Mostrar mensagens com a etiqueta guerra peninsular. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra peninsular. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de dezembro de 2022

Composição do Corpo de Guias

CORPO DE GUIAS

Esta é uma unidade especial, cujo levantamento foi ordenado por Wellington em 1809, teve por base uma unidade portuguesa denominada "Guias do Exército" mencionados em 1806 e novamente em 1809 nos regulamentos.1

O Corpo de Guias do Exército teve por origem uma rede eficaz de informações montada por D. Miguel Pereira Forjaz, que era coordenada pelo Director da Posta Militar, Joaquim José de Oliveira. Esta rede, operava na Galiza, sob a coordenação do Tenente-coronel Manuel de Madureira Lobo, e Castela a Velha e Leão sob a coordenação de António de Gouveia Proença. Outros agentes actuavam na Andaluzia, Estremadura, Astúrias e mesmo em Portugal. Entre os homens que se destacaram nesta rede de informações, contam-se nomes como Filipe Bettencourt e Carlos Frederico Lecor.

Foram criados em 26 de Setembro de 1808, para actuarem inicialmente como ordenanças, sendo compostos por 1 Sargento, 1 Cabo e 18 soldados.

Consciente da importância desta unidade de espionagem e inteligência e da rede montada, Wellington solicitou e conseguiu obter que o Corpo passasse ao seu comando directo sendo então levantado o Corpo de Guias ( Corps of Guides) a 2 de Junho de 1809.Inicialmente fazia parte do Exército Português integrado no Estado-Maior , até ser incorporado no Exército no Quartel General do Exército Anglo-Portugues. Não se trata de uma unidade especial britânica ou portuguesa, mas sim um departamento do Quartel-General Anglo-português, mais concretamente no corpo de oficiais empregados no serviço estado-maior do comandante

Conforme se constata pelo Despacho de Wellington de 1 de Julho de 1809.

Lieut. General the Hon. Sir A. Wellesley, K.B., to the Military Secretary of the Commander in Chief. , ' Castello Branco, 1st July, 1809 , ' SIR,

(...)

9. The order of the 7th May, attaching Mr. Cussan and Mr. Andrade2 to the office of the Quarter Master General, was issued with a view to the formation of the corps of guides, respecting which the order was finally issued on the 23rd May, 1809. ' This corps is essentially necessary in all operations in Portugal. It is most difficult to obtain any information respecting roads, or any of the local circumstances which must be considered in the decisions to be formed respecting the march of troops; and this difficulty obliged me last year, and all those who have since conducted operations in this country, to form a corps of this description. ' The object is not only to have a corps whose particular duty it will be to make inquiries, and have a knowledge of roads, but to have a class of persons in the army who shall march with the heads of columns, and interpret between the officers commanding them, and the people of the country guiding them, or others from whom they may wish to make inquiries”.3

Esta unidade acabaria por incluir militares e civis de várias nacionalidades. Os portugueses escolhidos para integrar a unidade eram em geral homens de grande cultura, letrados, conhecedores de cartografia e línguas, e que conheciam os territórios por onde o exército operava. Na sua maioria, haviam integrado o Batalhão Académico.

Esta unidade incluía cavaleiros ligeiros para reconhecimento do terreno, recolha de informações junto das populações locais. Os Guias tinham por finalidade, fazer guardas avançadas, escoltas, bater e reconhecer terreno, servir de estafetas levando e trazendo mensagens trocadas entre Comandantes, entrega de mensagens classificadas, encaminhamento táctico das unidades, etc..

Durante a campanha o Corpo de Guias foi encarregue da cifra, tendo por objectivo decifrar os códigos do exército Francês, usados nos despachos e comunicações que eram capturados. Esta Unidade militar supervisionava os correios militares, decifrando as mensagens interceptadas ao inimigo, bem como a informação, colhida pelos semáforos4. Tais mensagens eram analisadas com a ajuda da Cryptographia, de D.A, Conradus. A partir de Dezembro de 1811, começam a ser capturadas mensagens com um novo código, -“La Grand Chiffre” o qual também seria decifrado permitindo enorme vantagem estratégica a Wellington , e que lhe traria retumbantes vitórias.

Como podemos ver, era uma unidade mista de operações especiais e serviços secretos.

Esta unidade foi comandada entre 1808 e 1814 pelo Major e mais tarde Tenente-coronel George Scovell, secundado pelo departamento do QMG de Wellington, o qual foi posto sob o comando de um oficial britânico do Quartel-Mestre-General (QMG). Foi transformado no departamento de inteligência do exército Luso-Britânico, ficando finalmente sob a alçada do QMG Britânico.

Entre 25 de Abril e 3 de Junho de 1809, foram nomeados 15 oficiais (12 portugueses e 3 britânicos). Em 1813, foram nomeados mais oficiais, corpo que tinha nessa altura 12 oficiais e 193 homens.

Entre 1808 a 1810, era um corpo essencialmente Português, oriundo da organização portuguesa, sendo os seus oficiais oriundos na sua generalidade da Universidade de Coimbra, como se referiu. Este corpo recrutou muitos desertores e Espanhóis a fim de reunir a maior informação possível para o exército Luso-Britânico.

Em 1813, encontramos um despacho de Wellington a Lord Bathurst, no qual descreve a composição e funções de actuação deste Corpo:

24 February 1813

At the time I took command of the Army in April 1809, I formed a Corps of Horsemen then denominated the Corps of Guides, which was placed under the command of an officer of the Quarter Master General’s Department. It consists generally of foreign deserters from the enemy’s army and is officiered by Portuguese, generally students of the University of Coimbra. The object in the formation of this corps, and its duties at first were to make enquiries about & to reconnoitre the roads, and to provide interpretations between the common village guides of the country and the leaders of the colums of troops on their march; and to circulate orders and other communications between the different divisions of the army and headquartres.

In proportion, as the numbers of the army have been increased and their operations extended… this corps has been increased and in the last campaign all communications between the army and the frontier of Portugal, all those with Madrid, & General Hill’s Corps as well while on the Tagus, as while in Estramadura were carried only by the Corps of Guides placed in stages on the road.

The nature of the disorders commited by our soldiers… expedient in using the Corps of Guides in aid of Police under the Provost on the Roads on which they should be placed for communications in the next campaign, and… I directed a further increase of the Corps…even though the Staff Corps of Cavalry should be formed in this Army…”5

 

 

Esta unidade desaparece no fim das Guerras Napoleónicas, que na Organização Militar portuguesa, quer na Inglesa, o que demonstra claramente o que se disse como unidade típica do exército Anglo-português, o que se verifica pela simples troca de correspondência entre Wellington e Beresford sobre as promoções dos oficiais deste corpo.

To Marshal Sir W. C. Beresford, K£.

'My Dear Beresford, 'Pedrogào, 4th August, 18U.

'I have received your letter of the 31st July. It is quite impossible to allow General Hervey to go to England at present.

'The officers of the corps of guides must of course not be promoted over the heads of the seniors. I only wish that when their seniors shall be made Lieutenants, they may be made Lieutenants aggregados.

'Believe me, &c. 'Marshal 'wellington.

Sir W. C. Beresfwd, K.B: 6


Composição do Corpo de Guias 7

G.O. Oporto, 23d May, 1809.


1. The Quarter Master General will forthwith furnish a corps of mounted guides, to be under the immediate superintendence of an Officer of the Quarter Master General's department. This corps will receive the pay and allowances of cavalry; and the Officers, non-commissioned officers and privates, will be mounted on horses or mules found by the public. The corps to be composed as follows:—


4 Officers receiving the pay and allowances of Lieutenants.

4 “ “ “ Cornets.

6 Serjeants.

6 Corporals.

2 Farriers.

20 Privates.


G. O. Alemquer, 17th Nov. 1810.


1. The Commander of the Forces directs that the Corps of Guides shall be augmented, and the establishment of mounted men to be in future:—

6 Lieutenants. 8 Serjeants. 2 Trumpeters.

6 Cornets. 8 Corporals. 50 Privates.

and Captain Scovell, Deputy Assistant Quarter Master General, will take measures to complete them as soon as possible.


G.O. Fuente Guinaldo, 6th Sept. 1811.

3. The Commander of the Forces directs that the Corps of Guides shall be augmented, and the establishment is to consist as follows:—

6 Lieutenants. 8 Serjeants. 2 Farriers.

6 Cornets. 8 Corporals. 80 Privates,

and Major Scovell, Assistant Quarter Master General, will take measures to complete them as soon as possible.


G.O. Freneda, 11 th Dec. 1812.

3. The Corps of Guides is in future to consist of the following establishment:—

1 Captain. 1 Quarter Master Serjeant. 16 Corporals.

6 Lieutenants. 1 Serjeant Major. 6 Farriers.

6 Cornets. 16 Serjeants. 150 Privates.

4. Mr.____ , Director of Posts at head quarters,- is to be Paymaster of the Corps of Guides and Military Communications of the army.

 

 

G.O. Freneda, 21st April, 1813.


6. Lieut. Colonel Sturgeon, Assistant Quarter Master General, will take charge of the Corps of Guides, of the Post Office, and other communications of the army, vice Lieut. Colonel Scovell.

7. The Corps of Guides will in future consist of two troops, each of the following strength:—

1 Captain. 1 Trumpeter.

3 Lieutenants. 3 Farriers.

3 Cornets. 75 Privates.

1 Troop Serjeant Major. 1 Regimental Serjeant Major.

8 Serjeants. 1 Veterinary Surgeon.

8 Corporals.

 

NOTAS DE RODAPÉ

1 As principais eram as de regular o movimento das tropas durante a execução de uma manobra, orientando os movimentos e os alinhamentos para assegurar a sua rectidão. Nas marchas, indicavam a direcção que deveriam tomar os exércitos. Os Guias mantinham, nas colunas em marcha, as distâncias normais entre duas facções ou unidades imediatamente próximas, podendo regular o andamento ou ritmo da marcha conforme as necessidades. Nas mudanças de direcção de uma unidade ou de um exército, era ele a base do respectivo movimento. Os elementos das fileiras regulavam-se pelas suas indicações, dadas em voz de comando: Guia Direita!, Guia Esquerda!, Guia Centro!, etc. Também se encarregavam de escoltar os Quartéis-generais e de outras missões julgadas necessárias para o bom andamento do respectivo serviço.

2 Foi comandante dos Guias o Coronel Cipriano Lopes de Andrade.

3 The dispatches of Field Marshal the Duke of Wellington: during his ... John Gurwood - 1835: Volume 4 - Página 455.

4 Corpo Telegráfico

5 The dispatches of Field Marshal the Duke of Wellington: during his ...: Volume 10 - Página 140 . Wellington to Lord Bathurst, Freneda, 21 February 1813, WO 1/257 p 351. Mais material sobre o corpo de Guias poderá ser encontrado em Public Records Office , Londres, WO 4/171, WO 6/138, and WO 40/10. 13.

6 The dispatches of Field Marshal the Duke of Wellington during… vol 3, pag 168.

7 The general orders of Field Marshal the Duke of Wellington ... in ... - Página 89


****NOTA
(texto original inserido no livro
O EXÉRCITO ALIADO ANGLO-PORTUGUÊS NA GUERRA PENINSULAR (1808-1814) * João Centeno * 2011)

domingo, 11 de março de 2012

OFICIAIS GENERAIS FRANCESES MORTOS DURANTE A GUERRA PENINSULAR

1 Magnon
2 Gobert
3 Dupres
4 Rene
5 Aubree
6 La Bruyere
7 Colbert
8 Gaulois
9 Lacoste
10 Hadeln
11 Joba
12 Paris d'Illins
13 Beaurgard
14 Senarmont
15 Eugene
16 de Marrisy
17 Chaudron-Rousseau
18 Ruffin
19 Werle
20 Pepin
21 Salme
22 Valletaux
23 Thomieres
24 Ferey
25 Berthelot-Desgraviers
26 Sarrut

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Descobertos em França. Chapa de barretina do Regimento de Lagos



Chapa de barretina do Regimento de Lagos


Acabei de receber a notícia desta descoberta em solo Francês.


As imagens falam por si. Em especial gosto do crucifixo .


“bandeau de shako portugais du 2ème régiment, complet et en assez bon état.


Pièce unique dans la région je pense. On trouve des fragments, mais rarement gros, alors là complet... dans un roncier autour duquel nous étions passés au moins 20 fois...


pique de chasseur


capucine de 1777


pontet de BB


tire bourre anglais


boucle croix en bronze médaille pieuse


très gros "cavalier", je ne sais pas à quoi cela pouvait servir


60 balles environ “

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os uniformes da Guerra Peninsular sobrevivem.


Efectivamente, sobrevivem do outro lado do Atlantico.

São uniformes históricos do corpo de fuzileiros navais da marinha do Brasil que fazem 200 anos e de matiz Portuguesa. São usados em cerimónias especiais.

Tal como eles referem:
"A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. Dizia o Alvará: “Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros: sendo conseqüências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha...”


O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá.



Nesse mesmo ano, 1809, D. João Rodrigues Sá e Menezes, Conde de Anadia, então Ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.
Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País. "

Retirado do Blog Special Weapons

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Portaria n.º 590/2010

"Portaria n.º 590/2010
de 28 de Julho

Manda o Governo, pelo Secretário de Estado Adjunto,das Obras Públicas e das Comunicações, ao abrigo das disposições do artigo 4.º do Decreto -Lei n.º 360/85, de 3 de Setembro, que seja lançada em circulação, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão de selos alusiva ao tema «200 Anos da Guerra Peninsular» com as seguintes características:

Design — Vasco Grácio;
Dimensão — 40 × 30,6 mm;
Picotado — 13 × Cruz de Cristo;
Impressor — INCM;
1.º dia de circulação — 15 de Setembro de 2010;
Taxas, motivos e quantidades:
€ 0,32 — Batalha do Vimeiro — 180 000;
€ 0,68 — Batalha do Buçaco — 180 000;
Bloco com um selo de € 2,50 — 60 000.

O Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, em 20 de Julho de 2010."
Comentario: Bem poderiam fazer a colecção com todas as batalhas e cercos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carta de Blunt a Beresford. Deserções.




Six O'clock Thursday morning
Sir,
It is with extreme regret I communicate the dangerous extent to which desertion is approaching in this Encampment...from the Regiment of Cascares - five from the Regiment Setubal last night - notwithstanding that I am assured they have had extended to them every indulgence which is consistent with instruction. The town is open to them one evening in the week..and one morning allotted to bathing - besides that Sunday is never intruded upon - But unfortunately there is no encouragement to apprehend deserters, in consequence I have never heard of one of these regiments being apprehended - and at present bounties given for substitutes. I feel it my duty to make this representation to you for the information of the Marshal that some prompt measures may be adopted - 50 men from two Corps in two nights - without the apprehension of an individual is dangerous ...of its facility - The Police may render some aid. I shall continue as formerly to make my representation to the Governor of The Province. I have the honour to be Sir your most obedient humble servant. R. Blunt. Brigadier.




À venda no Ebay temporariamente aqui.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Novos Livros

Acabo de receber, via forum das Guerra Liberais [AQUI], a notícia de um novo livro. «As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril.»
As Transmissões Militares - Da Guerra Peninsular ao 25 de Abril, obra da autoria da Comissão da História das Transmissões (Exército), com o apoio da Liga de Amigos do Arquivo Histórico Militar editada pela Comissão Portuguesa de História Militar.
VER AQUI
Soube tambem que irá sair em breve o Livro «Ordens e Condecorações Portuguesas…» de Paulo Estrela, editado pela «Tribuna da História» , livro que certamente será excelente.

sábado, 1 de novembro de 2008

Efectivos do Regimento de infantaria de Lagos. 1808-1814

Efectivos do Regimento de infantaria de Linha nº 2 ,
( regimento de Infantaria de Lagos),
durante a Guerra Peninsular.
Dezembro de 1809 - 1351 homens.
Dezembro de 1810 – 1521 homens.
Dezembro de 1811 - 1545 homens.
Dezembro de 1812 - 1566 homens.
Dezembro de 1813 - 1344 homens.
Dezembro de 1814 - 1555 homens.

Efectivos do Regimento de infantaria de Tavira. 1808-1814


Efectivos do Regimento de infantaria de Linha nº 14,
( regimento de Infantaria de Tavira),
durante a Guerra Peninsular.

Dezembro de 1809 - 1275 homens.
Dezembro de 1810 – 1506 homens.
Dezembro de 1811 - 1535 homens.
Dezembro de 1812 - 1530 homens.
Dezembro de 1813 - 1251 homens.
Dezembro de 1814 - 1084 homens.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A poesia durante a Guerra Peninsular.

Durante o período das invasões Francesas, muitos foram os portugueses que deram largas à sua imaginação para enaltecerem a sua Pátria, ou simplesmente como forma de elevar o espírito dos seu compatriotas, que tão humilhados se sentiam com a invasão das Forças Francesas, que alegadamente vinham libertar o Povo e acabaram por o oprimir de forma inimaginável.

Os poemas eram não só uma formidável forma de propaganda anti-francesa, como motivadora da moral do povo, das elites e dos militares.

Com tempo irei colocar alguns poemas, citados nas obras da época ou em posteriores.
Será de forma esporadicamente, pois não é a minha área, nem o blog foi criado com este fim. Será uma mera curiosidade.

O poema abaixo encontra-se no 3 volume da genial obra de Cláudio de Chaby, cujo nome é “Excerptos historicos e collecção de documentos relativos á guerra denominada da Peninsula e às anteriores de 1801 , e do Roussillon e Cataluña"


Poema

Famoso Portugal, a tua gloria
Inda se não murchou, inda persiste ;
Em eternos padrões, no Céu existe,
Dos Heroes Lusos a immortal memória :

Inda lemos, nas paginas da Historia,
Os triumphos, que tu, ó índia viste ! . . .
Ah, se agora ao Francez se não resiste,
Nós não perdemos uma só victoria ! . . .

Em apparencia de leaes verdades,
Com que um PRÍNCIPE ás vezes se convence,
Se encobriram cruéis atrocidades!

Ah. que fomos vencidos ninguém pense !
À forca de traições e falsidades.

D´ Austerlitz o Heróe Portugal vence”

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Carta militar das principaes estradas de Portugal

CARTA MILITAR DAS PRINCIPAES ESTRADAS DE PORTUGAL
Carta militar das principaes estradas de Portugal [Material cartográfico / grv. Romão Eloy de Almeida. - Escala [ca 1:470000]. - [Lisboa : s.n., 1808]. - 1 carta em 2 f. : p&b ; 72x135 cm cada f http://purl.pt/6302. - O exemplar com a cota C.C. 1226 R. encontra-se seccionado em quadrados e colado em tela.CDU 656.11(469)(084.3) 912"18"(084.3) 914.69(084.3)


Biblioteca Nacional

terça-feira, 1 de julho de 2008

Novidades. José Acúrsio das Neves - História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal, e da Restauração deste Reino.

É com bastante agrado que vemos surgir reedições das grandes obras referentes à Invasões Francesas ou Guerra Peninsular.
Desta vez, é da mão das Edições Afrontamento, que nos chegam os 5 volumes reunidos num só da imprescindível obra de José Acúrsio das Neves (1766-1834), História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal, e da Restauração deste Reino.

Para quando a reedição da colecção das Ordens do Dia do Marechal Beresford?

Meramente informativo : José Acúrsio das Neves na Wikipédia (AQUI)
«Não esquecendo o trauma das invasões francesas, e não perdoando o colaboracionismo e a tibieza de muitos dos poderosos de então, em 1810-1811 publica uma monumental História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal, e da Restauração deste Reino, em 5 volumes, a qual, dada a proximidade dos acontecimentos e a presença em lugares de poder de muitos dos criticados, desencadeou acesas polémicas. Uma das mais arrastadas e violentas foi a mantida com o tenente-general Francisco de Borja Garção Stockler, que viria a ser capitão-general dos Açores, que se prolongou por mais de uma década, envolvendo trocas epistolares e publicação de diversos desmentidos e justificações.
De índole conservadora, com a Revolução Liberal do Porto de 24 de Agosto de 1820 iniciou um intenso trabalho de luta política e ideológica, publicando diversas obras entre 1821 e 1824 em oposição ao vintismo, pelo que em 1821 foi demitido dos principais cargos que ocupava


Poderá também ser consultada mais informação (AQUI)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas no Porto

Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas no Porto

Programa

6 de Junho de 2008
22H00 - Forte de S. João Batista da Foz do Douro

Recriação Histórica
Demonstração militar nocturna com ordem unida, ordem de combate com fogo por fileira, manobra e demonstração de táctica de infantaria ligeira. Apoio e demonstração de fogo de artilharia.

7 de Junho de 2008
11H00- Forte de S. João Batista da Foz do Douro

Recriação Histórica
Mostra de armas
Demonstração Militar
Como no dia 6; hastear da bandeira do Príncipe Regente (8 horas da manhã).

Participantes:

Associação Napoleónica Portuguesa – Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida
Regimento de Infantaria 23
Regimento de Infantaria 1
Batalhão de caçadores 6
Regimento de artilharia 4
Milícias e Ordenanças

Total: 40/50 homens – 1/ 2 ou 4 peças de artilharia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

George Simmons - A British Rifleman Journals and Correspondence During the Peninsular War and the Campaign of Wellington

«The Portuguese deserve every praise; they fight like lions.»
«the Portuguese, led on by English officers, fight like Tigers. They have behaved astonishingly well. I have witnessed several regiments of them come on with the greatest enthusiasm.'»


George Simmons (95th Rifles) -A British Rifleman Journals and Correspondence During the Peninsular War and the Campaign of Wellington.(London, 1899) .