quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Medalha da Rainha D. Amélia - Dembos 1908


Medalha da Rainha D. Amélia - criada a 23 de Dezembro de 1895 .

A Medalha da Rainha D. Amélia foi criada a 23 de Dezembro de 1895 para comemorar duas campanhas específicas no Ultramar - Moçambique (1894-1895) e Índia Portuguesa (1895). Ambas as campanhas se revestiram no Portugal de então de forte popularidade, principalmente a de Moçambique, que resultou numa vitória sobre o Império de Gaza e sobre o seu soberano Gungunhana.


Com o crescente envolvimento português na pacificação do seu Império, a 6 de Junho de 1896, é decidido estender a medalha a novas campanhas ultramarinas. Cada medalha teria um reverso diferente, assim como a cor interior da fita.

A 11 de Dezembro de 1902, uma terceira alteração é feita, instituindo a medalha como de campanhas gerais, com fita, anverso e reverso iguais, mas colocando-se uma passadeira para cada nova campanha. Assim permanece até que é descontinuada aquando da instauração da República em 1910.

Tem na Medalha comemorativa das campanhas do Exército Português a sua herdeira directa, em 1916, tendo sido autorizado que se colocasse as passadeiras ganhas antes de 1910.

Barras

As seguintes passadeiras foram aprovadas para esta medalha:

23/11/1895 - [EXPEDIÇÃO A] MOÇAMBIQUE 1894-1895
23/11/1895 - [EXPEDIÇÃO À] INDIA 1895
28/8/1897 - [EXPEDIÇÃO CONTRA OS] NAMARRÃES 1896
4/11/1897 - [EXPEDIÇÃO À] INDIA 1896
8/11/1897 - [CAMPANHA DE] TIMOR 1896
14/12/1897 - [OPERAÇÕES EM] GAZA 1896
31/12/1897 - [GUERRA DE] TIMOR 1895
19/1/1899 - [CAMPANHA DO] HUMBE 1898
19/7/1901 - [GUERRA DE] TIMOR 1900
Data desconhecida - ZAMBEZIA 1897
Data desconhecida - ZAMBEZIA 1898
Data desconhecida - NYASSA 1899
11/12/1902 - OIO 1902
11/12/1902 - BAILUNDO 1902
11/12/1902 - BARUÉ 1902
Data desconhecida - SELLES 1902-1903
Data desconhecida - MULONDO 1905
Data desconhecida - CUAMATO 1907
Data desconhecida - DEMBOS 1907
Data desconhecida - DEMBOS 1907-1908
Data desconhecida - GUINÉ 1908
Data desconhecida - ANGOCHE 1910

Obtido wikipedia

Penso que este texto será do meu amigo Jorge Quinta-Nova.

Para inicio aqui fica a medalha Rainha D. Amélia classe prata com a barra Timor 1896.









Medalhas militares

Por vezes, aparecem à venda na internet, em site de leilões como o EBAY, algumas medalhas militares portuguesas.

Algumas podem ser vistas em zacaricas , de onde foram retiradas algumas das imagens.

Raramente se encontram imagens delas na internet, motivo pelo qual, darei inicio a sua colocação no blog.

Vale a pena ir ao Museu de Lagos ver as medalhas que lá se encontram expostas.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Comemoração do Bicentenário da Linha de Torres Vedras.







"Lembrar as Linhas de Torres Vedras

Torriense For us, as for the Portuguese in general, remember the lines of Torres Vedras is much more than a simple anniversary, two centuries later. Para nós torrienses, como para os portugueses em geral, lembrar as Linhas de Torres Vedras é muito mais do que uma simples efeméride, dois séculos depois.
The "anniversary", understand the dictionaries some "important news event occurred on a certain date." Por “efeméride”, entendem os dicionários alguma “notícia de acontecimento importante ocorrido em determinada data”. The fact that our lines evoke occurs now, as then, the permanent position that we as a people to ensure the identity and freedom of our collective being. Ora, o que as nossas Linhas evocam ocorre agora, como então, na permanente disposição que temos como povo de garantir a identidade ea liberdade do nosso ser colectivo.
Impressive was checked at the time how, with the appropriate British collaboration, if done in a short time to mobilize entire populations, to build a defensive barrier that proved insurmountable. Impressionante foi verificar na altura como é que, com a oportuna colaboração britânica, se conseguiu em tão pouco tempo mobilizar populações inteiras, para construir uma barreira defensiva que se revelou intransponível. Impressive was also the ability to keep secret all that was done, causing the attacker was a surprise that the principle of its withdrawal and retreat. Impressionante foi também a capacidade de manter em segredo tudo o que se fazia, causando no invasor uma surpresa que foi o princípio da sua desistência e recuo.
Being as the Peninsular War as a whole, a difficult time of national life, which would render impossible any return to the previous state of affairs, the Lines of Torres Vedras opened the contemporary era in which, in many respects continues. Sendo, como a Guerra Peninsular no seu conjunto, um momento difícil da vida nacional, que acabaria por tornar inviável qualquer regresso ao anterior estado de coisas, as Linhas de Torres Vedras abriram a época contemporânea em que, a vários títulos, continuamos.
Remind them today in the European peace that we enjoy fortunately, is to evoke all that were here, on both sides of the lines, when we, their descendants, we are meeting on a common project for the continent and the world. Lembrá-las hoje, na paz europeia de que felizmente gozamos, é evocar todos os que aqui estiveram, dos dois lados das Linhas, quando nós, seus descendentes, nos reencontramos num projecto comum para o Continente e para o Mundo.

Recalling that time, we open the future in solidarity and peace. Lembrando os de então, abrimos o futuro na solidariedade e na paz.

The Commissioner of Municipal O Comissário da Comissão Municipal

Manuel Clement Manuel Clemente "


Ver site AQUI


Programa completo disponível aqui (PDF, 460Kb)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Exposição “Guerra Peninsular 1810-1814″ patente no Museu Municipal Leonel Trindade em Torres Vedras








Exposição “Guerra Peninsular 1810-1814″ patente no Museu Municipal Leonel Trindade em Torres Vedras.

"O Bicentenário das Invasões Francesas que se está a comemorar com grande profusão de iniciativas, do lançamento de livros à recuperação de fortificações, não tem, no entanto um programa oficial centralizado. Há sim iniciativas de várias entidades que de algum modo se coordenam entre si. Muitas têm o empenhamento e apoio do Exército e das Forças Armadas sendo naturalmente o ramo terrestre aquele que mais se tem empenhado em sucessivas actividades e eventos, muito centrados por motivos óbvios na região Oeste do Distrito de Lisboa.
Muitos dos trabalhos que se estão a desenrolar nesta região são coordenadas pela Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres (PILT). Esta entidade foi constituída em Outubro de 2006 pelos municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, com o objectivo de gerir, integradamente, o conjunto patrimonial das denominadas Linhas de Torres, definindo critérios comuns e boas práticas, bem como preparar as comemorações do bicentenário da construção das Linhas de Torres.
Em Torres Vedras o Presidente da República inaugurou a exposição “Guerra Peninsular 180-1814″ no Museu Municipal Leonel Trindade e presidiu a uma cerimónia militar onde assinalou o início das comemorações.

Exposição “Guerra Peninsular 180-1814″
Composta por três núcleos, todos localizados no Museu Municipal Leonel Trindade, Convento da Graça, no centro da cidade de Torres Vedras, trata-se de uma exposição que não só enquadra a Guerra Peninsular no seu tempo como mostra genericamente e ao mesmo tempo com detalhes seleccionados, o que foi feito - sobretudo nesta na região -para combater os exércitos franceses. Nas “Linhas de Torres” propriamente ditas e antes no decurso das outras invasões do país."

Fonte : Operacional AQUI

sábado, 19 de dezembro de 2009

Santo e Feliz Natal


Peçamos a Jesus, nascido por amor, que nos dê a graça de recusarmos uma vida egoísta, centrada em nós próprios e, por isso, absurda, sem graça. Que nos conceda a força de inventarmos uma existência marcada pelo ‘dom’. Uma vida de oração, de silêncio e de coragem.
Peçamos a Jesus, nascido por amor, que nos faça sentir como é desumano ter uma “bela” carreira a todo o custo (pisarmos os outros, comprarmos os outros, usarmos os outros). E fazermos da competição o projecto dos nossos dias.
Peçamos a Jesus, nascido por amor, anunciado pelos anjos como príncipe da paz, que faça de nós homens e mulheres construtores de paz, comprometidos num mundo em que não haja quem morra de fome, ou na guerra, ou de desespero.
Senhor Jesus, nascido por amor, dá-nos a graça de vivermos vigilantes, libertos da tranquila sonolência que nos torna indiferentes e integrados.
Dá-nos a impaciente paciência de lutarmos contra as injustiças, contra toda a espécie de exploração, ou de exclusão, ou de qualquer outro nome de pecado.
Desinstala-nos.
Desperta-nos.
Dá-nos a possibilidade de vivermos o Natal na “lógica do amor que se dá”.
O Natal diferente.
O teu Natal, Senhor.

Secretariado Nacional da Pastoral Social

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Regimento de Infantaria 17 - Sir John Rolt


Aqui fica a biografia do Coronel de Infantaria 17 , John Rolt, que por lapso indiqui anteriormente como sendo do 14.

Ao peito , com fita escura, pode ver-se a Ordem da Torre e Espada.
A medalha tem fita azul na foto de baixo.

He received his first commission, as Ensign with the 58th (Rutlandshire) Regiment of Foot, on 1st March 1800. Exactly one year later he was fighting for his life on the beach at Aboukir Bay, Egypt.

He was with the amphibious assault force which, under the command of Sir Ralph Abercromby, stormed ashore and assisted in the defeat of the French Army of occupation. The 58th lost fifty-eight dead and wounded that morning, and Rolt himself “was shot through the body”. Given the primitive medical techniques of the period, it was a near miracle that he survived.

Between 1802 and 1809, in the rank of Captain, he served with his regiment in Ireland, Naples, and the Channel Islands. In 1810, having arrived at Lisbon, he was promoted Major and transferred to the Portuguese Army.

He took part in the major siege operations at Cuidad Rodrigo and Badajoz and was then given command, in April 1812, of the 17th Portuguese Regiment for the final battles of the Peninsular war. Despite his earlier severe wound, he seems to have been blessed with a constitution of iron, it being recorded that “from 1809 to the conclusion of hostilities in April 1814, he was never one day absent from his duty”.

Over the ensuing thirty years he received various retrospective honours for his services under Wellington. The following list describes them, and it is representative of the range of distinctions available to successful field and general officers of that period: Knight Commander of the Order of the Bath, Grand Cross of the Guelphic Order of Hanover, Field Officer’s Small Gold Medal (for Vittoria), Military General Service Medal (clasps for Egypt, Busaco and Pyrenees), Knight of the (Portuguese) Military Order of the Tower and Sword, and the Sultan’s Gold Medal for Egypt, 1801. These awards appeared at auction in London in 1991 and were hammered at £16,000.

In 1823 he was appointed commanding officer of the 2nd or Queen’s Royal Regiment of Foot. Two years later he departed for a staff appointment and then retired from active service. He was granted the Colonelcy in 1853 but, sadly, his period of tenure was short. He died at Southernhay, Exeter, on 8th November 1856
Medals of Lieutenant General Sir John Rolt

Retirado do site"The Queen's Royal Surrey Regimental Association "

domingo, 29 de novembro de 2009

O 14 de Infantaria.


Um convite para um novo livro. "O 14 de Infantaria.".

Trata-se de uma obra actual que explora a história do regimento 14 desde a sua fundação na Cidade de Tavira até à actual localização em Viseu. Este trabalho é tanto mais notável, porquanto explora a sua historia mais remota, a qual comemora agora 200 anos, ao mesmo tempo que nos leva às glorias da tão esquecida 1ª Guerra Mundial e as actuais missões de Paz por esse Mundo fora, repleta de imagens únicas retiradas dos seus arquivos. Uma excelente historia regimental livro a não perder.

Este tipo de obras, que é bastante vulgar no Reino Unido ou EUA, é raro em Portugal. Os militares portugueses, salvo raras excepções, esquecem com frequência a sua história e os seus camaradas que os precederam, agindo como se as suas unidades fossem de geração espontânea, e eles fossem os únicos detentores da alma castrense.

Os parabéns ao Coronel Rui Moura por não esquecer as origens do seu regimento e dos seus homens, e qual o seu futuro.







Um excelente livro coordenado pelo Coronel Rui Moura , sendo tambem autor de parte dos textos.

O Coronel de Infantaria Rui Fernando Baptista Moura tomou posse como Comandante do Regimento de Infantaria nº 14 em 9/30/2008 .
Esta unidade (RI 14) teve o seu inicio, como se sabe, na cidade de Tavira.
Esta unidade tem um pequeno museu a não perder.

Novo Blog- As Invasões Francesas

Excelente Blog.

"AS INVASÕES FRANCESAS" Episódios da Guerra Peninsular.

Este foi o seu primeiro post.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Manuscrito sobre a Guerra Peninsular (1809



In Biblioteca Nacional
«Oferta à BNP de importante manuscrito sobre a Guerra Peninsular (1809)
Foi generosamente oferecido à Biblioteca Nacional de Portugal, pelo Senhor Engenheiro Fernando Soares Carneiro, um importante manuscrito referente à Guerra Peninsular.Trata-se da Carta de Christian Adolph Frederick Eben dirigida a John Cradock, sobre a Batalha de Braga. Porto, 25 de Março de 1809. - 11 p. Original. Texto em inglês. - Bom estado de conservação e de legibilidade.O documento insere-se na conjuntura política e militar da Segunda Invasão Francesa. O manuscrito foi redigido em forma de carta pelo Barão de Eben, Christian Adolph Frederick Eben (1773? – 1825), militar prussiano ao serviço da Grã-Bretanha que assumiu cargos relevantes no exército na época das invasões napoleónicas. O texto é endereçado ao seu superior hierárquico, Sir John Cradock, Barão de Howden (1759–1839).
O Barão de Eben descreve os acontecimentos que testemunhou relacionados com «Batalha de Braga» (17 e 20 de Março de 1809), entre as tropas do marechal Soult e o exército anglo-luso, sendo as hostes portuguesas comandadas pelo general Bernardim Freire de Andrade e Castro (1759-1809) e as britânicas pelo autor do manuscrito. No relato são descritos, em detalhe, as ocorrências prévias ao assassinato do general português às mãos da população bracarense, trágico incidente provocado pelo falso rumor que se espalhou de que a vítima, que era um brilhante militar, estaria secretamente ao serviço dos franceses. São mencionados, igualmente, os efectivos do lado francês, a composição das duas guarnições, assim como o equipamento bélico, funcionamento e estratégias de avanço no terreno.O texto, com carácter testemunhal e directo da redacção, descreve as operações militares e de guerrilha, a par de informações sobre os efectivos de ambos os lados, fornece dados quantitativos e outras especificações sobre armamento, referindo, também, a debilidade do exército português ainda em processo de reconstituição. A valia destas informações confere ao documento um marcado interesse para o aprofundamento de um dos episódios marcantes da história das invasões napoleónicas. »