sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

D. Miguel Pereira Forjaz, Conde da Feira (1769-1827)


Saíu mais uma obra que qualquer amante de história não pode perder.
Trata-se da tradução de uma tese de Francisco De La Fuente sobre um dos maiores estadistas do séc. XIX. Wellington referindo-se a D. Miguel Pereira Forjaz, dizia que este era "o homem mais hábil da peninsula. "

A sua imagem ficou manchada pela sua intervenção na morte de seu primo Gomes Freire de Andrade, e com a famosa frase " Felizmente hoje há luar"

Aqui fica a indicação da obra:

D. Miguel Pereira Forjaz, Conde da Feira (1769-1827)
Autor(a): Fuente, Francisco De La

Data: 2011, Janeiro
ISBN: 9789898219237
N. Páginas: 318
Formato: 170*240

Apresentação do Livro

D. Miguel Pereira Forjaz, foi certamente o Português com a maior responsabilidade na organização da defesa da nossa independência durante a Guerra Peninsular, como general e membro do Conselho de Regência (1808-1820), como Secretário para os assuntos da Guerra e Negócios Estrangeiros, durante a ausência da corte no Brasil. Beresford, marechal de exército português, durante a Guerra reportava a D. Miguel. Em conjunto geriram a reorganização das forças armadas em Portugal após a revolta patriótica anti-napoleónica de 1808. Era também com D. Miguel que Wellington tratava dos problemas políticos e administrativos do exército Anglo-Português.

Forjaz participou como oficial de estado-maior na campanha do Rossilhão e na Guerra de 1801. Secretariou depois a elaboração e discussão das diversas medidas que foram propostas ao príncipe-regente Dom João para reformar e modernizar o Exército e para a reestruturação político-militar do País. Estas propostas de reorganização do Exército, no seu essencial viriam a ser implementadas mais tarde por si a partir de 1806, 1808 e 1809, em acordo com o marechal Beresford que as aplicará na prática, embora por vezes se atribua erradamente ao chefe militar inglês a autoria das reformas do exército.

Tendo inicialmente estado ligado por laços familiares e profissionais ao designado “partido francês”, D. Miguel Pereira Forjaz acabou por ser o organizador institucional da aliança militar Anglo-Portuguesa que outrora atacara. Forjaz sabia que o País não conseguiria ganhar a guerra contra Napoleão sem uma importante ajuda militar Britânica. Essa ajuda era no entanto sujeita a constantes renegociações com Londres. A salvaguarda dessa aliança e dos limites do esforço possível será o seu combate diplomático quotidiano, em constante confronto com os seus colegas da Regência, com o governo no Brasil, com o embaixador português em Londres e com os britânicos em Lisboa. Infatigável e pragmático, Forjaz acabará por conseguir o objectivo para que tinha sido mandatado pelo Príncipe-Regente: a defesa da independência de Portugal contra as ambições de Napoleão.

BIOGRAFIA DO AUTOR
Francisco de la Fuente nasceu em Havana, Cuba, e imigrou para os Estados Unidos. Estudou na Florida State University onde completou o seu doutoramento sob a direcção do professor Donald D. Horward. A Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe duas bolsas para investigar D. Miguel Pereira Forjaz e a sua contribuição para a defesa de Portugal durante a Guerra Peninsular. Tem participado em inúmeras conferências internacionais e assim como no Consortium on Revolutionary Europe e apresentou comunicações sobre vários aspectos da participação de Portugal na Guerra Peninsular. Reside actualmente em Tallahassee, Florida.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

EXPOSITION " ESPAGNE ET PORTUGAL : 1807-1814 WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE "


EXPOSITION " ESPAGNE ET PORTUGAL : 1807-1814 WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE "


Du 18/02/11 au 31/5/2011

Le musée Wellington présente en collaboration avec le Musée Royal de l’Armée et le Comité de Waterloo, une exposition sur les campagnes d’Espagne et du Portugal de Napoléon. Elle couvrira les périodes de 1807 à 1814.

Des armes, des portraits, des uniformes, des médailles, nombre de pièces exceptionnelles ont été rassemblés pour illustrer les origines et le déroulement de cette guerre qui a ensanglanté la Péninsule ibérique pendant plusieurs années et entraîné des bouleversements politiques dont les conséquences se feront sentir jusqu’au XXème siècle.

Un montage audio-visuel et des visites guidées vous présenteront les différentes étapes de cette période napoléonienne.

Visites guidées possibles sur réservation.

Tarif d’entrée : 5€ exposition et musée ou 3€ pour l’exposition uniquement.

Musée Wellington, chaussée de Bruxelles 147 – 1410 Waterloo

Tél : 02/357 28 60 – museewellington@skynet.be

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Palestra sobre a Guerra Peninsular pelo tenente General António Mascarenhas

Palestra sobre a Guerra Peninsular pelo tenente General António Mascarenhas
No dia 23 de Fevereiro de 2011, pelas 21.30h, realiza-se uma palestra com debate subordinada ao tema “Guerra Peninsular: As milícias, ordenanças e outros paisanos portugueses ”, sendo Orador Convidado o Tenente General António Maia Mascarenhas, actual Vice-Presidente do Conselho Nacional do Planeamento Civil de Emergência.

Entre diversas outras actividades no âmbito académico e científico, refira-se a participação do General Mascarenhas em diversas conferências inseridas no programa das comemorações do Bicentenário das Guerra Peninsular e das evocações das Linhas de Torres Vedras.

A Palestra é promovida pelo Rotary Clube do Entroncamento contando com o apoio da Câmara Municipal do Entroncamento e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, tendo lugar na Sala de Conferência da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, e tem Entrada Livre, limitada apenas à capacidade da sala.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961 - 1974 ‎04 DE FEVEREIRO DE 2001.

Hoje é dia de prestar homenagem a TODOS os militares que prestaram serviço durante a Guerra do Ultramar ou Colonial, independentemente das cores, raças , credos , ou ideologias. Uma geração que sacrificou os melhores anos da sua vida senão a mesma.

Podem estar perdidos, MAS NÃO ESQUECIDOS.





‎"Podem estar perdidos, mas não esquecidos. Aqueles que viajaram longe para lutar em terras estranhas, sabem que o maior consolo do soldado é ter os amigos por perto. No calor da refrega, da batalha, nós deixamos de nos bater por um ideal ou por uma bandeira. Em vez disso, lutamos pelo homem à nossa esquerda, e lutamos pelo homem à nossa direita. Depois dos exércitos serem licenciados, depois da queda dos impérios, tudo o que resta é a lembrança daqueles instantes preciosos, passados lado a lado."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Em Lisboa ninguem se cura...

William Carr Beresford

Quartel General de Valença 22 de Janeiro de 1810


É com pezar , e surpresa que o Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor Marechal Beresford, Comandante em Chefe do Exercito, soube que em desprezo da Ordem do dia de 16 de Novembro proximo passado, muitos oficiais dando-se por doentes, se conservam ainda em Lisboa, e ordena positivamente , que todo o Oficial com molestia, que não tiver absolutamente incapaz para o fazer, ou que não tiver permissão directa do Senhor Marechal para estar em Lisboa, deixe instantaneamente esta Cidade, e vá cirar-se a quatro léguas de distancia dela pelo menos, visto parecer que dentro da referida Cidade nunca se completa a cura de molestia alguma.
(...)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os uniformes da Guerra Peninsular sobrevivem.


Efectivamente, sobrevivem do outro lado do Atlantico.

São uniformes históricos do corpo de fuzileiros navais da marinha do Brasil que fazem 200 anos e de matiz Portuguesa. São usados em cerimónias especiais.

Tal como eles referem:
"A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. Dizia o Alvará: “Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros: sendo conseqüências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha...”


O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá.



Nesse mesmo ano, 1809, D. João Rodrigues Sá e Menezes, Conde de Anadia, então Ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.
Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País. "

Retirado do Blog Special Weapons