sexta-feira, 25 de abril de 2008

Tomas António da Guarda Cabreira , Conde de Lagos (1792-1834)

Titulo concedido por D. Miguel em 1834 (juntamente com o título de Visconde de Vale da Mata) a Tomás António da Guarda Cabreira.
Natural de Castro-Marim, onde nasceu em 12.10.1792, viria a falecer em Faro em 20.11.1834. Era filho do Tenente-Coronel João da Guarda Cabreira. Foi casado, e o seu filho, com o mesmo nome, também atingiu o generalato. Participou na Guerra Peninsular, fazendo parte do Regimento de Infantaria n° 14, tendo alcançado a patente de Tenente Ajudante no final do conflito.
Em 1817 era Capitão. Aparece na lista de militares condecorados com a cruz de guerra peninsular como pertencendo ao regimento de infantaria nº 23, com o posto de Capitão (1820). Depois da Revolução Liberal, aderiu a causa miguelista, tendo sido forçado e emigrar para Espanha, em 1826.
Só regressou a Portugal em 1828. Era Capitão graduado em Major, quando foi nomeado para desempenhar funções no Regimento de Infantaria de Tavira, por decreto de 3 de Dezembro de 1831. Foi promovido a Major para o 2° Regimento de Infantaria de Elvas, por decreto de 22 de Fevereiro de 1832, a Tenente-Coronel em 14 de Setembro de 1833 e a Coronel em 21 de Outubro do mesmo ano. Por decreto de 20 de Janeiro de 1834 e promovido a Brigadeiro. Em 27 de Janeiro de 1834 foi nomeado Ajudante de Campo do Rei D. Miguel , com honras de Marechal de Campo, e comandante das forças no Algarve.
Por decreto de 11 de Maio de 1834 é promovido a Marechal de Campo. No início de Março de 1834, foi enviado para o Algarve, comandando cerca de 2.000 homens, para combater Sá da Bandeira, que desembarcara em Lagos.
Deu combate às forças comandadas por Sá da Bandeira em S. Bartolomeu de Messines, derrotando-as. Continuou depois no Algarve, como Comandante das forças miguelistas naquela região ate a convenção de Evora-Monte. Após a derrota das forças miguelistas, foi preso, acabando por ser morto pelos seus rivais políticos na Cadeia de Faro. Foi condecorado com a Cruz de Ouro das Campanhas da Guerra Peninsular, por cinco campanhas (algarismo 5), com a medalha batalha de Albuera e com a Medalha Militar de Fidelidade ao Rei e a Pátria.
O título nunca foi reconhecido na vigência da Monarquia Liberal.

2 comentários:

Paulo Rodrigues disse...

Incrível como alguém com tais decorações na campanha de libertação de Portugal da ameaça francesa acaba depois morto numa prisão quando a Convenção de Évora-Monte estipulava que os miguelistas não seriam perseguidos. Ao seu exemplo, no caso concreto do Algarve, poderemos acrescentar aquilo que se passou com o "Remexido". Uma vez mais se constata a "seriedade" dos chamados liberais.

Paulo Rodrigues disse...

Errata: onde, no comentário anteriro, está "decorações", leia-se "condecorações", obviamente :D