sábado, 28 de fevereiro de 2009

De volta ao Blog.



Por motivos de ordem pessoal e profissional não me tem sido possível actualizar o blog com a frequência pretendida.

Tentarei na próxima semana retomar os textos.


Como recompensa, aos resistentes nas visitas, a quem agradeço junto imagens de uma medalha com Wellington na qual são visiveis as armas de Portugal.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Livros

Navegando por alfarrabistas, reparei neste livro com um excelente tema bastante actual.

"APONTAMENTOS POLITICOS SOBRE OS PRINCIPAES ABUSOS, E DEFEITOS DO ANTIGO GOVERNO DE PORTUGAL, E MEIOS PARA SE EMENDAREM:
" de Francisco Vieira de ABREU ; Impressão Régia, Lisboa, 1820.

Claro que os abusos são sempre nos antigos governos e nunca nos actuais.

Mas esse é um problema que se resolve deixando passar o tempo.

Logo será antigo.

Exército Auxiliar à Coroa de Espanha -1793

Exército Auxiliar à Coroa de Espanha -1793 Campanha do Russilhão
Estado-Maior

COMANDANTE EM CHEFE - Tenente-general graduado JOHN FORBES SKELLATER
Ajudantes de ordens:
- Tenente-coronel Louis Charles de Claviére
- Major graduado Nuno Freire de Andrade
- Major graduado D. Miguel Pereira Forjaz
- Capitão Charles Andrew Harth


Generais de Linha:

1º GENERAL DA LINHA -Marechal-de-campo D. António Soares de Noronha

Ajudantes de ordens:
Tenente-coronel João Barreiros Garro
Tenente Lourenço Correia da Gama

2º GENERAL DA LINHA- Marechal-de-campo D. Francisco Xavier de Noronha

Ajudantes de ordens:
Coronel D. António Salles de Noronha,
Capitão graduado Francisco Ventura Rodrigues Velho,
Ajudante general
Coronel D. Pedro de Almeida Portugal, conde de Assumar, (depois Marquês de Alorna)
Quartel-mestre general
Coronel de Engenharia José de Morais d'Antas Machado,
Oficias engenheiros para servirem de ajudantes do quartel mestre general:
Ajudantes:
Capitão de Engenharia Pedro Celestino Soares
1º Tenente de Engenharia Paulo José de Barros
Auditor geral: Tinha a seu cargo todos os conselhos de guerra que se fizessem.
Desembargador José António Ribeiro Ferreira,
Intendente geral da polícia do Exército:
Desembargador e Auditor do Regimento de Peniche, Francisco José de Aguiar e Gouveia. Tinha a seu cargo vigiar (...) cuidadosamente que se não cometam desordens, nem se introduzem relaxações, e poderá prender todas as pessoas, assim civis, como militares, que achar em flagrante delito (...).,
Capelão mor:
Nuno Rodrigues da Horta, beneficiado da Igreja Patriacal. A sua função era a de (...) fazer cumprir exactamente, a todos os capelães dos regimentos e do hospital as suas obrigações (...) do mesmo modo vigiará sobre tudo quanto disser respeito à reverência do culto, à conservação da boa moral e da pureza dos costumes(...).
Médicos, Inspectores do Serviço de Saúde:
1º Médico - Dr. João Francisco de Oliveira,
2º Médico - João Manuel Nunes do Vale
Cirurgião Mor – Luís Martins da Rua


REPARTIÇÕES CIVIS DO EXÉRCITO

SECRETARIA:

Composta por 1 Primeiro e Segundo secretário; 2 Adidos e 2 Correios.

CAIXA MILITAR:

1 Tesoureiro Geral das Tropas; 2 Pagadores; 3 Escriturários e 1 Porteiro. O Tesoureiro Geral tinha a seu cargo (...) toda a caixa militar, a receita e despesa geral do Exército em todos os diferentes ramos da sua economia. Portanto todas as repartições de fazenda lhe ficavam subordinadas, e respondiam perante ele sobre a verificação e recenseamento das suas contas semanais e mensais (...).

HOSPITAL E BOTICA:

2 Capelães; 1 Almoxarife do Hospital; 1 Escrivão da receita do Almoxarife; 1 Fiel do Almoxarife, 1 Despenseiro; 1 Boticários; 2 Praticantes; 6 Enfermeiros; 1 Cozinheiro e 1 Ajudante de Cozinheiro.

REPARTIÇÃO DE VIVERES:

1 Comissário; 2 Feitores e 2 segundos Escriturários.

REPARTIÇÃO DAS CARRUAGENS:

1 Comissário Intendente; 3 Escriturários; 1 oficial para arrumação e 1 Mestre Director da Música do Exército.

As repartições civis compunham-se assim de : da secretaria, tendo 1 primeiro e segundo secretario, 2 pessoas adidas e 2 correios; da caixa militar com 1 tesoureiro geral das tropas, 2 pagadores, 3 escriturários e 1 porteiro; do hospital e botica, tendo 2 capelães, almoxarife do hospital, 1 escrivão da receita do almoxarife, 1 fiel do almoxarife, 1 despenseiro, 1 boticário, 2 praticantes, 6 enfermeiros, 1 cozinheiro e 1 ajudante do cozinheiro; da repartição de viveres, tendo 1 comissário, 2 feitores e 2 segundos escriturários; e finalmente da repartição das carruagens, com 1 comissário intendente, 3 escriturários, 1 oficial para arrumação e 1 mestre-director da musica do exercito.

1ª Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá,

Major de Brigada: major do 2º Regimento do Porto Florêncio José Correia de Melo,
Ajudante de ordens: capitão graduado do Regimento de Freire Conde de Tarouca,
1º Regimento de Infantaria de Olivença. Comandante: coronel João Jacob de Mestral,
2º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá,
Regimento de Infantaria de Freire. Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade,

2ª Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo José Correia de Melo,

Major de Brigada:??
Ajudante de ordens: ??
1º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo José Correia de Melo,
Regimento de Infantaria de Peniche. Comandante: coronel António Franco de Abreu,
Regimento de Infantaria de Cascais. Comandante: coronel Francisco da Cunha Menezes, Monteiro-mor,

3ª Brigada (companhias de Granadeiros)
Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade
[1],

Organizada com as 12 companhias de Granadeiros dos 6 regimentos de infantaria da Divisão
O estado-maior de cada corpo compunha-se de 3 pessoas, e o pequeno estado maior de 12: cada um dos mesmos corpos tinha alem disso 10 capitães, 10 tenentes, 10 alferes, 10 sargentos, 10 furriéis, 10 porta bandeiras, 50 cabos de esquadra, 22 Pífanos e tambores, 672 soldados, incluindo 12 porta machados. Cada companhia de fuzileiros era composta de 66 praças de soldados e anspeçadas, e as de granadeiros de 72 praças, incluindo a porta machados.

Brigada de Artilharia
Comandante: major José António da Rosa, lente da Academia de Fortificação

Composta por quatro Companhias reunidas em duas Divisões, sendo os militares da Brigada proveniente dos Regimentos de Artilharia do Alentejo (ou de Estremoz), Porto (ou de Viana, onde se encontrava aquartelado desde 1795) e Algarve (com sede em Faro).

ESTADO-MAIOR:

2 Sargentos-Mores (comandantes); 1 Ajudante (graduado em Capitão); 1 Quartel--Mestre (graduado em Capitão) e 1 Capelão.

PEQUENO ESTADO-MAIOR:

1 Cirurgião-Mor; 1 Ajudante de Cirurgião e 1 Tambor-Mor.

Segundo comandante - António Teixeira Rebelo
Quartel Mestre: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Marinha Caetano José Vaz Parreiras,

Ajudante: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Estremoz Manuel José Durão Padilha.
1ª Divisão: major José António da Rosa
2ª Divisão: major do Regimento de Artilharia da Corte António Teixeira Rebelo,
Capelão - O padre António Figueiredo Lacerda.
Cirurgião-mór - José Joaquim Franco.
4 Ajudantes do ditto.
1 Tambor mor
Levava mais 4 capitães, 6 primeiros-tenentes, 8 segundos tenentes, 12 sargentos, 4 segundos artífices de fogo, 12 furriéis, 28 cabos, 32 artífices de diferentes ofícios, 336 soldados e 8 tambores, fazendo ao todo 461 praças, isto é, 4 Companhias a 105 praças; Estado-maior e pequeno estado 9 ; Ferradores e artífices de diferentes ofícios, segundo a sua enumeração 32, tudo 461 homens.
Material: 6 obuses de 6 polegadas, 2 peças de calibre 6 e 14 de calibre 3.
Corpo de engenheiros
Comandante em chefe, que foi o coronel José de Morais d'Antas Machado
Segundo comandante, o tenente-coronel Isidoro Paulo Pereira
Sargento-mor de brigada, Manuel de Sousa Ramos;
2 Capitães e 3 primeiros tenentes, ou 8 oficiais ao todo.

[1] Segundo nos indica Latino Coelho(5) In: “História Militar e Politica de Portugal”, Tomo III, Lisboa 1891, pp.89., (...) não se lhe designou desde logo chefe especial(...), contudo Cláudio de Chaby(6), In: “Excerptos Históricos”, Tomo I, por Cláudio de Chaby; Lisboa 1863, pp. 48.
indica-nos que (...) o Coronel Gomes Freire de Andrade devia mandar a Brigada de Granadeiros (...), finalmente Luz Soriano(7) Luz Soriano, no Tomo II, 1.ª Época da sua “ História da Guerra Civil, etc.”, Lisboa 1879, nas pp. 512., afirma que (...)para e de Granadeiros, o Coronel Gomes Freire de Andrade (...).


Retirado de "O Exército Português na Guerra Peninsular" - vol I, João Centeno.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Revista de Artilharia

Outra novidade. A Revista de Artilharia publicou a sua 1000 revista.




Nesta revista, vem um artigo do Cor. Art João Vieira Borges com o titulo " A Guerra Peninsular na Revista de Artilharia "


A boa novidade é que tal artigo está online aqui.



Já antes tinha sido publicado u artigo sobre a peça francesa capturada durante a batalha de Vitoria, artigo com o título "Um Canhão da Guerra Peninsular " aqui.

Tenho a revista algures, não me lebrando do nome do autor do mesmo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Há 200 anos. Janeiro de 1809.

Janeiro, 1 - Entre Benavente e Astorga, Napoleão Bonaparte recebe despachos avisando-o dos preparativos de guerra da Áustria.

Janeiro, 2 - O príncipe regente confirma o Governo a exercer funções em Lisboa nomeado pelo general Dalrymple: era constituído pelo Patriarca eleito de Lisboa, o marques das Minas, o conde de Castro Marim e outros. [Decreto de nomeação da Junta de Regência].

Janeiro, 3 - Em Astorga, Napoleão Bonaparte entrega o comando das forças franceses, que perseguiam o exército britânico do general Moore, em retirada para a Corunha, ao marechal Soult. Os franceses atacam a retaguarda das Forças Britânicas comandadaos por Moore.

Janeiro, 5- Combate de Constantino entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 7 –Invasão e inicio da ocupação da Guiana francesa por tropas portuguesas no Brasil, em represália pela invasão de Portugal pelas forças napoleónicas. O exército português desembarca na Guiana a, tomando sucessivamente os portos de Diamante e Degrasdes-Cannes.

Janeiro, 9 - D. Rodrigo de Sousa Coutinho, secretário de estado dos negócios estrangeiros e da guerra, no Brasil, envia um ofício ao embaixador português em Londres, D. Domingos de Sousa Coutinho, encarregando-o de escolher um general britânico para comandar o exército português.
Instruções do conde de Linhares para D. Pedro de Sousa e Holstein, Enviado Especial e ministro Plenipotenciário junto do Governo Central de Espanha, sobre a questão de Olivença.

- Combate de Lugo entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.
- Tratado de paz e aliança entre a Grã-Bretanha e a Espanha.

Janeiro, 10 - Caiena, capital da Guiana francesa, a Norte do Brasil, é conquistada pelo exército português.
Combate de Betanzos entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 11 - O exército britânico de Moore chega à Corunha, mas a frota que transportaria o exército ainda não tinha chegado.

Janeiro, 12 - Capitulação das autoridades da Guiana francesa as força dos Exércitos Reais.

Janeiro, 13 – as Forças Francesas sob o comando de Victor derrotam em Ucles as forças espanholas sob o comando de Infantado.

Janeiro, 14 – A esquadra naval inglesa chega à Corunha.

Janeiro, 16 - Batalha de Corunha. O exército britânico, comandado pelo general Moore, venceu o exército francês, comandado pelo marechal Soult. A vitória de Moore, que morreu no decurso da batalha, permitiu que a força britânica embarcasse com toda a segurança nos navios que a esperavam, e que levaram as tropas de regresso à Grã-Bretanha.

Janeiro, 17 - Napoleão Bonaparte parte de Valladolid para França. Chegará a Paris a 23.

Janeiro, 18- A forças inglesas, agora comandadas pelo General Hope, terminam de ser evacuadas da Corunha .

Janeiro, 19 – Na abertura do Parlamento inglês o monarca manifesta viva satisfação pelos êxitos militares logrados na Península contra os franceses, mas desaprova alguns artigos contemplados na Convenção de Sintra.

Janeiro, 20 - Combate de Calzadilla (Espanha) contra os franceses e em que participaram soldados portugueses do Regimento de Cavalaria 11.

Janeiro, 21 – Em Portugal -Proclamação de incitamentos a união de todos os portugueses e ao Governo legitimo.
Festejos no Rio de Janeiro para celebrar a restauração do Reino com a saída dos franceses.

Janeiro, 22 - José Bonaparte, nomeado rei de Espanha pelo irmão, regressa a Madrid.

Janeiro, 28 - o general Soult recebe ordens para invadir Portugal pela fronteira da Galiza

Janeiro, 30 - O general Bernardim Freire de Andrade, comandante do Exército de
Operações do Norte, encarregue da defesa do Porto, do Minho e de Trás-os-Montes, sai do Porto dirigindo-se para Braga.

Os Uniformes Portugueses na Guerra Peninsular

Mais um livro.
Desta vez sobre uniformes.
Os Uniformes Portugueses na Guerra Peninsular de Pedro Soares Branco.
Tenho as obras deste autor, e esta ultima foi-me oferecida.
Quem bom. Obrigado Nuno por esta oferta.

Mais um livro a não perder.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

STEPHEN GEORGE PEREGRINE WARD

Faleceu no dia 6 de Outubro de 2008 STEPHEN GEORGE PEREGRINE WARD, autor de inumeras obras sobre a epoca da guerra peninsular e sobre o exercito anglo-portugues, entre as quais Wellington's Headquarters [Oxford : University Press, 1957.], Wellington [London : B. T. Batsford, 1963.], e muitos artigos na Society of Army Historical Research como o artigo 'The Portuguese infantry brigades, 1809-1814'.
Morreu com 91 anos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tenentes Generais da Artilharia do Reino

A «TENÊNCIA GERAL DO REINO» é criada em 28 de Dezembro de 1640, «à qual competia o fabrico, aquisição, guarda, conservação e distribuição do armamento, artilharia e material respectivo, tanto para serviço de terra, como das armadas e navios artilhados».
O primeiro Tenente General da Artilharia do Reino foi Rui Correa Lucas que exerceu o cargo até 1659, data em que faleceu; este cargo foi extinto em 17 de Julho de 1792, sendo José Xavier Telles de Menezes o último Tenente General.
Em 1764 a Tenência passara a denominar-se «Arsenal do Exército», mudança de nome que não trouxe alteração alguma às atribuições que tinha a Tenência e que passaram para o Arsenal.
Tenentes Generais da Artilharia do Reino.

- Rui Correa Lucas de 1640 a 1659

- Manuel de Andrade, de 1659 a 1662

- Henrique Henriques de Figueiredo, de 1662 a 1663

- Manuel Barreto de Sampaio, de 1663 a 1667

- Manuel de Andrade, de 1667 a 1673

- Diogo Gomes de Figueiredo, de 1673 a 1684

-Manuel Perreira Rebelo, de 1684 a 1698

- Duarte Teixeira Chaves, de 1698 a 1704

- João de Saldanha de Albuquerque de Matos Coutinho e Noronha, de 1704 a 1709

- Diogo Luiz Ribeiro Soares, de 1709 a 1715

-Bartolomeu Ferreira VilIa Verde, de 1715 a 1716

- Fernando dei Chegaray, de 1716 a 1721

-Amaro de Macedo e Vasconcelos, de 1721 a 1746

- José António Macedo e Vasconcelos, de 1746 a 1748

- Manuel Gomes de Carvalho e Silva, de 1748 a 1754

- Manuel Gomes de Carvalho e Silva (filho), de 1754 a 1781

- João da Cunha d'Eça, de 1781 a 1788

- José Xavier da Cunha d'Eça Telles de Menezes, de 1788 a 1792

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Afirmação de uma Nação.Bicentenário do nascimento de Edgar Allan Poe.

Estas poderiam ser frases de um discurso de D.João VI , quando viu a sua Nação ameaçada, invadida, humilhada, saqueada e chacinada pelas Águias Françesas.

«… Let every nation know, whether it wishes us well or ill, that we shall pay any price, bear any burden, meet any hardship, support any friend, oppose any foe, in order to assure the survival and the success of liberty. ..»

John F. Kennedy Inaugural Address Washington, January 20, 1961

«…We will not apologize for our way of life, nor will we waver in its defense. And for those who seek to advance their aims by inducing terror and slaughtering innocents, we say to you now that our spirit is stronger and cannot be broken -- you cannot outlast us, and we will defeat you. …»

Barack Hussein Obama, Inaugural Address, January 20, 2009

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A 19-01-2009 nasceu Edgar Allan Poe.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ARMAZÉM DAS ARTES.

Desde já agradeço à Fundação o envio da presente informação, bem como do amável convite que me endereçou.

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Armazém das Artes – Fundação Cultural

Exposição ENCONTROS COM AS INVASÕES FRANCESAS 1808 - 1811

dia 31 de Janeiro às 15h



Às 16h terá lugar, no Auditório da Fundação, a conferência: “As Invasões Francesas na Beira – suas consequências económico-sociais”pelo Prof. Dr. João Nunes de Oliveira (Universidade de Coimbra)

Nos sábados seguintes ocorrerão as conferências:
Dia 7/02 – 16h:
Dr. Luís Rosa (Escritor)"Invasões: a evolução dos acontecimentos portugueses e a sua repercussão internacional, social e política"
Dia 14/02 – 16h:
Dr. Rui Rasquilho (Historiador) “Alcobaça, as Invasões Francesas, um rei no Brasil”
Dia 21/02 – 16h:
Dr. José Patena Forte (Médico Cirurgião) “Moderna Cirurgia de Guerra em 1808”
Sr. José Faria Silva (Presidente da Associação Napoliónica Portuguesa)“O armamento ligeiro na Guerra Peninsular”
Dia 28/02 – 16h:
Dr. Jorge Estrela (Fundação Mário Soares)“As Invasões Francesas na Estremadura Portuguesa”
Coronel Américo José Henriques (Coronel de Infantaria)“O povo português e a Guerra Peninsular”


ARMAZÉM DAS ARTESFUNDAÇÃO CULTURAL
ALCOBAÇA2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Lista dos Oficiais do Regimento de Infantaria 14 condecorados com a Cruz de Guerra Peninsular

Lista dos Oficiais do Regimento de Infantaria 14 condecorados com a Cruz de Guerra Peninsular
Ver a lista do regimento de infantaria 2 ( Lagos) aqui


«Oficiais que existem no regimento de infantaria nº14

Major Rodrigo Vito Pereira da Silva 6
idem Luiz de Mendonça e Mello 6
Ajudante Alberto Magno Rosado 5
idem Manoel Alexandre Travassos 3
Pagador Francisco Joaquim Nogueira Mimoso 3
Capitão Manoel Bernardo de Mello 6
idem Joaquim Ignacio Xavier Cobellos 4
idem Ludovico José da Rosa 5
idem Luiz Antonio de Oliveira Miranda 2
idem José Manoel Couceiro 2
idem João Maria Pereira 5
idem António da Costa Mendes 6
Tenente João Batista Marçal 5
idem José Cesario Peniz Parreira 5
idem Diogo Gil Bonifácio Reis 5
idem Francisco Corrêa da Silva Leote 5
idem Francisco de Paula Araújo e Sousa 2
idem Alberto Borques 2

Oficiais que forão do regimento de infantaria nº14, e já não existem no serviço

Major Graduado em Tenente-Coronel Jacinto Alexandre Travassos 5
Major António Fernando da Guarda 2
idem Francisco de Paula de Brito Cabreira 5
Ajudante José Maria Cabreira 4
Pagador João Corrêa de Freitas 2
Capitão Miguel José de Mello 3
idem Urbano Xavier Henrique 5
idem Pedro António de Castro 5
idem José António Agoas Mascarenhas 6
idem José Manoel Vanez 6
idem José da Guarda Fragoso 2
idem Rodrigo José de Mello 2
idem António Felix Penela 4
idem Manoel Joaquim Pacheco 5
idem José Maria Peniz 5
Alferes João Damasceno Rosado 3
Alferes agregado José Simplício de Moura 5»

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Maçonaria no exército em Lagos.

Gomes Freire de Andrade, General e Grão Mestre da Maçonaria.
Há um excelente artigo no Blog Semiramis sobre este militar, que dispensa apresentações.


Foi com alguma surpresa que constatei noutro fórum genealógico, uma lista de personalidades de meados do Séc XIX , todas ligadas às lojas maçónicas.
Agora se compreende o fervilhão liberal em meados do Séc XIX bem como a importância dos militares na política nacional que perdurou até ao 25 de Abril.
Maior importância, terá a Maçonaria, já que a sua influencia não desapareceu na revolução de Abril, mas, pelo contrario, cada vez tem maior importância, como nos conturbados tempos da 1ª Republica.
Há uma certa sensação de Deja Vu.

Aqui fica a lista retirada do Fórum de Genealogia.

Numeros, Nomes (Maç.º. / Prof.º.), Graus, Dignidades e Officios da L.º., Empregos Civis, Residencias.

2601, Guilherme Telle, MANOEL BERNARDO CHABI, 7, -, Coronel Governador de, Lagos.
2603, Melchiades, MATHEUS ANTONIO PEREIRA DA SILVA, 7, 2.º. Vig.º., Juiz de fóra de, Lagos.
2604, Catão, JOÃO BAPTISTA DA SILVA LOPES, 7, Secret.º., Proprietario, » (Lagos).
2605, Annibal, RODRIGO VITO PEREIRA DA SILVA, 7, Ven..º., Coronel d'infantaria n.º 2, » (Lagos).
2608, Asmódeo, ANTONIO CORRÊA DE MENDONÇA PESSANHA, 3, Chanc.º. Arq.º., Guarda-mór de Saude de, Lagos.
2609, Tito, JOÃO JOSÉ ANTUNES GAIVÃO, 3, » (Chanc.º. Arq.º.), Coronel aggregado de milicias de, » (Lagos).
2610, Nevton, JOÃO ROSENDO DE MENDONÇA PESSANHA, 3, » (Chanc.º. Arq.º.), Tenente-Coronel Graduado d'infantaria n.º 2, » (Lagos).
2611, Pithagoras, PEDRO ALEXANDRE PEREIRA DA SILVA, 3, G.ª. Int.º., Major Graduado d'infantaria n.º 14, Tavira.
2612, Fabricio, MANOEL GOMES XAVIER, 3, G.ª. Ext.º., Alferes d'infantaria n.º 14, » (Tavira).
2613, Graccho, D. BARTHOLOMEU SALAZAR MOSCOSO, 3, » (G.ª. Ext.º.), Major Graduado d'infantaria n.º 2, Lagos.
2614, Sertorio, JOSÉ QUINTINO DIAS, 3, 2.º Exp.º., Tenente d'infantaria n.º 2, » (Lagos).
2615, Bruto, FRANCISCO CORRÊA DE MENDONÇA PESSANHA, 3, 1.º Vig.º., Major de Milicias de, » (Lagos).
2619, Eli, JOSÉ PEDRO DA SILVA GONÇALVES REIS, 3, Thez.º., Prior da, Villa do Bispo. 2620,
Viriato, JOAQUIM NEVES, 3, Ter.º., Tenente de milicias de, Lagos. 2621, Numa, D. NICOLAU MORAL, 3, Hosp.º., Medico, » (Lagos).
2622, Lysanias, JOSÉ D'ABREU MACHADO, 3, Orad.º., Juiz de fóra de, Tavira. 2623, Alcibiades, MANOEL JOSÉ PEIXOTO, 3, 1.º Exp.º., Corregedor de, Lagos.
2624, Scipião, JOSÉ FRANCISCO DA COSTA, 1, » (1.º Exp.º.), Alferes d'infantaria n.º 14, Tavira.
2625, Solon, MANOEL MASCARENHAS ZUZARTE LOBO, 1, » (1.º Exp.º.), Proprietario, Lagos.
2626, Leonidas, MANOEL ALEXANDRE TRAVASSOS, 1, » (1.º Exp.º.), Ajudante d'infantaria n.º 14, Tavira.
2627, Galeno, PAULO JOSÉ DE BARROS, 1, » (1.º Exp.º.), Cirurgião-mór d'infantaria n.º 14, » (Tavira).
2628, Cornelio, FRANCISCO JOAQUIM NOGUEIRA MIMOSO, 1, » (1.º Exp.º.), Pagador d'infantaria n.º 14, » (Tavira).
2629, Aurelio, FR. VICENTE DE LIRA, 1, » (1.º Exp.º.), Prior do Convento da Graça, » (Tavira).
2630, Aquilles, JOAQUIM JOSÉ JORDÃO, 1, » (1.º Exp.º.), Cirurgião-mór d'infantaria n.º 2, Lagos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Corunna 200 “The March of Death”


Vale a pena dar um salto à pagina Corunna 200 “The March of Death” para ver a marcha, comemorativa dos 200 anos da batalha da Corunha, feita por estes dois amantes da Guerra Peninsular.


Um representa o 95th Rifles e outro o 79th Highland Regt .

Ver no forum NS aqui .
Em Portugal, este ano comemoram-se os 200 anos da 2ª Invasão e a batalha do Porto. Esperamos pelas comemorações na Cidade Invicta.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Medalha Comemorativa da Tomada de Caiena



Perfil de D. João VI.


Esta medalha comemora a tomada de Caiena, sede da administração francesa na Guiana, invadida por D. João VI em represália à invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal.
Possivelmente é a primeira medalha de campanhas portuguesa e foi criada por Carta Régia de 16 de agosto de 1809 .
Existe uma obra sobre esta medalha. «Tomada de Caiena. A criação da primeira medalha comemorativa e do primeiro distintivo de cunho militar» de Alvaro da Veiga Coimbra. 1949.
A medalha da imagem foi vendida por uma loja da especialidade [Liverpool Medla] há poucos meses.

A tomada da Caiena AQUI.

Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824.


Como referi, está para breve o livro de Paulo Estrela, «Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824 ».

"Esta monografia aborda uma temática pouco conhecida da Guerra Peninsular: a Falerística. As Ordens de mérito, Condecorações, Medalhas e Insígnias criadas e/ou concedidas neste período, são quase sempre reproduzidas de uma forma confusa, sem rigor na sua designação e, sem se compreender o que significavam nem, tão pouco, como as insígnias eram na realidade.
De igual forma foi um período em que se permutaram condecorações com os aliados britânicos e espanhóis e que igualmente importa conhecer, até porque, por vezes, estas são confundidas com as portuguesas, mesmo nos documentos oficiais da época.
A regência e o reinado de D. João VI marcam uma verdadeira revolução falerística em Portugal. Além da abordagem à Ordem da Torre e Espada (ordem cimeira nacional) de que se comemoram os 200 anos, procuramos com esta obra apresentar todas as condecorações existentes ou criadas ao longo da Guerra Peninsular, mas de igual forma aquelas criadas para premiar operações fora da Peninsula Ibérica, como é o caso da conquista da Guiana francesa ou das campanhas Cisplatinas, na América meridional.
Também não foi esquecida a polémica participação da Legião Portuguesa junto do Exército francês, que viu dezenas dos seus militares agraciados com condecorações francesas.
Mas porque a Guerra Peninsular acarretou consequências sociais e politicas que se prolongaram muito além do seu término, apresentam-se igualmente aquelas referentes a dois episódios históricos – Vila Francada e Abrilada – que indiciavam a Guerra Civil que se avizinhava a passos largos...
Ainda uma breve referência a outras formas de reconhecimento público do mérito, o que nos levará a breves incursões por disciplinas como a Heráldica, a Vexilologia ou a Armaria.
Estes vários espiódios históricos são complementados com centenas de imagens recolhidas em coleções particulares e públicas, portuguesas e estrangeiras, e por listas nominais de milhares de agraciados com as várias condecorações abordadas. No fim, um indíce remissivo por nomes e títulos nobiliárquicos (mesmo concedidos mais tarde) poderá servir de ferramenta para outros trabalhos de Genealogia e de História militar em geral."

Tribuna da História

Há 200 anos. Dezembro de 1808.

Dezembro, 1 - Extinção do Conselho da Regência, proclamando-se oficialmente a restauração da Casa Real de Bragança.

Dezembro, 3 - O exército britânico realiza a sua concentração à roda de Salamanca, com a chegada da divisão do general Hope, que tinha entrado em Espanha, pelo fronteira do Alentejo, dirigindo-se por Madrid para aquela cidade.
Partem das possessões ao norte do Brasil forças militares destinadas à expedição no território francês do Oyapock

Dezembro, 4 - Napoleão entra em Madrid, após a assinatura da capitulação da capital espanhola.

Dezembro, 11 - É determinado o «Levantamento em Massa» da Nação portuguesa.
Convenção para o reembarque das tropas britânicas de Macau.
- O exército britânico, comandado pelo general Moore, sai de Salamanca em direcção a Toro, tentando unir-se à força de Baird, e ao mesmo tempo cortando a linha de comunicações francesa.

Dezembro, 12 – Primeiras escaramuças das forças de Moore com o Exército Francês em Rueda.

Dezembro, 13 - Forças britânicas do comando de Moore encontram-se com forças do general Baird.

Dezembro, 14 – O General Craddock assume o comando das Forças Inglesas em Portugal.

Dezembro, 19 - As tropas inglesas retiram de Macau após a assinatura de uma convenção entre o Governador e a East-India Company.

Dezembro, 20 - Decreto aprovando o novo Regulamento das Milícias.
-Aviso do vice-rei de Cantão aos mercadores europeus sobre o restabelecimento do comércio naquela cidade.

Dezembro, 22 - Napoleão Bonaparte sai de Madrid, à frente de uma parte do exército francês em perseguição do exército britânico de Moore.

Dezembro, 21 - Combate de Sahagun. A cavalaria britânica do exército de Moore, comandada pelo general Lord Paget, vence uma força francesa de cavalaria.

Dezembro, 23 - Começo da retirada de Moore, de Sahagun, para a Corunha. .

Dezembro, 29 - A cavalaria britânica vence a francesa num combate em Benavente, capturando o general de cavalaria francês Lefebvre-Desnouettes, comandante a força de cavalaria da Guarda Imperial que acompanhava as forças francesas de perseguição.

Dezembro, 30 - O corpo de exército do marechal Soult derrota o exército espanhol do general La Romana, em Mansilla, perto de Leon.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Novos Livros

Acabo de receber, via forum das Guerra Liberais [AQUI], a notícia de um novo livro. «As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril.»
As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril, obra da autoria da Comissão da História das Transmissões (Exército), com o apoio da Liga de Amigos do Arquivo Histórico Militar editada pela Comissão Portuguesa de História Militar.
VER AQUI
Soube tambem que irá sair em breve o Livro «Ordens e Condecorações Portuguesas…» de Paulo Estrela, editado pela «Tribuna da História» , livro que certamente será excelente.

sábado, 3 de janeiro de 2009

John Scott Lillie

O Major John Scott Lillie [CB] prestou serviço do Exército Português de Dezembro 1808 a Abril 1814.

Este oficial foi autor da obra: " A narrative of the Campaigns of the Loyal Lusitanian Legion, under Brigadier General Sir Robert Wilson... : with some Account of the Military Operations in Spain and Portugal during the years 1809, 1810 & 1811" editado por T. Egerton, 1812.

Recentemente foi leiloado o conjunto de medalhas e condecorações que lhe foram atribuidas, atingindo as mesmas o valor de £33,350 ($47,624).

A sua folha de serviço pode ser consultada aqui na Hart's Annual Army List ; aqui na THE PEERAGE, BARONETAGE, ..., THE NEW ARMY LIST ;

A pintura do seu retrato com as medalhas postas sobre o seu uniforme de caçadores 7 pode ser visto no National Army Museum, em Londres, ou na Página 8 do 2 volume da Obra de Chartrand, The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (2) da Osprey.

Pode ser visto o lote na CHRISTIE´S aqui.
Aqui fica a descrição do conjunto .

The Highly Impressive C.B. and Peninsular War Group of Eight to Lieutenant-Colonel Sir John Lillie, Grenadier Guards, Late 6th and 60th Regiments, and Onetime Commanding Officer of the 7th Cacadores (Previously the Loyal Lusitanian Legion) and a Major-General in the Portuguese Army, Who Was Thrice Wounded, Latterly Being Left for Dead for 48 Hours on the Battlefield of Toulouse.
Lot Description
The Highly Impressive C.B. and Peninsular War Group of Eight to Lieutenant-Colonel Sir John Lillie, Grenadier Guards, Late 6th and 60th Regiments, and Onetime Commanding Officer of the 7th Cacadores (Previously the Loyal Lusitanian Legion) and a Major-General in the Portuguese Army, Who Was Thrice Wounded, Latterly Being Left for Dead for 48 Hours on the Battlefield of Toulouse
(a) The Most Honourable Order of the Bath, Companion's (C.B.), Military Division, breast Badge, gold and enamel (Hallmarks for London, 1815), complete with original gold wide swivel-ring suspension and riband buckle
(b) Army Gold Cross for Pyrenees, Nivelle, Orthes and Toulouse (Major I.S. Lillie, 7th Cacadores), lacking additional riband suspension bar, as worn
(c) Field Officer's Small Army Gold Medal for the Pyrenees, three clasps, Nivelle, Orthes, Toulouse (Major I.S. Lillie, 7th Cacadores), complete with original gold riband buckle
(d) Military General Service, seven clasps, Roleia, Vimiera, Busaco, Badajoz, Salamanca, Vittoria, Nive (Sir J.S. Lillie, C.B., Lt., 6th Ft., Capt., Lusitn. Legn., Maj., 7th Cac.),
(e) Portugal, Order of the Tower and Sword, Knight's breast Badge, 50 x 39mm., gold and enamel, the obverse bearing the head of King John IV facing right
(f) Portugal, Commander's Cross for Five Actions: Pyrenees, Nivelle, Nive, Orthes and Toulouse, 53 x 49mm., gold and enamel, the obverse and reverse centres bearing the laureate head of King John IV facing left
(g) Portugal, Campaign Cross for 4 Years, a 'Portuguese pattern' variation with 'IV' in the obverse centre, 35mm., gold and enamel
(h) France, Decoration of the Lily, 36 x 14mm., silver, enamel work slightly chipped in places but generally extremely fine and the Portuguese insignia of the highest quality (8)

Lot Notes
Lieutenant-Colonel Sir John Scott Lillie, C.B., who was born in 1789, was commissioned Ensign without purchase into the 1/6th Foot on 31.3.1807, and embarked shortly afterwards with the Regiment, under Sir Brent Spencer, for service in the Peninsula. After cruising off Barbary, Cadiz and the Tagus, the 1/6th joined the Army under Arthur Wellesley and Lillie was duly present at Roleia on 17.8.1808 and Vimeira on 21.8.1808. In the autumn of 1808, Lillie was attached to the 1st Battalion, Loyal Lusitanian Legion, a Portuguese Corps of three Infantry Battalions raised under Sir Robert Wilson (see A Very Slippery Fellow, The Life of Sir Robert Wilson, 1777-1849, by Michael Glover) and financed by the exiled Portuguese Regency. He served briefly on Wilson's Staff, being promoted Lieutenant in the Legion during the period of recruitment in the North near Oporto. On 27.9.1810, he was present with the Legion at the Battle of Busaco, and in May 1811, when the Legion's Battalions were taken into the Portuguese Army as the 7th, 8th and 9th Cacadores, Lillie continued with the 7th Cacadores. He was subsequently present with that Corps at Redinta, Pombal, the capture of Campo Mayor, the sieges of Oliveria, and between March and April 1812, the assaults and capture of Badajoz. On 22.7.1812, Lillie was present with the 7th Cacadores at the Battle of Salamanca, 'where he is reputed to have captured personally the Colours of the 116th French Line Regiment during the struggle for the Arapiles'. And in the following year he participated in the actions of Aldea de Ponte and Osma, where he was wounded on 19.6.1813, the Battle of Vittoria on 21.6.1813, and the blockade of Pamplona. Promoted to the command of the 7th Cacadores, he was next present at the Battle of the Pyrenees, the actions of Irun, St. Martial, the capture of St. Sebastian, the passage of the Bidossa, and the Battle of Nivelle, where he was again wounded on 10.11.1813. On the same day he was advanced to Captain without purchase in the 60th Rifles having been promoted Lieutenant in the 6th Foot in March 1810. Lillie next commanded the 7th Cacadores at Orthes on 27.2.1814 and at Toulouse on 10.4.1814, where he was very severely wounded and 'left on the battlefield for 48 hours, his comrades thinking him dead'. In respect of these wounds he was awarded a pension of £250 per annum commencing 1815 or 1816, and received accelerated promotion to Brevet Major.In March 1816, Lillie was knighted by patent, being ineligible for a K.C.B., and, being a Captain in the British Army (substantive), not eligible for a C.B. He finally attained the rank of Major, without purchase, in June 1817 and was placed on Half-Pay with the reduction of the additional Battalion on 24.12.1818. Returning to Full-Pay in the 46th Foot, then in India, in 1827, 'but being unable from the nature of his wounds to serve in a tropical climate', he returned to Half-Pay in the 31st Regiment in 1828.In 1831, Lillie was appointed by Don Pedro of Portugal a Major-General in the Portuguese Army and ordered to organise and command an expedition of British and French volunteers to assist him in his struggle for the Government of Portugal. And in September 1831, he was created a C.B. in William IV's Coronation Honours. Prior to his retirement from the Army in 1855, Lillie was a Lieutenant-Colonel in the Grenadier Guards. Interestingly, back in 1812, with Lieutenant-Colonel William Mayne, he had co-authored the Narrative of the Campaigns of the Loyal Lusitanian Legion.