segunda-feira, 13 de abril de 2009

Há 200 anos. Março de 1809.

Março, 3 - Madison é empossado como Presidente dos Estados Unidos da América, substituindo Jefferson.
Estancia em Bragança o General Bernardim Freire de Andrade após visitar alguns postos militares avançados.

Março, 6 – Combate da Ponte de Vilaça, com participação do RI 21 e 24.
Em Gironda (Espanha) dá-se um combate contra os franceses com participação do RI 24.

Março, 7 - O general Wellesley, futuro duque de Wellington, aconselhou o governo britânico a defender Portugal, demonstrando a maneira de o realizar.

Março, 8 - O general britânico Beresford é nomeado comandante em chefe do Exército português com o posto de Marechal do Exército.

Março, 10 - O corpo de exército de Soult, tendo subido o rio Minho desde a foz até Orense e dirigindo-se depois para a fronteira portuguesa, entra em Portugal pela veiga de Chaves. Começa assim a 2.ª Invasão Francesa.
A cidade de Chaves é sitiada pelas tropas Soult. A defesa de Chaves é efectuada pelo RI 12 e 24 e RArt 4, em conjunto com a Milícia e populares. Assume o Comando da defesa o Cor Pissaro

Março, 11 – Combate de Silveira (Chaves) com participação militar portuguesa. RArt 4.
Chaves capitula às forças do general Soult, que ali estabelece o seu quartel­-general.

Março, 12 - Tropas inglesas iniciam o desembarque em Lisboa.
Soult dirige-se para o Porto, por Braga.

Março, 14 - Nomeação de Diogo Inácio de Pina Manique chanceler-mor do Reino.

Março, 15 - O marechal Beresford assume o comando do exército português.
Salamonde da Cabreira é ocupada pela guarda avançada francesa, comandada pelo general Franceschi, após a derrota das forças portuguesas.

Março, 16 - Combate de Salto [Espanha] com participação de portugueses.

Março, 17 - O general Bernardim Freire de Andrade foi massacrado perto de Braga, por populares que o acusavam de traição. A actuação do Barão Eben é questionada e ficará marcada para sempre como uma das grandes dúvidas da Guerra Peninsular.
Combate da Ponte de Nossa Senhora do Porto com a participação de soldados portugueses da Leal Legião Portuguesa.
O corpo de exército de Soult vence as forças portuguesas que defendiam Braga em Carvalho d'Este. Combate com a participação de tropas portuguesas da mesma unidade e RArt 4.

Março, 18 a 20 - Combate de Povoa de Lanhoso, com participação ddo RI 9 e dois batalhões da LLL.
Decreto impondo rigorosas penas aos populares que pegassem em armas a favor dos franceses.
Tropas francesas vandalizam o Bom Jesus de Braga.
A Regência publica alguns decretos tendentes a consciencializar as populações da necessidade de se unirem contra o invasor.
Entrada dos franceses na cidade de Braga.
Tumultos em Braga contra os ocupantes franceses.

Março, 21 - O brigadeiro Silveira, comandante da divisão que defendia Trás-os-Montes, reocupou Chaves com o RI 12 e 24 e RArt 4.
Tumultos populares na cidade do Porto durante os quais se arrombaram as cadeias.
Reocupação de Chaves (Sitio Forte de S. Francisco) por tropas portuguesas do general Silveira Pinto da Fonseca.
Combate de Santi Espiritus (Espanha), com participação de portugueses da LLL.

Março, 22 - Chega ao Tejo uma fragata inglesa trazendo Sir Arthur Wellesley.

Março, 23 - Napoleão Bonaparte recusa receber o embaixador austríaco em Paris, Metternich, provocando a ruptura entre os dois países.

Março, 25 - O brigadeiro Silveira conquistou o forte de S. Francisco, de Chaves, aprisionando a guarnição francesa.
Combate da Barca de Trofa, com participação do RArt 4.
De Braga o general Soult decide reiniciar a marcha das suas tropas sobre o Porto.

Março, 27 - Proclamação do arquiduque Carlos, comandante do exército austríaco e irmão do imperador, convidando os alemães à insurreição contra a França de Napoleão Bonaparte.
Resistência estóica dos moradores de Santo Tirso às investidas francesas.
Combate de Ciudad Rodrigo (Espanha), com participação de militares portugueses da LLL.

Março, 27 a 29 - O Porto é atacado, conquistado e saqueado, pelo exército francês de Soult. A defesa do Porto foi efectuada pelos RI 6, 9, 18, 21, Cav 12 e militares da LLL.

Março, 28 - Batalhas de Medellin e de Ciudad Real: os corpo de exército comandados pelo marechal Victor e pelo general Sebastiani derrotam os exército espanhóis da Extremadura, comandado pelo general Cuesta, e do Centro comandado pelo general Cartaojal.

Março, 29 - Resultante do feroz ataque francês ao Porto , com a fuga de muitos populares, dá-se a tragédia da ponte das Barcas com perca de muitas vidas.

Março, 31 - Uma brigada de cavalaria do exército de Soult, comandada pelo general Caulaincourt, ocupa Penafiel, dirigindo-se para a ponte de Canaveses que tenta atravessar, sendo rechaçado por forças militares portuguesas.

domingo, 12 de abril de 2009

CAVALIERE PORTUGAISE AU SERVICE DE FRANCE

MARTINET.
CAVALIERE PORTUGAISE AU SERVICE DE FRANCE

Água-forte francesa, colorida manualmente. Ocorre numa obra militar da época e retrata um oficial da cavalaria portuguesa.

sábado, 11 de abril de 2009

Estado do Regimento de Lagos em 1813.

ESTADO MAIOR
Coronel Jorge D´Avilez Zuzarte de Sousa
Tenente-Coronel João Telles de Menezes e Mello
Tenente-Coronel Hawkshaw
Major (graduado em Tenente. Cor) Lourenço Martins Pegado
Major Robert Ray


Ajudante - Tenente? José de Mello de Brito
Quartel-Mestre - Lazaro da Silva Ferreira
Quartel-Mestre – Manoel Viegas Cabrita
Secretario - ?
Capelão Padre José Maurício Souto Maior
Pagador – João de Almeida
Cirurgião Mor- António José da Costa Lima
Ajudante do cirurgião – José Joaquim Franco
Ajudante do cirurgião – Luís José Rodrigues
Ajudante do cirurgião – José Romão Pereira
Ajudante do cirurgião – Nicolau Joaquim Aguas

CAPITÃES
Capitão António Pereira Brito
Capitão João Rosendo Mendonça
Capitão Lazaro Soares de Almeida
Capitão Dugald McGibon
Capitão Dugald Campbell
Capitão José Pereira
Capitão Mc Pierson

TENENTES

Tenente Manoel de Azevedo (Simão Manoel de Azevedo?)
Tenente Manoel da Fonseca (Joaquim Manoel da Fonseca e Sousa?)
Tenente Manoel Alexandrino Pereira
Tenente Francisco Rebello de Moura
Tenente José Anacleto Cabrita
Tenente Ludovico José da Rosa
Tenente Joaquim Anastácio Lobo
Tenente José Cândido de Mendonça
Tenente António Maria Pinto Tenente João Nepomuceno de Attaide
Tenente D. José Maria Carlos

ALFERES
Alferes Manuel de Abreu Madeira Alferes Joaquim Leonardo de Mendonça
Alferes Francisco Hipólito Galvão
Alferes José Roberto Botelho
Alferes José Pedro Tavares
Alferes José Fortunato de Azevedo
Alferes Theotonio Borges (da Silva).
Alferes Gaspar Villa Lobos
Alferes João da Silva Fragoso
Alferes Francisco de Paula Cabrita
Alferes José Correia de Freitas
Alferes Manuel Gerardo de Sousa
Alferes Bento José Tavares
Alferes José Maria da Nóbrega
Alferes Francisco Correia da Silva
Alferes António Silvestre
Alferes Joaquim Carlos Viana
Alferes Henrique Luiz da Fonseca
Alferes João Arsénio Biquer

quinta-feira, 9 de abril de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Há 200 anos. Fevereiro de 1809.

Fevereiro, 2 - Pastoral do arcebispo de Évora, D. Frei Manuel do Cenáculo proibindo ao clero o uso das armas.

Fevereiro, 5 – O general Bernardim Freire Andrade sai de Braga para Ponte de Lima no comando de forças militares.

Fevereiro, 8 – Parte de Santiago de Compostela o general Soult rumo a Portugal.

Fevereiro, 10 – Combate de Ledesma (Espanha) contra os franceses, participando o regimento Portugues de Cavalaria 11, com 101 homens.
O general Soult chega a La Guardia, na fronteira galega com Portugal.

Fevereiro, 13 - As forças do comando do marechal francês Soult tentam atravessar o rio Minho em Vila Nova de Cerveira.

Fevereiro, 15 – Nomeação do brigadeiro Francisco Pinto da Fonseca como governador de Armas da província de Trás-os-Montes.
As forças do tenente-coronel José Joaquim Champalimaud, vindas de Valença, chegam a Caminha, preparando-se para defender a passagem do Minho dos ataques franceses.

Fevereiro, 16 - As tropas comandadas por Soult chegam a Tuy.
O exército francês tenta nova travessia do Minho em Caminha, na foz do rio.
Combate de Caminha, com participação do RI 21 e RArt 4.

Fevereiro, 21 - Capitulação de Saragoça.

Fevereiro, 28 - Assinatura do Tratado de Aliança e Comércio entre o príncipe regente D. João e Jorge III de Inglaterra

terça-feira, 7 de abril de 2009

Programa Bicentenário Amarante



Programa do Bicentenário


4 Abril a 3 Maio
16h00 - Inauguração da Exposição “200 Anos da Defesa da Ponte de Amarante” [Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso]


17 Abril
21h30 - Concerto Orquestra do Norte


18 Abril
15h00 - Sessão SoleneSessão de Abertura da Recriação Histórica
17h30 - Recriação Histórica [Largo de Santa Luzia], seguindo pelas Ruas da Cidade
Combates simulando a progressão das forças francesas e o recuo das portuguesas até perto da Ponte
21h45 - Recriação Histórica [Largo S. Gonçalo]Simulação do assalto final e destruição da barricada situada na Ponte

19 Abril
Manhã - Demonstrações de ordem unida e de tiros de Mosquete/canhão
Sessão de Encerramento da Recriação Histórica

2 Maio
Manhã - Cerimónia de Homenagem às vítimas da II Invasão Francesa [Ponte de S.Gonçalo]
15h00 - Colóquio sobre as Invasões Francesas [Biblioteca Municipal Albano Sardoeira]
21h30 - ox Angelis Recital “Lamento”

Fonte: ANP

ANP - Defesa da Ponte de Amarante



Excerto do Programa Praça da Alegria onde a ANP se fez representar e interveio a propósito da Defesa da Ponte de Amarante em 1809

sábado, 21 de março de 2009

Há 200 Anos. “Quartel-General do Calhariz, 21 de Março de 1809"

ORDEM DO DIA
“Quartel-General do Calhariz, 21 de Março de 1809
O Senhor Marechal Comandante em Chefe do Exército, considerando quanto é importante haver um Comandante de Artilharia, tanto para a boa organização desta, para o método, e facilidade da expedição das Ordens relativas; declara Comandante da Artilharia o Senhor Brigadeiro José António da Rosa, e determina que os quatro Regimentos de Artilharia, e Destacamentos dos mesmos, que por qualquer motivo estiverem separados, lhe enviem já e daqui em diante os Mapas e Partes competentes, e executem todas as ordens que ele lhes expedir, continuando os referidos Regimentos e Destacamentos a estarem sujeitos ao Comando do Exército, ou distrito em que se acharem, e comunicando tudo o que este lhe mandar cumprir ao mesmo Senhor Brigadeiro declaram-se Ajudantes de Ordens do Senhor Marechal Beresford o Senhor Major Warre, o Senhor Capitão Sewell, o Senhor Capitão Conde de Lumiares, Tenente que era do Regimento de Infantaria nº 10, e o Senhor Capitão D. José Luiz de Sousa, Tenente Graduado que era do Regimento de Cavalaria nº 1. As divisas dos Ajudantes de Ordens do Senhor Marechal Beresford, são com farda de Ajudantes de Ordens, duas dragonas bordadas de ouro, com fundo azul, e cachos de ouro. Ordena o Senhor Marechal Beresford, que o lugar de Porta-Bandeira seja considerado lugar de distinção, e que os Senhores Comandantes de Corpos só nomeiem para Porta-Bandeiras os Cadetes mais capazes. Recomenda o Senhor Marechal Beresford, que os Senhores Comandantes de Corpos, tanto de Linha como de Milícias, tenham a maior atenção, em que os Soldados conservem as Armas «em bom Estado - Ajudante Geral Manoel de Brito Mosinho»”.

domingo, 15 de março de 2009

Há 200 Anos."Ordem do Dia de 15 de Março de 1809"

Esta é a primeira Ordem do dia de Beresford.


ORDEM GERAL
“Havendo se dignado Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal de confiar ao Marechal Beresford o Comando-em-Chefe dos seus Exércitos, julga ele do seu dever, ao entrar no dito Comando, dirigir se e patentear a todos os seus companheiros de Armas os seus sentimentos nesta ocasião.
O Marechal Comandante-em-Chefe mediante o Emprego, que ocupava no Exército enviado por Sua Majestade Britânica, para auxiliar nos admiráveis e prodigiosos esforços, que os Portugueses fizeram para restaurar a sua Liberdade, e Independência, tão injustamente atacadas, teve ocasião de estudar, e conhecer a fundo a índole e carácter Militar desta Nação; e bem que esteja persuadido de haver-lhe dado a mais clara prova da vantajosa ideia, que dela forma, na aceitação que acaba de fazer do referido Comando, deseja todavia, e espera mostrar lhe do modo mais decisivo, que a nenhum outro Oficial poderia ser confiado o Comando-em-Chefe do Exército Português, que estivesse tão intimamente convencido das disposições, e talentos Militares inerentes aos Portugueses, aos quais qualquer ensino, e uniformidade na sua direcção, bastará para mostrarem que eles são hoje o que sempre foram, senão os melhores, ao menos iguais aos mais valorosos, e intrépidos da Europa; e por isso o Comandante-em-Chefe procurará com a maior aplicação e desvelo dar a estas qualidades aquela eficácia, e energia, que elas costumam adquirir, quando são auxiliadas por uma Disciplina bem regulada.
É universalmente reconhecido que os Portugueses são leais ao seu Soberano, obedientes às Autoridades legítimas, que o representam, e sofredores das privações e incómodos, que os Exércitos as mais das vezes experimentam; o Patriotismo, e Energia, e Entusiasmo, de que acabam de dar as mais evidentes provas; a glória que adquiriram no Roussillon; os derradeiros sucessos nas Fronteiras do Norte, e Nordeste atestam a sua resolução, valor, e intrepidez; qualidades, que os tornam dignos dos seus Antepassados, e tão famosos como eles. Por tanto, Portugueses, ninguém desenvolve melhores disposições para serdes a melhor Tropa; e convencido desta verdade, o Marechal Comandante-em-Chefe se vê com o maior prazer identificado com a Nação Portuguesa: Ele é um Oficial Português, e aos Portugueses confia a sua honra, e a sua reputação, bem seguro de que lhe hão-de ser vantajosamente restituídas. O Marechal Comandante-em-Chefe julga necessário protestar-vos, que ele considerará sempre como um dos seus mais importantes deveres o fazer realçar o merecimento, onde quer que ele aparecer; e que a única recomendação para ele atendível, será o zelo, a inteligência, a actividade, o valor, o patriotismo; qualidades, que encontrarão nele sempre um decidido, e activo Protector. O Marechal e Comandante-em-Chefe chama a atenção de todos os Oficiais Generais, e Subalternos sobre o Estado actual, e melhoramento do Exército; e convencido que o melhor método de introduzir nos Corpos Militares a Disciplina, e exacta observância dos deveres, é o exemplo dos Oficiais, espera que eles não faltarão aos seus Soldados com uma tão importante e necessária Lição. Espera com impaciência o Marechal Comandante a primeira ocasião de visitar, inspeccionar assim os diferentes Corpos, que se acham já em Campanha, como todos os demais do Exército; e aproveitará todas as ocasiões de promover a satisfação, decoro, e vantagem dos Oficiais, e Soldados, que se lhe confiaram Quartel-General.

Lisboa 15 de Março de 1809 = Assinada pelo Senhor Marechal”

quarta-feira, 11 de março de 2009

Decreto de nomeação.

Tendo consideração ás qualidades, merecimentos e experiência militar que concorrem na pessoa de Guilherme Carr Beresford, tenente general ao serviço, de sua majestade el-rei da Grã-bretanha: confiando de quem ele é, que em tudo o de que o encarregar se empregará muito ao meu contentamento, acrescentando no serviço do meu exército a distinta reputação que lhe têm adquirido as sucessivas provas que tem dado do seu merecimento nas guerras em que tem sido empregado, e querendo por todo o referido dar-lhe um autentico testemunho da estimação e confiança que dele faço: hei por bem nomeá-lo marechal dos meus exércitos, e encarregando-o do comando em chefe das tropas deste reino para o exercitar enquanto eu o houver por bem, e com toda a jurisdição que como tal lhe compete 11 conformidade das leis e regulamentos militares.

O conselho de guerra o tenha assim entendido e lhe faça expedir logo os despachos necessários. Palácio do governo, em 7 de Março de 1809 = (Com duas rubricas dos governadores do reino.)
Aviso para Guilherme Carr Beresford

Illmº e exmo Sr. -O príncipe regente nosso senhor manda remeter a V. ex. a a inclusa carta regia, pela qual o mesmo senhor é servido que v. ex., independentemente de patente que se lhe deve passar pelo conselho de guerra, passe logo a exercer as funções de marechal dos seus exércitos com o comando em chefe de todas as tropas deste reino, como se declara na mesma carta regia, que tem a data de 7 deste mes. Repito a v. ex. a os fieis protestos da minha muito distinta consideração.
Deus guarde a V. ex. a Palácio do governo, em 10 de Março de 1809. =D. Miguel Pereira Forjaz.
Carta regia
Guilherme Carr Beresford, tenente general ao serviço de sua majestade el-rei da Grã-bretanha. Eu o príncipe regente vos muito saudar. Tendo-vos conferido pelo meu decreto da data de hoje o posto de marechal dos meus exércitos com o comando em chefe de todas as Tropa deste reino, e com a jurisdição que como tal vos compele, na conformidade das leis e regulamentos militares; e convindo ao bem do meu real serviço que independentemente da patente que se vos deve passar pelo meu conselho de guerra, tomeis desde já o mesmo comando, pareceu-me conveniente comunicá-los esta minha real determinação para que possais logo exercer as funções do posto que vos tenho confiado, na certeza de que tenho mandado expedir as necessárias participações a todos os governadores das províncias deste reino, aos inspectores das diferentes armas e aos comandantes de divisão do meu exército. Assim o tereis entendido e cumprireis. Escrita no palácio do governo, em 7 de Março de 1809 = Marquês das Minas = Conde Monteiro Mor.”

terça-feira, 10 de março de 2009

Aviso Real de 9 de Janeiro de 1809

“Governadores do reino de Portugal e dos Algarves. Amigos, Eu o príncipe regente vos envio muito saudar como aqueles que amo e prezo. Sendo indispensável escolher e chamar para o meu real serviço um general muito hábil e experimentado, que possa levar o meu exército, em disciplina, exercício e actividade nas três armas de que o mesmo se compõe, ao maior ponto de perfeição, e que fique assim no caso de medir-se com as melhores tropas do meu inimigo, assim como sendo muito necessário que o sistema de defensa geral do reino se organize debaixo dos princípios os mais seguros, unindo-se também um plano económico que faça permanente o mesmo sistema: fui servido encarregar da escolha deste general ao meu enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Londres, para que, de acordo com o ministro de sua majestade britânica, nomeasse o general e ajustasse com ele as condições com que deverá entrar ao meu serviço; e vós auxiliareis depois todas as suas ideias e planos, sustentando uma exacta e rigorosa disciplina, a fim de que se colham os frutos de uma tão necessária resolução, e dando-me conta de todos os esforços que fizerdes para este desejado fim, tendo em vista a constância e firmeza com que o senhor D. José I, de gloriosa memoria, meu senhor e avô, sustentou os planos do conde de La Lippe, de que se seguiram tão grandes vantagens; e tudo combinareis com o mesmo meu enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Londres, a fim de, que nada falte para o complemento deste objecto, em que tanto interessa o meu real serviço. O que assim tereis entendido e cumprireis. Escrita no palácio do Rio de Janeiro, em 9 de Janeiro de 1809. = PRÍNCIPE. Está conforme

segunda-feira, 9 de março de 2009

Escolha do general para organizar e assumir o comando do exército português

Excerto do ofício dirigido do Rio de Janeiro a D. Domingos António de Sousa Coutinho sobre a escolha de general para organizar e assumir o comando do exército português.


Conhecendo também sua alteza real a suma necessidade que é para o reino chamar um general que possa organizar o exército de Portugal nas três essenciais armas, e que forme um corpo numeroso, escolhido e bem disciplinado, de que possa depois destacar uma grande força para a defesa da Espanha, de flui tão essencialmente depende a de Portugal, que mal conservaria a sua independência se Espanha perdesse a sua; portanto, é sua alteza real servido que v. s. a, tendo somente em vista o interesse do real serviço e do reino, e de acordo com esse ministério, escolha algum general que seja dos melhores e dos mais capazes de criar um bom exército e com boa disciplina, que mereça toda a confiança, e que com ele ajuste o que se lhe deve dar e a patente com que há-de servir a sua alteza real, sendo só para desejar que pile possa fazer em Portugal os mesmos prodígios que em 1762 operou o conde de La Lippe, e que nunca mais, apesar dos muitos e grandes esforços que sua alteza real fez para o mesmo fim, poderão tornar a conseguir-se.
Lembra Sir Arthur Wellesley haver quem apontasse o general Beresford, pois que ele poderia ajudar também o governo com luzes administrativas e de fazenda; mas nada sua alteza real quer lembrar directamente v. s. a. quanto à pessoa, porque, confiando do zelo, fidelidade e inteligência de v. s. a., quer deixar-lhe toda a Liberdade nesta difícil em preza, e faze-lo responsável do importante acerto e de que fica encarregado.
V. S. poderá segurar ao general que julgar dever escolher, que sua alteza real não só o manda recomendar aos governadores do reino, como verá da carta regia de que lho remeto copia, mas que sua alteza real ordena aos mesmos que em tudo sustentem e façam executar as suas ideias com aquela energia que pede o difícil e critico momento actual, e que o seu plano deverá estender-se a organizar uma boa e firme infantaria, uma bem adestrada cavalaria e uma artilharia de posição e a cavalo, que nada deixe a desejar, alem do corpo de milícias que possa combinar-se com as tropas de linha e segurar a defesa do reino, entrando também no sistema de chefe geral que poderá organizar-se, conservando e erigindo de novo as praças que se julgarem necessárias, estabelecendo o soldo competente, e propondo as convenientes economias, para que este exército móvel e sempre pronto a entrar em campanha seja, contudo, o menos dispendioso possível.
Realizar estas luminosas vistas e planos de sua alteza real é de suma dificuldade; mas v. s. a. fará os maiores esforços para conseguir este fim com a dexteridade e energia que merecem que sua alteza real lhe de esta demonstração de confiança em ponto tão essencial.
Deus guarde a v. s. a. Palácio do Rio de Janeiro, em 9 de Janeiro de 1809. = Conde de Linhares
.”

sábado, 28 de fevereiro de 2009

De volta ao Blog.



Por motivos de ordem pessoal e profissional não me tem sido possível actualizar o blog com a frequência pretendida.

Tentarei na próxima semana retomar os textos.


Como recompensa, aos resistentes nas visitas, a quem agradeço junto imagens de uma medalha com Wellington na qual são visiveis as armas de Portugal.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Livros

Navegando por alfarrabistas, reparei neste livro com um excelente tema bastante actual.

"APONTAMENTOS POLITICOS SOBRE OS PRINCIPAES ABUSOS, E DEFEITOS DO ANTIGO GOVERNO DE PORTUGAL, E MEIOS PARA SE EMENDAREM:
" de Francisco Vieira de ABREU ; Impressão Régia, Lisboa, 1820.

Claro que os abusos são sempre nos antigos governos e nunca nos actuais.

Mas esse é um problema que se resolve deixando passar o tempo.

Logo será antigo.

Exército Auxiliar à Coroa de Espanha -1793

Exército Auxiliar à Coroa de Espanha -1793 Campanha do Russilhão
Estado-Maior

COMANDANTE EM CHEFE - Tenente-general graduado JOHN FORBES SKELLATER
Ajudantes de ordens:
- Tenente-coronel Louis Charles de Claviére
- Major graduado Nuno Freire de Andrade
- Major graduado D. Miguel Pereira Forjaz
- Capitão Charles Andrew Harth


Generais de Linha:

1º GENERAL DA LINHA -Marechal-de-campo D. António Soares de Noronha

Ajudantes de ordens:
Tenente-coronel João Barreiros Garro
Tenente Lourenço Correia da Gama

2º GENERAL DA LINHA- Marechal-de-campo D. Francisco Xavier de Noronha

Ajudantes de ordens:
Coronel D. António Salles de Noronha,
Capitão graduado Francisco Ventura Rodrigues Velho,
Ajudante general
Coronel D. Pedro de Almeida Portugal, conde de Assumar, (depois Marquês de Alorna)
Quartel-mestre general
Coronel de Engenharia José de Morais d'Antas Machado,
Oficias engenheiros para servirem de ajudantes do quartel mestre general:
Ajudantes:
Capitão de Engenharia Pedro Celestino Soares
1º Tenente de Engenharia Paulo José de Barros
Auditor geral: Tinha a seu cargo todos os conselhos de guerra que se fizessem.
Desembargador José António Ribeiro Ferreira,
Intendente geral da polícia do Exército:
Desembargador e Auditor do Regimento de Peniche, Francisco José de Aguiar e Gouveia. Tinha a seu cargo vigiar (...) cuidadosamente que se não cometam desordens, nem se introduzem relaxações, e poderá prender todas as pessoas, assim civis, como militares, que achar em flagrante delito (...).,
Capelão mor:
Nuno Rodrigues da Horta, beneficiado da Igreja Patriacal. A sua função era a de (...) fazer cumprir exactamente, a todos os capelães dos regimentos e do hospital as suas obrigações (...) do mesmo modo vigiará sobre tudo quanto disser respeito à reverência do culto, à conservação da boa moral e da pureza dos costumes(...).
Médicos, Inspectores do Serviço de Saúde:
1º Médico - Dr. João Francisco de Oliveira,
2º Médico - João Manuel Nunes do Vale
Cirurgião Mor – Luís Martins da Rua


REPARTIÇÕES CIVIS DO EXÉRCITO

SECRETARIA:

Composta por 1 Primeiro e Segundo secretário; 2 Adidos e 2 Correios.

CAIXA MILITAR:

1 Tesoureiro Geral das Tropas; 2 Pagadores; 3 Escriturários e 1 Porteiro. O Tesoureiro Geral tinha a seu cargo (...) toda a caixa militar, a receita e despesa geral do Exército em todos os diferentes ramos da sua economia. Portanto todas as repartições de fazenda lhe ficavam subordinadas, e respondiam perante ele sobre a verificação e recenseamento das suas contas semanais e mensais (...).

HOSPITAL E BOTICA:

2 Capelães; 1 Almoxarife do Hospital; 1 Escrivão da receita do Almoxarife; 1 Fiel do Almoxarife, 1 Despenseiro; 1 Boticários; 2 Praticantes; 6 Enfermeiros; 1 Cozinheiro e 1 Ajudante de Cozinheiro.

REPARTIÇÃO DE VIVERES:

1 Comissário; 2 Feitores e 2 segundos Escriturários.

REPARTIÇÃO DAS CARRUAGENS:

1 Comissário Intendente; 3 Escriturários; 1 oficial para arrumação e 1 Mestre Director da Música do Exército.

As repartições civis compunham-se assim de : da secretaria, tendo 1 primeiro e segundo secretario, 2 pessoas adidas e 2 correios; da caixa militar com 1 tesoureiro geral das tropas, 2 pagadores, 3 escriturários e 1 porteiro; do hospital e botica, tendo 2 capelães, almoxarife do hospital, 1 escrivão da receita do almoxarife, 1 fiel do almoxarife, 1 despenseiro, 1 boticário, 2 praticantes, 6 enfermeiros, 1 cozinheiro e 1 ajudante do cozinheiro; da repartição de viveres, tendo 1 comissário, 2 feitores e 2 segundos escriturários; e finalmente da repartição das carruagens, com 1 comissário intendente, 3 escriturários, 1 oficial para arrumação e 1 mestre-director da musica do exercito.

1ª Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá,

Major de Brigada: major do 2º Regimento do Porto Florêncio José Correia de Melo,
Ajudante de ordens: capitão graduado do Regimento de Freire Conde de Tarouca,
1º Regimento de Infantaria de Olivença. Comandante: coronel João Jacob de Mestral,
2º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo D. João Correia de Sá,
Regimento de Infantaria de Freire. Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade,

2ª Brigada (companhias de fuzileiros)
Comandante: Marechal-de-campo José Correia de Melo,

Major de Brigada:??
Ajudante de ordens: ??
1º Regimento de Infantaria do Porto. Chefe: Marechal-de-campo José Correia de Melo,
Regimento de Infantaria de Peniche. Comandante: coronel António Franco de Abreu,
Regimento de Infantaria de Cascais. Comandante: coronel Francisco da Cunha Menezes, Monteiro-mor,

3ª Brigada (companhias de Granadeiros)
Comandante: coronel Gomes Freire de Andrade
[1],

Organizada com as 12 companhias de Granadeiros dos 6 regimentos de infantaria da Divisão
O estado-maior de cada corpo compunha-se de 3 pessoas, e o pequeno estado maior de 12: cada um dos mesmos corpos tinha alem disso 10 capitães, 10 tenentes, 10 alferes, 10 sargentos, 10 furriéis, 10 porta bandeiras, 50 cabos de esquadra, 22 Pífanos e tambores, 672 soldados, incluindo 12 porta machados. Cada companhia de fuzileiros era composta de 66 praças de soldados e anspeçadas, e as de granadeiros de 72 praças, incluindo a porta machados.

Brigada de Artilharia
Comandante: major José António da Rosa, lente da Academia de Fortificação

Composta por quatro Companhias reunidas em duas Divisões, sendo os militares da Brigada proveniente dos Regimentos de Artilharia do Alentejo (ou de Estremoz), Porto (ou de Viana, onde se encontrava aquartelado desde 1795) e Algarve (com sede em Faro).

ESTADO-MAIOR:

2 Sargentos-Mores (comandantes); 1 Ajudante (graduado em Capitão); 1 Quartel--Mestre (graduado em Capitão) e 1 Capelão.

PEQUENO ESTADO-MAIOR:

1 Cirurgião-Mor; 1 Ajudante de Cirurgião e 1 Tambor-Mor.

Segundo comandante - António Teixeira Rebelo
Quartel Mestre: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Marinha Caetano José Vaz Parreiras,

Ajudante: capitão graduado do Regimento de Artilharia de Estremoz Manuel José Durão Padilha.
1ª Divisão: major José António da Rosa
2ª Divisão: major do Regimento de Artilharia da Corte António Teixeira Rebelo,
Capelão - O padre António Figueiredo Lacerda.
Cirurgião-mór - José Joaquim Franco.
4 Ajudantes do ditto.
1 Tambor mor
Levava mais 4 capitães, 6 primeiros-tenentes, 8 segundos tenentes, 12 sargentos, 4 segundos artífices de fogo, 12 furriéis, 28 cabos, 32 artífices de diferentes ofícios, 336 soldados e 8 tambores, fazendo ao todo 461 praças, isto é, 4 Companhias a 105 praças; Estado-maior e pequeno estado 9 ; Ferradores e artífices de diferentes ofícios, segundo a sua enumeração 32, tudo 461 homens.
Material: 6 obuses de 6 polegadas, 2 peças de calibre 6 e 14 de calibre 3.
Corpo de engenheiros
Comandante em chefe, que foi o coronel José de Morais d'Antas Machado
Segundo comandante, o tenente-coronel Isidoro Paulo Pereira
Sargento-mor de brigada, Manuel de Sousa Ramos;
2 Capitães e 3 primeiros tenentes, ou 8 oficiais ao todo.

[1] Segundo nos indica Latino Coelho(5) In: “História Militar e Politica de Portugal”, Tomo III, Lisboa 1891, pp.89., (...) não se lhe designou desde logo chefe especial(...), contudo Cláudio de Chaby(6), In: “Excerptos Históricos”, Tomo I, por Cláudio de Chaby; Lisboa 1863, pp. 48.
indica-nos que (...) o Coronel Gomes Freire de Andrade devia mandar a Brigada de Granadeiros (...), finalmente Luz Soriano(7) Luz Soriano, no Tomo II, 1.ª Época da sua “ História da Guerra Civil, etc.”, Lisboa 1879, nas pp. 512., afirma que (...)para e de Granadeiros, o Coronel Gomes Freire de Andrade (...).


Retirado de "O Exército Português na Guerra Peninsular" - vol I, João Centeno.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Revista de Artilharia

Outra novidade. A Revista de Artilharia publicou a sua 1000 revista.




Nesta revista, vem um artigo do Cor. Art João Vieira Borges com o titulo " A Guerra Peninsular na Revista de Artilharia "


A boa novidade é que tal artigo está online aqui.



Já antes tinha sido publicado u artigo sobre a peça francesa capturada durante a batalha de Vitoria, artigo com o título "Um Canhão da Guerra Peninsular " aqui.

Tenho a revista algures, não me lebrando do nome do autor do mesmo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Há 200 anos. Janeiro de 1809.

Janeiro, 1 - Entre Benavente e Astorga, Napoleão Bonaparte recebe despachos avisando-o dos preparativos de guerra da Áustria.

Janeiro, 2 - O príncipe regente confirma o Governo a exercer funções em Lisboa nomeado pelo general Dalrymple: era constituído pelo Patriarca eleito de Lisboa, o marques das Minas, o conde de Castro Marim e outros. [Decreto de nomeação da Junta de Regência].

Janeiro, 3 - Em Astorga, Napoleão Bonaparte entrega o comando das forças franceses, que perseguiam o exército britânico do general Moore, em retirada para a Corunha, ao marechal Soult. Os franceses atacam a retaguarda das Forças Britânicas comandadaos por Moore.

Janeiro, 5- Combate de Constantino entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 7 –Invasão e inicio da ocupação da Guiana francesa por tropas portuguesas no Brasil, em represália pela invasão de Portugal pelas forças napoleónicas. O exército português desembarca na Guiana a, tomando sucessivamente os portos de Diamante e Degrasdes-Cannes.

Janeiro, 9 - D. Rodrigo de Sousa Coutinho, secretário de estado dos negócios estrangeiros e da guerra, no Brasil, envia um ofício ao embaixador português em Londres, D. Domingos de Sousa Coutinho, encarregando-o de escolher um general britânico para comandar o exército português.
Instruções do conde de Linhares para D. Pedro de Sousa e Holstein, Enviado Especial e ministro Plenipotenciário junto do Governo Central de Espanha, sobre a questão de Olivença.

- Combate de Lugo entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.
- Tratado de paz e aliança entre a Grã-Bretanha e a Espanha.

Janeiro, 10 - Caiena, capital da Guiana francesa, a Norte do Brasil, é conquistada pelo exército português.
Combate de Betanzos entre o exército britânico de Moore e forças francesas de Soult.

Janeiro, 11 - O exército britânico de Moore chega à Corunha, mas a frota que transportaria o exército ainda não tinha chegado.

Janeiro, 12 - Capitulação das autoridades da Guiana francesa as força dos Exércitos Reais.

Janeiro, 13 – as Forças Francesas sob o comando de Victor derrotam em Ucles as forças espanholas sob o comando de Infantado.

Janeiro, 14 – A esquadra naval inglesa chega à Corunha.

Janeiro, 16 - Batalha de Corunha. O exército britânico, comandado pelo general Moore, venceu o exército francês, comandado pelo marechal Soult. A vitória de Moore, que morreu no decurso da batalha, permitiu que a força britânica embarcasse com toda a segurança nos navios que a esperavam, e que levaram as tropas de regresso à Grã-Bretanha.

Janeiro, 17 - Napoleão Bonaparte parte de Valladolid para França. Chegará a Paris a 23.

Janeiro, 18- A forças inglesas, agora comandadas pelo General Hope, terminam de ser evacuadas da Corunha .

Janeiro, 19 – Na abertura do Parlamento inglês o monarca manifesta viva satisfação pelos êxitos militares logrados na Península contra os franceses, mas desaprova alguns artigos contemplados na Convenção de Sintra.

Janeiro, 20 - Combate de Calzadilla (Espanha) contra os franceses e em que participaram soldados portugueses do Regimento de Cavalaria 11.

Janeiro, 21 – Em Portugal -Proclamação de incitamentos a união de todos os portugueses e ao Governo legitimo.
Festejos no Rio de Janeiro para celebrar a restauração do Reino com a saída dos franceses.

Janeiro, 22 - José Bonaparte, nomeado rei de Espanha pelo irmão, regressa a Madrid.

Janeiro, 28 - o general Soult recebe ordens para invadir Portugal pela fronteira da Galiza

Janeiro, 30 - O general Bernardim Freire de Andrade, comandante do Exército de
Operações do Norte, encarregue da defesa do Porto, do Minho e de Trás-os-Montes, sai do Porto dirigindo-se para Braga.

Os Uniformes Portugueses na Guerra Peninsular

Mais um livro.
Desta vez sobre uniformes.
Os Uniformes Portugueses na Guerra Peninsular de Pedro Soares Branco.
Tenho as obras deste autor, e esta ultima foi-me oferecida.
Quem bom. Obrigado Nuno por esta oferta.

Mais um livro a não perder.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

STEPHEN GEORGE PEREGRINE WARD

Faleceu no dia 6 de Outubro de 2008 STEPHEN GEORGE PEREGRINE WARD, autor de inumeras obras sobre a epoca da guerra peninsular e sobre o exercito anglo-portugues, entre as quais Wellington's Headquarters [Oxford : University Press, 1957.], Wellington [London : B. T. Batsford, 1963.], e muitos artigos na Society of Army Historical Research como o artigo 'The Portuguese infantry brigades, 1809-1814'.
Morreu com 91 anos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tenentes Generais da Artilharia do Reino

A «TENÊNCIA GERAL DO REINO» é criada em 28 de Dezembro de 1640, «à qual competia o fabrico, aquisição, guarda, conservação e distribuição do armamento, artilharia e material respectivo, tanto para serviço de terra, como das armadas e navios artilhados».
O primeiro Tenente General da Artilharia do Reino foi Rui Correa Lucas que exerceu o cargo até 1659, data em que faleceu; este cargo foi extinto em 17 de Julho de 1792, sendo José Xavier Telles de Menezes o último Tenente General.
Em 1764 a Tenência passara a denominar-se «Arsenal do Exército», mudança de nome que não trouxe alteração alguma às atribuições que tinha a Tenência e que passaram para o Arsenal.
Tenentes Generais da Artilharia do Reino.

- Rui Correa Lucas de 1640 a 1659

- Manuel de Andrade, de 1659 a 1662

- Henrique Henriques de Figueiredo, de 1662 a 1663

- Manuel Barreto de Sampaio, de 1663 a 1667

- Manuel de Andrade, de 1667 a 1673

- Diogo Gomes de Figueiredo, de 1673 a 1684

-Manuel Perreira Rebelo, de 1684 a 1698

- Duarte Teixeira Chaves, de 1698 a 1704

- João de Saldanha de Albuquerque de Matos Coutinho e Noronha, de 1704 a 1709

- Diogo Luiz Ribeiro Soares, de 1709 a 1715

-Bartolomeu Ferreira VilIa Verde, de 1715 a 1716

- Fernando dei Chegaray, de 1716 a 1721

-Amaro de Macedo e Vasconcelos, de 1721 a 1746

- José António Macedo e Vasconcelos, de 1746 a 1748

- Manuel Gomes de Carvalho e Silva, de 1748 a 1754

- Manuel Gomes de Carvalho e Silva (filho), de 1754 a 1781

- João da Cunha d'Eça, de 1781 a 1788

- José Xavier da Cunha d'Eça Telles de Menezes, de 1788 a 1792