domingo, 26 de abril de 2009

D. Nuno Álvares Pereira - Santo da Igreja

D. Nuno Álvares Pereira


Um grande Militar; um grande general e condestavel, um grande Portugues, um homem leal aos seus amigos , um Santo da Igreja e um Homem para a eternidade.

D. Nuno Álvares Pereira, Beato Nuno de Santa Maria vai ser canonizado hoje pelo Papa.


Apontamentos Biográficos - retirados do site da Comissão «São Nuno de Santa Maria».


Para entender melhor essa mensagem perene que a figura de São Nuno de Santa Maria nos oferece, a que fazíamos referência mais acima, convém destacar, de modo muito sumário, alguns aspectos essenciais da sua biografia que, sem dúvida, ajudarão a traçar melhor o perfil espiritual do Santo Condestável.
Nasceu no dia 24 de Junho de 1360, em Cernache do Bom Jardim, filho ilegítimo de D. Álvaro Gonçalves Pereira, que foi Prior do Priorato do Crato, dos célebres Cavaleiros de São João de Jerusalém e de Ilia, por quem Nuno conservaria sempre um terno afecto. A sua infância e a sua adolescência decorreram neste ambiente entre cavalheiresco e profundamente religioso que havia nestes grupos nos reinos do baixo medievo da Europa. Imbuído do ideal de Galaad, um dos cavaleiros da mesa redonda que acompanhavam o mítico Rei Artur, quis permanecer celibatário, mas, para não contrariar o seu pai, veio a casar-se com D.ª Leonor de Alvim, com quem teria três filhos e com quem teve uma vida matrimonial feliz. O casamento teve lugar a 15 de Agosto, festa da Assunção de Maria, de 1376.
Dois dos seus filhos morreram crianças e apenas a terceira, D.ª Beatriz, chegaria à idade adulta, casando-se com D. Afonso, o filho do rei D. João I, a quem Nuno, seu aio, tinha servido sempre com valentia e fidelidade.
O jovem Nuno sobressaiu rapidamente na corte, para a qual foi destinado para o serviço pessoal do rei Fernando desde a adolescência, quando tinha apenas treze anos. A sua nobreza de ânimo, a sua valentia, a lealdade para com o rei e o ideal de pureza que parecia ter-se traçado desde criança, a imitação do casto herói Galaad, chamaram à atenção quer da família real quer dos outros cortesãos.
A morte do rei D. Fernando de Portugal originou um problema dinástico, algo muito frequente nos reinos da Península Ibérica, nos tempos da Reconquista. Alguns cavaleiros portugueses (alguns irmãos de Nuno, inclusivamente) defendiam o direito ao trono de Beatriz, filha do rei Fernando, casada com o rei de Castela, o que provavelmente teria suposto a incorporação da coroa portuguesa no reino de Castela, que se ia configurando – juntamente com o de Aragão – como o reino mais forte da Península Ibérica. Mas outros muitos cavaleiros lusitanos, entre eles Nuno, defendiam o direito ao trono de João, irmão do rei Fernando. Havia também interesses internacionais e não faltaram cavaleiros franceses e ingleses que ajudavam um ou outro lado. Não demorou muito a rebentar uma guerra entre os dois reinos, provocada pelo problema da sucessão dinástica. A guerra em si durou vários anos, com períodos de relativa calma. Em Abril de 1384, as tropas portuguesas (ao serviço de D. João) vencem a fac-ção rival, na batalha de Atoleiros (o que originou, pouco mais tarde, a subida ao trono de João I, que nomearia Nuno como seu Condestável). Um ano mais tarde, no dia 14 de Agosto de 1385 (em vésperas da festa da Assunção de Nossa Senhora), as tropas comandadas por Nuno Álvares Pereira derrotaram os seguidores do rei de Castela, na memorável batalha de Aljubarrota, e, pouco depois, em Valverde (já dentro do reino de Castela), o que fez com que Nuno ganhasse uma grande fama como herói nacional. Ainda que a guerra se tenha prolongado por algum tempo, e inclusivamente tivessem havido escaramuças anos mais tarde, a vitória já estava do lado português. A paz definitiva seria assinada em 1411. Pode ser significativo da fama que Nuno ganhou como herói nacional e como Condestável o facto de que Luís de Camões, o grande poeta português, incluísse uma elogiosa referência ao nosso homem, no canto IV do seu célebre poema épico Os Lusíadas, obra cimeira da literatura portuguesa do Renascimento. Também na vizinha Espanha vários autores dos séculos XVI e XVII (Calderón de la Barca ou Tirso de Molina, entre outros) louvaram a nobreza e a heroicidade do já mítico Condestável.
Mas, pouco mais tarde, a desgraça abateu-se sobre o Condestável. Em 1387, morre a sua esposa, D.ª Leonor de Alvim, que residia no Porto com a filha dos dois. Depois, o ainda jovem Nuno negou-se a contrair novo casamento. A vida de piedade e penitência (que sempre tinha tido) acentua-se sobremaneira e o Condestável, herói de tantas batalhas, famoso guerreiro ao serviço do rei, vai, a pouco e pouco, adquirindo a reputação de homem piedoso e santo.
Há que situar, nestes anos, a sua intervenção decisiva para a construção (entre outros templos e conventos) do convento e da igreja dos carmelitas, em Lisboa, cumprindo assim uma promessa votiva feita a Nossa Senhora. Consta que teve contacto com a Ordem através de um antigo companheiro de armas que se tinha feito carmelita no convento de Moura, D. João Gonçalves, e do Frei Afonso de Alfama, Vigário da Ordem em Portugal, com quem parece que tinha grande confiança e amizade. Foi escolhido, para localização do dito convento, um dos lugares mais altos de Lisboa. As obras duraram mais de oito anos. Os carmelitas, vindos do convento de Moura, instalaram-se no celebérrimo “Carmo” de Lisboa no dia 15 de Agosto (mais uma vez) de 1397, onde permaneceram até 1755, data em que o templo foi praticamente destruído pelo terramoto de Lisboa.
Em 1415, Nuno viria ainda a ter tempo de participar numa nova campanha portuguesa, desta vez para além do estreito de Gibraltar, em Ceuta, comandando e contribuindo com a sua experiência militar na expedição portuguesa que se dirigia para o referido lugar do Norte de África. Nuno, com 55 anos, sentia-se já cansado. Pouco depois aconteceu a morte da sua filha, o que provavelmente acelerou a sua decisão de se afastar do mundo e de ter uma vida totalmente entregue à penitência, à piedade e à oração.
Deste modo, em Agosto de 1423, o Condestável, figura admirada e de grande prestígio, decide, diante do espanto geral, ingressar no Convento do Carmo, que ele mesmo tinha fundado, e levar uma vida de total penitência e austeridade, como irmão donato. No dia 15 de Agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora e data à que parece que a vida de Nuno estava intimamente ligada, vestiu o hábito Carmelita, tomando o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Apesar das pressões de toda a ordem, recusou privilégios ou mitigações da austeridade conventual. Por intervenção de D. Duarte (filho de João I, o rei a quem Nuno fielmente tinha servido durante anos), convenceu-se, ao menos, que não fosse para um convento longínquo, como era seu desejo, para evitar visitas e homenagens que iam contra a sua vontade de total penitência e humildade. Também conseguiu o príncipe que Nuno renunciasse ao seu desejo de mendigar para o convento pelas ruas de Lisboa, como faziam os irmãos donatos.
Prova da sinceridade e da firmeza da sua vontade foi o facto de que sempre recusou ser chamado doutra maneira que não “Frei Nuno de Santa Maria”, recusando qualquer tipo de título de nobreza. Mais ainda, quando o príncipe D. Duarte quis que conservasse o título de Condestável, Nuno respondeu com humildade, mas com firmeza: o Condestável morreu e está enterrado num santuário…
Depois de oito anos de vida de penitência e de grande austeridade, Frei Nuno de Santa Maria morreu em Lisboa, no dia 1 de Abril de 1431. O seu funeral constituiu uma enorme manifestação de dor, quer por parte da nobreza e da família real (que tinham uma grande dívida de gratidão para com aquele nobre cavaleiro vencedor no campo da batalha), quer por parte dos carmelitas e de tantos devotos, que viram nele um modelo de penitência, de humildade e de desprezo das galas e honras deste mundo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Dia Internacional do Livro

Dia 23 de Abril, Dia Internacional do Livro e dos Direitos de Autor.

Já o ano passado fizera um post sobre este dia .

Para não repetir, aqui fica o link para o post, neste dia tão importante.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Back to the Peninsular Wars, events in Portugal


Mais uma vez venho indicar o link da Pagina "Back to the Peninsular Wars" aqui, events in Portugal " a qual merece uma visita.
Ver Amarante aqui .

Vêm aí os Franceses !
Mapa retirado da Pagina.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Programa da Recriação Histórica da Batalha do Porto

Nota: Poderei enviar o programa, em PDF, a quem o solicitar, com melhor grafismo e mapas assinalando os locais dos acontecimentos.
BICENTENÁRIO DAS INVASÕES FRANCESAS NA AMP
RECONSTITUIÇÕES HISTÓRICAS
PROGRAMA DE ACTIVIDADES

9 e 10 de Maio de 2009
Cidades do Porto e de Gaia


-DIA 9 DE MAIO (SÁBADO):


* 10.00 horas:
Cerimónia evocativa pelas Delegações dos Países intervenientes nas Guerras
Napoleónicas

Local: Praça Mouzinho de Albuquerque (Rotunda da Boavista) junto ao
monumento alusivo à Guerra Peninsular:
-Içar de bandeiras de todos os países representados, por elementos representativos
das várias Delegações; Toque do Hino da Continência, pela Fanfarra Militar;
-Deposição de coroa de flores junto ao monumento, pelas Delegações presentes, e
execução do Toque de Homenagem aos Mortos, do Toque da Alvorada, pela
Fanfarra do Exército, e tiros de salva de infantaria;
-Alocuções da AMP e da ANP.
*11.00 Horas - Fim.


* 11.30 horas:
Desfile das forças presentes
Local: Desde a Cadeia da Relação (à Cordoaria) até à Ribeira do Porto.


* 12.30 horas:
Cerimónia evocativa da Invasão Francesa

Local: junto às Alminhas da Ponte (Cais da Ribeira do Porto):
- Concentração das forças presentes no cais da Ribeira do Porto;
- Alocução, pelo Coronel Américo Henriques, alusiva ao episódio da Ponte das
Barcas e à primeira Batalha do Porto e conquista da cidade pelo exército Francês;
- Deposição de ramo de flores no rio Douro, em homenagem aos mortos na Ponte
das Barcas;
- Tiros de salva (infantaria e artilharia).
*13.00 Horas – Fim.


*21.30 horas:
Combate nocturno de Recriação Histórica do recuo do exército francês até à
cidade do Porto, perante o avanço do exército Luso-inglês, bem como as
escaramuças que antecederam a segunda Batalha do Porto.
Local: Cais de Vila Nova de Gaia
- Reconstituição de combates de infantaria e artilharia, com início de caminhada, a
partir do Regimento de Artilharia 5 (RA5), do exército Francês pelo lado Nascente, e
do exército Luso-inglês, pelo lado poente, através das ruas de Vila Nova de Gaia.
(Exército Francês)
Colaboração:
(Exército Luso-inglês)
Início dos confrontos corpo a corpo, na Avenida Diogo Leite, junto à Rua D. Afonso
III, com avanço do exército Luso-inglês e recuo do exército Francês, escaramuças e
ataques aos residentes em todo o percurso da Avenida Diogo Leite até cerca do
Largo Luís I.
*23.30 horas - Fim.




- DIA 10 DE MAIO (DOMINGO)


* 11.00 horas:
Reconstituição Histórica da conquista do Porto por parte do exército lusobritânico
Local: Ribeiras de Gaia e Porto

-colocação dos elementos do exército Luso-inglês, na margem Sul do rio Douro, e do
exército Francês, na margem Norte;
- tiros de apoio de peças de artilharia colocadas na margem Sul do rio (exército
Luso-inglês), com resposta de peças de artilharia colocadas na margem Norte
(exército Francês);
- simulação da travessia do rio Douro e desembarque do exército Luso-inglês, com
transporte de recriadores em barcos rabelos desde a Ribeira de Gaia até ao Cais da
Estiva da Ribeira do Porto.
-travessia do grosso das “tropas” Luso-inglesas, através do tabuleiro inferior da
Ponte D. Luís I, desde a Ribeira de Gaia até à Ribeira do Porto. Ataque ao exército
Francês com combates de infantaria;
- Recuo do exército Francês até ao Largo da Senhora do Ó, através da Ribeira, da
Rua da Fonte Taurina e da Rua da Alfândega até à Praça do Infante D. Henrique;
Ocupação das últimas barricadas de defesa e recuo final do exército Francês... em
direcção à “fronteira”.
- Formatura de todas as unidades presentes, na Praça do Infante D. Henrique;
- Breve alocução de agradecimento aos participantes e distribuição de medalha
comemorativa a todos os participantes;


*13.00 Horas – Fim do Programa

sábado, 18 de abril de 2009

THE ANGLO - PORTUGUESE ARMY OF 1808

"THE ANGLO - PORTUGUESE ARMY OF 1808"


Revista das edições
DEL PRADO - RELIVE WATERLOO MAGAZINE NO 45
Colecção
GREAT BATTLES OF THE NAPOLEONIC WARS
Título
THE ANGLO - PORTUGUESE ARMY OF 1808
Editado por
OSPREY




quarta-feira, 15 de abril de 2009

Figurinos Militares.1806.Maranhão.1 desenho


Quadro leiloado pelo Palácio do Correio Velho, S.A.
FIGURINOS MILITARES. 1806. Maranhão.
1 folha com um desenho aguarelado,da época, representando o uniforme de Infantaria do Maranhão.
O desenho mostra o fardamento antigo que caíra em desuso e o novo que se passou a adoptar, segundo o Plano de Uniformes de 19 de Maio de 1806.
Bom estado de conservação.
Dim : 23 x 31 cm (folha)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Há 200 anos. Março de 1809.

Março, 3 - Madison é empossado como Presidente dos Estados Unidos da América, substituindo Jefferson.
Estancia em Bragança o General Bernardim Freire de Andrade após visitar alguns postos militares avançados.

Março, 6 – Combate da Ponte de Vilaça, com participação do RI 21 e 24.
Em Gironda (Espanha) dá-se um combate contra os franceses com participação do RI 24.

Março, 7 - O general Wellesley, futuro duque de Wellington, aconselhou o governo britânico a defender Portugal, demonstrando a maneira de o realizar.

Março, 8 - O general britânico Beresford é nomeado comandante em chefe do Exército português com o posto de Marechal do Exército.

Março, 10 - O corpo de exército de Soult, tendo subido o rio Minho desde a foz até Orense e dirigindo-se depois para a fronteira portuguesa, entra em Portugal pela veiga de Chaves. Começa assim a 2.ª Invasão Francesa.
A cidade de Chaves é sitiada pelas tropas Soult. A defesa de Chaves é efectuada pelo RI 12 e 24 e RArt 4, em conjunto com a Milícia e populares. Assume o Comando da defesa o Cor Pissaro

Março, 11 – Combate de Silveira (Chaves) com participação militar portuguesa. RArt 4.
Chaves capitula às forças do general Soult, que ali estabelece o seu quartel­-general.

Março, 12 - Tropas inglesas iniciam o desembarque em Lisboa.
Soult dirige-se para o Porto, por Braga.

Março, 14 - Nomeação de Diogo Inácio de Pina Manique chanceler-mor do Reino.

Março, 15 - O marechal Beresford assume o comando do exército português.
Salamonde da Cabreira é ocupada pela guarda avançada francesa, comandada pelo general Franceschi, após a derrota das forças portuguesas.

Março, 16 - Combate de Salto [Espanha] com participação de portugueses.

Março, 17 - O general Bernardim Freire de Andrade foi massacrado perto de Braga, por populares que o acusavam de traição. A actuação do Barão Eben é questionada e ficará marcada para sempre como uma das grandes dúvidas da Guerra Peninsular.
Combate da Ponte de Nossa Senhora do Porto com a participação de soldados portugueses da Leal Legião Portuguesa.
O corpo de exército de Soult vence as forças portuguesas que defendiam Braga em Carvalho d'Este. Combate com a participação de tropas portuguesas da mesma unidade e RArt 4.

Março, 18 a 20 - Combate de Povoa de Lanhoso, com participação ddo RI 9 e dois batalhões da LLL.
Decreto impondo rigorosas penas aos populares que pegassem em armas a favor dos franceses.
Tropas francesas vandalizam o Bom Jesus de Braga.
A Regência publica alguns decretos tendentes a consciencializar as populações da necessidade de se unirem contra o invasor.
Entrada dos franceses na cidade de Braga.
Tumultos em Braga contra os ocupantes franceses.

Março, 21 - O brigadeiro Silveira, comandante da divisão que defendia Trás-os-Montes, reocupou Chaves com o RI 12 e 24 e RArt 4.
Tumultos populares na cidade do Porto durante os quais se arrombaram as cadeias.
Reocupação de Chaves (Sitio Forte de S. Francisco) por tropas portuguesas do general Silveira Pinto da Fonseca.
Combate de Santi Espiritus (Espanha), com participação de portugueses da LLL.

Março, 22 - Chega ao Tejo uma fragata inglesa trazendo Sir Arthur Wellesley.

Março, 23 - Napoleão Bonaparte recusa receber o embaixador austríaco em Paris, Metternich, provocando a ruptura entre os dois países.

Março, 25 - O brigadeiro Silveira conquistou o forte de S. Francisco, de Chaves, aprisionando a guarnição francesa.
Combate da Barca de Trofa, com participação do RArt 4.
De Braga o general Soult decide reiniciar a marcha das suas tropas sobre o Porto.

Março, 27 - Proclamação do arquiduque Carlos, comandante do exército austríaco e irmão do imperador, convidando os alemães à insurreição contra a França de Napoleão Bonaparte.
Resistência estóica dos moradores de Santo Tirso às investidas francesas.
Combate de Ciudad Rodrigo (Espanha), com participação de militares portugueses da LLL.

Março, 27 a 29 - O Porto é atacado, conquistado e saqueado, pelo exército francês de Soult. A defesa do Porto foi efectuada pelos RI 6, 9, 18, 21, Cav 12 e militares da LLL.

Março, 28 - Batalhas de Medellin e de Ciudad Real: os corpo de exército comandados pelo marechal Victor e pelo general Sebastiani derrotam os exército espanhóis da Extremadura, comandado pelo general Cuesta, e do Centro comandado pelo general Cartaojal.

Março, 29 - Resultante do feroz ataque francês ao Porto , com a fuga de muitos populares, dá-se a tragédia da ponte das Barcas com perca de muitas vidas.

Março, 31 - Uma brigada de cavalaria do exército de Soult, comandada pelo general Caulaincourt, ocupa Penafiel, dirigindo-se para a ponte de Canaveses que tenta atravessar, sendo rechaçado por forças militares portuguesas.

domingo, 12 de abril de 2009

CAVALIERE PORTUGAISE AU SERVICE DE FRANCE

MARTINET.
CAVALIERE PORTUGAISE AU SERVICE DE FRANCE

Água-forte francesa, colorida manualmente. Ocorre numa obra militar da época e retrata um oficial da cavalaria portuguesa.

sábado, 11 de abril de 2009

Estado do Regimento de Lagos em 1813.

ESTADO MAIOR
Coronel Jorge D´Avilez Zuzarte de Sousa
Tenente-Coronel João Telles de Menezes e Mello
Tenente-Coronel Hawkshaw
Major (graduado em Tenente. Cor) Lourenço Martins Pegado
Major Robert Ray


Ajudante - Tenente? José de Mello de Brito
Quartel-Mestre - Lazaro da Silva Ferreira
Quartel-Mestre – Manoel Viegas Cabrita
Secretario - ?
Capelão Padre José Maurício Souto Maior
Pagador – João de Almeida
Cirurgião Mor- António José da Costa Lima
Ajudante do cirurgião – José Joaquim Franco
Ajudante do cirurgião – Luís José Rodrigues
Ajudante do cirurgião – José Romão Pereira
Ajudante do cirurgião – Nicolau Joaquim Aguas

CAPITÃES
Capitão António Pereira Brito
Capitão João Rosendo Mendonça
Capitão Lazaro Soares de Almeida
Capitão Dugald McGibon
Capitão Dugald Campbell
Capitão José Pereira
Capitão Mc Pierson

TENENTES

Tenente Manoel de Azevedo (Simão Manoel de Azevedo?)
Tenente Manoel da Fonseca (Joaquim Manoel da Fonseca e Sousa?)
Tenente Manoel Alexandrino Pereira
Tenente Francisco Rebello de Moura
Tenente José Anacleto Cabrita
Tenente Ludovico José da Rosa
Tenente Joaquim Anastácio Lobo
Tenente José Cândido de Mendonça
Tenente António Maria Pinto Tenente João Nepomuceno de Attaide
Tenente D. José Maria Carlos

ALFERES
Alferes Manuel de Abreu Madeira Alferes Joaquim Leonardo de Mendonça
Alferes Francisco Hipólito Galvão
Alferes José Roberto Botelho
Alferes José Pedro Tavares
Alferes José Fortunato de Azevedo
Alferes Theotonio Borges (da Silva).
Alferes Gaspar Villa Lobos
Alferes João da Silva Fragoso
Alferes Francisco de Paula Cabrita
Alferes José Correia de Freitas
Alferes Manuel Gerardo de Sousa
Alferes Bento José Tavares
Alferes José Maria da Nóbrega
Alferes Francisco Correia da Silva
Alferes António Silvestre
Alferes Joaquim Carlos Viana
Alferes Henrique Luiz da Fonseca
Alferes João Arsénio Biquer

quinta-feira, 9 de abril de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Há 200 anos. Fevereiro de 1809.

Fevereiro, 2 - Pastoral do arcebispo de Évora, D. Frei Manuel do Cenáculo proibindo ao clero o uso das armas.

Fevereiro, 5 – O general Bernardim Freire Andrade sai de Braga para Ponte de Lima no comando de forças militares.

Fevereiro, 8 – Parte de Santiago de Compostela o general Soult rumo a Portugal.

Fevereiro, 10 – Combate de Ledesma (Espanha) contra os franceses, participando o regimento Portugues de Cavalaria 11, com 101 homens.
O general Soult chega a La Guardia, na fronteira galega com Portugal.

Fevereiro, 13 - As forças do comando do marechal francês Soult tentam atravessar o rio Minho em Vila Nova de Cerveira.

Fevereiro, 15 – Nomeação do brigadeiro Francisco Pinto da Fonseca como governador de Armas da província de Trás-os-Montes.
As forças do tenente-coronel José Joaquim Champalimaud, vindas de Valença, chegam a Caminha, preparando-se para defender a passagem do Minho dos ataques franceses.

Fevereiro, 16 - As tropas comandadas por Soult chegam a Tuy.
O exército francês tenta nova travessia do Minho em Caminha, na foz do rio.
Combate de Caminha, com participação do RI 21 e RArt 4.

Fevereiro, 21 - Capitulação de Saragoça.

Fevereiro, 28 - Assinatura do Tratado de Aliança e Comércio entre o príncipe regente D. João e Jorge III de Inglaterra

terça-feira, 7 de abril de 2009

Programa Bicentenário Amarante



Programa do Bicentenário


4 Abril a 3 Maio
16h00 - Inauguração da Exposição “200 Anos da Defesa da Ponte de Amarante” [Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso]


17 Abril
21h30 - Concerto Orquestra do Norte


18 Abril
15h00 - Sessão SoleneSessão de Abertura da Recriação Histórica
17h30 - Recriação Histórica [Largo de Santa Luzia], seguindo pelas Ruas da Cidade
Combates simulando a progressão das forças francesas e o recuo das portuguesas até perto da Ponte
21h45 - Recriação Histórica [Largo S. Gonçalo]Simulação do assalto final e destruição da barricada situada na Ponte

19 Abril
Manhã - Demonstrações de ordem unida e de tiros de Mosquete/canhão
Sessão de Encerramento da Recriação Histórica

2 Maio
Manhã - Cerimónia de Homenagem às vítimas da II Invasão Francesa [Ponte de S.Gonçalo]
15h00 - Colóquio sobre as Invasões Francesas [Biblioteca Municipal Albano Sardoeira]
21h30 - ox Angelis Recital “Lamento”

Fonte: ANP

ANP - Defesa da Ponte de Amarante



Excerto do Programa Praça da Alegria onde a ANP se fez representar e interveio a propósito da Defesa da Ponte de Amarante em 1809

sábado, 21 de março de 2009

Há 200 Anos. “Quartel-General do Calhariz, 21 de Março de 1809"

ORDEM DO DIA
“Quartel-General do Calhariz, 21 de Março de 1809
O Senhor Marechal Comandante em Chefe do Exército, considerando quanto é importante haver um Comandante de Artilharia, tanto para a boa organização desta, para o método, e facilidade da expedição das Ordens relativas; declara Comandante da Artilharia o Senhor Brigadeiro José António da Rosa, e determina que os quatro Regimentos de Artilharia, e Destacamentos dos mesmos, que por qualquer motivo estiverem separados, lhe enviem já e daqui em diante os Mapas e Partes competentes, e executem todas as ordens que ele lhes expedir, continuando os referidos Regimentos e Destacamentos a estarem sujeitos ao Comando do Exército, ou distrito em que se acharem, e comunicando tudo o que este lhe mandar cumprir ao mesmo Senhor Brigadeiro declaram-se Ajudantes de Ordens do Senhor Marechal Beresford o Senhor Major Warre, o Senhor Capitão Sewell, o Senhor Capitão Conde de Lumiares, Tenente que era do Regimento de Infantaria nº 10, e o Senhor Capitão D. José Luiz de Sousa, Tenente Graduado que era do Regimento de Cavalaria nº 1. As divisas dos Ajudantes de Ordens do Senhor Marechal Beresford, são com farda de Ajudantes de Ordens, duas dragonas bordadas de ouro, com fundo azul, e cachos de ouro. Ordena o Senhor Marechal Beresford, que o lugar de Porta-Bandeira seja considerado lugar de distinção, e que os Senhores Comandantes de Corpos só nomeiem para Porta-Bandeiras os Cadetes mais capazes. Recomenda o Senhor Marechal Beresford, que os Senhores Comandantes de Corpos, tanto de Linha como de Milícias, tenham a maior atenção, em que os Soldados conservem as Armas «em bom Estado - Ajudante Geral Manoel de Brito Mosinho»”.

domingo, 15 de março de 2009

Há 200 Anos."Ordem do Dia de 15 de Março de 1809"

Esta é a primeira Ordem do dia de Beresford.


ORDEM GERAL
“Havendo se dignado Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal de confiar ao Marechal Beresford o Comando-em-Chefe dos seus Exércitos, julga ele do seu dever, ao entrar no dito Comando, dirigir se e patentear a todos os seus companheiros de Armas os seus sentimentos nesta ocasião.
O Marechal Comandante-em-Chefe mediante o Emprego, que ocupava no Exército enviado por Sua Majestade Britânica, para auxiliar nos admiráveis e prodigiosos esforços, que os Portugueses fizeram para restaurar a sua Liberdade, e Independência, tão injustamente atacadas, teve ocasião de estudar, e conhecer a fundo a índole e carácter Militar desta Nação; e bem que esteja persuadido de haver-lhe dado a mais clara prova da vantajosa ideia, que dela forma, na aceitação que acaba de fazer do referido Comando, deseja todavia, e espera mostrar lhe do modo mais decisivo, que a nenhum outro Oficial poderia ser confiado o Comando-em-Chefe do Exército Português, que estivesse tão intimamente convencido das disposições, e talentos Militares inerentes aos Portugueses, aos quais qualquer ensino, e uniformidade na sua direcção, bastará para mostrarem que eles são hoje o que sempre foram, senão os melhores, ao menos iguais aos mais valorosos, e intrépidos da Europa; e por isso o Comandante-em-Chefe procurará com a maior aplicação e desvelo dar a estas qualidades aquela eficácia, e energia, que elas costumam adquirir, quando são auxiliadas por uma Disciplina bem regulada.
É universalmente reconhecido que os Portugueses são leais ao seu Soberano, obedientes às Autoridades legítimas, que o representam, e sofredores das privações e incómodos, que os Exércitos as mais das vezes experimentam; o Patriotismo, e Energia, e Entusiasmo, de que acabam de dar as mais evidentes provas; a glória que adquiriram no Roussillon; os derradeiros sucessos nas Fronteiras do Norte, e Nordeste atestam a sua resolução, valor, e intrepidez; qualidades, que os tornam dignos dos seus Antepassados, e tão famosos como eles. Por tanto, Portugueses, ninguém desenvolve melhores disposições para serdes a melhor Tropa; e convencido desta verdade, o Marechal Comandante-em-Chefe se vê com o maior prazer identificado com a Nação Portuguesa: Ele é um Oficial Português, e aos Portugueses confia a sua honra, e a sua reputação, bem seguro de que lhe hão-de ser vantajosamente restituídas. O Marechal Comandante-em-Chefe julga necessário protestar-vos, que ele considerará sempre como um dos seus mais importantes deveres o fazer realçar o merecimento, onde quer que ele aparecer; e que a única recomendação para ele atendível, será o zelo, a inteligência, a actividade, o valor, o patriotismo; qualidades, que encontrarão nele sempre um decidido, e activo Protector. O Marechal e Comandante-em-Chefe chama a atenção de todos os Oficiais Generais, e Subalternos sobre o Estado actual, e melhoramento do Exército; e convencido que o melhor método de introduzir nos Corpos Militares a Disciplina, e exacta observância dos deveres, é o exemplo dos Oficiais, espera que eles não faltarão aos seus Soldados com uma tão importante e necessária Lição. Espera com impaciência o Marechal Comandante a primeira ocasião de visitar, inspeccionar assim os diferentes Corpos, que se acham já em Campanha, como todos os demais do Exército; e aproveitará todas as ocasiões de promover a satisfação, decoro, e vantagem dos Oficiais, e Soldados, que se lhe confiaram Quartel-General.

Lisboa 15 de Março de 1809 = Assinada pelo Senhor Marechal”

quarta-feira, 11 de março de 2009

Decreto de nomeação.

Tendo consideração ás qualidades, merecimentos e experiência militar que concorrem na pessoa de Guilherme Carr Beresford, tenente general ao serviço, de sua majestade el-rei da Grã-bretanha: confiando de quem ele é, que em tudo o de que o encarregar se empregará muito ao meu contentamento, acrescentando no serviço do meu exército a distinta reputação que lhe têm adquirido as sucessivas provas que tem dado do seu merecimento nas guerras em que tem sido empregado, e querendo por todo o referido dar-lhe um autentico testemunho da estimação e confiança que dele faço: hei por bem nomeá-lo marechal dos meus exércitos, e encarregando-o do comando em chefe das tropas deste reino para o exercitar enquanto eu o houver por bem, e com toda a jurisdição que como tal lhe compete 11 conformidade das leis e regulamentos militares.

O conselho de guerra o tenha assim entendido e lhe faça expedir logo os despachos necessários. Palácio do governo, em 7 de Março de 1809 = (Com duas rubricas dos governadores do reino.)
Aviso para Guilherme Carr Beresford

Illmº e exmo Sr. -O príncipe regente nosso senhor manda remeter a V. ex. a a inclusa carta regia, pela qual o mesmo senhor é servido que v. ex., independentemente de patente que se lhe deve passar pelo conselho de guerra, passe logo a exercer as funções de marechal dos seus exércitos com o comando em chefe de todas as tropas deste reino, como se declara na mesma carta regia, que tem a data de 7 deste mes. Repito a v. ex. a os fieis protestos da minha muito distinta consideração.
Deus guarde a V. ex. a Palácio do governo, em 10 de Março de 1809. =D. Miguel Pereira Forjaz.
Carta regia
Guilherme Carr Beresford, tenente general ao serviço de sua majestade el-rei da Grã-bretanha. Eu o príncipe regente vos muito saudar. Tendo-vos conferido pelo meu decreto da data de hoje o posto de marechal dos meus exércitos com o comando em chefe de todas as Tropa deste reino, e com a jurisdição que como tal vos compele, na conformidade das leis e regulamentos militares; e convindo ao bem do meu real serviço que independentemente da patente que se vos deve passar pelo meu conselho de guerra, tomeis desde já o mesmo comando, pareceu-me conveniente comunicá-los esta minha real determinação para que possais logo exercer as funções do posto que vos tenho confiado, na certeza de que tenho mandado expedir as necessárias participações a todos os governadores das províncias deste reino, aos inspectores das diferentes armas e aos comandantes de divisão do meu exército. Assim o tereis entendido e cumprireis. Escrita no palácio do governo, em 7 de Março de 1809 = Marquês das Minas = Conde Monteiro Mor.”

terça-feira, 10 de março de 2009

Aviso Real de 9 de Janeiro de 1809

“Governadores do reino de Portugal e dos Algarves. Amigos, Eu o príncipe regente vos envio muito saudar como aqueles que amo e prezo. Sendo indispensável escolher e chamar para o meu real serviço um general muito hábil e experimentado, que possa levar o meu exército, em disciplina, exercício e actividade nas três armas de que o mesmo se compõe, ao maior ponto de perfeição, e que fique assim no caso de medir-se com as melhores tropas do meu inimigo, assim como sendo muito necessário que o sistema de defensa geral do reino se organize debaixo dos princípios os mais seguros, unindo-se também um plano económico que faça permanente o mesmo sistema: fui servido encarregar da escolha deste general ao meu enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Londres, para que, de acordo com o ministro de sua majestade britânica, nomeasse o general e ajustasse com ele as condições com que deverá entrar ao meu serviço; e vós auxiliareis depois todas as suas ideias e planos, sustentando uma exacta e rigorosa disciplina, a fim de que se colham os frutos de uma tão necessária resolução, e dando-me conta de todos os esforços que fizerdes para este desejado fim, tendo em vista a constância e firmeza com que o senhor D. José I, de gloriosa memoria, meu senhor e avô, sustentou os planos do conde de La Lippe, de que se seguiram tão grandes vantagens; e tudo combinareis com o mesmo meu enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Londres, a fim de, que nada falte para o complemento deste objecto, em que tanto interessa o meu real serviço. O que assim tereis entendido e cumprireis. Escrita no palácio do Rio de Janeiro, em 9 de Janeiro de 1809. = PRÍNCIPE. Está conforme

segunda-feira, 9 de março de 2009

Escolha do general para organizar e assumir o comando do exército português

Excerto do ofício dirigido do Rio de Janeiro a D. Domingos António de Sousa Coutinho sobre a escolha de general para organizar e assumir o comando do exército português.


Conhecendo também sua alteza real a suma necessidade que é para o reino chamar um general que possa organizar o exército de Portugal nas três essenciais armas, e que forme um corpo numeroso, escolhido e bem disciplinado, de que possa depois destacar uma grande força para a defesa da Espanha, de flui tão essencialmente depende a de Portugal, que mal conservaria a sua independência se Espanha perdesse a sua; portanto, é sua alteza real servido que v. s. a, tendo somente em vista o interesse do real serviço e do reino, e de acordo com esse ministério, escolha algum general que seja dos melhores e dos mais capazes de criar um bom exército e com boa disciplina, que mereça toda a confiança, e que com ele ajuste o que se lhe deve dar e a patente com que há-de servir a sua alteza real, sendo só para desejar que pile possa fazer em Portugal os mesmos prodígios que em 1762 operou o conde de La Lippe, e que nunca mais, apesar dos muitos e grandes esforços que sua alteza real fez para o mesmo fim, poderão tornar a conseguir-se.
Lembra Sir Arthur Wellesley haver quem apontasse o general Beresford, pois que ele poderia ajudar também o governo com luzes administrativas e de fazenda; mas nada sua alteza real quer lembrar directamente v. s. a. quanto à pessoa, porque, confiando do zelo, fidelidade e inteligência de v. s. a., quer deixar-lhe toda a Liberdade nesta difícil em preza, e faze-lo responsável do importante acerto e de que fica encarregado.
V. S. poderá segurar ao general que julgar dever escolher, que sua alteza real não só o manda recomendar aos governadores do reino, como verá da carta regia de que lho remeto copia, mas que sua alteza real ordena aos mesmos que em tudo sustentem e façam executar as suas ideias com aquela energia que pede o difícil e critico momento actual, e que o seu plano deverá estender-se a organizar uma boa e firme infantaria, uma bem adestrada cavalaria e uma artilharia de posição e a cavalo, que nada deixe a desejar, alem do corpo de milícias que possa combinar-se com as tropas de linha e segurar a defesa do reino, entrando também no sistema de chefe geral que poderá organizar-se, conservando e erigindo de novo as praças que se julgarem necessárias, estabelecendo o soldo competente, e propondo as convenientes economias, para que este exército móvel e sempre pronto a entrar em campanha seja, contudo, o menos dispendioso possível.
Realizar estas luminosas vistas e planos de sua alteza real é de suma dificuldade; mas v. s. a. fará os maiores esforços para conseguir este fim com a dexteridade e energia que merecem que sua alteza real lhe de esta demonstração de confiança em ponto tão essencial.
Deus guarde a v. s. a. Palácio do Rio de Janeiro, em 9 de Janeiro de 1809. = Conde de Linhares
.”