infame procedimento de Dom Pedro de Almeida, Marquez de Alorna... manda o Principe Regente nosso senhor declarar o dito Pedro de Almeida réo de lesa magestade de primeira cabeça…… [Visual gráfico]. - [S.l. : s.n.], 1810 ([Lisboa] : na Impressão Regia. - 1 cartaz : p&b ; 31x22 cm. - O 3.º Marquês de Alorna, foi condenado à morte em Juízo de Inconfidência pela colaboração activa com o invasor. - Com espaço em branco para as rubricas dos cinco Governadores do Reino. - Não il.. - BN - "300 Anos do cartaz em Portugal". Lisboa, 1975, nº 13


Biblioteca Nacional

Regimento de Lagos- 1806- Recapitulando.

ESTADO MAIOR
Coronel António Hypólito da Costa.
Tenente-Coronel José Joaquim Ribeiro Lima.
Major Francisco Xavier Bustof.
Major Francisco Ribeiro Barata
Ajudante José Pereira de Lacerda
Ajudante João Rezende de Mendonça Pessanha
Quartel-Mestre Francisco de Paula Franco
Secretario Manoel Joaquim Correa
Capelão Padre José Maurício Sotto Maior

ESTADO MENOR
CirurgiãoMor António Camilo Pereira
Ajudante de Cirurgião António José de Lima Leitão
Ajudante de Cirurgião José Joaquim D´Oliveira
Ajudante de Cirurgião José Joaquim Franco
Ajudante de Cirurgião Luiz de José Miranda
Ajudante de Cirurgião João Romão Rodrigues Netto
Ajudante de Cirurgião Nicolau Joaquim Aguas
Tambor-Mór José Pedro
Cabo de tambores Joaquim Corrêa
Espingardeiro Joaquim José de Carvalho
Coronheiro Joaquim António d'Almeida

MÚSICOS
Mestre de Musica João Francisco Palheta
Segundo Mestre Manoel Francisco Chorim
Musico Manoel del Real
Musico Joaquim da Cruz Chorim
Musico Francisco António Nariguetta
Musico Francisco Gonçalves
Musico Carlos José
Musico Ignacio José
Bombo José Joaquim Picanço
Rufo José Joaquim


CAPITÃES
Capitão Companhia Granadeiros Diogo Rebelo Tavares
Capitão 1ª Companhia Álvaro de Macedo Pestana Coutinho
Capitão 2ª Companhia António Félix de Lacerda
Capitão 3ª Companhia João Manuel Mascarenhas d´ Andrade
Capitão 4ª Companhia Francisco de Paula Biker
Capitão 5ª Companhia Lourenço Martins Pegado
Capitão 6ª Companhia João Velloso Pessanha Cabral
Capitão 7ª Companhia Manuel de Mello
Capitão 8ª Companhia José Anacleto Lobo da Veiga
Capitão Companhia Caçadores José de Sousa Soares


TENENTES
Tenente Granadeiro Antonio Corrêa Leotte
Tenente 1ª Companhia Manoel Alexandre Pereira da Silva
Tenente 2ª Companhia Lazaro Soares d´Almeida
Tenente 3ª Companhia Pedro José Moreira
Tenente 4ª Companhia João Xavier Bustorf
Tenente 5ª Companhia - ?
Tenente 6ª Companhia António Maria Pinto
Tenente 7ª Companhia Simão Manuel d´ Azevedo Coutinho
Tenente 8ª Companhia Joaquim Manuel da Fonseca Silva
Tenente Caçadores António Correia Leotte

ALFERES
Alferes Granadeiro João Napomuceno d'Athayde
Alferes 1ª Companhia Francisco Rebello de Moura
Alferes 2ª Companhia José Anacleto Cabrita
Alferes 3ª Companhia José Xavier Bustorf
Alferes 4ª Companhia Loduvico José da Rosa
Alferes 5ª Companhia - José Mello de Brito
Alferes 6ª Companhia Joaquim Anacieto Lobo
Alferes 7ª Companhia José Candido d'Almeida
Alferes 8ª Companhia Francisco Correia Reboredo
Alferes Caçadores João Manuel Bandarra

PORTA-BANDEIRAS
Heitor Leão Banha
João da Silva Fragoso
Manuel Gerardo de Sousa

CADETES
Granadeiro Francisco de Paula Cabrita
Granadeiro José Corrêa de Lacerda .
Granadeiro Manuel Amâncio Biker
2ª companhia Gaspar de Villa Lobos
3ª companhia Joaquim Raphael de Lacerda
4ª companhia Bento José Tavares
5ª companhia José Pedro Tavares
6ª companhia José Maria da Nobrega
7ª companhia José Fortunato d'Azevedo
Caçadores Simão Francisco Cabrita
Caçadores Francisco Xavier Paiva

SARGENTOS
Granadeiro
Joaquim Manoel Martins
João Netto de Lima
1ª Companhia
José Silvério
Eugénio Dionísio
Manoel Joaquim Chibante
2ª Companhia
Lazaro da Silva Ferreira
Balthasar José Ribeiro Alvarenga
3ª Companhia
Manoel Viegas Cabrita
Pedro José da Costa Franco
4ª Companhia
Antonio Lobo
Vicente de Paula Rocha.
José Joaquim Corrêa .
5ª Companhia
José Miguel Aguiar
Sebastião de Pina Rosado
6ª Companhia
Antonio Joaquim do Carmo
Pedra Lino Abreu
7ª Companhia
Baptista da Silva Ferreira
Francisco de Paula Athayde
8ª Companhia
José Duarte
Francisco Duarte Furtado
Caçadores
José Veríssimo d' Almeida
Lourenço José

FURRIÉIS
Granadeiro
Manoel .Martins Rochate
1ª Companhia
Joaquim dos Santos Pincho
2ª Companhia
José Pedro
3ª Companhia
Manoel Antonio Fialho
4ª Companhia
Francisco Batista da Silva
5ª Companhia
Bernardo José da Veiga
6ª Companhia
Antonio Pedro Corrêa Salta
7ª Companhia
Joaquim de Sant'Anna
8ª Companhia
José da Silva Severo
Caçadores
Manoel José Gomes

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

General Manley Power


São raras as imagens dos oficiais britanicos que serviram no exército portugues durante a Guerra Peninsular.


Há pouco tempo, foi leiloada no Ebay uma miniatura de um desses grandes oficiais.

Trata-se do General Manley Power , com as suas condecorações. Bem visivel entre outras, a gravata e placa da Torre e Espada e a Medalha de Comando Portuguesa.
Tambem visiveis a ravata e placa da Ordem do Banho.
Ao pescoço a invejavel e unica cruz de ouro britanica da Guerra Peninsular, com a sua fita azul e vermelha.


Junto à imagen da miniatura, coloco uma pequena biografia, tal como sairá no livro já entregue à minha editora, volume dedicado às Divisões e Brigadas de Infantaria.


Estas são as carecateriticas tal como foram inseridas no Ebay.

Creation Year: ca 1820-30
Technique: gouache on ivoryMeasurements (unframed):
Measurements (framed): 10.7 by 9.8 cm period gilt brass frame
Style/subject: realism/portrait
Inscription: unsigned, inscribed at verso
Condition: good, ready to hang, vertical crack at centre
Restoration: no

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Alegoria à expulsão do exército francês de Portugal


SILVA, Joaquim Carneiro da, 1727-1818 [ Alegoria à expulsão do exército francês de Portugal ] [Visual gráfico]J.m Carneiro da Silva inv. 1809. - 1 desenho : tinta da china com aguadas ; 15,6x17,7 cm . - Parte do nome do autor escrita a lápis. - A. Aires de Carvalho - Catálogo da colecção de desenhos. BN, 1977, n.º 119

domingo, 21 de dezembro de 2008

Estado do Regimento de Infantaria de Lagos em 1806 - Porta-Bandeiras, Cadetes, Sargentos e Furrieis.

PORTA-BANDEIRAS
Heitor Leão Banha
João da Silva Fragoso
Manuel Gerardo de Sousa

CADETES
Granadeiro Francisco de Paula Cabrita
Granadeiro José Corrêa de Lacerda .
Granadeiro Manuel Amâncio Biker
2ª companhia Gaspar de Villa Lobos
3ª companhia Joaquim Raphael de Lacerda
4ª companhia Bento José Tavares
5ª companhia José Pedro Tavares
6ª companhia José Maria da Nobrega
7ª companhia José Fortunato d'Azevedo
Caçadores Simão Francisco Cabrita
Caçadores Francisco Xavier Paiva

SARGENTOS

Granadeiro
Joaquim Manoel Martins
João Netto de Lima
1ª Companhia
José Silvério
Eugénio Dionísio
Manoel Joaquim Chibante
2ª Companhia
Lazaro da Silva Ferreira
Balthasar José Ribeiro Alvarenga
3ª Companhia
Manoel Viegas Cabrita
Pedro José da Costa Franco
4ª Companhia
Antonio Lobo
Vicente de Paula Rocha.
José Joaquim Corrêa .
5ª Companhia
José Miguel Aguiar
Sebastião de Pina Rosado
6ª Companhia
Antonio Joaquim do Carmo
Pedra Lino Abreu
7ª Companhia
Baptista da Silva Ferreira
Francisco de Paula Athayde
8ª Companhia
José Duarte
Francisco Duarte Furtado
Caçadores
José Veríssimo d' Almeida
Lourenço José

FURRIÉIS

Granadeiro - Manoel .Martins Rochate
1ª Companhia - Joaquim dos Santos Pincho
2ª Companhia - José Pedro
3ª Companhia - Manoel Antonio Fialho
4ª Companhia - Francisco Batista da Silva
5ª Companhia - Bernardo José da Veiga
6ª Companhia - Antonio Pedro Corrêa Salta
7ª Companhia - Joaquim de Sant'Anna
8ª Companhia - José da Silva Severo
Caçadores -Manoel José Gomes

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Estado do Regimento de Infantaria de Lagos em 1806- Tenentes e Alferes.

TENENTES

Tenente Granadeiro Antonio Corrêa Leotte
Tenente 1ª Compª Manoel Alexandre Pereira da Silva
Tenente 2ª Compª Lazaro Soares d´Almeida
Tenente 3ª Compª Pedro José Moreira
Tenente 4ª Compª João Xavier Bustorf
Tenente 5ª Compª - ?
Tenente 6ª Compª António Maria Pinto
Tenente 7ª Compª Simão Manuel d´ Azevedo Coutinho
Tenente 8ª Compª Joaquim Manuel da Fonseca Silva
Tenente Caçadores António Correia Leotte

ALFERES
Alferes Granadeiro João Napomuceno d'Athayde
Alferes 1ª Compª Francisco Rebello de Moura
Alferes 2ª Compª José Anacleto Cabrita
Alferes 3ª Compª José Xavier Bustorf
Alferes 4ª Compª Loduvico José da Rosa
Alferes 5ª Compª - José Mello de Brito
Alferes 6ª Compª Joaquim Anacieto Lobo
Alferes 7ª Compª José Candido d'Almeida
Alferes 8ª Compª Francisco Correia Reboredo
Alferes Caçadores João Manuel Bandarra

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Estado do Regimento de Infantaria de Lagos em 1806- os Capitães.

Estado do Regimento de Infantaria de Lagos em 1806. 2ª Parte

CAPITÃES

Capitão Companhia Granadeiros Diogo Rebelo Tavares
Capitão 1ª Companhia Álvaro de Macedo Pestana Coutinho
Capitão 2ª Companhia António Félix de Lacerda
Capitão 3ª Companhia João Manuel Mascarenhas d´ Andrade
Capitão 4ª Companhia Francisco de Paula Biker
Capitão 5ª Companhia Lourenço Martins Pegado
Capitão 6ª Companhia João Velloso Pessanha Cabral
Capitão 7ª Companhia Manuel de Mello
Capitão 8ª Companhia José Anacleto Lobo da Veiga
Capitão Companhia Caçadores José de Sousa Soares

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estado do Regimento de Infantaria de Lagos em 1806

Com tempo darei inicio a colocação de posts sobre o regimento de Lagos.

Dou inicio à colocação do "Casco do Regimento de infantaria nº2», começando pelo seu Estado-Maior.

ESTADO MAIOR
Coronel António Hypólito da Costa.
Tenente-Coronel José Joaquim Ribeiro Lima.
Major Francisco Xavier Bustof.
Major Francisco Ribeiro Barata
Ajudante José Pereira de Lacerda
Ajudante João Rezende de Mendonça Pessanha
Quartel-Mestre Francisco de Paula Franco
Secretario Manoel Joaquim Correa
Capelão Padre José Maurício Sotto Maior

ESTADO MENOR
CirurgiãoMor António Camilo Pereira
Ajudante de Cirurgião António José de Lima Leitão
Ajudante de Cirurgião José Joaquim D´Oliveira
Ajudante de Cirurgião José Joaquim Franco
Ajudante de Cirurgião Luiz de José Miranda
Ajudante de Cirurgião João Romão Rodrigues Netto
Ajudante de Cirurgião Nicolau Joaquim Aguas
Tambor-Mór José Pedro
Cabo de tambores Joaquim Corrêa
Espingardeiro Joaquim José de Carvalho
Coronheiro Joaquim António d'Almeida

MÚSICOS
Mestre de Musica João Francisco Palheta
Segundo Mestre Manoel Francisco Chorim
Musico Manoel del Real
Musico Joaquim da Cruz Chorim
Musico Francisco António Nariguetta
Musico Francisco Gonçalves
Musico Carlos José
Musico Ignacio José
Bombo José Joaquim Picanço
Rufo José Joaquim

[Continua]

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Há 200 anos. 11 de Dezembro de 1808. DECRETO DOS GOVERNADORES DO REINO MANDANDO PROCEDER AO ARMAMENTO GERAL DA NAÇÃO

A 11 de Dezembro de 1808 é publicado um decreto que determinava o armamento geral da nação[1].

Decreto dos governadores do reino mandando proceder ao armamento geral da nação
“Sendo a defesa da pátria o primeiro dever que a honra, a razão e a mesma natureza impõem a todos os homens quando uma nação barbara, desprezando os direitos mais sagrados que no mundo se conhecem, intenta reduzi-los à escravidão, roubando as suas propriedades, destruindo a sua religião, violando os templos e cometendo as maiores atrocidades que a perversidade dos costumes e a inumanidade pode fazer imaginar; e achando-se infelizmente Portugal ameaçado de sofrer todos estes males, sem que tenham os seus habitantes outro algum meio de evitar os horrores a que se vêem expostos, que não seja o de recorrer às armas para repelir pela força as perversas, sinistras, as odiosas intenções dos seus inimigos: sou servido determinar:
Que toda a nação portuguesa se armo pelo modo por que a cada um for possível;
Que todos os homens, sem excepção de pessoa ou classe, tenham uma espingarda ou pique com ponta de ferro de doze a treze palmos de comprido, e todas as mais armas que as suas possibilidades permitirem;
Que todas as cidades, vilas e povoações consideráveis se fortifiquem, tapando as entradas e ruas principais com dois, três e mais travezes, para que, reunindo-se aos seus habitantes todos os moradores dos lugares, aldeias e casais vizinhos, se defendam ali vigorosamente quando o inimigo se apresente;
Que todas as câmaras, e na cidade de Lisboa todos os ministros dos bairros, remetam no espaço de oito dias, depois da publicação deste meu real decreto, ao general governador das armas da respectiva província, uma relação das pessoas que pela sua actividade, desembaraço, bom comportamento e pela atenção dos povos, forem mais capazes para os comandar, preferindo em iguais circunstancias os que já forem oficiais de ordenanças, e declarando aqueles dos ditos oficias que pela sua idade, moléstias ou más qualidades, não deverem exercer os postos que ocupam;
Que todos os generais encarregados dos governos das armas das províncias dividam os seus governos em distritos grandes, e nomeiem um oficial de reconhecida actividade e probidade, seja de tropa de linha, milícias ou ordenanças, a quem todos os capitães móres e mais oficias de ordenanças obedecerão em virtude da mesma nomeação, para que passando às diferentes povoações do seu distrito, examinem o estado das companhias, nomeiem para oficiais delas (das pessoas escolhidas pelas câmaras) as que julgarem mais dignas e capazes, as quais começarão desde logo a exercer os seus lugares, e receberão depois as competentes nomeações dos sobreditos generais;
Que todas as companhias se reúnam nas suas povoações todos os domingos e dias santos para se exercitarem no uso das armas que tiverem e nas evoluções militares, compreendendo todos os homens de idade de quinze até sessenta anos.
Finalmente, que toda a pessoa que se não armar, recusando concorrer com a nação em geral para a defesa da pátria, seja presa e fique incursa na pena de morte, e que igualmente incorram na mesma pena de morte todos aqueles que fornecerem qualquer socorro ou auxilio aos inimigos com viveres ou de outra maneira;
Que pela mesma razão seja queimada e arrasada aquela povoação que se não defender contra os agressores deste reino, e lhes franquear a sua entrada, sem lhes fazer toda a resistência possível.
E mando a todos os generais e governadores das armas das províncias, ao intendente geral da policia e a todos os corregedores, ouvi dores, juízes de fora e ordinários, e geralmente a todos os oficiais militares, de justiça ou fazenda concorram para o cumprimento de tudo quanto neste meu real decreto vai determinado, o qual será afixado em todos os lugares públicos das cidades, vilas, lugares e povoações deste reino, para que chegue ao conhecimento de todos os seus habitantes.
O conselho de guerra o tenha assim entendido e faça executar. Pala cio do governo, em 11 de Dezembro de 1808. = (Com as rubricas dos governadores do reino.)”
[1] Cláudio Chaby, vol. 6, p.76 e Simão José da Luz Soriano, ibidem, vol 5 – 1ª parte, 2 época,, p.358.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Monumento ao Império Português.

Assim termina V.H.H.Green, na sua Obra “ Renascimento e Reforma[1] , o capitulo IV “ Ascensão e declínio do Império Português”.

Mas o brilho imperial desvanecera-se. Portugal iria daí em diante desempenhar um papel relativamente apagado na história europeia. E só nas fortalezas e nos templos que deixou espalhados pelo mundo inteiro, da Etiópia até à China, durante o século e meio da sua grandeza, podemos ainda encontrar-lhe um monumento condigno”

Pois é esse “monumento condigno” deixou entre outros, que se encontram 22 monumentos património da Humanidade, que se encontram AQUI.
" Portugal é o país com mais património classificado em todo o mundo, logo a seguir a Espanha, que tem 24 monumentos assinalados. Porém o património edificado por portugueses está dispersos pelos três continentes, enquanto “o espanhol está mais concentrado geograficamente”, designadamente na América Latina," Revista Tabu, de 29 de Dezembro, que faz parte do Jornal o Sol

Vale a pena fazer uma visita.
Conheça-os AQUI

África Etiópia Citadela de Fasil Ghebbi
África Gambia Ilha de James
África Gana Fortes e Castelos em Volta, Greater Accra
África Marrocos Cidade Portuguesa de Mazagão (El Jadida)
África Moçambique Ilha de Moçambique
África Senegal Ilha de Goreia
África Tanzania Ruínas de Kilwa e de Songo Mnara

América do Sul Argentina e Brasil Missões Jesuitas dos Guarani
América do Sul Brasil Centro Histórico de Diamantina
América do Sul Brasil Centro Histórico de Goiás
América do Sul Brasil Centro Histórico de Olinda
América do Sul Brasil Centro Histórico de Ouro Preto
América do Sul Brasil Centro Histórico de S. Luís
América do Sul Brasil Centro Histórico de S. Salvador
América do Sul Brasil Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas
América do Sul Paraguai Missões Jesuítas de Trinidad do Paraná e Jesus de Tavaranque América do Sul Uruguai Centro Histórico da Cidade de Colónia do Sacramento

Ásia Bahrain Sítio Arqueológico de Qal'at al-Bahrain
Ásia China Centro Histórico de Macau
Ásia Índia Igrejas e Conventos de Goa
Ásia Malásia Cidade Histórica de Malaca
Ásia Sri Lanka Cidade Velha de Galle e suas Fortificações

[1] Vivian Hubert Howard Green, “ Renascimento e Reforma. A Europa entre 1450 e 1660”, edições D. Quixote, 1991.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Glossário Uniformologia .

Glossário


Aba: Parte inferior de algumas peças de vestuário.
Acostelado: Termo antigo que significa alamar.
Alamar: Cordão de vários materiais que guarnece pela frente uma peça de vestuário, de um lado ao outro da abotoadura.
Alheta: Correia de fixar a barretina ao queixo, constituída por escamas metálicas interligadas entre si.
Alvadio: Tecido de lã não tingido e cujas tonalidades variam entre os brancos acinzentados e amarelados.
Alvado: Orifício do ferro da lança onde entra a haste.
Anil: Corante têxtil azul escuro, que se extrai dos caules e das folhas da planta com o mesmo nome.
Anspeçada: Antigo posto intermédio entre o cabo e o soldado; actualmente corresponde ao soldado arvorado.
Anta: Material proveniente da pele de tapir ou de búfalo.
Armão: Jogo dianteiro das peças e viaturas de artilharia hipomóvel.
Arminho: pêlo de animal das regiões polares usado como ornamento.
Astrackham: Pêlo de cordeiro de raça caracul muito frisado, usado sobretudo nos raglans.
Atanado: Material tratado com curtição especial, derivado da anta.
Attila: Túnica usada principalmente por hussardos, nomeadamente prussianos.
Azul Ferrete: Tom de azul escuro, muito aproximado ao azul Prússia e usado pelo Exército Português.
Azul Maria Luiza: Tom de azul aproximado ao azul marinho.
Bacalhau: Designação de abotoadura dupla mais larga na parte superior e mais estreita na parte inferior da peça de vestuário.
Baeta (ou baetilha): Tela de lã frouxa e de malha larga.
Bainha: Estojo de metal ou couro que resguarda a lâmina de uma arma branca; costura dobrada na extremidade de um tecido.
Baioneta: Lâmina de estoque que se fixa ao cano de uma arma ligeira.
Banda: Faixa ornamental, de tecidos nobres, que se usava à cintura ou a tiracolo.
Bandoleira: Cinturão cruzado sobre o ombro, onde se suspendia a cartucheira ou a baioneta.
Barregana: Tela de lã impermeável.
Barretina: Cobertura de cabeça, de formato que varia entre o cilíndrico e o troncónico, geralmente adornada com distintivos de vária natureza, encordoados e com plumas ou pompons colocados no topo.
Bicórnio: Chapéu com as abas reviradas para cima em dois lados.
Bivaque: Barrete comprido e achatado, feito basicamente de duas metades de tecido rectangulares.
Boldrié: Correia de couro ou de anta, usada a tiracolo para suspender a espada ou a cartucheira.
Borla: Ornamento de passamanaria composto de um botão de onde pendem tufos de fios em forma de campânula.
Bornal: Saco em que os soldados levavam as suas provisões.
Brandenbourgs: Também designados nós húngaros ou austríacos, consistiam em encordoados com formatos de laços e nós de vários materiais, aplicados principalmente em uniformes militares a partir da segunda metade do século XIX.
Briche: Pano grosso de lã castanha, próxima à saragoça ou ao burel.
Brim: Tela de linho grosseira e de grande espessura.
Burel: Tecido grosseiro de lã.
Cabeção: Gola pendente e larga sobreposta ao capote, normalmente amovível.
Caçador: Tipo de infantaria ligeira que actuava independente da infantaria de linha.
Cadeia: O mesmo que grilhão.
Calote: Parte superior das coberturas da cabeça.
Canana: Cartucheira usada a tiracolo por oficiais e tropas montadas.
Canhão (de manga): Parte inferior da manga ou do punho.
Canotão: Mais grosso que o canutilho.
Canutilho: Fio de ouro, prata ou outros materiais, fino e enrolado em espiral. Usado nas charlateiras, dragonas ou para guarnecer peças de vestuário.
Carabina: Arma curta para uso da cavalaria, artilharia e caçadores.
Carcela: Tira de pano que se ajusta a uma das bandas do vestuário onde estão os botões, ou aplicação de tecido sobre uma superfície da mesma natureza.
Carranca: Peça de metal com representações zoomórficas e com uma anilha suspensa, por onde passavam os cordões ou as correias das barretinas e dos capacetes.
Casa: Abertura ou aplicação no vestuário aonde se podem prender botões ou colocar guarnições.
Casão (ou cazão): Alfaiataria, sapataria ou secção de vendas de uma unidade militar.
Casquette: Em alemão Kaskett, consistindo num boné ou barretina baixo (ou achatado) e geralmente com viseira. Pode corresponder aos bonés de caserna usados pelo Exército Português a partir do Plano de Uniformes de 1834.
Castanho pinhão: Tom de castanho médio semelhante ao do antigo pano de saragoça.
Charlateira: Dragona de metal dourado, sem franja, usada em uniformes militares.
Cimeira: Ornamento do cimo do capacete e que pode tomar várias formas.
Conto: Extremidade inferior da lança.
Copo: Guarda da mão na espada.
Correia: Tira de couro que fixa a cobertura de cabeça ao queixo.
Cós: Tira das calças que rodeia a cintura.
Cotim: Tecido de grande densidade e resistência, de trama cruzada e feito de vários materiais, como linho ou algodão.
Couraça: Peça de protecção do tronco, geralmente metálica, que se unia em duas metades, peito e costas. Deu origem ao termo couraceiros (cuirassiers), que definem corpos de cavalaria pesada entre os séculos XVII e XIX. Em Portugal não existe tradição do uso deste tipo de cavalaria.
Crina: Pêlo de alguns animais que se usava na confecção de penachos para barretinas.
Debrum: Fita com que se guarnece a borda de um tecido; orla ou bainha.
Demi-Kaftan: Termo centro-europeu que significa túnica curta.
Divisas: Distintivos em vários materiais, que indicam os postos hierárquicos nas classes de sargentos e praças.
Dolman: Casaco curto e justo, geralmente adornado com alamares e nós húngaros.
Dragona: Pala ou galão, de lã ou metal dourado com franjas, usado em uniformes militares.
Espiguilha: Renda ou galão estreito com bicos.
Esteirinha: Designação de um tipo de galão cuja confecção se assemelha a uma esteira.
Facultativo: O mesmo que médico.
Farda: Designada também de casaca de abas. Peça de vestuário militar com abas, que variando de tamanho, não chegam à frente.
Feldkappe: Boné de caserna ou campanha usado pelos exércitos alemão e austríaco.
Feltro: Lã não tecida, usada geralmente em coberturas de cabeça.
Fiador: Correia que liga a espada ou o revólver à mão.
Florete: Arma branca, ligeira, que consiste numa lâmina prismática de metal e com um punho terminado por um botão em forma de flor.
Francalete: Correia com fivela para segurar o barrete, o equipamento, os arreios, etc.
Fundilho: Parte das calças correspondente ao assento.
Fuzilhão: Espigão da fivela que prende a presilha.
Galão: Distintivo que indica o posto hierárquico na classe de oficiais. Pode ser de diversos materiais.
Garance: Tecido de cor vermelha, usado pelo exército francês.
Gorgorão: Tecido encorpado de seda, algodão ou lã.
Gorjeira (gola): Peça metálica semi-circular (sécs. XVIII-XIX) que suspendia do pescoço e indicava o portador como estando em escala de serviço.
Gravata: Pequena área de tecido, com formato de manto, fita ou laço, que se usa à volta do pescoço com vários tipos de nós. Pode ser sinónimo do termo pescocinho, acessório usado nos uniformes militares portugueses entre o século XVIII e a Guerra Peninsular. De notar que alguns modelos de pescocinho podiam ser em couro, para melhor proteger o pescoço de golpes e garroteios.
Grilhão: Correia de fixar o capacete ao queixo em forma de corrente de elos circulares; o mesmo que cadeia.
Hussardo: Tipo de cavalaria ligeira que teve as suas origens em etnias da Europa Central.
Ilhó: Orifício por onde passa um atacador, uma fita, um cordão, etc.; também define o aro de metal com que se debrua o ilhó.
Indigo: O mesmo que anil.
Jaleco: Casaco curto ou jaqueta.
Jaqueta: Casaco de homem que só chega à cintura; jaleco.
Jaquetão: Jaqueta larga que chega até abaixo da cintura; jaqueta-dolman.
Képi (ou quépi): Boné ou barretina de origem francesa, com casco troncónico rebaixado para a frente e com viseira horizontal.
Khaki: Tecido de uso militar com tonalidades terrosas (do acastanhado ao cor de areia).
Kiwer: Barretina com tampo ondeado de origem prussiana e russa.
Laurel: Ornato de vários materiais com a forma de uma coroa de louros.
Liga: Fita elástica.
Macarrões: Sinónimo das platinas de cordão entrançado.
Maria Luiza: Caracteriza um tom de azul aproximado ao azul acinzentado.
Mescla: Tecido grosso e resistente, cuja trama se efectuava com o cruzamento de vários materiais ou de cores diferentes.
Mosquete: Arma de fogo, portátil, de ignição por pederneira (séc. XVIII) e posteriormente por percussão (a partir de 1830).
Nós húngaros (ou austríacos): O mesmo que Brandenbourgs.
Oliva: Peça de suporte do penacho da barretina.
Orleã: Tecido lustroso, cujo uso militar se confinava a forros e ornamentos.
Pala: Acessório da bainha de espada, terçado ou baioneta, que consiste numa peça de couro suspensa do cinturão e por onde passa a dita bainha.
Paletot: Galicismo que define um casaco curto; paletó.
Paroli: Rectângulos de tecido colorido aonde se aplicavam insígnias ou emblemas e que serviam para distinguir os regimentos no exército austríaco.
Passador: Tira de couro que se coloca no cinto ou no correame para segurar as pontas à saída da fivela.
Patrona: Espécie de cartucheira, geralmente suspensa por boldrié.
Peitilho: Plastrão ou peça de pano que se coloca sobre o peito para simular ou suprir o peito do casaco.
Pelica: Pele fina de carneiro ou cabrito para luvas e calçado.
Peliça: Jaqueta típica dos hussardos geralmente suspensa do ombro e que era mais decorativa do que funcional; artigo de abafo dos uniformes dos oficiais do exército com alamares de seda preta e guarnições de astrackam.
Penacho: Conjunto de penas ou outros materiais que constitui um tufo e que pode tomar várias formas.
Pescocinho: O mesmo que gravata.
Pestana: Tira de tecido que cobre a entrada de bolsos, algibeiras ou feitios no vestuário.
Pickelhaube: Capacete de origem prussiana, caracterizado por ter uma cimeira em pico.
Pico: Cimeira de capacete em forma de pico.
Plastrão: Peça de tecido ou metal que se usava sobre a casaca, jaqueta ou casaco.
Platina: Presilha de tecido aplicada no vestuário, onde os militares passam o correame ou seguram as divisas e galões.
Polaina: Peça de vestuário que resguarda a perna e a parte superior do calçado.
Praça de pret: Antiga definição da classe de praças.
Raglan: Tipo de casaco divulgado por Lord Raglan (Guerra da Crimeia) e que se caracterizava pelo seu tipo de mangas, prendendo ao tronco por uma costura diagonal do sovaco à gola.
Rebuço: Parte de capa ou capote com que se oculta o rosto; nos bonés ou nas suas capas corresponde ao cobre-nuca.
Quépi: O mesmo que képi.
Raquete: Adornos feitos com cordão de lã ou seda, a terminar em formato de borlas achatadas e que se usavam em determinados tipos de barretina.
Redingote: Casaco largo e comprido; o mesmo que sobrecasaca.
Retrós: Fio de seda torcido.
Sabre: Espada curva de um só fio, normalmente associada à cavalaria ligeira como os hussardos.
Sabretache (pasta): Pasta usada por oficiais montados, de configuração achatada e que se suspendia do cinto com correias compridas, sobre a espada.
Saragoça: Tecido grosso de lã, fabricado primitivamente na cidade espanhola de Saragoça; tecido castanho semelhante ao burel.
Sarja: Tecido de linho ou algodão, cuja trama forma linhas diagonais.
Serafina: Tecido de lã próprio para forros.
Schapska: Cobertura de cabeça com viseira, sendo o topo quadrado e afunilando para baixo e para o centro. De origem polaca, esta barretina foi a marca distintiva dos regimentos de lanceiros em todo o mundo, incluindo as unidades do Exército Português.
Silva (ou silvado): Galão bordado com motivo vegetalista.
Sobrecasaca: Casaco comprido, abotoado até à cinta, com abas em toda a roda.
Tachinho: Designação do boné ou barrete de caserna cilíndrico.
Talabarte: Cinturão; boldrié. Tira de cabedal com fivela que, passando por um ombro e cruzando o tórax em diagonal, suspende o cinturão.
Tartan: Tecido com padrões geométricos que representam as famílias nobres escocesas.
Telim (talim): O mesmo que cinturão ou boldrié.
Terçado: Espada curta.
Tope: Parte superior do penacho.
Torçal: Cordão de fios de retrós.
Trancelim: Trança estreita de fios de ouro ou de seda para guarnições.
Tulipa: Suporte metálico do penacho.
Túnica: Casaco solto e comprido.
Ulanka: Túnica de hussardo.
Vassourinha: Tipo de penacho pendente com o rebordo recortado em forma de vassoura.
Virola: Anel semi-circular de metal que servia para reforçar as palas ou viseiras de barretinas e bonés.
Vivo: Tira de tecido que forma o debrum em peças de vestuário.
Xabraque: Tipo de xairel com que se cobriam as ancas do cavalo e os coldres da sela.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Uniformologia Militar Portuguesa.11 Conclusões

Conclusões.

O primeiro ponto comum no período que vai do Antigo Regime à Regeneração, traduziu-se pela constante adopção de figurinos externos, normalmente de potências militares que estivessem na moda. Portugal tendeu a seguir, com pequenas modificações, os figurinos militares em predominância nas respectivas épocas, à excepção de 1892, em que se tentou criar um estilo nacional, embora mantendo ligações a cânones estrangeiros. Assim foi de 1848 a 1869, com a introdução progressiva do ideário uniformológico francês, reflexo do poder militar do II Império.
Se, na segunda metade do século XIX, se adoptaram figurinos externos através dos planos de uniformes de 1848, 1856, e 1869, a sua implementação não foi linear, nem frequentemente bem definida. As sucessivas alterações ou modificações após cada plano de uniformes demonstram que o experimentalismo, que seria necessário antes de um novo sistema de fardamentos, se verificava a posteriori, e em vez de se verificar em unidades restritas, aplicava-se globalmente ao exército. Assim era difícil prever quais as deficiências a surgir na relação homem-uniforme.
Surgiram vários factores negativos, como a má qualidade dos lanifícios, que precipitavam o prematuro desgaste dos uniformes, a deficiente e a inadequada concepção daqueles, provocando o desconforto no soldado quando solicitado para os rigores das manobras e dos exercícios. As tinturarias de fraca qualidade, que aceleravam a má aparência dos fardamentos, podiam criar duas situações: uma que se traduzia num exército mal fardado e com mau aspecto, outra que para evitar a primeira obrigava à reposição constante dos artigos de fardamento. Tal situação pesava economicamente nos ministérios e arsenais, que se viam obrigados a destinar orçamentos para contratos de fornecimentos de têxteis e para a confecção contínua de materiais de fardamentos de curta duração ou desgaste precoce. Também pesava economicamente na bolsa individual do militar, já que, se os artigos de uniforme se degradassem ou se inutilizassem antes do tempo previsto, a sua reposição era feita a expensas do usuário. Por isso as tropas tendiam a poupar ao máximo os fardamentos, principalmente a nível do grande uniforme, realizando quase todos os serviços em pequeno uniforme ou no uniforme de faxina em brim. Ficava o grande uniforme remetido às solenidades ou às grandes formaturas cerimoniais, resumindo-se a ser usado poucas vezes durante o ano, acabando por criar uma imagem de mera fachada, pois era suposto que o conceito de grande uniforme, em termos gerais, acumulasse as funções cerimoniais e a possibilidade de ser usado em campanha como sucedia em outros exércitos. Tal não acontecia, tendo o soldado português exercido as suas funções, durante quase cinquenta anos, em jaqueta, barrete de caserna e calça de mescla ou de brim.
A paz interna e a não ingerência em conflitos externos nunca propiciou a aplicação real dos figurinos uniformológicos adoptados para Portugal ao longo da segunda metade do século XIX.
Outra grande problemática que rodeava o atribulado panorama dos figurinos militares portugueses, mas com raízes mais fundas no tempo, prendia-se com os próprios comportamentos individuais e colectivos dos militares e o seu posicionamento perante a sua instituição e a sociedade.
Verificamos que foram necessários numerosos decretos coercivos e abrangentes a todos os postos hierárquicos, obrigando a um maior uso do unifome e ao seu correcto atavio. Pelo lado dos oficiais, era visível que estes, fora da unidade, se trajavam à civil, parecendo querer quebrar socialmente os seus elos com a instituição. Isto parece denotar falta de motivação, descontentamento pela sua situação e pressões externas de um provável estigma de desvalorização social, corrente contrária à de outros países, onde a instituição militar era altamente valorizada, o que nos leva a um ponto de reflexão sobre a aceitação do exército perante a sociedade civil portuguesa na segunda metade do século XIX.
Ao nível dos sargentos e praças, a questão da aparência poder-se-ia ligar a uma certa resistência passiva aos sistemas viciados de recrutamento, às lacunas na aplicação das normas de disciplina individual e colectiva, no que diz respeito aos hábitos de higiene, atavio e saúde, que deficientes sistemas uniformológicos não ajudavam a melhorar. A frequente má qualidade dos fardamentos protegia mal o soldado das inclemências do tempo e do terreno, para além das más confecções dos uniformes, calçados e correames lhes transformarem o quotidiano em suplício, principalmente nos exercícios e nas manobras.
A Regeneração pretendeu pacificar o exército, dimensionando-o para uma missão de defesa nacional, mas não conseguiu erradicar alguns hábitos anteriores, permanecendo a instabilidade estrutural e de organização, situação que afectava a própria estrutura uniformológica, e criava toda a série de problemas que pudemos observar ao longo destes capítulos. A indefinição de objectivos específicos, o seguir das modas contra as especificidades e exigências das realidades do soldado português, a falta de controlo e selecção dos materiais, confecção e acabamentos dos fardamentos, as lacunas disciplinares e culturais existentes em muitos sectores do exército, as más condições de vida e económicas do militar, são alguns dos vectores que vão acompanhar a evolução do uniforme nesta época. Este panorama negativo foi amplamente tratado e denunciado por jovens oficiais, uns identificados e outros não, através de vários artigos publicados na Revista Militar e, sem dúvida, em outros tipos de publicação ou imprensa. Estes oficiais, afastados dos ministérios e de estados maiores de salão, contactavam com a realidade próxima das casernas e condições de vida dos soldados, constatando a inadequação, o desconforto ou a má qualidade de muitos dos fardamentos fornecidos. Alguns chegariam a denunciar situações em que os praças, para poupar os seus uniformes (grande e pequeno) andavam pelas casernas em “camisa e ceroulas”, sendo de calcular a vulnerabilidade destes homens às doenças, à falta de salubridade, para além dos seus muito reduzidos hábitos de higiene pessoal.
Estas variadas situações não implicavam que os planos de uniformes fossem de aparência anacrónica. De facto, em 1856 e 1869 os figurinos adoptados estavam estatisticamente de acordo com as modas militares da época, apesar das constantes dificuldades apresentadas pelas reorganizações do exército.
Não pensamos que este panorama fosse exclusivo do Exército Português, pois outros exércitos, grandes ou pequenos, teriam com certeza sofrido destes tipos de problemas, em maior ou menor escala.
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FIM