segunda-feira, 30 de junho de 2008

Bernardim Freire de Andrade.


Bernardim Freire de Andrade.


QUEIROS, Gregório Francisco de, 1768-1845 Bernardim Freire de Andrada [sic] e Castro [Visual gráfico / G. F. de Queirós gravador de S. Mag. fez. - [S.l. : s.n., ca. 1820]. - 1 gravura : ponteado, p&b http://purl.pt/4324. - Data atribuída segundo o período de actividade do gravador. - Dim. da matriz: 32,5x23,8 cm. - Soares, E. _ Dic. icon. nº 184


In Biblioteca Nacional

Há 200 anos. 30 de Junho 1808

Tumultos em Tomar.
Leiria é libertada da da ocupação francesa pelo Corpo Militar Académico.

domingo, 29 de junho de 2008

Estado-Maior da Praça de Lagos em 1811.

Governador -Cor. Henrique Pereira da Cunha ( decreto 20 Agosto 1805).
Major -Ten. Cor. José Joaquim Ribeiro de Lima ( decreto 18 Abril 1809).
Ajudante -Cap. José de Sousa Rosado ( decreto 28 Março 1809)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Há 200 anos. 27 de Junho 1808

Criação de um imposto de guerra sobre a exportação do vinho do Porto.
Criação da Junta da Inconfidência, no Porto.
Suspensão dos trabalhos académicos em Coimbra.
Alvará estabelecendo a imposto da décima no Ultramar.
Publica-se no Porto a periódico "O Leal Português".
Decreto impondo como contribuição de guerra o montante de 4.800 reis por cada pipa de vinho exportada pelas barras do Porto, Aveiro, Figueira e Viana.
Severas retaliações são impostas pelos franceses aos habitantes de Beja, cuja praça e atacada pelo coronel Maranzin.
Ficaria célebre a proclamação : "Habitantes do Alentejo: Beja revoltou-se. Beja já não existe. Os seus criminosos habitantes foram passados ao fio da espada e as suas casas entregues à pilhagem e ao incêndio."

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Decreto de 7 de Abril de 1808. Real Arquivo Militar

Crêa o Real Archivo Militar e dá-lhe Regimento

Sendo-me presente a grande vantagem, de que será ao meu real serviço, e até a necessidade absoluta que já existe, de haver um Archivo central onde se reunam e conservem todos os mappas e cartas tanto das costas, como do interior do Brazil, e tambem de todos os meus Dominios Ultramarinos, e igualmente onde as mesmas cartas hajam de copiar-se quanto seja necessario e se examinem, quanto á exactidão com que forem feitas, para que possam depois servir de base, seja a rectificação de fronteiras, seja a planos de fortalezas e de campanha, seja a projectos para novas estradas e communicações, seja ao melhoramento e novo estabelecimento de portos maritimos: hei por bem crear um Archivo Militar que ficará annexo á Repartição de Guerra, mas que será tambem dependente das outras Repartições do Brazil, Fazenda e Marinha, a fim que todos os meus Ministros de Estado possam alli mandar buscar, ou copiar os planos, de que necessitarem para o meu real serviço; fazendo observar o Regimento, que mando estabelecer para o mesmo Archivo e baixa assignado pelo Conselheiro, Ministro e Secretario de Estado da Guerra e Negocios Estrangeiros; e havendo no mesmo Archivo os Engenheiros e Desenhadores que mando aggregar ao dito estabelecimento, e que será composto de um Director e dos mais subalternos que vencerão os soldos das suas patentes e mais gratificações ordenadas no Regimento já mencionado. E para que tão util e necessario estabelecimento não tarde em organizar-se e possam principiar a colher-se as vantagens que delle devem esperar-se; sou outrosim servido que o mesmo se forme logo em uma das salas que ora servem de Aula Militar, e que os armarios que alli estão fiquem servindo ao mesmo fim, sendo tambem o Porteiro das Aulas Porteiro do Archivo com a gratificação que lhe mando dar. O Ministro e Secretario de Estado dos Negocios Estrangeiros e da Guerra o tenha assim entendido e faça executar.
Palacio do Rio de Janeiro em 7 de Abril de 1808.
Com a rubrica do Principe Regente Nosso Senhor.

Regimento do Archivo Militar a que se refere o Decreto acima.

Tendo Sua Alteza Real o Principe Regente Nosso Senhor, mandado organizar pelo presente Decreto o estabelecimento do Archivo e Deposito das cartas e mappas do Brazil e mais Dominios Ultramarinos, é Sua Alteza Real servido que para o mesmo fim baixem as seguintes instrucções.
Em primeiro logar: será o principal objecto do Archivo conservar em bom estado todas as cartas geraes e particulares, geographicas, ou topographicas de todo o Brazil e mais Dominios Ultramarinos que por inventario se lhe mandam entregar e de que dará conta em todo o tempo o Engenheiro Director e mais empregados no Archivo. Igualmente conservará e guardará todas as mais cartas maritimas e roteiros que possam ser-lhe confiados pela Repartição da Marinha.
Em segundo logar: o Engenheiro Director e aquelles Officiaes empregados de maiores luzes que elle destinar para esse fim, terão a seu cargo o exame das diversas cartas que existem das diversas Capitanias e Territorios do Brazil, a comparação das mesmas, o exame das que merecem ser de novo levantadas, por não merecer fé, ou conterem pontos incertos e duvidosos; dando em tal materia conta pela Repartição dos Negocios da Guerra, afim que se procurem as reaes ordens para o mesmo fim.
Em terceiro logar: o Director e mais habeis Officiaes do Archivo que serão para esse fim destinados, publicarão em um obra semelhante ao Manual Topographico que o estabelecimento Francez analogo publica annualmente, os melhores methodos para augmentar a perfeição das medidas geodesicas e para que as cartas de grandes, ou de pequenos territorios, sejam construidas e levantadas com uma perfeição que nada deixem a desejar. E igualmente procurarão introduzir, quando o estabelecimento chegar ao auge, a que Sua Alteza Real deseja que elle se eleve, uma classe de engenheiros gravadores, que possam publicar os trabalhos do mesmo Archivo.
Em quarto logar: o Director e os Engenheiros que assim forem destinados, conservarão todos os planos de Fortalezas, Fortes e Baterias, e lhe annexarão o seu juizo sobre cada um destes objectos, assim como todos os projectos de estradas, navegações de rios, canaes, portos, que possam ser-lhes confiados; e sobre elles formarão os seus juizos; assim como tudo o que disser respeito á defesa e conservação das Capitanias maritimas, ou fronteiras: e tudo conservarão das Capitanias maritimas, ou fronteiras: e tudo conservarão no maior segredo, assim como tudo o que possa ser-lhes confiado relativamente a projectos de campanha, ou a correspondencias de Generaes que possa servir-lhes para levarem á real presença qualquer memoria util ao real serviço em tão importante objecto.
Pertencerá toda a Direcção economica do etabelecimetno ao Director debaixo das ordens do Conselheiro Ministro e Secretario de Estado da Repartição da Guerra; e será sua particular obrigação o expor ao mesmo Ministro tudo o que disser respeito á melhor defesa das Capitanias, seja maritimas, seja limitrophes com os Estados confinantes; desenvolverá todas as vistas militares sobre a abertura das estradas, direcção dos rios e canaes, navegação e posição de pontes; e de todos estes objectos na parte que tiver respeito a maior extensão de agricultura, comercio e artes, dará conta pela respectiva Secretaria do Brazil e Fazenda; assim como no que toca a portos e navegação de mar, o fará pela competente Repartição de Marinha.
O Director e mais Engenheiros empregados no Archivo, ficarão ligados ao maior segredo em tudo o que de sua natureza assim o exigir; e ficarão sujeitos á maior responsabilidade em tal materia.
Os mappas, cartas, planos e memorias que houver no Archivo, serão sujeitas a um inventario, de que o Director terá uma copia, outra estará no Archivo, e a terceira se remetterá á Secretaria de Estado da Guerra, dando-se-lhe todos os annos conta do que se houver augmentado para se inserir ao mesmo inventario.
Nada sahirá do Archivo sem ordem do Director, e este ficará responsavel de todo e qualquer objecto que sahir sem ordem immediata de uma das tres Secretarias de Estado, a qual ficará registrada no livro das ordens que se conservará no mesmo Archivo; e em livro separado se notarão todas as copias que se derem por ordens regias.
Como actualmente ainda faltam muitos dos elementos, de que se deve compor este estabelecimento, e havendo já algumas plantas a pôr em limpo e a reduzir, e a fazer com que se recolham outras que se acham espalhadas por differentes mãos; é bastante que nas salas da Aula Militar e nos armarios da mesma, se guarde o deposito e se preparem as mesas para se desenhar, ficando tudo confiado ao Director que Sua Alteza Real for servido nomear e que terá debaixo das suas ordens todos os Engenheiros que estiverem nesta Côrte, sem estarem empregados, além daquelles que para o mesmo Archivo Sua Alteza Real for servido nomear especialmente.
O Engenheiro Director e mais Engenheiros empregados nos catalogos e analyse das cartas e obras, serão considerados como em diligencia activa, e terão soldo e meio da sua patente e a gratificação correspondente, que era 800 réis para os subalternos, 1$000 para os Capitães, 1$200 para os Sargentos Mores, 1$400 para os Tenentes Coroneis, e 1$600 para os Coroneis. Os Officiaes empregados no desenho terão terão além do seu soldo mais 20$000 mensalmente. O Porteiro terá de gratificação 50$000.
As despezas de tinta, pennas, lapis, tinta da China e outras despezas miudas, serão approvadas pela Secretaria de Estado competente em consequencia da conta que der o Director.
Palacio do Rio de Janeiro em 7 de Abril de 1808. – D. Rodrigo de Souza Coutinho.

Há 200 anos. 25 de Junho 1808

Ataque portugues à vila do Marvão.
A sublevação alastra por todo o territorio nacional.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Há 200 anos. 23 de Junho 1808

Os soldados franceses expulsos do Algarve procuram em Beja viveres e outros requisitos. Os habitantes do Porto requerem ao principe regente a convocação das Cortes. Levantamento de Coimbra. Em Coimbra é aclamado a principe regente e presa a guarnigção militar francesa. Forma-se na Universidade de Coimbra um batalhao academico comandado por Bernardo António Zagalo, sargento de artilharia e, ao mesmo tempo, estudante da Universidade de Coimbra, para ajudar a combater as tropas francesas de Junot. O Batalhão Académico propôs-se libertar a foz do Mondego, atacabdo e tomando o Forte de Santa Catarina da Figueira da Foz aos franceses , de modo a abrir as portas aos navios ingleses que, dizia-se, transportariam para essa região as forças aliadas que nos iriam ajudar a expulsar definitivamente os invasores. Foi com esse propósito que o Reitor da Universidade de Coimbra, encarregou Bernardo Zagalo, que partiu de Coimbra a 25 de Junho de 1808, acompanhado por cerca de 40 voluntários, 25 dos quais estudantes daquela Universidade. Este grupo dividir-se-ia em dois destacamentos, o primeiro comandado pelo próprio académico Zagalo e o segundo dirigido por António Inácio Caiola, sargento do Regimento de Peniche, seguindo cada um, respectivamente, pelas margens direita e margem esquerda do rio Mondego.

sábado, 21 de junho de 2008

Há 200 anos. 21 de Junho 1808

Os militares franceses fugitivos do Algarve reunem-se em Mertola.
Nomeação de uma Junta de Governo do Algarve, presidida pelo conde de Castro Marim.
A força de Loison, tendo passado o rio Douro na Régua, é atacada por membros das Milícias e das Ordenanças de Trás-os-Montes, nos Padrões de Teixeira, perto de Mesão Frio.
O ataque fez com que a força que dirigia atravessasse precipitadamente o rio e recuasse para Lamego, sendo obrigado a regressar a Almeida.

"Um rebuçado". Gravura de Romanos e Lusitanos.

Fora de contexto aqui fica uma excelente infrogravura.
Romanos e Lusitanos.
Infogragura de Sergio Veludo Coelho.




Praça de Infantaria 1885 -1892.

Praça de Infantaria 1885 -1892.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

UNIFORME PARA ARTILHARIA DE POSICAO

UNIFORME PARA ARTILHARIA DE POSICAO Uniforme para artilheria de posição [Visual gráfico : serventes a pé do 1º regimento. - [S.l. : s.n., 1848] ([Lisboa] : Lit. da Imp. Nac.. - 1 gravura : litografia, p&b. - Dim. da comp. sem letra: 20x34 cmCDU 358-051(=1.469)"1848"(084.1) 763(=1.469)"18"(084.1)

Biblioteca Nacional

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Há 200 anos. 19 de Junho 1808

Instituição da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, no Paço Episcopal do Porto, sob a presidência do bispo D. António José de Castro, bispo do Porto em consequência da revolta contra os franceses.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Comemorações da tomada do forte de Sta. Catarina na Figueira da Foz

Acabo de receber este comunicado da ANP (aqui) . Para aqueles que estiverem perto , valerá a pena assistir a esta recriação.

«Caros amigos,
Vai a Associação Napoleónica Portuguesa, em colaboração com a Câmara Municipal da Figueira da Foz, realizar, no próximo Domingo 29 de Junho, naquela cidade, a recriação histórica da tomada do forte de Santa Catarina, recordando, no mesmo local, os acontecimentos de há 200 anos, dos quais juntamos relato.
As cerimónias de descerramento da lápide, alusiva ao bicentenário, estão previstas para as 10h30 e a recriação histórica para as 11h30.
Vão estar em campo umas dezenas de recriadores históricos da ANP de Lisboa e Porto e do grupo de recriação histórica de Almeida.
Convidamos todos os que se interessam pela nossa história a assistir.
Cumprimentos,
Faria e Silva
Presidente ANP»
Conforme amaável comentário do "post" aqui fica o link com as imagens da recriação.

Muralhas e torreões de Lagos.

Em 1253, aquando da conquista definitiva do Barlavento algarvio, o castelo de Lagos tinha já um passado islâmico, como ponto de defesa da costa e um dos acessos privilegiados à cidade-capital de Silves. Infelizmente, desse primitivo reduto islâmico, que se pensa poder recuar aos primeiros anos da época califal, quando toda a península islâmica foi sujeita por Abd al-Rahmman III, nenhum elemento material foi, até agora, identificado, e as muitas obras por que toda a cidade passou, nos séculos seguintes, determinaram a destruição deste castelo e o seu sucessivo melhoramento.As obras patrocinadas pelos nossos primeiros monarcas são também bastante desconhecidas. Sabemos que elas se iniciaram logo no reinado de D. Afonso III, mas notícias mais ou menos fidedignas dão conta da continuação do estaleiro pelos reinados de D. Afonso IV e de D. Fernando, pelo menos, esta última notícia relacionada, provavelmente, com uma campanha modernizadora, em plena crise europeia da Guerra dos Cem anos.No reinado de D. Manuel empreendeu-se o mais ambicioso projecto de arquitectura militar da praça, reconstruindo-se grande parte da cerca medieval e alargando-se o seu perímetro, para albergar os numerosos fogos que cresceram como arrabaldes do burgo. Da campanha então executada, constava uma segunda cerca de muralhas e, mais importante, quatro baluartes, situados nas zonas mais sensíveis da fortaleza, precisamente aquela virada ao mar e à ria. Desses fortes, apenas se conserva o da Porta da Vila, a Sudoeste das muralhas, tendo os restantes sido suprimidos pela expansão urbana em direcção à ribeira, restando apenas o seu topónimo em algumas ruas, como as da Barroca e da Porta de Portugal.
Em 1556 D. João III ordenou a conclusão das obras iniciadas por seu pai, mas conferiu especial atenção à muralha ocidental, por oposição ao projecto manuelino, orientado no sentido de fortificar as secções meridional e nascente. Esta alteração dotou a fortaleza de mais dez baluartes, tornando-a a primeira muralha plenamente abaluartada do território nacional .Da grandiosa fortificação então construída restam alguns interessantes baluartes, que revelam bem a qualidade da construção e a importância militar que detinham. O baluarte da Alcaria, o mais saliente do perímetro ocidental, é um poderoso recinto quadrangular elevado, ligado às muralhas por uma rampa, e protegido por dois grandes orelhões. Os baluartes da Porta dos Quartos e de São Francisco, que fecham a muralha pelo lado poente, mantêm ainda os parapeitos concebidos para as máquinas de artilharia.Apesar deste dispositivo militar, a cidade de Lagos não conseguiu resistir ao ataque de Francis Drake, em 1587, no âmbito da guerra entre Espanha e Inglaterra. Perante este facto, Filipe I ordenou a reconstrução e modernização da praça militar, campanha que decorreu nos anos seguintes, com algumas interrupções e até um relativo arrastamento das obras. Durante o domínio espanhol, a cidade de Lagos foi objecto de uma especial atenção. Em 1621, a secção medieval mais fortificada, onde se localiza o actual Castelo dos Governadores, foi transformada em residência do alcaide do castelo, procedendo-se, então, a obras de adaptação desse espaço.Nos séculos seguintes, Lagos entrou em relativa decadência e as obras efectuadas limitaram-se a consolidar as antigas estruturas e a reforçar a linha costeira, com novos fortins na orla. No século XX, no âmbito das Comemorações dos Centenários, organizadas pelo Estado Novo, Lagos foi um dos pontos fundamentais. Intimamente ligada à figura do Infante D. Henrique, a cidade foi parcialmente reformulada, destacando-se a abertura da Avenida das Descobertas (que regularizou o traçado urbano junto ao mar), e as suas muralhas restauradas e, mais importante, desobstruídas de construções anexas. Na actualidade, as beneficiações continuam, como no caso do Baluarte da Porta da Vila, recentemente adaptado a observatório astronómico.

Fonte : IPPAR

Há 200 anos. 18 de Junho 1808

Dá-se no Porto um segundo levantamento contra as forças ocupantes. O depósito de armas deixada no Porto pelos franceses e arrombado e saqueado pelos populares.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Vila do Olhão da Restauração.


Alvará de 15 de Novembro de 1808


«Eu O Príncipe Regente. Faço saber aos que o presente Alvará com força de Lei virem que merecendo a Minha Real Consideração, e Estima os Meus fiéis Vassalos habitadores do Logar de Olhão no Reino do Algarve pelo patriotismo, amor e lealdade, com que no dia 16 de Junho do corrente ano se deliberaram com heróico valor, e intrepidez muito própria da valerosa e sempre leal Nação Portuguesa a sacudir o pesado, e intolerável jugo Francês, com que se viam oprimidos, e vexados, dando o sinal da Restauração da sua liberdade, tiranizada com factos injustos, e violências insofríveis, rompendo com vivas à Minha Augusta Pessoa, e a toda a Real Família, arvorando a Bandeira Portuguesa, e propondo-se sustentar com as armas na mão, e à custa do seu sangue a Causa da Religião, e do Trono, com tanta perfídia invadido: E Querendo Eu Dar um testemunho de quão bem aceitos por Mim foram estes relevantes Serviços, praticados com tanto brio, honra e valor, que foram o primeiro sinal para se restaurar a Monarquia de que se tinha apoderado o inimigo comum da tranquilidade da Europa, com manifesta usurpação, e ultrage dos Meus Reais Direitos, e da Augusta e Real Família; e ao mesmo tempo Distinguir entre os presentes, e vindouros o referido Logar de Olhão, e seus Habitantes, Hei por bem, e Me Praz Erigilo em Vila; e Ordenar, que da publicação deste em diante se denomine Vila do Olhão da Restauração; e que tenha, e goze de todos os Privilégios, Liberdades, Franquezas, Honras e Izenções, de que gozam as Vilas mais Notáveis do Reino; e Permito outro-sim, que os Habitantes dela usem de uma Medalha, na qual esteja gravada a letra - O - com a legenda - Viva a Restauração e o Príncipe Regente Nosso Senhor - . Pelo que; Mando à Mesa do Desembargado do Paço, e da Consciência e Ordens; Presidente do Meu Real Erario; Regedor da Casa da Suplicação; e a todos os Tribunais, e Ministros, a que o seu conhecimento pertencer, o cumpram, e façam cumprir, como nele se contem, não obstante quaisquer Leis, Alvarás, Regimentos, Decretos, ou Ordens em contrário, porque todas Hei por derrogadas para este efeito somente, como se delas fizesse expressa e individual menção, ficando aliás sempre em seu vigor: e este valerá como Carta passada pela Chancelaria, ainda que por ela não há-de passar, e que o seu efeito haja de durar mais de um ano, sem embargo da Ordenação em contrário: Registando-se em todos os logares onde se costume registar semelhantes Alvarás. Dado no Palácio do Rio de Janeiro em quinze de Novembro de mil oitocentos e oito. - PRINCIPE - D. Fernando José de Portugal »



Imagem da Junta de Freguesia de Olhão

Há 200 anos. 16 de Junho 1808

-Sublevação de Olhão e Vila Real de Santo António , dirigida pelo antigo capitão-general e governador das armas do Algarve, o conde de Castro Marim, Monteiro-mor do Reino.
-Procissão do Corpo de Deus em Lisboa com a participação de Junot.
-O Corpo de Dupont abandona Córdova, evitando ser cercado pelo exército espanhol comandado pelo general Castaños.

2008 - Comemoração 2º Centenário da Revolta Olhanense .

Para mais informação sobre a Revolta de Olhão, ver o Blog "Guerra Peninsular - As Invasões Francesas" aqui (Olhão 1) e aqui (Olhão 2) .

sábado, 14 de junho de 2008

Etat general des troupes portugaises sur pié en 1759


FRIDRICH, Jacob Andreas, 1714-1779

Etat general des troupes portugaises sur pié en 1759 [Visual gráfico / gravé par Jacques André Frederic. - Augsbourg : se vend chez lui meme, [1759]. - 1 gravura : água-forte, p&b http://purl.pt/11835. - Dim. da matriz: 50,5x20



Biblioteca Nacional

Há 200 anos. 14 de Junho 1808

A frota francesa de Cádiz rende-se aos espanhóis.
Decretode Junot equiparando os soldos dos soldados portugueses aos dos seus camaradas franceses.
Ruivães aclama a príncipe regente.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Há 200 anos. 11 de Junho 1808

Levantamento de Bragança, dirigido pelo governador das armas da província de Trás-os-Montes, o general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, que aclama o Principe Regente em Bragança.
**
"O tenente-coronel de cavalaria (hoje marechal de campo) Francisco da Silveira Pinto da Fonseca foi um dos oficiais militares que Sepúlveda chamou junto a si, logo desde os primeiros momentos da restauração; e Silveira, irresoluto ainda, deixou-se ficar em Vila Real, onde se achava; apenas porém ali rompeu a revolução, pôs-se à frente dela. Vila Real tomando-se a émula de Bragança, Silveira foi o competidor de Sepúlveda: fez-se independente deste general e declarou-se chefe da revolução. É assim que começou a sua carreira um general ilustre, que depois se tem assinalado por tão distintos serviços, como tem feito ao Soberano e à pátria na segunda restauração de Chaves, na defesa das províncias do Norte, na Galiza mesmo, e na Beira Alta, onde neste momento está servindo de barreira à entrada de novos reforços do inimigo, e cortando as comunicações a Massena. Não cumpriu as determinações de Sepúlveda, e Sepúlveda chegou ao ponto de enviar o brigadeiro (hoje Tenente-general) Manuel Pinto Bacelar- para o prender. Bacelar contemporizou, pensando poder reduzir as coisas à devida ordem sem tocar os extremos: não o conseguiu”
**
José Acúrcio das Neves, «Historia Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e da Restauração deste Reino», vol. 2, pp.80-81.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Decreto de 23 de Dezembro de 1808, para a organização de 16 legiões na cidade de Lisboa.

“Tendo determinado pelo meu decreto de 11 do corrente, que todos os habitantes destes reinos se armassem pelo modo que a cada um fosse possível; e que todos as indivíduos, que se acharem compreendidos na idade de quinze até sessenta anos, se reunissem todos os domingos, e dias santos, e se exercitassem nos movimentos, e evoluções militares; e sendo preciso para este importante fim dar uma certa ordem à numerosa população desta cidade, a qual sirva ao mesmo tempo, para que sem confusão possam acudir em corpos aos diferentes pontos, que lhes forem indicados, para se defenderem de qualquer tentativa, que o inimigo possa empreender, com o objecto de roubar, e destruir esta capital: sou servido ordenar, que se ponha em execução, sem a menor perda de tempo, o plano que com este baixa assinado por D. Miguel Pereira Forjaz, do meu conselho, secretário do governo, encarregado das secretarias d'Estado da guerra e da marinha. O conselho de guerra o tenha assim entendido, e o faça executar, mandando afixar logo em todos os lugares públicos desta cidade, assim o presente decreto, como o plano que o acompanha, para que chegue à notícia de todos, a quem competir a sua execução. Palácio do governo, em 23 de Dezembro de 1808 = Com quatro rubricas dos Srs. Governadores do reino.”

sábado, 7 de junho de 2008

Alvará de 27 de Fevereiro de 1801. Constituição das Brigadas.

Por este alvará foram constituídas 3 brigadas, fixando-se os seus quartéis bem como áreas de actuação, ao mesmo tempo que se reorganizavam os regimentos de infantaria e o posto de brigadeiro.

Alvará de 27 de Fevereiro de 1801

Eu Príncipe regente faço saber a todos que este alvará virem, que devendo o número de Oficiais efectivos do Meu Exército ser proporcionado à força do mesmo Exército; e considerando quanto imposta ao bem, e regularidade do Meu Real Serviço, principalmente em tempo de guerra que haja um número de Brigadeiros para comandarem as Brigadas das diferentes Armas. Hei por bem, que daqui em diante haja doze brigadeiros efectivos de Infantaria, seis de Cavalaria, dois de Artilharia, e três do Real Corpo de Engenheiros.
Nenhum Coronel de uma Arma poderá daqui em diante pedir o posto de brigadeiro efectivo em outra; e como é importância deste posto seja tanto maior, quanto é dele que devem ser tirados os oficiais generais; e que o bem do meu real serviço exige que eu me não veja necessitado a escolher os oficiais desta classe, senão entre sujeitos dotados da universalidade de conhecimentos militares indispensável para o comando dos corpos compostos de diferentes armas. Sou servido declarar, que para o acesso de coronel a brigadeiro efectivo, não servirá de título a simples antiguidade e que pelo contrário eu não terei com esta, atenção alguma para o dito efeito, quando ela se não achar unida a extensão de conhecimentos, necessária para o digno desempenho de postos de tanta consideração.
Não sendo porem da Minha Regia Intenção, nem conforme aos princípios da justiça privar do seu legítimo acesso aqueles coronéis, que achando-se empregados em comissões diferentes do comando dos regimentos, forem contudo beneméritos, e aptos para os postos de oficiais generais; nem tão pouco tirar todo o princípio de estímulo e imolação louvável aqueles que, não possuindo os conhecimentos superiores da arte da guerra em toda a sua extensão, me tiverem contudo servido com honra, valor, desinteresse, e zelo: sou igualmente servido a declarar, que os primeiros serão por mim considerados para o seu acesso, como se efectivamente comandassem regimento; e que com os segundos terei toda a contemplação que me merecerem, graduando-os à proporção do seu merecimento, e bom serviço, e empregando-os pelo modo mais conveniente às suas circunstâncias.
Cada brigada será composta de dois regimentos, ou 4 batalhões, a formação oporem das brigadas, e a designação dos corpos que as devem compor, assim nos campos de guerra, como em os campos de instrução será ao arbítrio do General em Chefe do Exército, ou daquele a quem o comando dos referidos campos for confiado; exceptuando tão-somente as brigadas dos engenheiros, as quais serão permanentes ainda em tempo de paz, e neste deverão ter quartéis fixos, e ser privativamente destinadas para o serviço das diversas províncias do reino, pela maneira seguinte.

A primeira brigada terá o seu quartel em a Vila de Santarém, e será destinada para o serviço da corte e das províncias da Estremadura e Beira; a segunda terá o seu quartel na cidade de Évora e será destinada para o serviço da província de Alentejo, e Reino do Algarve. A terceira terá o seu quartel na Vila de Guimarães, e será destinada para o serviço das províncias de Trás-os-Montes, Minho e Partido do Porto. A força, e organização de cada uma destas brigadas, bem como a regularidade e forma do seu serviço, assim em tempo de paz, como em tempo de guerra, será determinado por um regulamento particular a este corpo, e cuja composição tenho mandado proceder debaixo da imediata inspecção do Duque de Lafões Meu muito amado e prezado Tio, do Meu Conselho de Estado e Marechal junto à minha pessoa, a quem cumpre regular este negocio, bem como todos os mais que dizem respeito aos Serviço dos diferentes corpos do meu exército.

E porque para a perfeita organização das brigadas de infantaria se faz necessário levantar de novo mais um regimento desta arma, em tudo e por tudo igual aos outros regimentos de infantaria de linha; sou servido, que dos restos existentes do extinto regimento da armada real, se forme, debaixo do comando do Coronel D. Tomas de Noronha, um regimento de linha, que será denominado regimento de Lisboa, procedendo-se para logo ao recrutamento necessário para leva-lo prontamente ao seu Estado completo. E este se cumprirá tão inteiramente como neles se contem, sem dúvida, ou embargo algum e valerá como carta passada pela chancelaria, posto que por ela não há-de passar, e o seu efeito haja de durar mais de um, e muitos anos, não obstante a ordenação em contrário. Pelo que manda ao conselho de guerra, Marechal General dos meus exércitos e General junto à minha Real pessoa; generais e governadores das províncias, inspectores-gerais dos meus exércitos, chefes dos regimentos tesoureiros gerais, tropas dos meus reinos e domínios, o cumpram, e guardem pelos que lhes toca; e o façam cumprir, e guardar a todas as mais pessoas a quem competir.
Dado no Palácio de Queluz aos vinte e sete dias de Fevereiro de 1801.”

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Há 200 anos. 6 de Junho.

Forças Espanholas ocupam Castelo de Vide e Viana. Levantamento no Porto , proclamando-se a autoridade de D. João, Principe Regente. Inicio da sublevação Nacional à ocupação Francesa. No dia seguinte dá-se a aclamação do Principe no Castelo da Foz do Douro.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas no Porto

Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas no Porto

Programa

6 de Junho de 2008
22H00 - Forte de S. João Batista da Foz do Douro

Recriação Histórica
Demonstração militar nocturna com ordem unida, ordem de combate com fogo por fileira, manobra e demonstração de táctica de infantaria ligeira. Apoio e demonstração de fogo de artilharia.

7 de Junho de 2008
11H00- Forte de S. João Batista da Foz do Douro

Recriação Histórica
Mostra de armas
Demonstração Militar
Como no dia 6; hastear da bandeira do Príncipe Regente (8 horas da manhã).

Participantes:

Associação Napoleónica Portuguesa – Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida
Regimento de Infantaria 23
Regimento de Infantaria 1
Batalhão de caçadores 6
Regimento de artilharia 4
Milícias e Ordenanças

Total: 40/50 homens – 1/ 2 ou 4 peças de artilharia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

George Simmons - A British Rifleman Journals and Correspondence During the Peninsular War and the Campaign of Wellington

«The Portuguese deserve every praise; they fight like lions.»
«the Portuguese, led on by English officers, fight like Tigers. They have behaved astonishingly well. I have witnessed several regiments of them come on with the greatest enthusiasm.'»


George Simmons (95th Rifles) -A British Rifleman Journals and Correspondence During the Peninsular War and the Campaign of Wellington.(London, 1899) .

Há 200 anos. 4 de Junho.

Uma guarnição espanhola ocupa Ouguela.
Em Chaves dão-se os primeiros motins contra os Franceses.
A sublevação começa a fervilhar.